Austrália e Vietnã são os mercados mais atrativos para expansão internacional
Lidiane 31 de maio de 2026
Relatório avaliou 12 mercados da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio; Austrália, Vietnã e Emirados Árabes lideram ranking de atratividade para expansão
Os Emirados Árabes Unidos, a Austrália e o Vietnã são os três mercados mais atrativos da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio para empresas que buscam expandir operações no exterior. A China continental, embora apresente um ambiente regulatório e operacional mais complexo, mantém forte potencial de longo prazo, segundo relatório divulgado pela Vistra e pela Euromonitor International.
O estudo serve como guia para companhias em busca de crescimento em uma região que continua sendo um dos principais motores da economia global, mas que também apresenta desafios regulatórios, tributários e trabalhistas.
Foram analisados 12 mercados: Austrália, China continental, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Indonésia, Malásia, Vietnã, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. A avaliação utilizou dois indicadores. O primeiro mediu a atratividade dos mercados com base em fatores como resiliência econômica e características demográficas. O segundo avaliou o grau de dificuldade operacional, considerando aspectos como complexidade regulatória, carga tributária e transparência de dados.
Mercados mais atrativos e mercados mais difíceis de acessar
Com base em relatório de 2026 que avaliou 12 mercados da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio. Fontes: Vistra e Euromonitor International.
Durante o lançamento do relatório, Hong Ailin, gerente sênior de consultoria da Euromonitor International, afirmou que a região da Ásia-Pacífico continua sendo um dos principais polos de crescimento global. Segundo ela, o PIB real da região deve avançar cerca de 4,1% ao ano nos próximos cinco anos, acima da média global de 3,1%. O aumento dos gastos dos consumidores e o tamanho dos mercados locais continuam atraindo investimentos estrangeiros. Em 2024, mais de US$ 600 bilhões em investimento estrangeiro direto foram direcionados à região.
Hong destacou que as dificuldades operacionais costumam ser maiores em mercados emergentes do que em economias desenvolvidas, especialmente em áreas como regulamentação e administração corporativa. Mudanças frequentes nas regras, aplicação inconsistente das normas e barreiras linguísticas podem dificultar a entrada de empresas estrangeiras. Além disso, as companhias podem enfrentar sistemas tributários fragmentados, escassez de mão de obra e níveis mais baixos de automação nos processos contábeis e fiscais.
Singapura, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Hong Kong e Malásia foram classificados como mercados de rápido crescimento com desafios operacionais relativamente administráveis. Nesses países e territórios, os altos custos —e não as barreiras regulatórias— são o principal obstáculo. Segundo o relatório, empresas que entrarem rapidamente nesses mercados e ganharem escala com antecedência poderão obter vantagem competitiva.
Já Vietnã, Indonésia e China continental foram classificados como mercados de elevado potencial de longo prazo, mas com maior grau de complexidade operacional. O estudo aponta regulamentações complexas, regras trabalhistas restritivas e menor transparência de dados como os principais desafios. Ainda assim, empresas que conseguirem se adaptar às condições locais poderão construir vantagens competitivas duradouras.
“A fricção é inevitável na expansão para novos mercados, e o verdadeiro diferencial está em como as empresas lidam com ela”, afirmou Hong.
Zhang Hailiang, responsável pela região do Norte da Ásia na Vistra, disse que as empresas chinesas estão deixando de focar apenas na exportação de produtos e capacidade industrial para investir na construção de operações locais de longo prazo no exterior. Segundo ele, essa mudança leva as companhias a priorizar menos as oportunidades de crescimento imediato e mais a rentabilidade sustentável, a conformidade regulatória e a integração aos mercados locais.
O relatório conclui que as empresas estão adotando abordagens mais flexíveis para a expansão internacional. Em vez de evitar mercados considerados difíceis, muitas optam por absorver custos mais elevados, assumir riscos maiores em setores como o de semicondutores para manter a velocidade de crescimento ou priorizar governança corporativa e estabilidade de longo prazo em detrimento da expansão acelerada.
Este texto foi publicado originalmente pela Caixin Global em 25 de maio de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Mais de 80 prefeitos goianos participaram da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, entre 18 e 21 de maio. Realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o encontro é a maior mobilização municipalista da América Latina.
