21 de julho de 2026
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O sargento da Polícia Militar Ricardo Lima Nascimento, investigado por agredir e ameaçar de morte um jovem aprendiz de 16 anos dentro de uma loja de autopeças em Catalão, na região Sudeste de Goiás, já havia se envolvido em outra ocorrência violenta na cidade. Em 2024, ele atirou contra um motociclista de 19 anos durante uma abordagem de trânsito.

O caso foi arquivado após o Ministério Público de Goiás concluir que não houve prática de crime por parte do policial. Já a investigação sobre as agressões ao adolescente segue em andamento e o processo foi colocado sob segredo de Justiça. Até a publicação desta reportagem, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) não havia informado qual foi o fundamento legal para restringir o acesso aos autos.

O episódio envolvendo o motociclista ocorreu durante uma blitz realizada pela Polícia Militar. Segundo o registro da ocorrência, equipes deram ordem de parada ao condutor, que inicialmente reduziu a velocidade da moto, mas voltou a acelerar em seguida. De acordo com os policiais, o jovem tentou fugir da fiscalização e avançou na direção de um dos militares.

Foi nesse momento que Ricardo Lima efetuou um disparo, atingindo a perna do rapaz. Após o tiro, o Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro à vítima, que recebeu atendimento médico e foi encaminhada ao hospital, onde permaneceu até a recuperação.

O caso foi analisado pelo Ministério Público, que decidiu não apresentar denúncia. O entendimento foi de que o disparo ocorreu diante da situação narrada pelos policiais e que não houve conduta criminosa por parte do militar. Este procedimento também não resultou em denúncia contra o motociclista e acabou sendo arquivado.

Agressão contra o jovem aprendiz

Dois anos depois, o nome de Ricardo Lima Nascimento voltou ao centro de uma investigação, desta vez por causa de imagens que mostram o policial agredindo um adolescente de 16 anos dentro de uma loja de autopeças, também em Catalão.

O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (16), quando o jovem, que trabalha como aprendiz, chegava para abrir o estabelecimento. Câmeras de segurança registraram o momento em que uma viatura da Polícia Militar estaciona em frente à loja e o sargento entra no local.

As imagens mostram o policial empurrando o adolescente contra a parede, dando tapas, derrubando no chão, apontando uma arma para ele e fazendo diversas ameaças de morte. Durante a ação, o militar afirma que o jovem o estaria encarando e ainda o acusa de integrar facção criminosa. A vítima nega as acusações e diz repetidas vezes que apenas havia chegado para trabalhar.

policial ameaça, arremessa cadeira e manda jovem aprendiz pedir demissão de motopeças após agressões em Catalão (Foto: Reprodução/Vídeo)

O adolescente sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e registrou boletim de ocorrência. Ricardo foi preso em flagrante, mas conseguiu liberdade provisória após o pagamento de fiança de R$ 3 mil. A Justiça também determinou o recolhimento da arma de fogo do policial e proibiu que ele se aproxime a menos de 500 metros do jovem aprendiz.

A Polícia Militar de Goiás informou que instaurou procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do sargento e reiterou que não compactua com desvios de comportamento praticados por integrantes da corporação.

O TJGO foi questionado sobre o motivo de o processo relacionado às agressões contra o adolescente tramitar em segredo de Justiça, mas ainda não respondeu. A defesa de Ricardo Lima Nascimento informou que o policial não pretende se manifestar sobre o caso.

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Autor Jeice Oliveira


O jovem aprendiz de 16 anos agredido por um policial militar dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, na região Sudeste de Goiás, começou a trabalhar aos 11 anos para ajudar a família nas despesas de casa e construir o próprio futuro. A informação foi revelada pela mãe do jovem, que afirmou estar indignada com a violência sofrida pelo filho. Ela relata que não conseguiu assistir às imagens completas das agressões por causa da revolta. O policial, identificado pela Folha de S. Paulo como Ricardo Lima Nascimento, foi preso após o caso, mas solto na sexta-feira (17) após pagar fiança de R$ 3 mil.

