Morte de influencer após procedimento estético: dona de clínica prescrevia remédios com nomes errados e usava caneta vermelha em receita | Goiás
Lidiane 6 de julho de 2024
Grazielly da Silva Barbosa, presa após influenciadora fazer um procedimento com ela e morrer, escreveu nomes de medicamentos de forma errada e fez prescrições incorretas, segundo a médica Eny Aires – veja receita acima. A profissional denunciou Grazielly após descobrir que a clínica usou indevidamente o número de registro e nome dela no carimbo usado na receita dada à influenciadora.
Aline Ferreira pagou R$ 3 mil para realizar o procedimento com Grazielly da Silva Barbosa em Goiânia. A mulher, que é dona de uma clínica, foi presa suspeita de lesão corporal seguida de morte, exercício ilegal da medicina, execução de serviço de alta periculosidade e crime contra a relação de consumo.
Veja como nomes de remédios estavam escritos e a grafia correta:
- Amoxilina (incorreto) – Amoxicilina (correto)
- Xarelton (incorreto) – Xarelto (correto)
- Nebacetim (incorreto) – Nebacetin (correto)
O advogado Thiago Hauscar afirmou que a defesa de Grazielly Barbosa estuda o processo para decidir os próximos passos em relação aos pedidos de oitivas. Além disso, o advogado expressou solidariedade à família de Aline.
Grazielly Barbosa foi presa pela Policia Civil na quarta-feira (3). Na quinta-feira (4), a Justiça homologou o flagrante e decretou a prisão preventiva dela. A polícia informou que, ao todo, deveriam ter sido realizadas três sessões de aplicação do polimetilmetacrilato (PMMA), mas Aline morreu após a primeira sessão.
Eny Aires reforçou que não conhecia a vítima ou a suspeita do crime e que a dona da clínica alterou os dados do nome e número do registro. A médica registrou um boletim de ocorrência na sexta-feira (5) por falsificação de documento particular – veja abaixo carimbo da médica e receita dada por dona da clínica.
“Os remédios estavam prescritos de forma errada. Não tem um mínimo de princípio. Primeiro que não se escreve com caneta vermelha. Tudo [estava] horrível, toda a prescrição dela estava errada. Era para matar mesmo, porque não tem nenhum princípio da medicina”, disse a médica.
Além dos nomes de remédios escritos errados e o uso de canetas vermelhas, a médica também disse que as prescrições estão incorretas. “Toragesic não está com a indicação de miligramas. Amoxicilina seria de 500 mg de 8 em 8 horas e não é um bom antibiótico para esse tipo de procedimento. Nenhum bom médico prescreveria essa medicação para isso, eu imagino”, explicou a profissional.
A delegada Debora Melo informou que a dona da clínica se apresentava como biomédica. No entanto, a mulher nunca cursou Biomedicina e não apresentou nenhum diploma de curso superior.
Segundo a polícia, Grazielly informou ter feito cursos livres na área da estética e cursado três semestres de medicina no Paraguai. No entanto, nenhum certificado, diploma ou forma de comprovação foram apresentados.
Em relação à clínica, a Vigilância Sanitária identificou que o local não possuía alvará sanitário nem profissional com habilitação técnica responsável. Além disso, a delegada contou que não foram encontrados prontuários de pacientes atendidos pela clínica no local.
“Lá não tinha prontuário de paciente nenhum. A pessoa pagava, fazia o procedimento e ia embora. Não eram requisitados exames prévios e não tinha contrato de prestação de serviço formalizando a relação entre o prestador e o consumidor”, explicou Débora Melo.
À Polícia Civil, o marido de Aline contou que a influenciadora morreu em 2 de julho, em um hospital particular de Brasília, onde estava internada desde 29 de junho. O procedimento foi realizado em 23 de junho, quase uma semana antes, na clínica de estética de Grazielly em Goiânia.
O marido da influenciadora afirmou que a cirurgia foi rápida e que eles retornaram para Brasília no mesmo dia, com Aline aparentando estar bem. No entanto, no dia seguinte, ela começou a ter febre.
Ele detalhou ter entrado em contato com a clínica, que justificou que a reação “era normal” e que Aline “deveria tomar um remédio para febre”. Mesmo medicada, a influenciadora continuou com febre, e na quarta-feira (26), começou a sentir dores na barriga.
Segundo o marido, na quinta-feira (27), Aline piorou e desmaiou. Ele a levou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde ficou por um dia. Depois, Aline foi transferida para um hospital particular da Asa Sul, onde morreu.
