Setor industrial foi um dos mais afetados, segundo dados do Departamento do Trabalho norte-americano
Os Estados Unidos criaram 73 mil vagas de trabalho em julho. O resultado –que não leva em conta o setor agrícola– fez a taxa de desemprego ir de 4,1% para 4,2%. Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (1º.ago.2025) pelo Departamento do Trabalho norte-americano, que também revisou para baixo os números de contratações dos meses anteriores.
Com as revisões dos últimos meses –258 mil vagas a menos do que as reportadas anteriormente em maio e junho–, a média trimestral de criação de vagas caiu para 35.000 novos postos mensais. O quadro é de desaceleração do mercado de trabalho norte-americano, segundo a agência AP (Associated Press).
O setor industrial foi um dos mais afetados pela desaceleração. As fábricas eliminaram 11.000 postos em julho, depois de cortar 15.000 em junho e outros 11.000 em maio.
O governo, que tem sido alvo de reduções do presidente Donald Trump (Partido Republicano), perdeu 12.000 vagas em julho. A administração pública e os serviços de apoio, no geral, registraram queda de quase 20.000 posições.
Em contraste com a tendência geral, as empresas de saúde criaram 55.400 empregos em julho, representando 76% do total de vagas abertas no mês. Esse dado indica que os ganhos recentes de emprego estão concentrados em poucos setores da economia.
Diversos fatores têm contribuído para o enfraquecimento do mercado de trabalho, incluindo as elevadas taxas de juros implementadas para combater a inflação. As políticas do governo Trump, como o aumento das tarifas de importação e os planos de deportação em massa de trabalhadores estrangeiros, também exercem impacto no cenário atual.
Donald Trump anunciou alíquota de 50% sobre produtos brasileiros; prazo inicial para medida passar a valer era 1º de agosto
Faltam 6 dias para as tarifas impostas pelos EUA entrarem em vigor. Passam a valer em 6 de agosto para o Brasil. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou uma alíquota de 50% sobre os produtos brasileiros.
O prazo inicial para as tarifas passarem a valer era 1º de agosto. Na 4ª feira (30.jul.2025), porém, Trump assinou um decreto formalizando a taxação e escreveu que a entrada em vigor seria 7 dias depois da assinatura do documento, o que será em 6 de agosto. Eis as íntegras do decreto e do comunicado em português e em inglês.
Foram excluídos do tarifaço 694 produtos brasileiros. Suco de laranja e aviões são exemplos. Leia aqui a lista de produtos que se livraram do tarifaço.
O texto assinado por Trump cita “perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Trump publicou em 9 de julho uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando a tarifa de 50%. O republicano justificou o aumento pelo tratamento que o governo brasileiro deu a Jair Bolsonaro, a quem disse respeitar “profundamente”.
“A forma como o Brasil tratou o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional”, disse Trump.
Trump declarou que o governo dos EUA concluiu que precisa se afastar da “relação de longa data e muito injusta” provocada pela política tarifária de barreiras comerciais do Brasil.
Segundo o presidente norte-americano, as taxas dos EUA estão longe de ser recíprocas com o país da América do Sul. Ele afirmou que é preciso corrigir as “graves injustiças do regime atual”.
“Por favor, entenda que o número de 50% é muito menor do que o necessário para termos a igualdade de condições que precisamos com o seu país”, declarou Trump.
O presidente dos EUA disse que se Lula aumentar as tarifas em retaliação haverá um acréscimo de igual proporção aos 50% anunciados.
Pacto anunciado por Ursula von der Leyen inclui compras bilaterais de energia e estabelece tarifa zero para setores estratégicos
A UE (União Europeia) e os EUA fecharam acordo comercial que estabelece uma tarifa máxima de 15% para carros e semicondutores, setores essenciais para as economias de ambos os países, neste domingo (27.jul.2025).
O pacto anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi firmado depois de reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), na Escócia. O acordo evita a implementação de uma tarifa anterior de 30%, que entraria em vigor em 1º de agosto.
O comércio automotivo e o setor de semicondutores são sensíveis às tarifas por sua importância na cadeia global de suprimentos e pela relevância econômica para essas economias. A imposição de tarifas mais altas elevaria os custos, o que comprometeria ainda mais a produção e o preço final de veículos e componentes eletrônicos.
