19 de junho de 2026
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Deputados criticam investigações contra Flávio e Eduardo e tentam ter engajamento nas redes sociais para defender o governo petista na “linha de frente”

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Rede-MG) têm apostado em vídeos conjuntos para confrontar a família Bolsonaro. A dupla reúne congressistas com grande apelo nas redes sociais e discurso combativo no Congresso Nacional.

Autodenominados “time do Lula”, os 2 criticam a afirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “escalou um time” para disseminar o que classificou como narrativas falsas contra ele. O senador também disse que pretende acionar judicialmente Lindbergh e Janones por ataques nas redes sociais.

VÍDEOS MIRAM FLÁVIO E EDUARDO

O 1º vídeo, de 9 de abril, segue uma trend em que o apresentador cearense João Inácio Júnior dança e pula. No mesmo estilo de gravação, Lindbergh e Janones citam investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e afirmam que estão “só começando” a criticá-lo.

Flávio Bolsonaro, você disse que nós somos o time do Lula? E nós somos o time do Lula, sim! Não vamos nos intimidar com esse seu processinho, porque a gente sabe que vamos provar os seus crimes”, diz.

Eis o vídeo 1:

A 2ª gravação, publicada em 13 de maio, começa com Lindbergh chutando um detergente da marca Ypê. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu produtos da empresa por problemas sanitários.

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram, sem apresentar provas, haver perseguição pelo fato de a companhia ter doado R$ 1,5 milhão para a campanha de reeleição do ex-chefe do Executivo em 2022.

Lindbergh e Janones, usando roupas esportivas em um campo de futebol, dizem que o caso é uma “cortina de fumaça”. Eles comentam a denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e afirmam que “a cadeia está chegando” para o deputado.

Eis o vídeo 2:

A última parceria nas redes ocorreu depois do vazamento do áudio em que Flávio Bolsonaro cobra dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Janones e Lindbergh aparecem vestidos com camisas da seleção brasileira e fazendo embaixadinhas. A Polícia Federal vai para cima de você”, diz Lindbergh no vídeo.

Eis o vídeo 3:

Os vídeos repercutiram. Apoiadores elogiaram o tom de “deboche” e “descontração”. Por outro lado, críticos chamaram os vídeos de “patéticos”. 

O QUE UNE LINDBERGH E JANONES

O ponto de contato entre Lindbergh Farias e André Janones é o discurso combativo contra adversários, segundo o cientista político e diretor da consultoria Pulso Público, Vítor Oliveira.

A trajetória dos 2 políticos, porém, é diferente. Lindbergh tem perfil mais tradicional. Começou no movimento estudantil na década de 1990 e, filiado ao PT desde 2001, é considerado um “homem de partido”. Foi prefeito de Nova Iguaçu (RJ), vereador e senador.

Janones, por sua vez, sempre utilizou intensamente as plataformas digitais. Por meio delas, construiu sua base política e se distanciou de políticos tradicionais pelo “trato menos decoroso com os adversários”, de acordo com Vítor Oliveira.

Embora Lindbergh mantenha boas relações com alguns dos principais opositores do governo no Congresso, aproximou-se de Janones em um discurso mais combativo, em busca de maior flexibilidade e agilidade para a comunicação da esquerda, que ainda resiste a utilizar estratégias semelhantes às da direita.

Apesar de considerar a estratégia lógica, Vítor Oliveira afirma que o método adotado pelos congressistas traz riscos. “Traz também ausência de controle do discurso. Trata-se de uma linha que o Planalto não é capaz –e talvez nem deva– perseguir, dada a liturgia do cargo presidencial”, declarou.

Os 2 são alvos de representações no Conselho de Ética da Câmara. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirma que Lindbergh usou o mandato para promover perseguição política contra adversários. A sigla também cita um episódio ocorrido durante o encerramento da CPMI do INSS, quando o petista chamou o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) de “estuprador”.

Janones, por outro lado, responde a uma representação depois de publicar um comentário considerado sexista contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em publicação no X, o deputado escreveu que Michelle “incomível não é”, em referência a uma fala de Bolsonaro, que costuma usar a expressão “imorrível, imbrochável e incomível”.

