29 de maio de 2026
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A Comissão Mista da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) vai analisar, nas próximas reuniões do colegiado, projeto de lei encaminhado pela Governadoria, que prevê a transferência ao Fundo Financeiro do Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Goiás (RPPS/GO) da titularidade do total das ações ordinárias e preferenciais da Goiás Previdência (Goiasprev) no capital social da Saneamento de Goiás S/A (Saneago), além dos dividendos originários dessas ações e do produto dos seus rendimentos.

Segundo a justificativa da matéria, protocolada no Legislativo estadual com o número 30899/25, essas ações pertencem ao extinto Fundo de Previdência Estadual, sendo que a Goiasprev é a sucessora dos seus direitos e obrigações. “Foi enfatizado que a Goiasprev, como entidade gestora única do RPPS/GO e do Sistema de Proteção Social dos Militares — SPSM/GO, é a responsável pela gestão previdenciária de todos os servidores e membros dos poderes e órgãos governamentais autônomos”, esclarece o ofício da Governadoria.

Ainda de acordo com o documento, a Goiasprev e a Secretaria de Estado da Administração (Sead), solicitantes da medida, argumentam que a transferência proposta decorre da finalidade previdenciária das ações referidas, estabelecida pela Lei 13.631, de 17 de maio de 2000.

O ofício também informa que a proposta foi avalizada no aspecto financeiro e legal pela Secretaria de Estado da Economia. “Também é alinhada a legislação estadual às melhores práticas de gestão patrimonial e previdenciária, especialmente quanto à destinação dos recursos provenientes dos dividendos da participação acionária da Goiasprev na Saneago para a cobertura do déficit previdenciário”, atesta despacho da Economia, citada no ofício.

Aval também foi dado quanto ao conteúdo jurídico, pela Procuradoria-Geral do Estado, informa a Governadoria. 

Nas próximas reuniões da Comissão Mista o projeto será distribuído para relatoria.  

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Ministra da Segurança Nacional vai assumir vaga no Senado, onde será a líder do La Libertad Avanza, partido do presidente

A ministra da Segurança Nacional da Argentina, Patricia Bullrich (La Libertad Avanza), anunciou neste domingo (30.nov.2025) que deixará o governo do presidente Javier Milei (La Libertad Avanza), a partir de 1º de dezembro. Ela divulgou sua carta de demissão em seu perfil no X.

Bullrich estava no cargo desde o início do governo Milei, em dezembro de 2023. Vai assumir uma vaga no Senado em 10 de dezembro de 2025 e será a líder do partido de Milei, La Libertad Avanza, na Casa Alta. No governo, será substituída por Alejandra Monteoliva, secretária de Segurança Nacional.

Na sua carta de demissão, Bullrich, 69 anos, agradeceu a Milei pela “confiança para comandar uma área estratégica”. Também elogiou sua sucessora, Monteoliva, 55 anos, e afirmou que se existe alguém “dar continuidade à doutrina que hoje garante a ordem no país, é ela“.

Leia a íntegra da carta de Patricia Bullrich:

“Senhor Presidente da Nação
Dr. Javier Milei
S/D

“Tenho a honra de me dirigir a Vossa Excelência para apresentar minha renúncia ao cargo de ministra de Segurança Nacional, com efeito a partir do dia 1º de dezembro de 2025.

“Há 2 anos, Vossa Excelência me confiou a missão de conduzir a Segurança da Nação com um mandato claro: cuidar dos argentinos, cuidar daqueles que nos protegem, enfrentar o crime com determinação e recuperar a ordem nas ruas. Essa responsabilidade marcou cada uma das ações que realizamos.

“Agradeço profundamente a confiança que depositou em mim para liderar uma área estratégica e o apoio de toda a equipe que me acompanhou em cada operação, cada decisão e cada batalha que enfrentamos juntos pelo país.