Dona de clínica de estética é presa após morte de influencer
Segundo apurado pelo g1 DF, no procedimento ao qual Aline foi submetida, foi aplicado 30ml de PMMA em cada glúteo. PMMA é a sigla para polimetilmetacrilato, uma substância plástica com diversas aplicações na área da saúde e em outros setores produtivos.
Atualmente, o PMMA tem sido utilizado para preenchimentos em tratamentos estéticos faciais e corporais, especialmente para aumentar os glúteos. A composição do PMMA pode provocar reações inflamatórias que, por sua vez, podem resultar em deformidades e necrose nos tecidos onde a substância foi aplicada.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica o PMMA como de risco máximo e, por isso, recomenda que seja administrado apenas por profissionais médicos capacitados. Além disso, de acordo com a Anvisa, o produto possui uma aplicação muito específica, que é a correção de pequenas deformidades corporais após tratamentos como AIDS ou poliomielite.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Cirillo Alves, advogado e empresário, diretor-presidente da TV Serra Dourada, morreu aos 74 anos em decorrência de problemas de saúde. O velório e o sepultamento foram feitos nesta sexta-feira (5), em São Paulo.
Em nota, a Serra Dourada Comunicações informou o falecimento e ressaltou que Cirillo “foi um visionário que dedicou sua vida ao crescimento e desenvolvimento da empresa”, englobando a TV Serra Dourada, a Rádio 99,5 FM, a Rede Serra Dourada e o Teatro João Alves de Queiroz.
“Sua partida deixa uma lacuna irreparável, mas sua memória e contribuições permanecerão vivas em nossos corações e em cada um dos empreendimentos que ele ajudou a construir e prosperar”, lamentou o grupo.
O governador Ronaldo Caiado também lamentou a morte. Em nota de pesar pública, destacou que Cirillo foi membro de uma família de grandes empreendedores.
“Filho de João Alves, fundador da Arisco, e irmão de João Alves Filho, o Júnior, maior acionista do Grupo Hypera Pharma – Cirillo deixa seu nome marcado na história da comunicação de Goiás”, afirmou o governador.
O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, diz que Cirillo deixou um legado marcante na comunidade empresarial, pois sua atuação na capital foi além dos negócios.
“Seu envolvimento com projetos comunitários mostrou seu compromisso com o bem-estar da sociedade. Sua partida deixa uma lacuna irreparável não apenas na família e entre amigos, mas também em todos aqueles que foram impactados por sua generosidade e determinação”, elogiou.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Dois PMs são presos suspeitos de matar técnico de instalação de internet e alterar cena do crime | Goiás
Lidiane 5 de julho de 2024
Dois policiais militares foram presos suspeitos de matar um técnico de instalação de internet e alterar a cena do crime, em Goiânia. Segundo a investigação da Polícia Civil (PC), os policiais foram chamados para atender uma ocorrência de tentativa de estupro.
O g1 não localizou as defesas de Tiago Nogueira Chaves e Igor Moreira Carvalho para pedir um posicionamento até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que eles foram conduzidos ao presídio militar e que colabora com a investigação.
Denúncia de tentativa de estupro
Conforme investigação, no último dia 12 de junho, uma jovem de 27 anos estava com problemas na internet de casa e pediu um serviço de manutenção presencial. Ela contou que durante o trabalho o técnico teria se aproximado dela e a beijado na boca sem que ela permitisse.
Após afastá-lo, segundo a investigação, a jovem chamou duas amigas, que foram até a casa dela e bateram no técnico. Um vídeo mostra o momento em que Allan Carlos Porto Carrijo, de 36 anos, é agredido e, em seguida, foge. Neste momento, a jovem chamou a polícia.
Policiais são presos suspeitos de matar técnico de instalação de internet
Buscas pelo técnico e suposto confronto
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), os policiais Tiago e Igor foram até a casa da jovem e, após testemunhas mostrarem para onde o técnico fugiu, começaram as buscas por ele. Os PMs relatam que encontraram Allan em um lote baldio e que tentaram abordá-lo e prendê-lo.
Segundo o relato de Tiago e Igor, durante a abordagem, o técnico resistiu a prisão, bateu nos policiais, “sacou uma faca” e foi na direção de Tiago. Neste momento, de acordo com os PMs, “para conter a injusta agressão”, atiraram três vezes contra Allan, que morreu no local.