A ação reuniu milhares de autoridades municipais de todo o país. O foco central foi debater a autonomia local, o fortalecimento administrativo e o pacto federativo. Nesta edição, o financiamento dos serviços públicos foi a pauta principal.
Os prefeitos criticaram aos 16 projetos de lei que criam pisos salariais sem fontes de custeio. Segundo os prefeitos, essas propostas para categorias como médicos, professores e assistentes sociais geram um impacto financeiro estimado em R$ 295 bilhões.
Para mitigar a escassez de verbas nas prefeituras, os gestores defenderam uma distribuição mais justa dos royalties do petróleo entre os entes federativos. Outra demanda urgente apresentada foi o repasse do adicional de 1,5% ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A comitiva goiana manteve uma intensa agenda institucional em Brasília. A Associação Goiana de Municípios (AGM) e a Federação Goiana de Municípios (FGM) montaram um espaço conjunto. O local funcionou como ponto estratégico para debates e articulações políticas.
O presidente da AGM e prefeito de Hidrolândia, Zé Délio Júnior, liderou as demandas do estado. Ao lado do presidente da FGM, Paulo Vitor Avelar, ele participou das reuniões com a bancada federal e defendeu temas essenciais para as cidades.
Zé Délio ressaltou que os municípios concentram as demandas diárias, mas sofrem com a falta de verbas.
“A Marcha representa a força do municipalismo brasileiro. É aqui que os municípios unem suas vozes em defesa de melhorias reais para a população”, destacou o presidente da AGM.
O líder municipalista reforçou a urgência de uma reformulação na divisão dos recursos federais.
“O mato cresce, a lâmpada queima, o buraco abre é na cidade. É lá que a gente precisa ter atenção do governo federal para que a gente consiga melhorar a vida da nossa população”, declarou Zé Délio ao pedir um novo pacto federativo.
Caiado exalta força e união inédita de entidades municipalistas de Goiás
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), marcou presença na quarta-feira (20/5). Ele defendeu a descentralização do poder de Brasília para estados e municípios. Caiado também criticou a reforma tributária por onerar micro e pequenos empresários em mais de 30%. “O complicado não é só ganhar eleição, é governar”, disse o ex-governador.

Caiado elogiou o protagonismo da AGM e da FGM na articulação política. Ele afirmou que Goiás alcançou uma representatividade municipalista efetiva e articulada como nunca antes vista. O político agradeceu a parceria dos mais de 80 prefeitos goianos presentes no encontro nacional.
O ex-governador parabenizou o trabalho de José Délio Jr. e Paulo Vitor Avelar na liderança do movimento estadual. Ele lembrou que os prefeitos são os responsáveis por levar os serviços públicos até as pessoas.
“Quando se governa com os municípios e ao lado dos prefeitos, quem recebe os resultados é o cidadão”, reforçou Caiado.
Iniciativa dos três poderes alcançou 2.615 municípios em 100 dias e presidente regulamenta proteção digital para mulheres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta 4ª feira (20.mai.2026) 4 projetos de lei e um decreto durante reunião do comitê gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, no Palácio do Planalto. O encontro marcou os 100 dias da iniciativa, lançada em fevereiro com adesão dos Três Poderes.
A principal novidade foi o decreto sobre proteção da mulher no ambiente digital. A medida regulamenta mecanismos de fiscalização e responsabilização no espaço digital para combater violência de gênero na internet. O texto integra as discussões do governo sobre o cumprimento de obrigações impostas às redes sociais pelo Supremo Tribunal Federal.
Eis o que Lula assinou durante o evento:
- Decreto — Proteção da mulher no ambiente digital: regulamenta mecanismos de fiscalização e responsabilização para combater violência contra a mulher na internet. A medida responde ao crescimento da violência online, tema citado pela primeira-dama Janja Lula da Silva ao mencionar a “machosfera” e o discurso red pill;
- PL 2.083 de 2022 — Proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar: altera a Lei Maria da Penha para reforçar mecanismos de proteção às vítimas;
- PL 199 de 2024 — Cadastro Nacional de Condenados por Violência contra a Mulher (CNVM): cria banco de dados nacional com pessoas condenadas por violência contra a mulher. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também citou a proposta em discurso. A medida permite rastreamento e monitoramento de reincidentes;
- PLs 609 de 2019 e outro de 2022 — Caráter executivo da medida protetiva de urgência: dá força executória imediata às medidas protetivas, eliminando a necessidade de a vítima abrir outro processo judicial para fazer cumprir a ordem. A proposta reduz o tempo entre a decisão judicial e a proteção efetiva da mulher;
- PL 3.257 — Ampliação dos motivos para afastamento imediato do agressor: modifica a Lei Maria da Penha para incluir risco à integridade sexual, moral e patrimonial da mulher como fundamento para afastamento do agressor do lar, e não apenas risco físico.