“No próximo dia 10 de dezembro assumirei como Senadora da Nação, onde continuarei defendendo com a mesma convicção os valores que compartilhamos e as reformas que o país necessita e que Vossa Excelência lidera: instituições fortes, lei, ordem e um país onde os argentinos de bem possam viver e progredir em liberdade.

“Por fim, desejo o maior sucesso à futura Ministra, Mg. Alejandra Monteoliva. Ela me acompanhou durante estes anos, e se há alguém capaz de dar continuidade à doutrina que hoje garante a ordem no país, é ela. Sua capacidade, experiência e compromisso serão fundamentais para aprofundar o caminho que iniciamos e consolidar uma política de segurança firme, séria e eficaz.

“Reitero meu maior orgulho e agradecimento pela confiança.

“Saúdo Vossa Excelência com minha consideração mais distinta.”



Autor Poder360 ·


Planalto quer manter 63 trechos barrados da Lei Geral do Licenciamento Ambiental; líderes negociam nos bastidores para preservar ao menos os pontos prioritários de Lula

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse nesta 4ª feira (26.nov.2025) que ainda há um acordo para manter os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

A sessão conjunta do Congresso para analisar os vetos está marcada para 5ª feira (26.nov.2025). Lula barrou 63 trechos. A oposição quer derrubar todos eles e retomar a versão original do texto. 

Nos bastidores, líderes partidários e o governo tentam costurar um acordo para evitar derrotas expressivas. O núcleo político do Planalto ainda trabalha para manter ao menos os vetos tidos como “estruturantes”, que tratam de regras sobre áreas sensíveis, avaliação de impacto e proteção a povos indígenas.

Questionado, Randolfe minimizou o atrito do Planalto com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e negou que a sessão foi marcada para pressionar ou retaliar o governo.

Em nota divulgada nesta 4ª feira (26.nov), o governo afirmou que os vetos foram impostos para “garantir a integridade do processo de licenciamento, proteger o meio ambiente em todos os biomas e a saúde da população”.

O texto ainda afirma que a legislação precisa estar alinhada ao cenário de eventos climáticos extremos, citando como referência os desastres de Mariana, Brumadinho e as tragédias recentes no Paraná e no Rio Grande do Sul.

O Planalto argumenta que a eventual derrubada dos vetos pode gerar “efeitos imediatos e de difícil reversão”, especialmente diante da crescente demanda por regras claras e de longo prazo para investimentos. 

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

O projeto de lei foi aprovado pelo Congresso em julho. Na Câmara, o placar foi 267 votos a favor e 116 contrários. 

Entre os dispositivos vetados por Lula está o que criava a possibilidade de o LAE (Licenciamento Ambiental Especial) ser realizado em fase única. O licenciamento foi criado por Alcolumbre por meio de uma emenda ao projeto. 

Também foi vetada a possibilidade de licenciamento simplificado para empreendimentos de médio potencial poluidor. Entenda nesta reportagem o que Lula mudou no novo licenciamento ambiental. 



Autor Poder360 ·


O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, também indicou haver espaço para veto do presidente Lula à proposta; impacto é de R$ 24,72 bilhões em 10 anos, segundo dados da Previdência

O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 2ª feira (24.nov.2025) haver espaço para que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vá ao STF (Supremo Tribunal Federal) se avançar o projeto de lei complementar 185 de 2024, que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. O projeto foi pautado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e deve ir ao plenário do Senado na 3ª feira (25.nov).

“Caso uma matéria desse tipo com esse tamanho de impacto avance, vamos ser obrigados a fazer o veto. Se o veto cair, seremos obrigados a ir ao Supremo”, disse a jornalistas. A declaração foi dada ao comentar o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º bimestre, elaborado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em conjunto com o Ministério da Fazenda. Eis a íntegra (PDF – 499 kB) da apresentação.

