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Macaco Gordo, produtora de parceiro comercial de Sidônio Palmeira, foi contratada para campanhas da Caixa e da Embratur desde 2024

A produtora Macaco Gordo, do empresário baiano Francisco Kertész, 44 anos, conhecido como Chico Kertész, recebeu R$ 12 milhões em contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal e da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) nos últimos 2 anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kertész é sócio do ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Sidônio Palmeira, na agência Nordx –antiga M4 Comunicação e Propaganda. As informações são do Estadão

A M4 foi criada em 2022 para coordenar parte da campanha presidencial de Lula. No ano seguinte, a empresa passou a se chamar Nordx, e continuou prestando serviços ao diretório nacional do PT. Desde que Palmeira assumiu o comando da Secom, em janeiro de 2025, Kertész esteve 13 vezes no Planalto, entre janeiro e junho, para reuniões com o ministro. O empresário afirmou que os encontros tiveram “caráter pessoal” e que “jamais trataram das atividades da Macaco Gordo”.

Segundo o Estadão, os R$ 12 milhões pagos à produtora correspondem a campanhas publicitárias da Caixa e da Embratur entre 2024 e 2025. Apenas neste ano, a Caixa destinou R$ 4,3 milhões à produtora —o equivalente a cerca de 20% de todo o valor pago pelo banco a produtoras de vídeo.

Uma das campanhas, sobre renegociação de dívidas, teve aditamento contratual de R$ 687 mil com dispensa de pesquisa de preços. A Caixa afirmou, em nota, que todas as contratações seguiram as normas legais e que a produtora foi escolhida por oferecer o menor preço em cotações realizadas pelas agências Binder, Calia e Propeg, responsáveis pela publicidade do banco.

A Embratur, por sua vez, declarou que a escolha de produtoras é feita pelas agências contratadas mediante chamadas públicas, sem interferência de órgãos federais. Entre os projetos realizados pela Macaco Gordo estão a campanha de afroturismo da Embratur, filmada em Salvador, Manaus, Rio de Janeiro, Fernando de Noronha e Recife, e campanhas da Caixa como “Quina de São João”, “Poupançudos” e “Mega da Virada”.

Ao ser questionado por meio da Secom, Sidônio declarou que “jamais” interferiu ou indicou a contratação da produtora Macaco Gordo em campanhas publicitárias do governo. Ele não respondeu, contudo, sobre as visitas de seu sócio, Chico Kertész, ao Planalto.

Na nota, a Secom disse que “jamais indicou ou endossou a escolha, pelas agências que prestam serviço à Embratur, à Caixa ou a qualquer outro órgão federal, de qualquer um dos fornecedores que tenham sido escolhidos”

Sidônio Palmeira e Chico Kertész mantêm relação comercial há mais de uma década. A Macaco Gordo já prestou serviços à Leiaute, agência fundada por Sidônio, em campanhas do governo da Bahia. Esses contratos foram alvo de suspeitas de direcionamento levantadas pelo Tribunal de Contas do Estado, mas a empresa firmou acordo para encerrar o processo e adotou medidas de controle interno.

Chico Kertész é filho de Mário Kertész, 81 anos, um conhecido empresário e radialista baiano. Mário foi prefeito de Salvador duas vezes (1979-1981 e 1986-1988). Esteve filiado a vários partidos, entre outros a Arena (que deu sustentação à ditadura militar de 1964) e ao MDB (que fazia oposição consentida ao regime militar). Hoje está fora da política. É o dono da Rádio Metrópole, uma das mais influentes de Salvador (BA). Já entrevistou o presidente Lula 3 vezes no atual mandato do petista.

Leia a íntegra da nota enviada pela Caixa para o Estadão:

“A Caixa esclarece que as contratações de serviços de produção publicitária realizadas pelas agências Propeg, Calia e Binder, no âmbito dos contratos vigentes com o banco, seguem os critérios estabelecidos pela legislação e pelas normas internas da instituição.

“A escolha da produtora Macaco Gordo para a produção de filmes publicitários ocorreu por meio de processo de cotação conduzido pelas agências de publicidade licitadas, conforme previsto contratualmente.

