5 de junho de 2026
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A deputada Rosângela Rezende (Agir) requer instituir o Dia Estadual do Profissional de Letras, a ser comemorado em 21 de maio, com a inclusão da data no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. O profissional dessa área é especialista em linguagem, comunicação e literatura, com atuação na docência, revisão de textos, tradução, produção de conteúdo e mercado editorial.

Com a proposta de n° 8433/26, a parlamentar pretende reconhecer a importância de quem dedica sua formação e atuação profissional ao estudo, ao ensino e à valorização da linguagem em suas múltiplas dimensões, contribuindo de maneira decisiva para a educação, a cultura e o desenvolvimento intelectual da sociedade.

A deputada anota que os profissionais de Letras exercem papel fundamental na construção do conhecimento, atuando no ensino da língua portuguesa, da Língua Brasileira de Sinais, de línguas estrangeiras, da literatura, da linguística, da produção textual e da comunicação.

“Esses profissionais cumprem importante missão na formação humana e cidadã. Por meio do ensino da linguagem e do contato com a literatura, promovem o desenvolvimento da leitura crítica, da capacidade argumentativa, da interpretação de mundo e da sensibilidade cultural, competências indispensáveis para a formação de indivíduos mais conscientes, participativos e preparados para a vida em sociedade”, argumenta a legisladora na justificativa da matéria.

A proposta está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuída para relatoria.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Escritora e jornalista ocupará a cadeira 7 da instituição, que pertencia ao cineasta Cacá Diegues, morto em fevereiro

A escritora e jornalista Miriam Leitão tomou posse nesta 6ª feira (8.ago.2025) da 7ª cadeira da ABL (Academia Brasileira de Letras) e se juntou aos 39 integrantes da instituição. Miriam foi eleita em abril, com 20 votos de 34 para ocupar a cadeira que pertencia ao cineasta Cacá Diegues, morto em fevereiro deste ano.

“Nós temos o mesmo amor, todas as pessoas que pertencem a essa casa e as que estiveram antes. É um amor que não quer o objeto amado só para si. Prefere o aposto, seduzir mais e mais pessoas para a mesma paixão. Compartilhar, ampliar e difundir. Cada pessoa usando ou não um fardão essa noite, tem o mesmo caso de amor com um livro”, afirmou.

Miriam também destacou a importância da diversidade. “Merecer os que vieram antes de nós é sobretudo procurar cada vez mais fazer da academia um centro plural do pensamento brasileiro, do qual esse país diverso, negro, branco, indígena, multilíngue, possuído por homens e mulheres das mais diversas origens e de todas as regiões se veja e se reconheça”, disse.

A jornalista é a 12ª mulher a ser eleita para a instituição e uma das 5 mulheres que integram o quadro atual. Publicou 16 livros de diversos gêneros como: não ficção, crônica, romance e livros infantis.

O colar da academia foi entregue pela acadêmica Ana Maria Machado, e o diploma, por Ruy Castro. A comissão de entrada foi formada por Rosiska Darcy de Oliveira, Fernanda Montenegro e Lilia Moritz Schwarcz; a de saída, por Carlos Nejar, Antonio Torres e Ailton Krenak.

TRAJETÓRIA

Miriam Leitão nasceu em Caratinga (MG) em 7 de abril de 1953. É a 6ª de 12 filhos de Uriel, educador e pastor presbiteriano, e Mariana, educadora. Iniciou a carreira no Espírito Santo e passou por Brasília e São Paulo antes de se mudar para o Rio de Janeiro, em 1986.

Em mais de 50 anos de profissão, trabalhou em veículos como Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil. Desde 1991, atua no Grupo Globo, onde é colunista do jornal O Globo, comentarista no Bom Dia Brasil, na GloboNews e na rádio CBN, além de apresentar o programa Miriam Leitão na GloboNews.

Em dezembro de 1972, aos 19 anos e grávida, foi presa e processada pela Lei de Segurança Nacional por se opor à ditadura militar.

É casada com o escritor e cientista político Sérgio Abranches. Tem dois filhos, Vladimir Netto e Matheus Leitão, além do enteado Rodrigo Abranches, e quatro netos: Mariana, Daniel, Manuela e Isabel.



Autor Poder360 ·