Alcolumbre anunciou na 5ª feira (20.nov) –logo após a indicação de Jorge Messias ao STF– que colocaria em pauta a proposta, que não indica o impacto no Orçamento nem tampouco de onde sairia o dinheiro. Para cada gasto ou renúncia fiscal, é necessário apresentar uma forma de compensação.

Segundo dados do Ministério da Previdência a que o Poder360 teve acesso, o aumento estimado nos gastos é de R$ 24,72 bilhões nos primeiros 10 anos. O impacto se daria sobre RGPS (Regime Geral de Previdência Social), administrado pelo INSS, e o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), voltado a aposentadorias e pensões de funcionários públicos concursados.

Durigan não especificou os valores do impacto: disse ter solicitado números à Previdência. Ele pediu aos congressistas que não votem o texto.

“Faço aqui um apelo. Esse projeto de lei dos agentes comunitários de saúde tem um impacto muito grande aos cofres públicos. Ele é muito ruim do ponto de vista da economia e ele não deveria ser aprovado”, declarou.

O ministro interino enfatizou que o governo levou ao STF temas que avançaram no Congresso justamente por não ter fonte de receita.

Em sua fala, Durigan também fez um aceno ao Congresso. “Todo o resultado positivo da economia também deve ser atribuído ao Congresso Nacional porque nos ajudou muito a nos avançar na agenda”, acrescentou.

Participaram da entrevista:

  • Dario Durigan – ministro interino da Fazenda;
  • Gustavo Guimarães – ministro interino de Planejamento e Orçamento;
  • Clayton Luiz Montes – secretário de Orçamento Federal;
  • Robinson Barreirinhas – secretário especial da Receita Federal.

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Autor Poder360 ·


Ex-ministro diz que encontro em Belém teve baixa adesão internacional e acusa gestão ambiental de abandonar a região amazônica

O ex-deputado federal Aldo Rebelo (MDB), 69 anos, voltou a criticar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando a COP30 como um “fiasco político”. Em vídeo publicado neste sábado (15.nov.2025), o ex-ministro afirmou que o encontro climático em Belém (PA) teve pouca participação de líderes estrangeiros e acusou o Palácio do Planalto de permitir que a Amazônia permaneça com os piores indicadores sociais do país.

Aldo Rebelo disse que a conferência foi esvaziada e que países centrais das discussões climáticas não compareceram.

Não veio o presidente dos Estados Unidos, que além de não comparecer retirou-se da conferência de Paris e não mandou nem o porteiro da Casa Branca. Não veio o presidente da Rússia. Não veio o presidente do Uruguai, do Paraguai, da Argentina. Ou seja, os Brics e o Mercosul não apareceram por aqui”, declarou.

Segundo ele, até o evento organizado pela primeira-dama, Janja, teve baixa presença. “Não tinha nem gente para o coquetel que a primeira-dama organizou e que chegou atrasada também. Foi um fiasco político.”

O ex-deputado também criticou Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, e Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas. Disse que ambas participam da marcha climática e depois “voltam para São Paulo, onde têm domicílio e mandato”, enquanto a Amazônia “fica entregue ao seu destino”.

Rebelo citou indicadores sociais e afirmou que a região mantém “as maiores taxas de analfabetismo, doenças infecciosas, mortalidade infantil e os piores números de saneamento básico e acesso à energia elétrica”. Para ele, a marcha climática realizada na COP30 seria “uma atividade esvaziada” e contrária ao desenvolvimento regional.

histórico

A crítica se soma à linha que Rebelo vem adotando nas últimas semanas. Em 8 de novembro, ele publicou outro vídeo em que acusou ONGs de “controlarem” o Ministério do Meio Ambiente e afirmou que existe uma “caixa-preta dentro do Estado brasileiro —tema abordado em reportagem anterior do Poder360.