O que o pacto fez em 100 dias
O governo divulgou balanço das ações desde o lançamento do pacto, em 4 de fevereiro. Os números apresentados são expressivos, mas ainda faltam detalhamento orçamentário por ação e histórico de execução. Eis o relatório (PDF – 235 kB).
A base financeira declarada para o pacto é o Orçamento Mulher, que concentra cerca de R$ 200 bilhões destinados a políticas públicas voltadas às mulheres. Há ainda um projeto de lei complementar que estima mais R$ 5 bilhões para enfrentamento ao feminicídio, mas o texto ainda tramita no Congresso.
Os ministérios responsáveis pelas ações não divulgaram valores atualizados por iniciativa.
Eis os números apresentados pelo comitê nos 100 dias:
- pacto presente em 2.615 municípios e nos 27 Estados;
- 20 mil kits tecnológicos distribuídos para apoio às vítimas;
- 6.328 agressores presos em operações com mandados em aberto;
- 30 mil medidas protetivas ativadas e monitoradas;
- 38 mil vítimas atendidas;
- mais de 50% das medidas protetivas concedidas no mesmo dia, segundo o Conselho Nacional de Justiça;
- criação do Centro Integrado Mulher Segura, que centraliza dados de segurança e saúde;
- sanção de 3 leis: uma que torna obrigatória a tornozeleira eletrônica para agressores, outra que cria qualificadora de homicídio em casos de violência vicária e uma terceira que institui o programa “Antes que Aconteça”, voltado à prevenção.
O que ainda falta
Além de Lula, participaram do evento o presidente do STF, Edson Fachin, e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Fachin reconheceu que 100 dias não são suficientes para reverter séculos de violência estrutural. Lula afirmou que o problema tem origem na “ignorância e na falta de educação” e questionou o papel da família e das escolas — e não apenas da internet — na formação de jovens que praticam violência.
A falta de transparência sobre quanto cada ministério efetivamente gastou nas ações do pacto segue como ponto cego. Sem esses dados, os números de atendimentos e prisões não permitem avaliar custo-efetividade nem comparar resultados com períodos anteriores ao pacto.
O Sistema Integrado Mulher Segura (SI Mulher Segura), que deve reunir dados de todas as esferas em uma única plataforma, ainda aguarda regulamentação por decreto. O programa Aliança Lilás, que articula demandas prioritárias entre os Poderes, segue em fase de consolidação. O relatório oficial admite, na conclusão, que “100 dias não são suficientes para reverter séculos de violência cultural”.
Também participaram do evento:
- Miriam Belchior;
- Wellington César Lima;
- Gleisi Hoffmann;
- Esther Dweck;
- Jaques Wagner;
- Sidônio Palmeira;
- Wolney Queiroz;
- Márcia Lopes;
- Humberto Costa; e
- José Guimarães.
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Presidente dos EUA e líder chinês, Xi Jinping, concordam sobre abrir estreito de Ormuz e impedir programa nuclear iraniano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que sua paciência com o Irã “está se esgotando” ao discutir a guerra no Oriente Médio com o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), na 5ª feira (14.mai.2026).
Segundo a Casa Branca, Trump e Xi concordaram, durante conversas em Pequim, sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto.
O Irã fechou a rota marítima em resposta aos ataques conjuntos de Israel e dos EUA, iniciados em 28 de fevereiro. O bloqueio da via provocou uma interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia.
A China é aliada do Irã e principal compradora de petróleo do país.
Os EUA suspenderam os ataques ao Irã no início de abril, mas iniciaram um bloqueio aos portos iranianos. As negociações para encerrar o conflito estão paralisadas, com o Irã se recusando a encerrar o programa nuclear ou abrir mão do estoque de urânio enriquecido.
