10 de maio de 2026
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O deputado usou nas eleições de 2022 um jato de empresa então ligada ao banqueiro; ele nega ter contratado o avião

O deputado Rogério Correia (PT-MG) disse na 6ª feira (3.abr.2026) que o nome do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) “é dado como certo” na delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas redes sociais, afirmou que, “se tudo vier à tona”, sua inelegibilidade “estará na pauta”.

“Nome de Nikolas Ferreira é dado como certo na delação de Vorcaro e especialmente de seu amigo Zettel. Se tudo vier à tona, inelegibilidade do deputado mineiro estará na pauta, bem como envolvimento do pastor Valadão”, escreveu o deputado em seu perfil no X.

Nikolas utilizou um jato da Prime You, empresa então ligada a Vorcaro, durante o 2º turno das eleições de 2022. Os voos foram realizados de 20 a 28 de outubro, em apoio à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 3 de março, o deputado disse em vídeo publicado nas redes sociais que não contratou a aeronave utilizada durante a agenda da caravana “Juventude pelo Brasil”.

Segundo Nikolas, a logística foi organizada por terceiros e não cabe a ele responder por eventuais desdobramentos posteriores envolvendo sócio da empresa proprietária do jato.

No vídeo, o deputado afirma que foi convidado para o evento e que a empresa responsável pelo transporte foi contratada por terceiros. “Como que eu vou prever isso?”, disse ao questionar a possibilidade de responder por “ato futuro” de outra pessoa. 

Assista (5min40s):

Eis a íntegra da nota enviada por Nikolas Ferreira ao Poder360:

“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.

“À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro.

“Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.”



Autor Poder360 ·


A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o influenciador digital e empresário Pablo Marçal (PRTB) por abuso de poder político e econômico, além de captação ilícita de recursos na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024. A decisão, proferida nesta sexta-feira (21/2) que o torna inelegível por oito anos, cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O juiz Antonio Maria Patiño Zorz analisou duas ações movidas pelo PSOL e PSB, que apontaram irregularidades na arrecadação de fundos. Vídeos divulgados nas redes sociais mostravam Marçal pedindo doações via Pix e oferecendo apoio político a candidatos a vereador em troca de contribuições financeiras no valor de R$ 5 mil. 

Em nota, Marçal afirmou que nunca negociou apoio político em troca de dinheiro e que a prestação de contas comprova a legalidade da campanha. Ele declarou ainda que acredita na Justiça e que pretende reverter a decisão em instâncias superiores. Na noite desta sexta-feira (21/2), fez uma live para falar sobre o caso.  

Durante a live, Marçal reafirmou sua inocência e criticou a decisão judicial, afirmando que sua campanha teve o maior número de doadores da história e que o processo não apresentava provas concretas contra ele. “Não me curvo para isso e não vou parar”, declarou. 

O coordenador da campanha de Marçal, Paulo Hamilton Siqueira Jr., classificou as provas apresentadas como insuficientes para justificar a condenação. O PRTB também se manifestou, alegando que a decisão foi desproporcional e que confia na revisão do TRE-SP para reformá-la.  

A vice na chapa, Antônia de Jesus Barbosa Fernandes, foi absolvida. Marçal, que se consolidou como figura influente nas redes sociais, afirmou que continuará atuando politicamente e que acredita na reversão da sentença para seguir com seus planos eleitorais. 

“Eu fui condenado por abuso de poder econômico, sendo que a minha campanha foi a mais barata da história e a que teve mais pessoas doando – 93 mil pessoas doaram na nossa campanha. Se alguém tá tentando me parar aí, fica tranquilo, porque isso meio que, vou usar a palavra certa, tá aumentando o meu tesão pela política”, declarou Marçal.



Autor Felipe Fulquim