Ex-ministro da Defesa (2015-2016), ex-ministro da Ciência e Tecnologia (2015), ex-ministro do Esporte (2011-2015), ex-ministro da Secretaria de Coordenação Política da Presidência da República (2004-2005) e ex-presidente da Câmara dos Deputados (2005-2007), Aldo Rebelo foi deputado federal por 6 mandatos consecutivos, a partir de 1991, sempre eleito pelo Estado de São Paulo.

Foi por muitos anos do PC do B, legenda na qual militou desde o movimento estudantil nos anos 1970 e 1980. Afastou-se do partido em 2017, passou por outras siglas e é filiado ao MDB desde 2024.



Autor Poder360 ·


Macaco Gordo, produtora de parceiro comercial de Sidônio Palmeira, foi contratada para campanhas da Caixa e da Embratur desde 2024

A produtora Macaco Gordo, do empresário baiano Francisco Kertész, 44 anos, conhecido como Chico Kertész, recebeu R$ 12 milhões em contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal e da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) nos últimos 2 anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kertész é sócio do ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Sidônio Palmeira, na agência Nordx –antiga M4 Comunicação e Propaganda. As informações são do Estadão

A M4 foi criada em 2022 para coordenar parte da campanha presidencial de Lula. No ano seguinte, a empresa passou a se chamar Nordx, e continuou prestando serviços ao diretório nacional do PT. Desde que Palmeira assumiu o comando da Secom, em janeiro de 2025, Kertész esteve 13 vezes no Planalto, entre janeiro e junho, para reuniões com o ministro. O empresário afirmou que os encontros tiveram “caráter pessoal” e que “jamais trataram das atividades da Macaco Gordo”.

Segundo o Estadão, os R$ 12 milhões pagos à produtora correspondem a campanhas publicitárias da Caixa e da Embratur entre 2024 e 2025. Apenas neste ano, a Caixa destinou R$ 4,3 milhões à produtora —o equivalente a cerca de 20% de todo o valor pago pelo banco a produtoras de vídeo.

Uma das campanhas, sobre renegociação de dívidas, teve aditamento contratual de R$ 687 mil com dispensa de pesquisa de preços. A Caixa afirmou, em nota, que todas as contratações seguiram as normas legais e que a produtora foi escolhida por oferecer o menor preço em cotações realizadas pelas agências Binder, Calia e Propeg, responsáveis pela publicidade do banco.

A Embratur, por sua vez, declarou que a escolha de produtoras é feita pelas agências contratadas mediante chamadas públicas, sem interferência de órgãos federais. Entre os projetos realizados pela Macaco Gordo estão a campanha de afroturismo da Embratur, filmada em Salvador, Manaus, Rio de Janeiro, Fernando de Noronha e Recife, e campanhas da Caixa como “Quina de São João”, “Poupançudos” e “Mega da Virada”.

Ao ser questionado por meio da Secom, Sidônio declarou que “jamais” interferiu ou indicou a contratação da produtora Macaco Gordo em campanhas publicitárias do governo. Ele não respondeu, contudo, sobre as visitas de seu sócio, Chico Kertész, ao Planalto.

Na nota, a Secom disse que “jamais indicou ou endossou a escolha, pelas agências que prestam serviço à Embratur, à Caixa ou a qualquer outro órgão federal, de qualquer um dos fornecedores que tenham sido escolhidos”

Sidônio Palmeira e Chico Kertész mantêm relação comercial há mais de uma década. A Macaco Gordo já prestou serviços à Leiaute, agência fundada por Sidônio, em campanhas do governo da Bahia. Esses contratos foram alvo de suspeitas de direcionamento levantadas pelo Tribunal de Contas do Estado, mas a empresa firmou acordo para encerrar o processo e adotou medidas de controle interno.

Chico Kertész é filho de Mário Kertész, 81 anos, um conhecido empresário e radialista baiano. Mário foi prefeito de Salvador duas vezes (1979-1981 e 1986-1988). Esteve filiado a vários partidos, entre outros a Arena (que deu sustentação à ditadura militar de 1964) e ao MDB (que fazia oposição consentida ao regime militar). Hoje está fora da política. É o dono da Rádio Metrópole, uma das mais influentes de Salvador (BA). Já entrevistou o presidente Lula 3 vezes no atual mandato do petista.