“Não serei muito mais paciente”, declarou Trump ao programa “Hannity”, da Fox News, na noite de 5ª feira (14.mai.2026). “Eles [os iranianos] deveriam chegar a um acordo”, acrescentou.
Sobre o estoque secreto de urânio enriquecido do Irã, o presidente norte-americano disse que seria possível enterrá-lo, mas afirmou preferir “recebê-lo”.
Segundo Trump, isso seria “mais um ato de relações públicas do que qualquer outra coisa”. Trump disse que Xi prometeu não enviar equipamentos militares ao Irã. “Ele disse que não vai dar equipamentos militares. Essa é uma declaração importante”, afirmou à Fox News.
Segundo a Casa Branca, o presidente chinês demonstrou interesse em comprar mais petróleo norte-americano para reduzir a futura dependência da China em relação ao estreito de Ormuz.
Os líderes também concordaram que o Irã não deve obter armas nucleares. Teerã nega buscar esse tipo de armamento.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China defendeu que um cessar-fogo duradouro entre EUA e Irã seja alcançado o mais rápido possível. O governo chinês também afirmou que a navegação no estreito de Ormuz precisa ser retomada imediatamente.
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No quinto encontro do ano, Comitê de Compliance avança nas definições de conformidade em mais quatro departamentos
Lidiane 5 de maio de 2026
O Comitê Central de Compliance da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) segue com avanços nas ações de controle e implantação da gestão de riscos administrativos no Parlamento. Durante o quinto encontro de 2026, nesta segunda-feira, 4, o colegiado progrediu nas definições de conformidade em quatro departamentos da Alego: Secretaria de Instrução Técnica e Controle, Diretoria Administrativa, Diretoria Financeira e Procuradoria-Geral.
As ações do comitê abordam os processos de gestão com estruturação de processos e riscos, sejam eles internos ou externos, inerentes às atividades administrativas da Alego. Como departamento estratégico, o colegiado atua para garantir o acompanhamento e o tratamento apropriado dos riscos identificados ao longo dos encontros com cada órgão do Legislativo.
Dando sequência às medidas de conformidade, foi finalizada a identificação e posterior validação de riscos da Secretaria de Instrução Técnica e Controle. O procurador Eduardo Henrique Lolli, responsável pela pasta, abordou pontos críticos que foram consolidados pelos integrantes do comitê.
Avanço
Já em etapa mais avançada, as outras três pastas em pauta no encontro desta tarde validaram, junto ao Compliance da Alego, a análise de riscos administrativos, que consiste na compreensão das causas e consequências e determinação do nível de risco. Cada unidade discutiu vulnerabilidades e os métodos mais apropriados para o tratamento de eventuais danos.
Nas ações voltadas à Diretoria Financeira, por exemplo, os processos mapeados foram abordados pelos integrantes da pasta e pela equipe técnica, incluindo-se rotinas, comunicação entre departamentos e planos de ação em face de eventuais ocorrências. Com a progressão nas decisões estratégicas para mitigação dos riscos, o próximo passo, a partir do escopo de ações, será a avaliação de riscos.
O Comitê Central de Compliance da Alego agendou seu próximo encontro para o dia 18 deste mês. Na pauta, estão previstas ações de controle para a Diretoria de Compras e Diretoria de Tecnologia da Informação.
Além dos responsáveis por cada pasta, os chamados proprietários de risco, estiveram presentes na reunião: Tasso Honorato Reis Júnior (Diretoria-Geral), Diego Mendes (Tecnologia da Informação), Célio Campos de Freitas Junior (Diretoria de Comunicação), Juliane Elias de Rezende Marques (Secretaria de Controle Interno) e Andreya da Silva Matos Moura (Procuradora-Geral).
A equipe da Assessoria Técnica de Compliance é composta por: Kelly Morgana Afiune, Isabella Maria Lima Oliveira, Alex Martins Borges, Pedro Henrique Nogueira, Elievânia Martins, Luciana Marques da Silva, Cintia Fávero Cerri e Vitória Teixeira.