“A produtora foi selecionada por apresentar a proposta de menor preço entre, no mínimo, três orçamentos coletados no mercado. Desde janeiro de 2023, a Caixa trabalhou com 41 produtoras de vídeo.

“A Caixa aprovou os orçamentos apresentados pelas agências e autorizou a produção das campanhas por representarem a proposta de menor custo, em conformidade com os ritos legais e contratuais vigentes”.



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Presidente voltou a dizer que trocou telefones com o republicano e falou em “importuná-lo” nesta semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 2ª feira (27.out.2025) que “está estabelecida” a relação do Brasil com os Estados Unidos, depois da reunião na Malásia entre ele e o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), no domingo (26.out).

“Quem imaginava que não ia ter, perdeu. Vai ter e vai ser uma relação positiva para o Brasil e para os EUA”, declarou em entrevista a jornalistas em Kuala Lumpur (Malásia).

Assista (58min20s):

Lula se disse “muito otimista” depois do encontro e afirmou acreditar que os 2 países “logo” encontrarão uma solução para o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros importados pelos EUA.

“Eu não estou reivindicando nada que não seja justo para o Brasil e tenho do meu lado a verdade mais verdadeira e absoluta do mundo: os EUA não têm deficit comercial com o Brasil”, declarou o petista.

Segundo Lula, ele e Trump trocaram números de telefone. Como o petista não tem celular, deu o contato de Fernando Igreja, embaixador e chefe do cerimonial da Presidência. “A depender do resultado [das negociações] dessa semana, eu já vou importuná-lo [Trump] com um telefonema direto”, afirmou.

Ele também relembrou sua relação com o ex-presidente norte-americano George W. Bush, também do Partido Republicano, dizendo que foi “a melhor” que teve com um líder do país. Os mandatos de Lula também coincidiram com parte dos de Barack Obama e Joe Biden, ambos do Partido Democrata.

“A mesma coisa vai acontecer com o Trump. […] Eu acho que rolou muita sinceridade na nossa relação. Eu não tenho nenhum problema em dizer que é bem possível que vocês fiquem bastante surpresos com a afinidade da relação”, declarou.

Apesar de elogiar o resultado da reunião e de reafirmar a “química” entre ele e Trump, Lula disse ter conversado com o norte-americano não de forma pessoal, mas como presidente do Brasil. “Gostemos ou não gostemos um do outro, nós temos que assumir a nossa responsabilidade de chefes de Estado”, afirmou.

Também disse que ambos se dispuseram a estabelecer um canal de diálogo, “apesar das diferenças ideológicas”, e que eles se respeitam por terem sido democraticamente eleitos pelas populações de seus países.

Segundo Lula, ele e Trump devem manter uma relação harmônica em nome dos mais de 200 anos de diplomacia entre os 2 países e por Brasil e EUA serem “as duas maiores democracias do Ocidente”.


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Segundo o presidente, o mundo “não pode aceitar o fim do multilateralismo” ou “a ideia do protecionismo”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “enquanto outros apostam na rivalidade e na competição”, o Brasil escolhe “a parceria e a cooperação”. Segundo ele, o mundo “não pode aceitar o fim do multilateralismo” ou “a ideia do protecionismo”.

“Quanto mais liberdade para fazer negócio e quanto mais multilateralismo, mais a gente vai ter, enquanto países, a chance de crescer”, declarou na Cúpula Empresarial da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), realizada neste domingo (26.out.2025) em Kuala Lumpur (Malásia).

“Sofreremos com o protecionismo dos países ricos ao mesmo tempo em que somos pressionados a abrir mercados”, afirmou.

Está previsto que Lula se encontre neste domingo (26.out) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), para tratar do tarifaço. Durante sua passagem pela Malásia, o petista tem feito diversas declarações que podem ser entendidas como recados para o norte-americano e seu governo.

No sábado (25.out), por exemplo, Lula disse que “tarifas não são mecanismos de coerção”. Segundo o chefe do Executivo, “nações que não se dobraram ao colonialismo e à dicotomia da Guerra Fria não se intimidarão diante de ameaças irresponsáveis”.

Em sua fala neste domingo (26.out), Lula disse que o mundo vai enfrentar “uma nova corrida predatória” por recursos naturais, incluindo minerais críticos. A negociação entre o Brasil e Estados Unidos busca um acordo comercial que pode envolver um tema caro para os norte-americanos: as terras raras.

