21 de abril de 2026
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A Assessoria Adjunta de Atividades Culturais realizou, na manhã desta segunda-feira, 30, o encontro “Elas em movimento: vozes que ocupam”, em celebração ao encerramento do mês de março. O evento teve local no saguão principal do Palácio Maguito Vilela e contou com a presença de lideranças femininas. A abertura foi agraciada com a apresentação musical da banda de forró Caju com Sal.

A chefe da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, Emiliana Pereira, celebrou a inciativa e pontuou que o intuito era encerrar as atividades do mês da mulher, reunindo lideranças dos movimentos sociais, e conscientizar sobre crimes contra esse público. “Estamos aqui, hoje, para se manifestar enquanto mulheres, pensando no movimento de segurança para nós, haja vista a escalada dos feminicídios. E estamos aqui, nesta Casa de Leis, entendo a importância do espaço abrindo as portas para um momento leve, com muita música e animação e, claro, muita conscientização”, frisou.

Segurança Pública

A subcomandante do Batalhão Maria da Penha da Polícia Militar de Goiás (PMGO), major Marcia Elizabeth, destacou os atendimentos realizados pela corporação, contemplado mulheres vítimas de violência e campanhas de conscientização voltada aos homens com histórico de agressão.

“Atendemos mais de 20 mil mulheres em Goiás e somos pioneiros em nível nacional. Todos os quatro batalhões do Estado são comandados por mulheres e é muito importante nossa participação neste evento, para mostrar às mulheres esse acolhimento fornecido e ressaltar que elas podem contar com a PM. Sabemos que existe em nossa sociedade um machismo estrutural, e devemos conscientizar sobre esse tema e o que não deve ser feito, além de ensinar o respeito às mulheres. Precisamos mostrar às mulheres que elas têm voz e vez.  Estamos à frente do batalhão encorajando as mulheres, pois precisamos que elas denunciem, principalmente porque o feminicídio é o ponto final de um histórico de violência”, observou.

A jornalista Laurenice Noleto falou sobre a importância do movimento “Não é Não!” e apontou que a conscientização sobre assédio e violência é mais efetiva quando feita de forma divertida. “Esses movimentos são para comunicar com as pessoas, pois o formato de conversar com alegria faz com que a mensagem chegue melhor, mais efetiva. É melhor essa abordagem alegre a só chegar brigando e recriminando as pessoas. Nós dizemos ‘Não é Não!’, mas com alegria, rodando, brincando, pois achamos também que é um direito da mulher ser feliz.”

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


No cenário vibrante e tradicional do forró, as mulheres não apenas encantam pela voz, mas também desafiam as expectativas ao assumir papéis de destaque como instrumentistas. Em uma indústria musical frequentemente dominada por homens, formar e manter bandas de forró lideradas por mulheres é um ato de resistência e talento. O Mundo Bahia FM conversou com integrantes de grupos de mulheres no forró sobre desafios e triunfos alcançados.












Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador.


​Foto: Reprodução / Geovana Maria

“Percebemos um estranhamento no olhar, às vezes do público ou dos próprios técnicos de som que recebem a gente, algumas pessoas já falaram ‘nossa, vocês estão afinadas ein’, então isso traduz para a gente um pouco da cabeça das pessoas de duvidarem mesmo da capacidade”, diz Letícia da banda Flor de Imbuia.






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A artista destacou ainda que estar em uma banda de mulheres serve como influência para as novas gerações também, incentivando meninas a tocar instrumentos, além de apenas cantar.










“Se a gente pensasse em uma instrumentista mulher importante no Brasil, a gente vai lembrar de vocalistas ou até compositoras. Não tem uma diversidade muito grande de mulheres que tocam, por isso a gente acha importante ter esse diferencial.”










Conheça bandas de mulheres do forró em Salvador






Flor de Imbuia







				
					Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador


Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador.


​Foto: Reprodução / Geovana Maria

A banda Flor de Imbuia é considerada a primeira banda feminina de forró de rabeca em Salvador. Formada por quatro mulheres que se encontraram na capital baiana, sendo elas: Letícia Corrêa (rabeca), nascida no Pará, Lu Aguiar, na zabumba e natural de Itabuna, Têba Rocha, trazendo as raízes do Vale do Capão tocando a sanfona, e Thalita Batuk, no triângulo, vinda diretamente de Goiás.