Segundo Vítor Oliveira, mesmo que os vídeos não tenham efeito direto na eleição presidencial, eles podem ampliar o protagonismo individual de Lindbergh e Janones durante a campanha. “É positivo em uma disputa difícil para o Congresso, cada vez mais permeada por recursos de emendas parlamentares e por sua conexão com os territórios”, afirmou o especialista.



Autor Poder360 ·


Deputado federal avalia que pré-candidato herdaria base do pai e teria facilidade para se descolar da rejeição

O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou que o senador e pré-candidato à Prêsidencia Flávio Bolsonaro (PL) será um candidato “dificílimo” na disputa presidencial. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News, divulgada neste domingo (3.mai.2026). 

“É um candidato dificílimo. É o que eu menos gostaria de enfrentar”, afirmou Janones sobre Flávio Bolsonaro.

O deputado avaliou que Flávio Bolsonaro tem as características que o tornam um adversário complexo no campo eleitoral. Janones identificou que Flávio herdaria a base de apoio do pai. Teria, porém, maior facilidade para se descolar da imagem negativa associada ao ex-presidente.

“Quando você se mostra em uma campanha eleitoral, é mais fácil descolar da rejeição. ‘Olha, o desequilibrado é o meu pai. Eu sou o candidato que me vacinei’”, disse, ao explicar como o candidato poderia se posicionar. Ao mesmo tempo, destacou que “a parte positiva vem naturalmente” pelo sobrenome.

“O Flávio tem uma situação interessante, que é o fato de ninguém rejeitá-lo diretamente. A rejeição é herdada do pai”, afirmou.

O deputado avaliou que, durante a campanha, Flávio poderia explorar a diferença entre sua imagem e a do pai para reduzir o impacto da rejeição. Manteria, ao mesmo tempo, o capital político associado ao sobrenome.

Janones afirmou que, apesar de considerar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito à reeleição, a disputa está “absolutamente aberta”. Ressaltou que o cenário não permite previsões de facilidade.

Segundo Janones, a eleição exigirá forte disputa narrativa, especialmente nas redes sociais. O deputado afirmou que o campo progressista precisa intensificar a comunicação para enfrentar adversários competitivos como Flávio Bolsonaro. Janones também destacou que a direita tem vantagem nas redes sociais, plataformas que serão centrais na disputa eleitoral.



Autor Poder360 ·


Deputado pede investigação sobre R$ 1,5 mi em emendas que teriam sido enviadas a Glaycon Fernandes, preso com 30 kg de maconha e cocaína

O deputado federal André Janones (Avante-MG) usou seu perfil no X nesta 6ª feira (30.mai.2025) para falar a respeito da prisão de Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, primo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Glaycon foi detido em flagrante por tráfico de drogas em Uberlândia (MG), com 30 kg de maconha e 4 gramas de cocaína.

“Ao contrário do que eles fazem comigo, não serei baixo e leviano como eles, por isso, é importante mencionar que, até o momento, não existe ainda nenhuma prova cabal que ligue Nikolas Ferreira ao narcotráfico”, escreveu.

Ele encerra sua mensagem com a frase “pátria, farinha e liberdade” –é uma ironia com o slogan “pátria, família e liberdade”.

ENTENDA

Glaycon foi preso em 23 de maio de 2025 durante uma abordagem de rotina realizada pela PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais). De acordo com a corporação, ele segue detido no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia. A informação é do jornal Estado de Minas.

A relação entre Glaycon e Nikolas vai além do grau de parentesco. Documentos públicos mostram que o pai de Glaycon, Enéas Fernandes, recebeu apoio político de Nikolas durante a campanha à Prefeitura de Uberlândia, nas eleições municipais de 2024. A região onde Enéas atuou como candidato também foi beneficiada por emendas parlamentares destinadas por Nikolas.

OUTRO LADO

O Poder360 procurou o deputado Nikolas Ferreira por meio de telefone para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da prisão de Glaycon Fernandes. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.



Autor Poder360 ·