Segundo o presidente, “não é possível alcançar a neutralidade política”. Lula afirmou que “as pessoas não sabem para quem elas têm que governar quando ganham uma eleição”. Voltou a dizer que o Estado deve servir aos mais pobres.

Assista (23min30s):


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Presidente brasileiro está na Malásia para fortalecer as parcerias estratégicas com os países do Sudeste Asiático

A aproximação econômica com o Sudeste Asiático é um dos temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem em sua agenda ao participar da 47ª Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), realizada deste domingo (26.out.2025) até 3ª feira (28.out) em Kuala Lumpur (Malásia).

A Asean é hoje o 5º principal parceiro comercial do Brasil, o 4º destino das nossas exportações e o grupo que respondeu por mais de 20% do superavit do comércio exterior brasileiro, com saldo favorável de cerca de US$ 15,5 bilhões”, disse o embaixador Everton Lucero, diretor do departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Ministério das Relações Exteriores, ao falar da viagem de Lula à Indonésia e à Malásia. 

O bloco importou US$ 26,3 bilhões de bens brasileiros em 2024, segundo o ComexStats. Os principais produtos comprados são combustíveis minerais, rações e minérios. O Brasil, por sua vez, importou US$ 10,8 bilhões da Asean –ou seja, há superavit comercial.

A Asean é um bloco composto por 10 países do Sudeste Asiático. São eles:

  • Brunei;
  • Camboja;
  • Cingapura;
  • Filipinas;
  • Indonésia;
  • Laos;
  • Malásia;
  • Mianmar;
  • Tailândia;
  • Vietnã. 

As nações têm, juntas, cerca de 692 milhões de habitantes, segundo dados compilados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Isso representa 8,6% da população mundial. Concentram um PIB (Produto Interno Bruto) nominal de cerca de US$ 4 trilhões –para comparação, o do Brasil é de US$ 2,13 trilhões. 

Em 2018, o total exportado pelo Brasil à Asean representava 4,5% do total das exportações brasileiras.

Em 2024, esse percentual subiu para 7,8%. 

O volume importado da Asean pelo Brasil vem oscilando ao longo dos anos. Em 2018, 4,3% de todas as importações do Brasil eram do bloco asiático.

Esse percentual chegou a 4,8% em 2019 e caiu para 3,7% em 2022. Voltou a subir depois que Lula assumiu a Presidência em 2023. Em 2024, foi de 4,1%. 

LULA NA ASEAN

O petista quer fortalecer as parcerias estratégicas com os países do Sudeste Asiático e ampliar a presença do Brasil na região. Antes da Malásia, foi à Indonésia, onde visitou a sede da Asean em Jacarta.

A passagem de Lula por Kuala Lumpur tem, segundo o Planalto, o objetivo de intensificar e diversificar o comércio e os investimentos bilaterais. O foco é em setores estratégicos como energia, ciência, tecnologia e inovação.

O embaixador Everton Lucero disse que há 3 eixos principais que Lula busca contemplar com a viagem à Malásia:

  • ampliar e diversificar o comércio e os investimentos bilaterais; 
  • desenvolver cooperação em setores estratégicos para o desenvolvimento das regiões; 
  • aproveitar a sinergia política entre os líderes para uma maior convergência nas posições internacionais, especialmente em temas relacionados à Asean.

Lula participa no domingo (26.out) da 47ª Cúpula da Asean, que reúne lideranças empresariais e governamentais dos países-membros do bloco. Depois, vai ao Fórum Bilateral Brasil-Malásia, voltado à aproximação direta entre os setores privados dos 2 países. 

O presidente reservou parte do domingo para reuniões bilaterais durante sua viagem à Malásia. Deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), no fim da tarde, no horário local, e início da manhã, no horário de Brasília. A aproximação entre os 2 presidentes começou em setembro na Assembleia Geral da ONU, quando eles se encontraram, se cumprimentaram e Trump disse ter gostado de Lula. O norte-americano disse que houve uma “química excelente” entre eles.