Moeda brasileira subiu 10,4% em relação ao dólar no acumulado do ano; euro teve estabilidade em 2026
Um levantamento da consultoria Elos Ayta Consultoria feito com 27 moedas mostra que o real teve a maior valorização em relação ao dólar em 2026. No acumulado do ano, a alta foi de 10,4%. A moeda nos EUA fechou cotada aos R$ 4,974 nesta 2ª feira (20.abr.2026), o menor valor desde 25 de março, quando foi de R$ 4,973.
Assim como se deu depois do início da guerra na Ucrânia, o real se valorizou frente ao dólar. Um dos motivos é o encarecimento da cotação do petróleo. A alta do barril do petróleo e de outras commodities incentiva a exportação e a entrada da moeda norte-americana no Brasil.
O encarecimento do petróleo também contribui para as contas públicas do Brasil. A arrecadação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com royalties deve ser potencializada, possibilitando medidas de estímulos. O FMI (Fundo Monetário Internacional) aumentou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto para 1,9% em 2026, enquanto a guerra no Oriente Médio diminuiu a projeção de expansão da atividade econômica global.
DIFERENCIAL DE JUROS
Também contribuiu para a valorização do real a política monetária contracionista. De acordo com o especialista de investimentos da casa de análise Top Gain, Leonardo Santana, “por mais que tenhamos uma perspectiva novamente de cortar juros, estamos com um dos maiores juros reais do mundo“.
O BC (Banco Central) manteve a taxa básica, a Selic, em 15% ao ano durante junho de 2025 a março de 2026. Segundo o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, as decisões “conservadoras” criaram uma “gordura” para corte dos juros, deixando o país bem-colocado no cenário.
O Banco Central cortou o juro-base para 14,75% ao ano e sinalizou que o ciclo de flexibilização monetária será menor do que o esperado. Os agentes financeiros aumentaram para 4,80% a inflação esperada para o Brasil em 2026. O percentual está acima do teto da meta, que é de 3% e tem tolerância de até 4,50%.
Os juros reais –diferencial entre Selic e inflação– elevados dá mais segurança para o real e atrai capital estrangeiro. No saldo entre aportes e resgates, os investidores internacionais colocaram R$ 67,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo no acumulado do ano até 16 de abril, último dado disponível.
RISCO PARA RETIRADA DO DÓLAR
Apesar do momento favorável para valorização do real, Santana explica que o fiscal pode voltar a pressionar a moeda, principalmente em ano eleitoral.
“Esse cenário pode se inverter, já que estamos em ano de eleição. Se o governo resolver gastar demais, além do previsto, voltam as preocupações fiscais. Isso é o que, sem dúvidas, pode levar a uma maior retirada de dólar do Brasil fazendo a moeda subir”, afirmou.
Mais de 6,6 mil famílias podem perder moradia por conflito agrário em Goiás
Lidiane 15 de abril de 2026
CRISE FUNDIÁRIA EM GOIÁS
Cerca de 60 acampamentos vivem sob risco iminente de expulsão em Goiás; força-tarefa tenta substituir despejos violentos
Acordo entre órgãos federais e estaduais busca destravar desapropriações paradas e garantir indenizações (Foto: caminandolibertad)
Mais de 6,6 mil famílias podem perder moradia em áreas de conflito agrário em Goiás por conta da demora para ter resoluções nos processos. Atualmente, o cenário fundiário no território goiano é de tensão. São mais de 60 acampamentos espalhados pelo estado, onde milhares de pessoas vivem sob a sombra de ordens de despejo que podem ser executadas a qualquer momento.
Para destravar oito processos fundiários que são considerados prioridade, representantes do Ministério Público de Goiás (MPGO) estiveram em Brasília, na sede do Incra, na terça-feira (14/4), onde participaram de uma reunião decisiva. A intenção é substituir a insegurança e o risco de reintegrações de posse violentas por cronogramas claros de desapropriação e assentamento, garantindo que quem produz no campo tenha, finalmente, a segurança jurídica para trabalhar.
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Foco nos conflitos de Catalão, Formosa e Piranhas
A força-tarefa que reuniu o Incra, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o MP e a Defensoria Pública, colocou na mesa casos emblemáticos onde a produção agrícola já é uma realidade, mas a posse da terra ainda é instável:
- Acampamento Oziel Alves (Catalão): Consolidada desde 2017, a ocupação aguarda que o Incra defina os prazos para a desapropriação. Sem isso, as famílias que já produzem no local enfrentam a ameaça constante de perderem tudo o que construíram em quase uma década.