Conforme relato da PC no boletim, quando os policiais civis chegaram no local do suposto confronto entre os PMs e o técnico, os peritos informaram que não encontraram estojos de bala, o celular de Allan e a faca, que teria sido usada por ele, foi levada para delegacia pelos policiais.
Após o suposto confronto, o PM Tiago realizou o exame de corpo de delito e a Polícia Científica realizou o exame cadavérico no corpo de Allan. No laudo do policial consta escoriações no braço e, no do técnico, consta que ele morreu após levar quatro tiros, sendo um no peito.
Depoimentos e o celular de Allan
A PC ouviu a jovem que denunciou a tentativa de estupro, as amigas dela, a esposa do técnico e o chefe dele. Nos depoimentos, a polícia destaca que a jovem e as amigas disseram que não viram Allan com uma faca e a esposa dele afirmou que conversou com ele por videochamada durante a fuga.
A esposa de Allan contou à polícia que o técnico tinha dois celulares, sendo um deles da empresa onde ele trabalhava. O chefe de Allan afirmou à polícia que também conversou com o funcionário minutos antes dele ser morto e que ele disse que estava com medo de ser morto.
Segundo a investigação, o técnico ainda enviou a localização dele para o chefe e pediu para ele buscá-lo. Quando o chefe chegou no local, ele foi ameaçado pelos policiais e obrigado a entregar o celular, que, segundo ele, foi levado pelos PMs e depois descartado em uma mata.
Conclusões da polícia e prisão
Diante da investigação, a Polícia Civil (PC) acredita que os policiais militares Tiago e Igor forjaram a situação de confronto, mataram o técnico sem que houvesse reação dele e “plantaram” a faca no local. Ou seja, alteraram a cena do crime e, por isso, pediram a prisão deles.
Em resposta à solicitação sobre o caso ocorrido no Residencial Buena Vista II, a Polícia Militar informa que:
A Corregedoria da Polícia Militar está adotando todas as providências necessárias em relação ao caso. Em cumprimento à decisão judicial, os militares foram conduzidos ao presídio militar.
A Polícia Militar segue colaborando com a justiça e reitera o compromisso de cumprir as decisões emanadas do Poder Judiciário.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Saiba quem era a ‘DJ Blogueirinha, a braba’, que morreu após ser internada em Goiás | Goiás
Lidiane 5 de julho de 2024
DJ Blogueirinha morre em Goiás
“Uma pessoa incrível, feliz e cheia de sonhos” é assim que Rafael Mascarenhas define a amiga Bianca Oliveira que morreu aos 29 anos em Rio Verde, no sudoeste goiano. Conhecida como “Blogueirinha, a braba”, a influencer era DJ há cerca 6 anos.
Nas redes sociais, Bianca tem 63 mil seguidores e mostrava as conquistas e os sonhos realizados, entre eles, um carro 0 km para ela e outro que deu de presente para a irmã. Além de um carro para mãe que mora na zona rural de Rio Verde.
Em um post, Bianca fala sobre a rapidez em que sua vida deu uma “reviravolta” e que se sentia feliz e realizada com seu trabalho. Bianca postava sobre sua profissão e o orgulho de ser DJ (assista acima).
“Eu sou Blogueirinha, a braba. Quem disse que travesti não comanda um som automotivo?”, diz em um dos vídeos.
Ana Paula Ferreira, irmã de Bianca, confirmou a morte dela em uma rede social. Ao g1, um amigo contou que Blogueirinha foi diagnosticada com uma infecção e pneumonia.
“Entubaram ela na quinta-feira com o consentimento dela. Porém, ela não resistiu, pois a infecção e a pneumonia estavam em estado avançado. Não saiu o laudo conclusivo, mas o laudo preliminar indicou pneumonia com agravantes”, detalhou Rafael Mascarenhas.
Bianca morreu na última quinta-feira (4). Rafel Mascarenhas contou ainda que ela estava internada desde a última terça-feira após retornar de uma viagem se sentindo mal.
“Nós fomos ao posto de saúde, onde a imunidade estava baixa devido a uma infecção. Após isso, fomos para a UPA, onde ela internou para investigação do caso. Na quarta, fez o raio-x e constatou-se a pneumonia”, explicou Rafael.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
A influenciadora Aline Maria Ferreira, 33, morreu na última terça-feira (2), devido a complicações após uma aplicação de PMMA nos glúteos. A modelo estava internada em um hospital particular de Brasília desde o dia 29 de junho, e fez procedimento no dia 23 de junho, em uma clínica estética de Goiânia.