				
					Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador


Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador.


​Foto: Reprodução / Redes sociais

O grupo começou em 2018, quando a cantora e compositora Diana Ramos foi chamada para uma apresentação no espaço cultural Casa Preta, localizado no bairro Dois de Julho, e reuniu quatro mulheres e dois homens que tocavam forró e, a partir da harmonia deles neste show, nasceu a Flor de Imbuia.


Letícia Corrêa, integrante da banda, contou ao Mundo Bahia FM que após a saída de um dos integrantes da banda aflorou um desejo das musicistas que já existia.



				
					Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador


Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador.


​Foto: Reprodução / Geovana Maria

“Entre nós mulheres já havia um desejo compartilhado, latente, de que em algum momento a banda se tornasse só de mulheres, então a gente aproveitou, de certa forma a saída de um dos integrantes e, a partir de 2019, nos tornamos uma banda só de mulheres.”


Flor de Imbuia tem um álbum lançado em 2021 com composições de Letícia, Diana e do amigo compositor Beto Cândido. Ouça abaixo.




O Véi Chico


Formado por Maria Brandão, na zabumba, e Ana Silva, na voz, o grupo surgiu há cerca de 2 anos, em Salvador, com a intenção de uma formação totalmente feminina, porém Ana relatou que “é muito difícil encontrar mulheres instrumentalistas para colar no projeto”, então a depender do tamanho do show, elas chamam amigos para complementar nos instrumentos.



				
					Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador


Mulheres no forró: descubra bandas femininas que encantam Salvador.


​Foto: Reprodução / Redes sociais

Ana conta que começou a cantar aos 14 anos na cidade de Irará, onde nasceu, e teve muitas influências no forró, “a gente já tinha o costume de ouvir no interior, principalmente nas festas do São João, então eu vim crescendo com essa base do Gonzaga, Dominguinhos, Ademário, Flávio José.”


Em Salvador, a cantora se juntou a amiga Maria Brandão, que havia idealizado o projeto da banda O Véi Chico, com a intenção de evidenciar as mulheres no forró.


A banda conta com o apoio de amigos do forró, enquanto estão no início do projeto e, a partir do segundo semestre deste ano, terão o lançamento da primeira canção. Ana anunciou que a música “Vem” tem produção de Jó Miranda e é a primeira composição feita por ela.







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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) reverteu a eliminação de uma candidata a soldado da Polícia Militar de Goiás (PMGO) em um concurso devido à limitação de 10% das vagas para mulheres. O certame disponibilizou 450 vagas masculinas e 50 femininas, mas a totalidade não tinha sido preenchida.

Conforme a defesa, a candidata foi aprovada com 39 pontos e estaria em igualdade com ponto de corte masculino, ou seja, poderia ter sido convocada para a próxima etapa e ter a redação corrigida. No entanto, ela não foi chamada, uma vez que as vagas reservadas ao sexo feminino seriam de apenas 10%.

Após o resultado do concurso, ela entrou na Justiça para questionar a ilegalidade na distribuição de vagas e a violação ao princípio da isonomia, impedindo que ela prosseguisse nas etapas do certame. Dessa forma, a autora requereu a concessão de tutela para que fosse convocada para participar das outras fases do concurso.

Decisão

O juiz Rodrigo Rodrigues de Oliveira e Silva deferiu o pedido liminar e permitiu que a mulher prosseguisse nas demais fases do certame, com reserva de vaga, caso aprovada, bem como a segurança do direito à nomeação, à investidura no cargo público e a promoção na carreira militar em igualdade com os outros candidatos.

Vale destacar que, em fevereiro de 2024, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão que estipulou que as futuras nomeações para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás ocorram sem limitações de gênero estabelecidas nos editais dos concursos públicos para a admissão nas instituições.

“Ademais, por consenso unânime, o colegiado confirmou a liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, que suspendeu as restrições impostas por lei estadual que restringia a participação do sexo feminino em concursos para as forças militares de segurança pública”, ressaltou o juiz.

Fonte: Mais Goiás
Foto: Divulgação/PMGO
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