“Ele já andou de moto sendo menor de idade e sem habilitação, e já enfrentou as consequências dessas escolhas, mas uma mãe nunca espera ver o filho ser tratado com violência. Ele (policial) simplesmente chegou e bateu no meu filho por nada”, desabafou a mãe.

O adolescente trabalha como jovem aprendiz em uma loja de autopeças, onde havia começado há cerca de três meses. Na manhã de quinta-feira (16), por volta das 7h30, ele abriu o estabelecimento como fazia diariamente quando foi surpreendido pela chegada de uma viatura da Polícia Militar.

Agressão

As câmeras de segurança registraram quando o policial entra na loja, atravessa o balcão de atendimento e aborda o jovem dizendo que ele estaria encarando a polícia. Em seguida, inicia uma sequência de agressões.

Enquanto tenta se defender verbalmente, o jovem repete que apenas havia chegado para trabalhar. “Eu não te encarei, eu só vim trabalhar, senhor! O que é isso?”, diz ele nas imagens, antes de receber tapas no rosto.

Na sequência, o militar empurra o adolescente contra a parede, o derruba no chão e passa a questioná-lo sobre uma suposta ligação com facções criminosas. Durante toda a abordagem, faz ameaças de morte e intimida o jovem com frases como: “Você tem que morrer”, “Se você olhar para mim de novo, eu vou te matar” e “Você vai assinar sua sentença de morte”. Em alguns momentos, ele chega a apontar a arma para o jovem, que permanece caído e sem reagir.

Em outras imagens divulgadas nas redes sociais, o policial também aparece afirmando que “todo vagabundo trabalha com coisa de moto”, ordenando que o jovem aprendiz peça demissão do emprego. Mesmo com o jovem já no chão, o sargento ainda desfere chutes e, antes de deixar o local, arremessa uma cadeira na direção da vítima.

O adolescente contou que nunca havia visto o policial antes daquele dia. Após as agressões, permaneceu caído dentro da loja até receber ajuda de uma colega de trabalho que chegou ao estabelecimento meia hora depois. Ele sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e o caso foi registrado na Polícia Civil.

“Só peço justiça”

A mãe também publicou um desabafo nas redes sociais e ressaltou que nenhuma ação do filho justifica a violência sofrida. “Meu filho não estava fugindo, não estava pilotando moto e nem cometendo qualquer infração naquele momento. Ele estava trabalhando”, escreveu.

A mulher afirmou ainda que a família está sendo acompanhada por advogados e espera que os responsáveis sejam punidos. “Como mãe, só peço que a Justiça seja feita. Nenhuma família merece passar por uma situação como essa”, declarou.

PM foi solto após fiança

Ricardo Lima Nascimento foi preso após a agressão, mas conseguiu liberdade provisória durante audiência de custódia. Segundo o advogado de defesa, Everson Rosa, a soltura ocorreu após o pagamento de fiança de R$ 3 mil.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) ressaltou que pediu que a Justiça mantivesse o policial preso durante a audiência de custódia, mas a Auditoria Militar concedeu liberdade provisória ao sargento. O MPGO também informou que prestou atendimento para o adolescente e a família, orientando os dois sobre o andamento do caso e os direitos da vítima.

A Justiça também determinou o recolhimento da arma de fogo do policial e estabeleceu que ele mantenha distância mínima de 500 metros da vítima enquanto o processo tramita.

Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que instaurou procedimentos legais, administrativos e disciplinares para apurar a conduta do sargento. A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes e reiterou que vai acompanhar a investigação até a conclusão do caso.

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Autor Jeice Oliveira


O sargento da Polícia Militar R.L.N., preso após agredir e ameaçar um jovem aprendiz de 16 anos dentro de uma loja de motopeças em Catalão, na região Sudeste de Goiás, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça durante audiência de custódia. A decisão estabeleceu o pagamento de fiança de R$ 3 mil e o cumprimento de medidas cautelares, mas, até o momento, não havia confirmação de que o PM já havia deixado a prisão. A defesa, representada pelo advogado Everson Rosa, informou que a expectativa é de que a liberação ocorra ainda nesta sexta-feira (17).

Além da fiança, o policial deve manter distância do jovem aprendiz e teve o porte da arma de fogo suspenso, com determinação para o recolhimento do armamento enquanto responde ao processo.