Em 6 de outubro, os 2 presidentes conversaram por telefone por cerca de 30 minutos. Na época, o Palácio do Planalto disse que o tom foi amistoso. O petista destacou que o Brasil é um dos países com quem os EUA mantém superavit comercial e solicitou a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros importados e o fim de medidas restritivas contra autoridades brasileiras.

Durante as negociações, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se por cerca de 1 hora com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em 16 de outubro em Washington. Depois do encontro, o chanceler brasileiro declarou a jornalistas que a reunião havia sido “muito produtiva”.

Agora, Lula e Trump estão na Malásia e o encontro deve ser realizado durante a cúpula da Asean. No sábado, Trump disse a jornalistas a bordo do Air Force 1, seu avião oficial, acreditar que se encontrará com o brasileiro. Na sequência, um jornalista pergunta ao republicano se ele está disposto a reduzir as tarifas sobre os produtos brasileiros. O norte-americano sinalizou que sim, desde que seja “sob as circunstâncias certas”.

A aproximação marca uma guinada na postura de Trump, que em julho impôs tarifas adicionais sobre produtos brasileiros e condicionou a normalização das relações à suspensão do julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal). O julgamento não foi suspenso e Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma da Corte a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.


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Governador do Paraná usou metáfora da “nuvem” para dizer que popularidade na política muda rapidamente

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), disse que a tendência de crescimento da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é passageira. Segundo ele, a atuação do governo na questão das tarifas dos Estados Unidos contribuiu para a melhora dos números do petista.

“Essa defesa do Brasil, e que eu obviamente também concordo em defender o Brasil e o empresário brasileiro, faz com que o governo ganhe maior protagonismo”, declarou em entrevista a jornalistas durante o leilão de concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), realizado na sede da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

De acordo com levantamento divulgado em 8 de outubro pela Genial/Quaest, a aprovação de Lula voltou a empatar dentro da margem de erro com a desaprovação. É a 1ª vez que isso ocorre desde janeiro de 2025. A gestão do petista é desaprovada por 49% dos brasileiros e aprovada por 48% em pesquisa realizada de 2 a 5 de outubro.

A aprovação de Lula vem se recuperando de forma gradual desde maio. Ratinho Junior, que segundo a Paraná Pesquisas, tem 85% de aprovação no Estado, usou uma metáfora para se referir às variações de popularidade: “A política, como já se dizia, é [como] a nuvem: uma hora está de um jeito e a outra de outro. É natural que isso aconteça”.

Assista (a partir de 2h04min53s):

Ratinho Junior é cotado para ser adversário de Lula na eleição presidencial do próximo ano. Levantamento da Paraná Pesquisas indica que o petista venceria o governador nos 2 turnos.

Ele também falou sobre a relação com o governo federal. Disse manter um relacionamento técnico e republicano, sobretudo com os ministros dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e dos Transportes, Renan Filho.

“São as áreas de infraestrutura em que o Paraná tem um projeto, vamos dizer assim, em conjunto com o governo federal. Um precisa do outro para que as coisas avancem”, declarou.



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Presidente da República teve encontro ontem (2ª feira) à noite com o presidente do Senado e ajustaram como deve ser o processo; petista vai agora conversar com Rodrigo Pacheco, que foi preterido no processo e indicação formal sai na semana que vem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou para a Indonésia e Malásia na manhã desta 3ª feira (21.out.2025) sem indicar um nome para a vaga que foi aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria antecipada de Roberto Barroso. Como antecipou a 1ª edição do Drive, newsletter exclusiva para assinantes do Poder360, o petista teve uma conversa ontem à noite no Palácio da Alvorada, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Ficou acertado entre os 2, Lula e Alcolumbre, que a indicação ao STF deve ser feita quando o presidente da República voltar de seu giro pela Ásia, no início da próxima semana. Mas antes de revelar publicamente quem é o seu preferido –Jorge Messias, ministro da Advocacia Geral da União–, Lula vai conversar com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era o predileto de Alcolumbre e de ministros do Supremo, como Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Na conversa de ontem à noite, Lula disse mais uma vez a Alcolumbre o que vem dizendo a vários interlocutores: a indicação de nomes para o Supremo deve ser exclusiva do presidente da República. Reafirmou que não vai aceitar sugestões. Nessas ocasiões, Lula costuma citar casos em que ouviu no passado recomendações de terceiros e se arrependeu depois, como ocorreu com os ministros Joaquim Barbosa e Luiz Fux.