A clínica foi interditada pela Vigilância Sanitária e a dona do local, Grazielly da Silva Barbosa, foi presa pela Polícia Civil de Goiás suspeita de crimes contra as relações de consumo. O Conselho Regional de Biomedicina (CRBM) de Goiás informou que não encontrou registro profissional no nome da mulher.
Riscos da aplicação de PMMA
O polimetilmetacrilato (PMMA) é uma substância não absorvível que está sendo muito utilizada para procedimentos de preenchimento, principalmente de glúteos. No entanto, a prática apresenta riscos à saúde, alerta o cirurgião plástico Fernando Amato.
“Os preenchedores definitivos, como é o caso do PMMA, por serem substâncias estranhas ao corpo, podem causar formação de biofilme e inflamação local crônica, além de aumentar a possibilidade de infecção. Sem o tratamento adequado, pode levar a complicações mais graves”, explica.
Além disso, o preenchimento com PMMA pode gerar um processo inflamatório granulomatoso, o que gera maior quantidade de uma enzima chamada 1-alfa-hidroxilase. Essa enzima é necessária para converter a forma inativa de vitamina D na forma ativa, calcitriol.
“Essa vitamina D convertida pode ocasionar a hipercalcemia, que é o excesso de cálcio no sangue que será absorvido pelo intestino, bem como o cálcio retirado dos ossos. Esse aumento do cálcio pode interferir no funcionamento adequado dos rins, com formação de cálculos, podendo evoluir até para a insuficiência renal”, alerta Fernando.
Por isso, de acordo com o especialista, a orientação é não fazer suplementação de vitaminas sem orientação médica, como se elas fossem inofensivas. “Caso a pessoa decida fazer procedimento de preenchimento, converse com o cirurgião plástico. Informe sobre todas as medicações que estão em uso, inclusive as vitaminas”, conclui.
Influencer que morreu estava em ‘perfeito estado de saúde’ até fazer procedimento no bumbum, diz polícia | Goiás
Lidiane 5 de julho de 2024
A perda da influencer Aline Maria Ferreira, de 33 anos, que morreu após fazer um procedimento no bumbum, abalou os familiares e amigos dela. De acordo com a delegada Débora Melo, a família afirmou que a mulher estava em “perfeito estado de saúde” até fazer as aplicações nos glúteos com a investigada Grazielly da Silva Barbosa.
“Há uma série de diligências que ainda precisam ser elucidadas para vincular a morte com a realização do procedimento estético, mas o que a família nos falou é que a Aline estava em perfeito estado de saúde até o momento em que ela realizou a aplicação do PMMA”, contou a delegada.
Aline morreu na terça-feira (2), no Distrito Federal, e a empresária foi presa no dia seguinte, em Goiânia. A clínica dela foi interditada pela Vigilância Sanitária por não ter alvará de funcionamento e nem responsável técnico. O g1 pediu um posicionamento à defesa de Grazielly, mas não recebeu resposta até a última atualização da reportagem.
De acordo com a delegada Débora Melo, responsável pelo caso, Grazielly está sendo investigada por quatro crimes. Entre eles, está o crime contra as relações de consumo, ao ter mentido sobre sua qualificação, induzir pacientes a erro por não prestar informações adequadas a respeito dos procedimentos que eram realizados e, também, por não explicar quais eram os riscos envolvendo a aplicação de polimetilmetacrilato, substância plástica conhecida pela sigla PMMA.
Fora isso, Grazielly também é investigada por exercício ilegal da medicina e execução de serviço de alta periculosidade. Segundo a delegada, a empresária não confirmou ter usado PMMA na influenciadora, tendo mudado de versão algumas vezes.
Grazielly se apresentava como biomédica, mas, para a polícia, explicou que cursou somente três semestres de medicina no Paraguai, além de ter feito cursos livres na área. Segundo a delegada Débora Melo, Grazielly não apresentou nenhum certificado que comprove a conclusão desses cursos até a tarde de quinta-feira (4). E, portanto, ao que tudo indica, não tem competência para atuar na área.
De forma paralela, foi aberta outra investigação sobre a possível lesão corporal seguida de morte da influenciadora Aline Maria. A delegada aguarda a conclusão de um laudo pericial que vai indicar se o preenchimento no bumbum teve ou não relação com a morte da influenciadora.