Leia a íntegra da nota enviada pela Caixa para o Estadão:

“A Caixa esclarece que as contratações de serviços de produção publicitária realizadas pelas agências Propeg, Calia e Binder, no âmbito dos contratos vigentes com o banco, seguem os critérios estabelecidos pela legislação e pelas normas internas da instituição.

“A escolha da produtora Macaco Gordo para a produção de filmes publicitários ocorreu por meio de processo de cotação conduzido pelas agências de publicidade licitadas, conforme previsto contratualmente.

“A produtora foi selecionada por apresentar a proposta de menor preço entre, no mínimo, três orçamentos coletados no mercado. Desde janeiro de 2023, a Caixa trabalhou com 41 produtoras de vídeo.

“A Caixa aprovou os orçamentos apresentados pelas agências e autorizou a produção das campanhas por representarem a proposta de menor custo, em conformidade com os ritos legais e contratuais vigentes”.



Autor Poder360 ·


Cena do capítulo final exaltou o Brasil em tom parecido com as propagandas do Planalto após o tarifaço de Trump; escrito já fez afago ao presidente e à Janja nas redes sociais

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou ter feito publicidade no capítulo final da novela “Vale Tudo”, da TV Globo. A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) afirmou neste sábado (18.out.2025) que a cena exibida na noite de 6ª feira (17.out) com referências de pró-campanha de Lula sobre soberania “não se trata de ação de comunicação do Governo Federal”.

A resposta da pasta comandada pelo ministro Sidônio Palmeira acontece depois da repercussão de um diálogo em que personagens exaltam qualidades do Brasil.

Na cena de quase 2 minutos, Bartolomeu (Luís Melo) e seu filho Ivan (Renato Góes) falam sobre exportação de aviões, comida e energia limpa – temas que coincidem com o conteúdo de propagandas promovidas pelo governo nos últimos 2 meses. O capítulo teve 23,4 pontos de média geral de audiência, segundo dados prévios do Kantar Ibope.

Em julho, o governo lançou a propaganda “Brasil com S”, destacando aspectos como o SUS (Sistema Único de Saúde) – também mencionado no capítulo de “Vale Tudo”. Em 31 de agosto, foi lançada outra peça publicitária em tom patriótico fazendo contraposição ao tarifaço de Trump. O PT usou seu horário de propaganda partidária na mesma linha.

O Planalto passou a usar intensamente o discurso da soberania nacional após 9 de julho de 2025, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Sidônio Palmeira viu uma oportunidade de marketing e apropriou-se da narrativa, antes associada a partidos de direita e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“VALE TUDO”

A novela “Vale Tudo” é assinada por Manuela Dias, que já teve encontros documentados com a primeira-dama Janja da Silva e com o próprio presidente Lula. A escritora é responsável pelo remake da trama exibida originalmente de 1988 a 1989.

Parte da equipe criativa do filme “Malês”, Manuela Dias esteve no Palácio da Alvorada em 6 de setembro. “Fomos recebidos de forma inesquecível pelo senhor Presidente Lula e a primeira dama Janja”, escreveu em post em seu perfil no Instagram. Ela compartilhou fotos do dia e demonstrou proximidade com a primeira-dama Janja.

A TV Globo tem um histórico de aderir ao discurso oficial de diferentes governos desde a ditadura militar (1964-1985). É comum que programas e novelas da emissora reproduzam narrativas alinhadas ao poder.

O Poder360 procurou a emissora para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da pauta. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

LULA FEZ POST SOBRE NOVELA

Em publicação no X (ex-Twitter) na 6ª feira (17.out.2025), Lula afirmou que, “fora das telas”, o Brasil escolheu combater a desigualdade com justiça social.