O petista disse a Alcolumbre que vai continuar a dar prestígio ao presidente do Senado, um aliado importante, mas pediu que compreenda que, no caso do nome para o STF, vai decidir sozinho –e sugeriu que será Jorge Messias. Alcolumbre aquiesceu.

Antes de indicar Messias formalmente, Lula pretende fazer um trabalho político mais amplo de articulação para que o processo de aprovação do nome no Senado seja rápido e suave. Ontem, já fez o acerto com Alcolumbre, que é um dos políticos que mais sugere e indica nomes para cargos na administração federal. Nesta semana, o presidente do Senado teve também outra vitória bancada por Lula, que foi a liberação do Ibama para que a Petrobras comece a explorar petróleo na Margem Equatorial, processo que vai enriquecer o Amapá.

Se tudo correr como Lula pretende, no meio da próxima semana o nome de Messias será anunciado e o processo será acelerado no Senado. A ideia é que a aprovação se dê ainda em 2025 –e o atual ministro da AGU tome posse no Supremo antes de o Judiciário entrar em recesso, em meados de dezembro.


Informações desta reportagem foram publicadas antes pelo Drive, com exclusividade. A newsletter é produzida para assinantes pela equipe de jornalistas do Poder360. Conheça mais o Drive aqui e saiba como receber com antecedência todas as principais informações do poder e da política.



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Cena do capítulo final exaltou o Brasil em tom parecido com as propagandas do Planalto após o tarifaço de Trump; escrito já fez afago ao presidente e à Janja nas redes sociais

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou ter feito publicidade no capítulo final da novela “Vale Tudo”, da TV Globo. A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) afirmou neste sábado (18.out.2025) que a cena exibida na noite de 6ª feira (17.out) com referências de pró-campanha de Lula sobre soberania “não se trata de ação de comunicação do Governo Federal”.

A resposta da pasta comandada pelo ministro Sidônio Palmeira acontece depois da repercussão de um diálogo em que personagens exaltam qualidades do Brasil.

Na cena de quase 2 minutos, Bartolomeu (Luís Melo) e seu filho Ivan (Renato Góes) falam sobre exportação de aviões, comida e energia limpa – temas que coincidem com o conteúdo de propagandas promovidas pelo governo nos últimos 2 meses. O capítulo teve 23,4 pontos de média geral de audiência, segundo dados prévios do Kantar Ibope.

Em julho, o governo lançou a propaganda “Brasil com S”, destacando aspectos como o SUS (Sistema Único de Saúde) – também mencionado no capítulo de “Vale Tudo”. Em 31 de agosto, foi lançada outra peça publicitária em tom patriótico fazendo contraposição ao tarifaço de Trump. O PT usou seu horário de propaganda partidária na mesma linha.

O Planalto passou a usar intensamente o discurso da soberania nacional após 9 de julho de 2025, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Sidônio Palmeira viu uma oportunidade de marketing e apropriou-se da narrativa, antes associada a partidos de direita e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“VALE TUDO”

A novela “Vale Tudo” é assinada por Manuela Dias, que já teve encontros documentados com a primeira-dama Janja da Silva e com o próprio presidente Lula. A escritora é responsável pelo remake da trama exibida originalmente de 1988 a 1989.

Parte da equipe criativa do filme “Malês”, Manuela Dias esteve no Palácio da Alvorada em 6 de setembro. “Fomos recebidos de forma inesquecível pelo senhor Presidente Lula e a primeira dama Janja”, escreveu em post em seu perfil no Instagram. Ela compartilhou fotos do dia e demonstrou proximidade com a primeira-dama Janja.

A TV Globo tem um histórico de aderir ao discurso oficial de diferentes governos desde a ditadura militar (1964-1985). É comum que programas e novelas da emissora reproduzam narrativas alinhadas ao poder.

O Poder360 procurou a emissora para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da pauta. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

LULA FEZ POST SOBRE NOVELA

Em publicação no X (ex-Twitter) na 6ª feira (17.out.2025), Lula afirmou que, “fora das telas”, o Brasil escolheu combater a desigualdade com justiça social.