O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (16) e ganhou repercussão após a divulgação de imagens das câmeras de segurança da loja de motopeças. O adolescente havia acabado de chegar para trabalhar e preparava o estabelecimento para o início do expediente quando foi abordado pelo policial.

Agressão

As gravações mostram o militar questionando o jovem por supostamente tê-lo “encarado”. Em seguida, ele passa a agredir o rapaz com tapas, o empurra contra uma parede, derruba no chão e chega a apontar uma arma para o adolescente.

Durante a ação, o sargento faz diversas ameaças de morte e insiste para que o jovem deixe o emprego. Em um dos trechos registrados pelas câmeras, ele afirma que “todo vagabundo trabalha com coisa de moto”. Em seguida, ordena: “Pede demissão para esse filho da p*** desse patrão seu”. O adolescente responde que havia começado a trabalhar na loja havia apenas três meses e diz que pediria demissão.

Mesmo depois de o jovem estar caído, ferido e sem reagir, o policial continua as agressões com chutes. Antes de deixar o local, ainda arremessa uma cadeira em direção ao adolescente, que se encolhe no chão para tentar se proteger. O adolescente afirmou em depoimento que nunca havia tido qualquer contato com o sargento antes da agressão.

O jovem aprendiz permaneceu caído dentro da loja por cerca de meia hora até receber ajuda de uma colega de trabalho. Ele sofreu ferimentos no rosto e foi submetido a exame de corpo de delito.

“Meu filho não estava fugindo, estava trabalhando”

Após a repercussão do caso, a mãe do adolescente publicou um desabafo nas redes sociais. Ela reconheceu que o filho já havia cometido erros no passado, mas ressaltou que, no momento da agressão, ele estava apenas trabalhando. Meu filho não estava fugindo, não estava pilotando moto e nem cometendo qualquer infração naquele momento. Ele estava trabalhando.”

Em nota, a Polícia Militar informou que adotou as providências legais, administrativas e disciplinares para apurar a conduta do sargento e reafirmou que não compactua com desvios praticados por integrantes da corporação. A instituição também confirmou que a liberdade provisória foi concedida durante a audiência de custódia, mediante o pagamento de fiança, conforme decisão judicial.

A defesa do sargento informou que as medidas cautelares determinadas pela Justiça já estão sendo cumpridas e que aguarda a efetivação da soltura do militar. Enquanto isso, a investigação sobre a agressão continua sob responsabilidade da Polícia Civil.

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Autor Jeice Oliveira


Novos detalhes revelam a violência sofrida pelo jovem aprendiz de 16 anos agredido por um sargento da Polícia Militar dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, na região Sudeste de Goiás. Além das agressões físicas e ameaças de morte, as imagens mostram que o policial tentou obrigar o adolescente a pedir demissão, fez ofensas ao patrão e à mãe da vítima e afirmou que “todo vagabundo trabalha com coisa de moto”. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (16), quando o menor havia acabado de chegar para abrir o estabelecimento onde trabalha há apenas três meses.

As câmeras de segurança registraram o momento em que a viatura para em frente à loja, por volta das 7h30. O policial entra no local, aborda o adolescente e inicia as agressões sob a justificativa de que o jovem estaria “encarando” a viatura. A vítima nega a acusação e tenta explicar que apenas havia chegado para trabalhar.

Mesmo após derrubar o adolescente no chão, o policial continua a agredi-lo com chutes e tapas. O jovem permanece ferido, sem qualquer reação, enquanto escuta novas ameaças. Em outro momento, o militar afirma: “Polícia aqui mata mais que o capeta. Ninguém encara polícia aqui no Goiás, não. Quem é você para encarar a polícia?”

Jovem aprendiz de 16 anos é agredido por policial enquanto trabalhava após ser acusado de “encarar” o militar em Catalão (Foto: Reprodução/Vídeo)

As imagens ainda mostram o policial exigindo que o adolescente deixasse o emprego. Aos gritos, ele ordena: “Pede demissão para esse filho da p*** desse seu patrão”. Em seguida, pergunta se o jovem quer ajuda para ir embora. Assustado, o adolescente responde: “Vou pedir demissão. Vou ligar para o meu patrão agora.”