O pacto também projeta tarifas zero para setores estratégicos, como aeronaves e certos produtos químicos e agrícolas, além de investimentos em compras bilaterais de energia –cerca de US$ 750 bilhões em 3 anos. O acordo inclui ainda aporte de US$ 600 bilhões em equipamentos militares e abertura de mercados com tarifas reduzidas.
A presidente da Comissão Europeia ressaltou que a redução das tarifas visa a equilibrar a competição global e fortalecer a cooperação energética, especialmente para diminuir a dependência europeia de combustíveis fósseis russos.
“Ainda há entrada significativa de gás e petróleo russos na UE, o que queremos eliminar definitivamente”, afirmou em fala a jornalistas.
Embora os semicondutores estejam incluídos na tarifa, sua aplicação está sujeita aos resultados de investigações comerciais em andamento nos EUA, o que pode afetar a implementação final da tarifa sobre esses produtos.
O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse neste domingo (27) que as tarifas aos produtos brasileiros previstas para iniciarem em 1º de agosto não serão adiadas. Os produtos importados do Brasil pelos EUA serão taxados em 50%.
A afirmação foi feita durante entrevista do secretário ao programa Fox News Sunday, conforme reportado pela Agência Brasil.
“Com certeza não haverá mais prorrogações, não haverá mais [período de] carência. As tarifas estão programadas para o dia 1º de agosto. Colocaremos a Alfândega para começar a coletar o dinheiro”, disse.
Lutnick afirmou que o presidente Donald Trump estará aberto a “negociar e conversar com as grandes economias”. Ele, no entanto, ponderou que tais conversas podem esbarrar em dificuldades.
“Obviamente, após 1º de agosto, as pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Até lá, acho que o presidente vai falar com muitas pessoas. Se elas podem fazê-lo feliz é outra questão”, acrescentou.
Defesa de Bolsonaro e ataque ao Pix
No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto.
No documento, Trump diz ter adotado a medida sob a justificativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, estaria sofrendo perseguição política.
Os Estados Unidos também iniciaram uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix.
O governo de Trump também revogou os vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.
Na última sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está aberto a negociar com Trump e disse que o presidente dos Estados Unidos foi induzido a acreditar “em uma mentira”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviço, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lideram as iniciativas para uma solução diplomática com o país norte-americano. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo brasileiro.
Senadores dos EUA apontam ‘abuso de poder’ de Trump contra Brasil
Na sexta-feira (25/7), um grupo de 11 senadores dos EUA, todos do Partido Democrata, enviou uma carta ao presidente Donald Trump pedindo o fim das tarifas comerciais contra o Brasil. A iniciativa partiu dos senadores Jeanne Shaheen (Nova Hampshire) e Tim Kaine (Virgínia), membros da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
No documento, os parlamentares criticaram a ameaça de novas tarifas, classificando-a como “claro abuso de poder”. Eles argumentaram que os EUA e o Brasil têm disputas comerciais legítimas, mas que a medida proposta pelo governo Trump não visa a negociação, e sim prejudica ambos os lados.

Segundo os senadores, as tarifas elevariam custos para famílias e empresas americanas. O texto destacou que os EUA importam mais de US$ 40 bilhões anuais do Brasil, incluindo cerca de US$ 2 bilhões em café, e que o comércio bilateral sustenta quase 130 mil empregos nos Estados Unidos. Além disso, alertaram que o Brasil pode retaliar, aumentando ainda mais os impostos sobre produtos americanos.
A carta também mencionou a influência chinesa na América Latina, argumentando que uma guerra comercial afastaria o Brasil dos EUA e o aproximaria da China. O documento citou investimentos chineses no país, como projetos portuários e um memorando para estudo de uma ferrovia transcontinental assinado pela China State Railway.
Os senadores concluíram que a medida de Trump beneficiaria a China em detrimento dos interesses econômicos e estratégicos dos Estados Unidos. (Com informações da Agência Brasil)
Aeronave com 179 pessoas a bordo foi evacuada em Denver depois do princípio de incêndio no trem de pouso; 5 passageiros receberam atendimento médico
Um Boeing 737 Max 8 da American Airlines pegou fogo no sábado (26.jul.2025) durante os procedimentos de decolagem no Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos. O incêndio começou enquanto a aeronave se preparava para voar até Miami.