A mensagem foi acompanhada de um vídeo que elenca projetos prioritários para o governo, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Luz do Povo e Gás do Povo. A postagem também fala em “justiça tributária” mote impulsionado por Lula para aprovar a isenção do IR (Imposto de Renda) para quem recebe até R$ 5.000 mensais, uma das principais pautas atuais da gestão mirando a reeleição em 2026.

O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) também celebrou a cena em seu Instagram: “Seu Bartolomeu, assim como a gente, sabe que o que não falta é motivo para se orgulhar de ser brasileiro”.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), celebrou a cena de “Vale Tudo” em seu perfil na rede social Instagram: “Seu Bartolomeu, assim como a gente, sabe que o que não falta é motivo para se orgulhar de ser brasileiro”.


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Presidente recebeu os magistrados no Palácio da Alvorada no início da noite desta 3ª feira; Lewandowski também foi convidado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na noite desta 3ª feira (14.out.2025) com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) para conversar sobre quem ficará com a cadeira de Roberto Barroso na Corte. O encontro foi no Palácio da Alvorada.

Estavam presentes os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também foi convidado. Lula quis assuntar sobre o perfil do próximo indicado.

Até o momento, o nome mais cotado é o do ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias. O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também está no páreo. Ele conta com o apoio de Dino e Gilmar. O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também tem defendido seu nome para a Corte.

Na 2ª feira (13.out), o senador recebeu na residência oficial do Senado o presidente do STF, Edson Fachin, e Pacheco para tratar de projetos de interesse do Judiciário. Alcolumbre classificou o encontro como um momento de “parceria institucional”. Participaram também desse encontro o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Herman Benjamin.

Há outros 2 cotados para a vaga de Barroso que correm por fora: o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas e o corregedor-geral da União, Vinícius Carvalho.

Barroso anunciou sua aposentadoria na 5ª feira (9.out). Seu último dia no Supremo será na 6ª feira (17.out). Lula fará sua 11ª indicação para a Corte considerando seus 3 mandatos. Com isso, o petista terá preenchido, ao longo de seus mandatos, todas as cadeiras da Corte. Será o 3º nome da atual gestão, depois de Cristiano Zanin e Flávio Dino.



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Presidente desembarcou na capital italiana na manhã de domingo (12.out) para encontro com pontífice e participar do Fórum Mundial da Alimentação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Roma na manhã deste domingo (12.out) para cumprir agenda oficial que inclui audiência com o papa Leão 14 e participação em eventos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). 

Acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, Lula seguiu diretamente para a Embaixada do Brasil, situada na praça Navona, onde ficará hospedado.

Esta será a 1ª reunião entre Lula e o papa Leão 14 desde que o religioso assumiu o papado em maio deste ano. O encontro representa a 3ª vez que o presidente brasileiro é recebido por um pontífice no Vaticano desde o início de seu 1º mandato em 2003. Anteriormente, esteve com Bento 16 em 2008 e com Francisco em 2023.

Na parte da tarde da 2ª feira (13.out), o presidente participará da abertura do Fórum Mundial da Alimentação, evento que celebra os 80 anos da FAO. A programação inclui ainda uma reunião sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa brasileira lançada durante a presidência do G20 no Rio de Janeiro em 2024. Depois da abertura do fórum, Lula encerrará a 2ª Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Outras viagens em outubro

Depois de Roma, Lula fará uma visita oficial à Indonésia em 24 de outubro. A viagem marca a aproximação dos 2 países, depois de reunião bilateral com o líder indonésio, Prabowo Subianto (Partido Gerindra, direita), em julho, no Palácio do Planalto.

Já nos dias 26 e 27 de outubro, Lula participará da 47ª Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), que acontece na Malásia.

Lula confirmou o convite do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim. Este, por sua vez, afirmou em 25 de setembro ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e espera contar com a participação do americano no encontro em Kuala Lumpur.

Depois de conversar ao telefone com Trump, o petista sugeriu a Malásia como ponto de encontro.

Haverá uma missão empresarial brasileira durante a visita oficial aos 2 países. O presidente da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos), Jorge Viana, e outras autoridades farão parte da delegação.