Segundo a vítima, ela nunca havia visto o policial antes daquele dia. O adolescente afirmou que aquele foi o primeiro contato entre os dois e que não entende o motivo da abordagem.

As ameaças continuaram mesmo quando o policial já se preparava para deixar a loja. Em outro trecho da gravação, ele afirma que, caso encontrasse o adolescente pilotando uma motocicleta pela cidade, não apreenderia o veículo, mas mataria o jovem. O militar também insultou a mãe da vítima durante a ação.

Antes de sair do estabelecimento, o sargento ainda arremessa uma cadeira na direção do adolescente, que permanece caído no chão e precisa se encolher para evitar ser atingido.

De acordo com a apuração, o jovem permaneceu caído dentro da loja por cerca de meia hora. Ele só recebeu ajuda quando uma colega de trabalho chegou na loja de motopeças e acionou o socorro. O adolescente sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e a mãe registrou boletim de ocorrência.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que tomou conhecimento dos fatos e adotou as medidas legais, administrativas e disciplinares para apurar a conduta do sargento, que foi encaminhado ao batalhão para ser ouvido. A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes.

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Autor Jeice Oliveira


Foi aprovado, na sessão extraordinária híbrida desta segunda-feira, 22, com 21 votos favoráveis, o processo nº 6752/23, de autoria do deputado André do Premium (Avante), que institui a Política Goiana de Incentivo ao Jovem Aprendiz na Ciência. A matéria seguirá para sanção do Poder Executivo. 

O projeto tem como meta incentivar adolescentes a conhecerem diferentes áreas científicas, a fim de motivá-los a acreditar que estão aptos a ocupar todos os espaços nos campos da ciência. Para isso, o deputado propõe a instituição de campanhas públicas para dar visibilidade às carreiras científicas, tendo como base a trajetória profissional e sua contribuição em pesquisas, no âmbito nacional ou internacional, o fomento e realização de debates e seminários em instituições científicas e acadêmicas, sobre o acesso ao mercado de trabalho.

Também está prevista a defesa da ampliação de bolsas de iniciação científica e de pesquisa para jovens aprendizes, buscando assegurar, sempre que possível, ingresso por meio de cotas e realização de oficinas e debates em escolas públicas e privadas.

Ao justificar a propositura, o parlamentar aponta que o conhecimento científico é essencial para o desenvolvimento econômico e cultural da sociedade. No entanto, a popularização da ciência é um desafio que deve ser enfrentado, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil. “O programa é uma ferramenta importante para a promoção da inclusão social, uma vez que leva o conhecimento científico e tecnológico para diferentes públicos, promovendo o acesso e a democratização do saber”, anota. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um grave acidente de trânsito registrado na manhã deste sábado (4/10) na GO-431, zona rural de Pirenópolis, resultou na morte de um jovem de 27 anos e deixou outras duas pessoas feridas. A ocorrência envolveu três veículos de passeio – um Fiat Pulse, um Honda Civic e um Fiat Siena – e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar, do SAMU e das forças policiais.

De acordo com os bombeiros, a vítima fatal ficou presa às ferragens após a colisão. Para retirá-la, as equipes utilizaram técnicas de salvamento veicular. Apesar do rápido atendimento, o homem não resistiu aos ferimentos e foi encaminhado para exames periciais, com a Polícia Civil solicitando laudo cadavérico para determinação oficial da causa da morte.

As duas pessoas feridas receberam atendimento imediato no local e foram levadas para unidades de saúde da região. Elas apresentavam diferentes níveis de lesão, e o estado clínico ainda não foi divulgado oficialmente.

A Polícia Militar Rodoviária controlou o tráfego na GO-431 e colaborou na preservação do local do acidente. A perícia técnica foi acionada para apurar as circunstâncias da colisão, incluindo a análise dos veículos e das condições da pista. Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas que levaram à ocorrência.