A mensagem foi acompanhada de um vídeo que elenca projetos prioritários para o governo, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Luz do Povo e Gás do Povo. A postagem também fala em “justiça tributária” mote impulsionado por Lula para aprovar a isenção do IR (Imposto de Renda) para quem recebe até R$ 5.000 mensais, uma das principais pautas atuais da gestão mirando a reeleição em 2026.

O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) também celebrou a cena em seu Instagram: “Seu Bartolomeu, assim como a gente, sabe que o que não falta é motivo para se orgulhar de ser brasileiro”.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), celebrou a cena de “Vale Tudo” em seu perfil na rede social Instagram: “Seu Bartolomeu, assim como a gente, sabe que o que não falta é motivo para se orgulhar de ser brasileiro”.


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O Governo de Goiás, por meio do Goiás Social e da Agência Goiana de Habitação (Agehab), abriu nesta quarta-feira (15/10) 3.420 novas vagas do Programa Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social em 20 municípios do estado. As inscrições seguem abertas até 17 de novembro de 2025, e podem ser feitas pelo site goias.gov.br/agehab ou pelo aplicativo Aluguel Social.

Os municípios contemplados nesta nova etapa são: Caldas Novas, Campos Belos, Cavalcante, Colinas do Sul, Cristalina, Divinópolis, Goianápolis, Goianira, Guarani de Goiás, Iaciara, Inhumas, Itajá, Jussara, Matrinchã, Nova América, Nova Crixás, Palmeiras de Goiás, Rio Verde, Santo Antônio de Goiás e São Miguel do Passa Quatro.

De acordo com a primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, o programa é uma das políticas públicas mais sensíveis do Estado e oferece um alívio concreto às famílias que enfrentam dificuldades financeiras.

“A despesa com o aluguel consome a maior parte da renda familiar. Com esse auxílio, as famílias têm a chance de investir em outras necessidades, como alimentação e remédios”, ressaltou Gracinha.

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, salientou que o benefício é de R$ 350 mensais por até 18 meses, e reforçou a facilidade do processo de inscrição.

“As inscrições podem ser feitas por meio do aplicativo Aluguel Social ou diretamente no site da Agehab. Além disso, quem não tem acesso à internet pode procurar apoio nas unidades do Vapt-Vupt ou nas prefeituras dos municípios participantes”, explicou Baldy.

Entre os principais critérios de seleção estão: CadÚnico atualizado, residência mínima de três anos no município, renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa e não possuir imóvel próprio. Também é necessário atender a pelo menos um dos critérios sociais, como superendividamento, moradia improvisada, gasto excessivo com aluguel, ou pertencer a grupos prioritários como idosos, pessoas com deficiência ou famílias chefiadas por apenas um dos pais.

Com o programa, o Governo de Goiás reforça o compromisso de promover dignidade habitacional e segurança social, permitindo que mais famílias tenham acesso a uma moradia adequada e estável em todas as regiões do estado.

Autor Rogério Luiz Abreu


A política habitacional do governo federal passará por uma reformulação ampla, e a Caixa Econômica Federal deverá liberar cerca de 80 mil novos financiamentos imobiliários até 2026, segundo o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. O anúncio oficial está previsto para esta quinta-feira (10), em São Paulo, durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta, segundo o ministro, vai atualizar o funcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) — estrutura responsável por direcionar os recursos da poupança para o crédito habitacional. O objetivo é tornar esse fluxo mais eficiente e ampliar o volume de empréstimos voltados à compra da casa própria.

“A Caixa deverá viabilizar cerca de 80 mil novas moradias financiadas até 2026, e esse processo começa imediatamente”, afirmou Jader Filho, durante o Incorpora 2025, evento que reúne executivos do setor imobiliário e representantes do sistema financeiro nacional.