R$ 3 mil para aumentar bumbum
Durante buscas feitas na clínica, os policiais não encontraram contratos de prestação de serviços, prontuários ou qualquer documento que registrasse a entrevista com pacientes. Isso, segundo a polícia, indica que não houve checagem se Aline tinha alguma condição de risco. Essa etapa deveria ser a primeira a ser feita antes da realização de qualquer procedimento.
No dia do procedimento, segundo a delegada, a região do bumbum da influenciadora foi higienizada e, em seguida, Grazielly fez marcações de onde o produto seria aplicado. O marido da influenciadora, que acompanhou a realização do procedimento, diz que foi feita a aplicação de 30ml de PMMA em cada glúteo.
Segundo uma testemunha, deveriam ter sido feitas três sessões de aplicação do produto, mas a influenciadora morreu depois da primeira sessão. Ela pagou R$ 3 mil.
Aline veio de Brasília para Goiânia e passou pelo procedimento no dia 23 de junho. O marido da influenciadora disse à polícia que a cirurgia foi rápida e eles retornaram para Brasília no mesmo dia, com Aline aparentando estar bem, apesar de já sentir muitas dores.
Com o passar dos dias, segundo a delegada, as dores não diminuíram e a influencer passou a apresentar fraqueza e febre. À polícia, o marido afirma ter entrado em contato com a clínica, que justificou que a reação “era normal” e que Aline “deveria tomar um remédio para febre”.
Mesmo medicada, a influenciadora continuou com febre, e na quarta-feira (26), começou a sentir dores na barriga. Na quinta-feira (27), Aline piorou e desmaiou. Ele a levou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde ficou por um dia, pois a unidade não tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Depois, Aline foi transferida para um hospital particular da Asa Sul. Lá, precisou ser entubada na UTI e teve duas paradas cardíacas. Ela morreu na terça-feira (2). O corpo de Aline foi velado e sepultado na quinta-feira (4), no cemitério Campo da Esperança do Gama.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Ginga Funk é destaque entre empreendedores das periferias em Goiás » ZonaSuburbana
Lidiane 5 de julho de 2024
Foto destaque: Mari Magalhães
Nos dias 28 e 29 de junho, o Centro de Convenções de Goiânia foi palco da Expo Favela Innovation Goiás 2024. Este evento, em sua segunda edição no estado, teve como objetivo dar visibilidade e gerar oportunidades de negócios para empreendedores das periferias. Entre os dez selecionados para representar Goiás no evento nacional em novembro, em São Paulo, destacou-se a Ginga Funk, um estúdio de dança voltado para manifestações culturais negras de forma decolonial.
Fundado por Susan Santos e Ryggie Diamantino, o Ginga Funk se localiza no Centro de Goiânia e oferece aulas de dança para diversos públicos, além de mentorias para jovens negros e periféricos. A escola também vende espetáculos e cria materiais audiovisuais, como o documentário “Dance Funk! Tem Que Respeitar!“.
O destaque da Ginga Funk na Expo Favela não é surpresa. Além de driblar preconceitos racistas e machistas predominantes na região, o estúdio promove aulas que trabalham a autoestima e a consciência corporal de seus alunos, conectando histórias pessoais com a cultura do funk. Esse trabalho tem sido fundamental para fortalecer a imagem positiva dos corpos negros e femininos, desafiando padrões eurocêntricos.
A participação na Expo Favela proporcionou à Ginga Funk a chance de ampliar suas conexões e vislumbrar novas possibilidades de crescimento. Para quem deseja conhecer mais sobre o estúdio, ele está localizado no Edifício Marlene Alvarenga, na Avenida Goiás, Centro de Goiânia.
Trabalhos didáticos e pedagógicos como esse são a força motriz de boa parte dos empreendedores presente na Expo Favela e Susan Santos se encontrou neste lugar enquanto profissional.
“A Expo Favela nos deu a oportunidade de ter mais conexões com outros empreendimentos com a mesma linguagem. A empresa ainda vai fazer 2 anos, então estamos aprendendo ainda sobre este mercado do empreendedorismo. Através dessas conexões, a gente entendeu que tem um trilhão de possibilidades de fazermos apresentações e a gente não sabia. E o evento possibilitou construir pontes com outros empreendedores que tem a ver com o que a gente fala”, pontuou Susan Santos.