Segundo a CBS News, o trem de pouso esquerdo foi atingido pelas chamas, o que obrigou a evacuação imediata dos 179 ocupantes. Todos os passageiros e tripulantes deixaram o avião pelas saídas de emergência e escorregadeiras. Cinco pessoas precisaram de atendimento médico no local. Uma delas foi levada ao hospital com ferimentos leves. Um homem caiu ao tentar carregar bagagem durante a evacuação e feriu uma criança.
Apesar das instruções de segurança, vários passageiros insistiram em sair com bagagens pessoais. A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) investigará a causa do incêndio. Por enquanto, o motivo exato do problema ainda é desconhecido.
O avião ficou cercado por fumaça no momento da evacuação. A torre de controle acionou imediatamente os bombeiros, que atuaram para conter as chamas no trem de pouso. “Os pilotos mantiveram contato constante com a torre durante a emergência”, segundo registros de áudio.
Ex-deputado, filho de brasileiros, foi condenado por fraude, roubo de identidade e uso indevido de verba de campanha
O ex-deputado norte-americano George Santos, filho de imigrantes brasileiros, começou a cumprir pena de 7 anos e 3 meses nesta 6ª feira (25.jul.2025), após se entregar em um presídio federal em Fairton, no Estado de Nova Jersey. A informação foi confirmada pela BBC.
Aos 37 anos, Santos cumpre pena de mais de 7 anos por crimes como fraude eletrônica, roubo de identidade, lavagem de dinheiro e falsas declarações à Justiça Eleitoral dos EUA. Ele também foi condenado a pagar ao menos US$ 374 mil em restituição.
Antes de se entregar, o ex-deputado publicou no X uma mensagem: “Posso estar deixando o palco (por enquanto), mas acreditem, lendas nunca saem de verdade.”
Mesmo após a sentença, Santos seguiu ativo nas redes sociais. Passou a semana gravando vídeos no Cameo com uma contagem regressiva até o dia da sua prisão.
Santos foi eleito para o Congresso dos EUA em 2022, mas logo no início do mandato surgiram denúncias de que ele havia falsificado informações sobre sua formação acadêmica e experiência profissional.
Em maio de 2023, foi formalmente acusado de 13 crimes, incluindo fraudes em arrecadação de campanha e falsidade em declarações financeiras.
Em dezembro de 2023, tornou-se o 1º deputado dos EUA a ser expulso da Câmara em mais de 20 anos. Ao todo, enfrentou 23 acusações criminais federais.
ESQUEMA DE FRAUDES
O esquema criminoso do deputado George Santos e Nancy Marks –ex-tesoureira do deputado– envolvia obter financiamento eleitoral da FEC (Comissão Eleitoral Federal). Para se tornar elegível ao sistema, o candidato deveria ter pelo menos US$ 250 mil em doações de contribuintes.
Santos registrou que 11 familiares tinham contribuído para sua campanha. Além de não doarem dinheiro, os tais parentes não autorizaram o uso das identidades no sistema da FEC.
Segundo o Departamento de Justiça, outro crime cometido por George Santos foi ter mentido sobre um empréstimo de US$ 500 mil para a campanha. O ex-congressista, na realidade, não tinha nem US$ 8.000 na sua conta na época em que registrou tal valor.
“Com a execução deste plano, Santos e Marks garantiram que Santos atingisse os critérios financeiros necessários para se qualificar para o programa administrado pelo comitê nacional do partido. Como resultado da qualificação para o programa, a campanha para o Congresso recebeu apoio financeiro significativo”, disse o departamento norte-americano.
Além do roubo de identidade de contribuintes, Santos também fez lavagem de dinheiro. O esquema envolveu uma empresa de fachada que recebeu US$ 50.000 em doações de 2 apoiadores, que acreditavam que o dinheiro seria usado para financiar a campanha do candidato.
Quando o dinheiro foi depositado na conta da companhia, Santos o transferiu para sua conta, e usou o valor para gastos pessoais.