Última viagem de Lula o aproximou de Trump

Em 23 de setembro de 2025, Lula participou da 80ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, sendo aplaudido por líderes mundiais ao defender a soberania e a democracia brasileiras.

Foi a 10ª vez que Lula abriu os trabalhos da Assembleia Geral –7 vezes em seus 2 primeiros mandatos e agora nas 3 edições de seu 3º mandato.

Em seu discurso, Lula enviou uma mensagem direta aos EUA. Fez referência às sanções norte-americanas, que incluíram taxação de 50% sobre produtos brasileiros, à aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, e à retirada de vistos de autoridades brasileiras.

Apesar do tom crítico dos discursos, a viagem resultou em uma aproximação inesperada. Trump assistiu a todo o discurso de Lula em uma sala atrás do púlpito da assembleia geral. Quando o brasileiro terminou sua fala e passou pelo local, os 2 presidentes se encontraram pela 1ª vez –resultando no início do atual diálogo.



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A política habitacional do governo federal passará por uma reformulação ampla, e a Caixa Econômica Federal deverá liberar cerca de 80 mil novos financiamentos imobiliários até 2026, segundo o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. O anúncio oficial está previsto para esta quinta-feira (10), em São Paulo, durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta, segundo o ministro, vai atualizar o funcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) — estrutura responsável por direcionar os recursos da poupança para o crédito habitacional. O objetivo é tornar esse fluxo mais eficiente e ampliar o volume de empréstimos voltados à compra da casa própria.

“A Caixa deverá viabilizar cerca de 80 mil novas moradias financiadas até 2026, e esse processo começa imediatamente”, afirmou Jader Filho, durante o Incorpora 2025, evento que reúne executivos do setor imobiliário e representantes do sistema financeiro nacional.

A nova estratégia, construída em parceria com o Ministério da Fazenda, o Banco Central e a própria Caixa, mira em especial as famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil mensais — uma faixa de renda que, segundo o governo, ficava fora do alcance das linhas tradicionais de crédito.

“Boa parte da classe média não tinha acesso a financiamento adequado. Queremos corrigir isso e permitir que essas famílias encontrem um crédito possível, sustentável e compatível com o seu orçamento”, destacou o ministro.

Classe média volta ao radar do crédito habitacional

Com a nova política, o governo pretende resgatar o poder de compra da classe média urbana, que perdeu acesso a linhas de crédito após mudanças econômicas e aumento das taxas de juros.
Até a chegada do Minha Casa, Minha Vida da classe média, quem ganhava acima de R$ 9,6 mil já ficava fora dos programas sociais de habitação.

Jader Barbalho Filho afirmou que a medida tem caráter de inclusão econômica, com foco em destravar o mercado e gerar empregos diretos na construção civil.

Setor da construção vê oportunidade de retomada

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, avaliou a política como um impulso necessário para o setor.

“Essa mudança chega em boa hora. O governo e o Banco Central encontraram uma forma inteligente de injetar recursos num momento em que a poupança está retraída. Isso vai trazer novo fôlego ao mercado e abrir caminho para mais famílias realizarem o sonho da casa própria”, disse França.

Revisão nas faixas do Minha Casa, Minha Vida

O Ministério das Cidades também avalia ajustes nas três primeiras faixas do programa Minha Casa, Minha Vida, tanto nos valores máximos dos imóveis quanto nos limites de renda dos beneficiários.

“Já iniciamos conversas com o ministro Rui Costa, da Casa Civil, e há consenso sobre a necessidade de atualização. O objetivo é adaptar os tetos de renda e de imóvel à realidade atual e às demandas do setor”, explicou o ministro.

Análise Folha de Goiás

A estratégia anunciada por Jader Filho coloca novamente a habitação como eixo central da política econômica brasileira. O desafio será equilibrar a expansão do crédito com a sustentabilidade do sistema financeiro, num cenário de poupança em retração e juros ainda altos.
Se o plano for executado com eficiência, o país poderá viver uma nova onda de crescimento do mercado imobiliário, aliando geração de empregos, mobilidade social e aquecimento econômico — pilares que historicamente impulsionam o PIB e o consumo interno.


Por: Redação Folha de Goiás
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📸 Imagem/Reprodução: Ricardo Stuckert – PR

Autor # Gil Campos