- Acampamento Dom Tomás Balduíno (Formosa): Com 218 famílias cadastradas, o processo de desapropriação por interesse social avançou em 2025, mas a imissão na posse e o cronograma de assentamento definitivo ainda dependem de fluxo financeiro do governo federal.
- Fazenda Tucum (Piranhas): Apesar de estar em fase avançada de compra e venda, o local sofre com entraves jurídicos, como penhoras e irregularidades dominiais, que mantêm os trabalhadores rurais em estado de alerta.

A estratégia da autocomposição
De acordo com o promotor de Justiça Márcio Lopes Toledo, o MP-GO tem atuado por meio do Centro de Autocomposição (Compor) para mediar essas crises. O objetivo é garantir que o proprietário da terra receba uma indenização justa e que as famílias de interesse social recebam o título da terra, encerrando ciclos de violência que duram anos.
“Queremos evitar reintegrações de posse violentas e priorizar a negociação”, afirma o promotor. Para as famílias acampadas, o sucesso dessas reuniões em Brasília é a única barreira que os separa da perda total de suas moradias e do sustento que retiram da terra.
A meta agora é pacificar o campo em Goiás por meio de atualizações processuais e recursos orçamentários, transformando ocupações instáveis em assentamentos produtivos e devidamente legalizados.
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Pré-candidato diz que Novo é “talvez o partido mais à direita do Brasil” e defende linha sem corrupção
O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta 2ª feira (13.abr.2026) que se considera “mais à direita” e que o PL tem “frutas podres”. A declaração foi dada a jornalistas depois da participação em evento da Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista.
Ao comentar sobre o PL, Zema afirmou que há problemas internos. “No PL eu acho que tem algumas frutas podres”, disse. Segundo ele, o Novo adota critérios mais rígidos. “Se tiver alguém desalinhado com os nossos princípios, está fora. É o único partido que faz isso”, afirmou.
Segundo Zema, o Partido Novo tem uma atuação mais alinhada a princípios do que outras siglas. “Quem pega as propostas do Novo vai ver que talvez seja o partido mais à direita do Brasil”, afirmou.
O político disse que, apesar de se posicionar no campo da direita, há diferenças em relação a outros partidos. “Eu sou de direita, mas sou diferente. Sou uma direita que quer privatizar, que respeita a Constituição e que não tem corrupção”, disse.
Apesar da crítica, Zema reconheceu aproximação entre as siglas em alguns Estados. Ele citou alianças no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e disse que as conversas continuam. “Estamos trabalhando juntos em diversos Estados do Brasil”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que pretende manter sua campanha até o fim. “Eu vou levar minha pré-campanha e campanha até o final”, disse.
A Prefeitura de Trindade iniciou mais uma obra de infraestrutura por meio do programa Avança Trindade. Desta vez, a intervenção contempla a revitalização do eixo urbano que liga a Basílica do Divino Pai Eterno à Igreja Padre Pelágio, um dos trechos mais movimentados do município, especialmente durante as celebrações religiosas que atraem milhares de visitantes todos os anos.
O anúncio foi feito pelo prefeito Marden Júnior, em evento que contou com a presença do deputado estadual Cristiano Galindo, além de vereadores, secretários municipais e outras autoridades. A obra prevê a revitalização completa da avenida e a reestruturação da Via Sacra, com melhorias voltadas à mobilidade urbana, acessibilidade e segurança para pedestres e motoristas.
De acordo com a gestão municipal, o objetivo é melhorar a circulação na região central e fortalecer o turismo religioso, atividade considerada estratégica para a economia local. A área conecta dois importantes pontos de peregrinação e recebe grande fluxo de fiéis ao longo do ano, com destaque para as festividades dedicadas ao Divino Pai Eterno.
Durante o anúncio da obra, o prefeito destacou que o município mantém um cronograma contínuo de investimentos em infraestrutura e serviços públicos.
“O trabalho não para. Estamos sempre buscando melhorias para a nossa cidade, com mais infraestrutura, acessibilidade e qualidade para todos os moradores de Trindade”, afirmou Marden Júnior.
Novo ciclo de investimentos
A revitalização integra a segunda etapa do programa Avança Trindade, que reúne um pacote de obras e investimentos superior a R$ 68 milhões em áreas estratégicas como educação, saúde, infraestrutura, cultura e assistência social.