Acidentes em trechos de rodovias estaduais como a GO-431 reforçam a importância do cumprimento das normas de trânsito, da atenção redobrada por parte dos motoristas e da adoção de medidas preventivas para reduzir riscos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que ouvirá testemunhas e analisará detalhes da dinâmica do acidente. A tragédia serve como alerta à população e reforça a necessidade de prudência no trânsito, especialmente em rodovias com tráfego intenso e trechos rurais, onde os riscos de colisão são maiores.

Autor Rogério Luiz Abreu


O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo pediu à Justiça nesta segunda-feira (15/9) o cancelamento de três outorgas da rádio Jovem Pan. nas alegações finais da ação civil pública, o MPF afirmou que a Jovem Pan é “indigna” das concessões de rádio que detém. A outorga representa a autorização concedida para as emissoras de rádio e TV funcionarem.

A solicitação faz parte das alegações finais do processo protocolado em 2023 contra a emissora pela acusação de difusão de desinformação contra o sistema eleitoral e às instituições durante o governo de Jair Bolsonaro.

Na manifestação, o órgão reitera que emissora teve “papel fundamental na campanha de desinformação”, veiculando “informações falsas” e incitações à intervenção das Forças Armadas. Para o MPF, a emissora cometeu abusos graves, ao longo de 2022, ao sistematicamente desinformar seus ouvintes e veicular conteúdos que colocaram em risco o regime democrático brasileiro.

A Jovem Pan possui três outorgas de radiodifusão, duas AM e uma FM. A ação não trata de cancelamento do canal de TV por assinatura, a Jovem Pan News.

Emissora pode pagar R$ 13,6 milhões em danos morais coletivos

De acordo com o MPF, a Constituição e as leis que regem a radiodifusão no país impedem a conduta adotada pela emissora.

“A Jovem Pan assumiu o reprovável papel de principal caixa de ressonância, na esfera pública brasileira, de discursos que pavimentavam as ações golpistas que vieram a ser desveladas, dando-lhes uma aparência indevida de suposta legitimidade”, diz o MPF.

Além do cancelamento das outorgas, o MPF também pediu à Justiça que a Jovem Pan pague R$ 13,6 milhões em danos morais coletivos e veicule em sua programação conteúdos sobre a confiabilidade das eleições.

O caso será analisado pela 6ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo. Não há prazo para decisão.

Outro lado

A Agência Brasil entrou em contato com a diretoria da Jovem Pan e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação. (Com informações da Agência Brasil)

Autor Manoel Messias Rodrigues


Merlys Oropeza, de 25 anos, foi presa em 2024 após escrever no Facebook: “Que ruim que uma pessoa dependa de uma bolsa”

A Justiça da Venezuela condenou a 10 anos de prisão uma jovem que fez críticas nas redes sociais a uma militante chavista. Segundo informações da AFP (Agence France-Presse), Merlys Oropeza, de 25 anos, recebeu sua sentença em 23 de junho.

A condenação pelo crime de incitação ao ódio se deu no Estado de Monagas, região nordeste da Venezuela. A jovem publicou no Facebook a mensagem “Que ruim que uma pessoa dependa de uma bolsa”, referindo-se ao programa de alimentos subsidiados do governo do presidente Nicolás Maduro (PSUV).

Conforme a AFP, o caso tem provocado preocupação entre organizações de direitos humanos.

Oropeza foi presa em 9 de agosto de 2024, logo depois da publicação na rede social. A denúncia que resultou em sua detenção partiu da própria funcionária responsável pela distribuição de alimentos na comunidade, conhecida como “jefa de calle” (chefe de rua, em tradução literal), que foi alvo da crítica.

O processo judicial baseou-se na lei de incitação ao ódio (GO 41.274/2017), legislação que críticos consideram um instrumento para intimidar opositores ao governo venezuelano. A pena para o crime de promoção ou incitação ao ódio varia de 10 a 20 anos de prisão.

A fonte que forneceu detalhes da sentença à AFP divulgou a informação na 5ª feira (26.jun). O sistema judiciário venezuelano não emitiu, até o momento, um comunicado oficial sobre o caso.

Durante as manifestações depois da contestada reeleição de Maduro, em julho de 2024, cerca de 2.400 pessoas foram detidas. Os protestos resultaram na 28 mortes e quase 200 feridos em território venezuelano.