O Desafio de manter um Escola de Funk em Goiânia
De acordo com o Mapeamento Nacional da Dança, realizado em 2016 pela Funarte em diversas capitais durante o governo Dilma Rousseff revelou que, em Goiânia, a inexistência de mercado para a dança está relacionada à desvalorização da área (20,6%), além da falta de investimento em políticas públicas, a inexistência de sustentabilidade econômica, entre outros motivos.
Além disso, Goiás é um dos estados mais machistas do Brasil, ocupando a 7ª posição entre os estados com maior número de feminicídio em 2023, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados refletem, sobretudo, o efeito da ideologia machista na objetificação do corpo e a banalização da imagem da mulher, atrelado ao preconceito com o Funk como mecanismo de exclusão e discriminação.
E como a Ginga Funk tem driblado esses preconceitos e tornado a escola uma realidade possível em Goiânia? Susan não hesitou em afirmar que tem sido bastante desafiador.
“Estamos dentro de uma cultura no qual está muito presente o sertanejo. Mas não só isso, estamos em um território que inviabiliza a presença de corpos negros protagonistas de suas próprias narrativas, inclusive no meio artístico. As maiores instituições de arte aqui do estado tem um protagonismo muito grande do balé clássico. E quando há um protagonismo das Danças Urbanas, que é mais próximo de nós, temos uma outra dificuldade que é a de que muitos movimentos não reconhecem o Funk como parte da cultura urbana”, apontou Susan Santos.
Para driblar estes desafios, a artista explica que a Ginga Funk atua com aulas dialogadas, com contexto histórico, para trabalhar o interior de seus educandos, selecionando para suas aulas protagonistas do movimento negro, sobretudo representante do Funk do Rio de Janeiro e São Paulo, para tentar projetar imagens positivas a respeito deste gênero musical, para além do entretenimento.
“Existe um tipo de funk que é o Funk Consciente. Então a gente pega uma letra, discorre sobre ela em sala de aula, tenta conectar com as histórias dos estudantes que passam pelo espaço Ginga Funk. A gente tem relato de pessoas que estão passando por depressão, por ansiedade e mulheres que tem seríssimos problemas de entender a própria imagem de forma positiva”, comentou a professora.
E por que isso acontece? Susan explica que temos concepções hegemônica e eurocêntrica em nossa realidade que afetam, sobretudo, corpos femininos. “As visões que as mulheres têm sobre o corpo delas foi colocado pra ela por um padrão que está lá na Europa. As vezes a gente se mata diante do espelho para alcançar um padrão que não é nosso”, alerta a professora.
Por este trabalho de autoestima e consciência corporal, sobretudo de jovens negros, que o estúdio Ginga Funk está no TOP 10 em Goiás entre os empreendedores das periferias goianas.
Irmã lamenta morte de caminhoneiro após pneu explodir no rosto dele: ‘Coração despedaçado’ | Goiás
Lidiane 5 de julho de 2024
Irmã lamenta morte de caminhoneiro que morreu após pneu explodir
A irmã do caminhoneiro Edson Rodrigues de Jesus, de 40 anos, que morreu após a explosão de um pneu em Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, relatou que está com o coração despedaçado. Uma testemunha contou à Polícia Militar (PM) que Edson estava enchendo o pneu quando ele estourou e atingiu seu rosto.
“Era nosso irmão caçula. Minha mãe e meu pai são idosos, estamos todos com o coração na mão e despedaçados. A gente não esperava. Ficou a saudade, o buraco e a tristeza”, desabafou Marlice Rodrigues em entrevista à TV Anhanguera.
O acidente aconteceu na última terça-feira (2) em uma borracharia. Marlice contou que uma das últimas mensagens trocadas com o irmão foi uma declaração de carinho. Na mensagem, a técnica de enfermagem disse: “Nunca se esqueça o quanto eu te amo”. Edson respondeu: “Eu também te amo muito”.
Segundo Santana Monteiro, borracheiro há mais de 30 anos, o pneu ainda está na borracharia. Ele contou que estava ajudando Edson a levantar o pneu quando o acidente aconteceu.
“O pneu estava aqui, neste local, ficou até a marca dele. Quando nós dois, um do lado do outro, fomos levantar ele, eu só escutei o estralo. Eu já não vi mais nada, me jogou para o lado e ele caiu uns cinco metros para trás”, disse o borracheiro.
Edson enchia o pneu quando ele explodiu em seu rosto. O borracheiro relatou que o impacto foi tão grande que “estourou” o teto do estabelecimento.