A nova estratégia, construída em parceria com o Ministério da Fazenda, o Banco Central e a própria Caixa, mira em especial as famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil mensais — uma faixa de renda que, segundo o governo, ficava fora do alcance das linhas tradicionais de crédito.

“Boa parte da classe média não tinha acesso a financiamento adequado. Queremos corrigir isso e permitir que essas famílias encontrem um crédito possível, sustentável e compatível com o seu orçamento”, destacou o ministro.

Classe média volta ao radar do crédito habitacional

Com a nova política, o governo pretende resgatar o poder de compra da classe média urbana, que perdeu acesso a linhas de crédito após mudanças econômicas e aumento das taxas de juros.
Até a chegada do Minha Casa, Minha Vida da classe média, quem ganhava acima de R$ 9,6 mil já ficava fora dos programas sociais de habitação.

Jader Barbalho Filho afirmou que a medida tem caráter de inclusão econômica, com foco em destravar o mercado e gerar empregos diretos na construção civil.

Setor da construção vê oportunidade de retomada

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, avaliou a política como um impulso necessário para o setor.

“Essa mudança chega em boa hora. O governo e o Banco Central encontraram uma forma inteligente de injetar recursos num momento em que a poupança está retraída. Isso vai trazer novo fôlego ao mercado e abrir caminho para mais famílias realizarem o sonho da casa própria”, disse França.

Revisão nas faixas do Minha Casa, Minha Vida

O Ministério das Cidades também avalia ajustes nas três primeiras faixas do programa Minha Casa, Minha Vida, tanto nos valores máximos dos imóveis quanto nos limites de renda dos beneficiários.

“Já iniciamos conversas com o ministro Rui Costa, da Casa Civil, e há consenso sobre a necessidade de atualização. O objetivo é adaptar os tetos de renda e de imóvel à realidade atual e às demandas do setor”, explicou o ministro.

Análise Folha de Goiás

A estratégia anunciada por Jader Filho coloca novamente a habitação como eixo central da política econômica brasileira. O desafio será equilibrar a expansão do crédito com a sustentabilidade do sistema financeiro, num cenário de poupança em retração e juros ainda altos.
Se o plano for executado com eficiência, o país poderá viver uma nova onda de crescimento do mercado imobiliário, aliando geração de empregos, mobilidade social e aquecimento econômico — pilares que historicamente impulsionam o PIB e o consumo interno.


Por: Redação Folha de Goiás
🌐 www.folhadegoias.info
📸 Imagem/Reprodução: Ricardo Stuckert – PR

Autor # Gil Campos


Projeto busca resolver o problema de endereços que não têm nome de rua, numeração ou ambos

Todas as favelas brasileiras passarão a ter CEP próprio, segundo anúncio feito nesta 4ª feira (8.out.2025) pelo governo federal. A medida é resultado de parceria entre o Ministério das Cidades e os Correios.

O Executivo afirma que 12.348 comunidades registradas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) receberam CEPs, beneficiando 16,39 milhões de pessoas em 656 cidades do país.

O projeto surgiu para resolver o problema da “fragilidade de endereço”–situação em que locais não têm nome de rua, numeração ou ambos. Segundo o IBGE, aproximadamente 280 mil endereços em comunidades urbanas apresentavam essa condição, afetando cerca de 870 mil pessoas.

A iniciativa, que deu início em 2024, tinha como objetivo garantir endereçamento postal a todas as comunidades até 2026, mas foi finalizada antes do prazo previsto. O programa atendeu principalmente a população preta e parda, que representa 72,9% dos habitantes dessas áreas.

O programa de universalização dos CEPs continua com duas fases complementares. A 1ª consiste no mapeamento detalhado de logradouros em 300 favelas, criando códigos específicos para ruas, vielas, becos e travessas —trabalho que já criou 765 CEPs. A 2ª fase estima a implantação de atendimento físico dos Correios em 100 favelas distribuídas pelo Brasil.



Autor Poder360 ·