Uma carta atribuída a Oropeza, dirigida aos seus pais, circulou nas redes sociais. Na mensagem, lê-se: “Estou acabada, mamãe, estou vazia, papai” e “Não encontro razões para seguir vivendo”.

A família de Oropeza optou por não fazer declarações públicas sobre o caso. Também não há informações sobre a estratégia de defesa da jovem após a condenação nem se haverá recurso contra a sentença.


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Autor Poder360 ·


Ação do Bope no Morro do Santo Amaro deixou mais 5 pessoas feridas; armas dos agentes foram apreendidas

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), determinou neste domingo (8.jun.2025) o afastamento de 2 comandantes e 12 policiais envolvidos na operação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que deixou um jovem morto e 5 pessoas feridas durante uma festa junina na 6ª feira (6.jun.2025), no morro do Santo Amaro, no Catete, zona sul da capital fluminense.

Os 2 comandantes são os coronéis André Luiz de Souza Batista, do COE (Comando de Operações Especiais), e Aristheu Lopes, do Bope. O jovem morto foi Herus Guimarães Mendes, 23 anos, atingido na barriga por um disparo. Ele chegou a ser levado ao Hospital Glória D’Or, mas não resistiu aos ferimentos.

Castro afirmou que as investigações serão conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria Interna da PM com “extremo rigor e agilidade”. Ele também expressou solidariedade às vítimas.

As armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para perícia e as imagens das câmeras corporais serão disponibilizadas ao Ministério Público.

Segundo relatos de moradores, a ação causou pânico durante o evento comunitário. Testemunhas afirmam que os agentes entraram na comunidade atirando enquanto a festa estava em andamento.

A Polícia Militar justificou a operação como emergencial, alegando ter recebido informações sobre a presença de criminosos armados na região. A corporação afirmou que houve confronto iniciado por suspeitos.

A Polícia Civil informou que nenhum dos 5 feridos durante a operação tinha envolvimento com o tráfico de drogas. 

Na manhã de sábado (7.jun.2025), moradores da comunidade realizaram uma manifestação na rua Pedro Américo. Eles exigiram justiça pelas vítimas e protestaram contra a ação policial realizada durante o evento comunitário.

 

 

 



Autor Poder360 ·


Um jovem de 28 anos morreu após colidir contra um muro às margens da BR-060, em Abadia de Goiás, na madrugada desta sexta-feira (18/4). Segundo relatos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta de 1 hora, quando o motorista seguia no sentido Abadia–Goiânia e perdeu o controle do veículo.

O Corpo de Bombeiros encontrou a vítima já sem sinais vitais, sentada dentro do carro. Um médico do Hospital de Abadia, que passava pelo local, confirmou a morte do jovem. A Polícia Técnico-Científica realizou a perícia inicial e confirmou que se tratava de uma saída de pista seguida de colisão, sem indícios aparentes que justificassem o acidente.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. A PRF e a equipe da Polícia Científica acompanharam os procedimentos no local. O nome da vítima não foi divulgado até o momento pelas autoridades.

PRF intensifica fiscalização nas rodovias de Goiás durante Semana Santa e Tiradentes

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início nesta quinta-feira (17/4) à Operação Semana Santa-Tiradentes 2025 em Goiás. A ação, que segue até segunda-feira (21/4), tem como foco principal o uso do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo e o combate ao excesso de velocidade, com o objetivo de reduzir acidentes graves nas rodovias federais.

Além das fiscalizações, a PRF realiza ações educativas para orientar condutores sobre segurança no trânsito. Veículos de carga com dimensões excedentes terão circulação restrita em pistas simples em horários específicos. A corporação reforça que atitudes simples como usar o cinto e respeitar os limites salvam vidas. Em caso de emergência, o número é 191.

Durante o feriado da Semana Santa de 2024, foram registradas 193 autuações por falta do cinto, além de 26 acidentes, com 22 feridos e uma morte. A fiscalização deste ano será intensificada nas BRs 050, 060, 153, 364, 414 e 452, com uso de radares portáteis e presença reforçada nos horários de maior movimento.



Autor Felipe Fulquim