O relato da PM descreveu que o rosto do caminhoneiro ficou desfigurado por conta da explosão. Ao g1, a delegada responsável pelo caso, Alessandra Oliveira, explicou que aguarda a perícia da Polícia Científica para fornecer mais informações sobre o caso.
“Acredita-se que o motivo do ocorrido seja a solda, que fragilizou o pneu, permitindo o escape do ar”, detalhou a delegada.
No Instagram, a Prefeitura de Padre Bernardo lamentou a morte de Edson (veja nota abaixo). Um arraiá da cidade foi adiado por conta do falecimento.
Ambulância indisponível
A Polícia Militar relatou, em boletim de ocorrência, que ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pediu uma ambulância com médicos para prestar socorro a Edson Rodrigues de Jesus. No entanto, a resposta foi que não havia ambulâncias disponíveis.
A ocorrência narra ainda que “outra equipe (da PM) foi ao hospital e novamente foi relatado que no momento não havia ambulâncias para atendimento”.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Padre Bernardo nesta quinta-feira (4), por e-mail e também com o Samu, pelo telefone disponibilizado no site da prefeitura, pedindo uma justificativa para a falta de serviço. Mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Dona de clínica investigada por morte de influenciadora após procedimento estético é mantida presa | Goiás
Lidiane 5 de julho de 2024
A dona da clínica em Goiânia, onde a influenciadora Aline Ferreira fez um procedimento estético, foi mantida presa após passar por audiência de custódia, segundo a Polícia Civil de Goiás. A mulher pagou R$ 3 mil para realizar o procedimento com Grazielly da Silva Barbosa. A polícia informou que, ao todo, deveriam ter sido realizadas três sessões de aplicação do polimetilmetacrilato (PMMA), mas Aline morreu após a primeira sessão.
O g1 solicitou um posicionamento à defesa da investigada, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Também foi feito contato com a clínica por telefone em busca de um posicionamento, mas ninguém atendeu.
A delegada Debora Melo informou que a dona da clínica se apresentava como biomédica. No entanto, a mulher nunca cursou Biomedicina e não apresentou nenhum diploma de curso superior.
Segundo a polícia, Grazielly informou ter feito cursos livres na área da estética e cursado três semestres de medicina no Paraguai. No entanto, nenhum certificado, diploma ou forma de comprovação foram apresentados.
Em relação à clínica, a Vigilância Sanitária identificou que o local não possuía alvará sanitário nem profissional com habilitação técnica responsável. Além disso, a delegada contou que não foram encontrados prontuários de pacientes atendidos pela clínica no local.
“Lá não tinha prontuário de paciente nenhum. A pessoa pagava, fazia o procedimento e ia embora. Não eram requisitados exames prévios e não tinha contrato de prestação de serviço formalizando a relação entre o prestador e o consumidor”, explicou Débora Melo.
Grazielly é investigada pelos crimes de lesão corporal seguida de morte, exercício ilegal da medicina, execução de serviço de alta periculosidade e crime contra a relação de consumo (ao induzir os consumidores ao erro), apontou a investigação.
À Polícia Civil, o marido de Aline contou que a influenciadora morreu em 2 de julho, em um hospital particular de Brasília, onde estava internada desde 29 de junho. O procedimento foi realizado em 23 de junho, quase uma semana antes, na clínica de estética de Grazielly em Goiânia.
O marido da influenciadora afirmou que a cirurgia foi rápida e que eles retornaram para Brasília no mesmo dia, com Aline aparentando estar bem. No entanto, no dia seguinte, ela começou a ter febre.
Ele detalhou ter entrado em contato com a clínica, que justificou que a reação “era normal” e que Aline “deveria tomar um remédio para febre”. Mesmo medicada, a influenciadora continuou com febre, e na quarta-feira (26), começou a sentir dores na barriga.
Segundo o marido, na quinta-feira (27), Aline piorou e desmaiou. Ele a levou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde ficou por um dia. Depois, Aline foi transferida para um hospital particular da Asa Sul, onde morreu.
Dona de clínica de estética é presa após morte de influencer
Segundo apurado pelo g1 DF, no procedimento ao qual Aline foi submetida, foi aplicado 30ml de PMMA em cada glúteo. PMMA é a sigla para polimetilmetacrilato, uma substância plástica com diversas aplicações na área da saúde e em outros setores produtivos.