Lançado em 2025, o programa se consolidou como o principal eixo de transformação urbana do município, com obras voltadas à melhoria da qualidade de vida da população e ao fortalecimento do desenvolvimento local.
Entre os investimentos previstos nesta nova etapa estão mais de R$ 26,5 milhões destinados à educação, com construção e reforma de unidades escolares; R$ 10,2 milhões para ampliação e modernização da rede de saúde; R$ 4,2 milhões em projetos de assistência social; R$ 5,3 milhões voltados a esporte, lazer e meio ambiente; além de R$ 7 milhões para ações culturais, incluindo a requalificação da Via Sacra.

Na área de infraestrutura urbana, o programa prevê ainda cerca de R$ 14,8 milhões em obras de pavimentação, recapeamento e melhorias viárias em diferentes regiões da cidade.
Programas e parcerias já somam mais de R$ 221 milhões
Além dos investimentos diretos do município, a iniciativa também avança por meio do Avança Parcerias, que reúne projetos desenvolvidos em conjunto com o Governo de Goiás e soma mais de R$ 221 milhões em investimentos voltados principalmente às áreas de educação, saúde e mobilidade urbana.
Com a nova etapa, a gestão municipal afirma consolidar um dos maiores ciclos de investimentos da história de Trindade, com obras em execução, entregas programadas e novos projetos em desenvolvimento.
Presidente do Banco Central afirma que agentes financeiros reagem à “pouca informação” sobre os desdobramentos da guerra
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta 2ª feira (6.abr.2026) que os agentes financeiros reagem à “pouca informação” sobre os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. Ele afirmou que o cenário impõe dificuldades em precificar o futuro. Afirma que a autoridade monetária busca conhecer melhor o problema para fazer “movimentos mais seguros”.
Galípolo afirmou que a autoridade monetária tem cautela e serenidade para “tomar tempo” de conhecer melhor o problema.
“Cautela para o Banco Central do Brasil é você tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros, dar passos mais seguros na direção da política monetária a partir do conhecimento que você tem maior do problema”, declarou Galípolo.
Galípolo participou do “12º Seminário Anual de Política Monetária”, promovido pelo Centro de Estudos Monetários da FGV (Fundação Getulio Vargas)/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), no Rio de Janeiro. Ele falou sobre o futuro da taxa básica, a Selic, e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Subiu para 4,36% a mediana das projeções dos agentes do mercado financeiro para a inflação de 2026. A meta é de 3%, com tolerância de até 4,50%. O Banco Central disse, em março, que a probabilidade de a taxa ficar acima do intervalo de tolerância é de 30%.
A autoridade monetária iniciou o ciclo de flexibilização monetária, cortando a taxa Selic para 14,75% ao ano. Galípolo disse, em março, que o Banco Central teria agora “tempo para entender” o efeito da guerra no Oriente Médio na economia.
A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) disse que, por causa do aumento dos preços, o ciclo de cortes de juros deve ser menos intenso do que o esperado anteriormente.
Galípolo declarou que os agentes financeiros reagem às incertezas sobre o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia. Há 2 cenários “delineados”, segundo o presidente do BC. São eles:
- um choque de oferta mais curto, com uma volta à “normalidade” em prazo menor;
- um choque de oferta intenso que tende a impactar a capacidade produtiva, com demora na recuperação e efeitos “deletérios” sobre a atividade econômica global.
A guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos impactou a oferta de petróleo no mundo com as obstruções na passagem de navios no Estreito de Ormuz. O barril tipo brent estava sendo negociado próximo a US$ 70 antes do início dos conflitos. Às 14h30 desta 2ª feira (6.abr.2026), estava aos US$ 110,40.
Galípolo voltou a dizer que as decisões mais conservadoras do Copom em 2025 permitiram uma condição mais favorávelpara o Banco Central analisar os próximos passos e enfrentar os problemas.
O presidente do BC disse que o mundo teve 4 choques de oferta nos últimos 6 anos. São eles:
Galípolo declarou que parte do trabalho do Banco Central é impedir que os choques de oferta se propaguem em “efeitos de 2ª ordem”, em especial “numa espiral salário-preço”.


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