Atualmente, o PMMA tem sido utilizado para preenchimentos em tratamentos estéticos faciais e corporais, especialmente para aumentar os glúteos. A composição do PMMA pode provocar reações inflamatórias que, por sua vez, podem resultar em deformidades e necrose nos tecidos onde a substância foi aplicada.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica o PMMA como de risco máximo e, por isso, recomenda que seja administrado apenas por profissionais médicos capacitados. Além disso, de acordo com a Anvisa, o produto possui uma aplicação muito específica, que é a correção de pequenas deformidades corporais após tratamentos como AIDS ou poliomielite.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Estudo usa metodologia internacional e calcula o bem-estar da população a partir de dados oficiais, em todas as cidades brasileiras. Goiânia é a segunda colocada no ranking entre as capitais
Goiás é o 5º estado do Brasil no ranking de qualidade de vida da população. O resultado foi revelado pelo Índice de Progresso Social (IPS), uma metodologia internacional que calcula o bem-estar da população a partir de dados oficiais dos estados e municípios. A frente de Goiás estão São Paulo (1º), Santa Catarina (2º), Paraná (3º) e Minas Gerais (4º).
A nota de Goiás foi de 62,79. O resultado é uma média de todos os municípios do estado. O IPS é dividido em três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas; Fundamentos para o Bem-Estar; e Oportunidades. O estudo filtrou mais de 300 indicadores até chegar a 52, entre órgãos oficiais e de institutos de pesquisas, como o DataSUS, Conselho Nacional de Justiça, Mapbiomas, Anatel e CadÚnico.
O coordenador do IPS Brasil, Beto Veríssimo, diz que o objetivo do estudo não é ranquear os maiores PIBs, mas sim qualificar os resultados, como maiores expectativas de vida, menores taxas de homicídios e de poluição, além da população com melhor acesso à educação superior.
Com nota 70,49; Goiânia é a segunda capital com melhor qualidade de vida entre todas as 27 e a 4ª colocada no ranking que avaliou todas as cidades do país. A capital goiana foi classificada pelo estudo como bem organizada e bem planejada, ficando atrás de Gavião Peixoto (SP), Brasília (DF) e São Carlos (SP).

Resultados
As excelentes colocações de Goiás e de Goiânia no ranking corroboram os avanços divulgados pelo Governo de Goiás e que têm relação direta com os indicadores medidos pelo estudo, como condições de moradia, saúde e bem-estar, água e saneamento, qualidade do meio ambiente e segurança pública.
Estado que mais reduziu os índices de criminalidade do País nos últimos anos, Goiás é hoje referência em segurança pública e tem conquistado números acima da média nacional em áreas como saneamento básico, renda média e geração de emprego.
A regionalização da saúde, com a inauguração de hospitais regionais, construção de policlínicas e aumento exponencial e descentralizado do número de unidades de tratamento intensivo (UTIs) foram outras ações que contribuíram com a melhoria da qualidade de vida da população goiana.
A diminuição da desigualdade social em Goiás teve grande impacto a partir da implantação de expressivo volume de programas sociais destinados às pessoas com maior risco de vulnerabilidade social. Entre 2019 e 2023, o governo Caiado investiu em torno de R$ 7,5 bilhões em políticas de combate à pobreza e à extrema pobreza.
Implantado em 2021, o Pra Ter Onde Morar – Construção, por exemplo, é uma ação que contempla a custo zero famílias de baixa renda e que nunca tiveram casa própria. O programa vai atender, até final de 2026, cerca de 10 mil famílias em todo o estado.
O IPS Brasil
A primeira edição do IPS Brasil é uma colaboração entre o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Fundação Avina, Anattá – Pesquisa e Desenvolvimento, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, e o Social Progress Imperative.
Com informações: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás



Posts recentes
- Com público de 80 mil, Rock in Rio Verde ganha força
- Quem vai tomar crédito novo não pode jogar bet, diz Durigan
- Escola do Legislativo promove oficina de edição de vídeo com aplicativo para celular
- Família investigada por simular latrocínio após morte em Catalão
- Comerciante é preso por pornografia infantil em Caldas Novas
Comentários
Arquivos
- maio 2026
- abril 2026
- março 2026
- fevereiro 2026
- janeiro 2026
- dezembro 2025
- novembro 2025
- outubro 2025
- setembro 2025
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- janeiro 2023
- outubro 2022
- setembro 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- março 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018