Empresa liderada pelo norte-americano Ben Harburg adquiriu 100% do Al Kholood, que terminou em 9º lugar na temporada passada
O Grupo Harburg adquiriu 100% do Al Kholood, equipe da SPL (Saudi Pro League). A transação foi concluída nesta 6ª feira (25.jul.2025), tornando a empresa de investimentos esportivos liderada pelo investidor norte-americano Ben Harburg a 1ª proprietária estrangeira na principal divisão do futebol saudita.
A negociação foi conduzida pelo Ministério do Esporte da Arábia Saudita e pelo Centro Nacional Saudita de Privatização.
O Al Kholood terminou na 9ª posição entre as 18 equipes da SPL na temporada passada. Os valores financeiros da aquisição não foram divulgados.
A privatização faz parte da estratégia da Arábia Saudita para desenvolver seu campeonato nacional e aumentar sua competitividade global. O modelo busca permitir que os clubes operem de forma independente, sem depender de recursos estatais.
Além do Al Kholood, outros clubes de divisões inferiores também passaram por processo semelhante. O Al Zulfi foi transferido para a empresa imobiliária Nojoom Alsalam Company, enquanto o Al Ansar passou a ser controlado pela Abasco, que atua no setor de construção.
O Grupo Harburg já tem 6,5% do Cádiz, clube da 2ª divisão espanhola, e agora controla integralmente o Al Kholood.
A liga saudita pretende aumentar sua receita anual para US$ 480 milhões até 2030, segundo a Bloomberg. Os 4 clubes, Al-Hilal, Al-Nassr, Al-Ahli e Al-Ittihad), controlados pelo PIF (Fundo de Investimento Público) da Arábia Saudita investiram coletivamente 1 bilhão de libras (US$ 1,3 bilhão) na contratação de jogadores de ligas europeias. A transferência mais notável foi a do português Cristiano Ronaldo para o Al Nassr.
Espera-se que os novos proprietários de outros clubes em processo de privatização (Al Nahda, Al Okhdood e Al Orobah – sejam anunciados nas próximas semanas. O objetivo é que a maioria das equipes da SPL tenha propriedade privada nos próximos anos.
A SPL era inicialmente de propriedade integral do Ministério do Esporte da Arábia Saudita, com apenas alguns clubes recebendo apoio adicional de investidores. Essa estrutura mudou em 2023, quando o PIF adquiriu 75% de participação dos 4 clubes.
Trump prometeu impor tarifa de 100% a países que importam produtos russos; valor comprado por Washington caiu 10 vezes após guerra
Apesar da promessa do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), de impor tarifas de 100% a produtos russos e taxas secundárias a países que importam de Moscou, os Estados Unidos ainda importaram US$ 3,3 bilhões da Rússia em 2024. O valor é 10 vezes menor do que em 2021, quando os norte-americanos compraram US$ 30,8 bilhões em produtos russos.
A diminuição brusca de importações em poucos anos se dá pelas sanções econômicas dos EUA e da UE (União Europeia) à Rússia por causa da guerra na Ucrânia, que começou em 2022. Os dados são da Comtrade –agência que compila dados do comércio internacional.
Em 1 ano, o Kremlin deixou de vender metade do que vendia ao mercado norte-americano. O país deixou de comprar diesel e outros combustíveis russos, como parte das sanções. Atualmente, a maioria das importações dos EUA são de fertilizantes –mercado mundialmente liderado pelos russos.
As sanções econômicas buscam isolar a economia russa e pressionar o país a interromper os ataques à Ucrânia. O Kremlin, no entanto, encontrou no Brics –composto originalmente de Brasil, China, Índia e África do Sul– um importante aliado para sustentar sua economia e os próprios investimentos militares para a ofensiva. Em menos de 1 ano, a economia russa se recuperou e voltou a projetar crescimento.
Em 2024, a Rússia exportou 20 vezes mais aos integrantes originais do Brics do que aos países do G7 –grupo das 7 economias mais industrializadas do mundo. O grupo é composto por EUA, Canadá, França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Japão.

Taxas de 100%
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou na 2ª feira (14.jul.2025) aplicar tarifas de 100% a produtos russos caso o Kremlin não encerre a guerra com a Ucrânia em 50 dias.
A taxa em si não teria impacto significativo direto no comércio da Rússia, visto que o país não mantém o mesmo nível de importação com os EUA. Contudo, o líder norte-americano também ameaçou impor “tarifas secundárias” a países que importam da Rússia. Apesar de não ter detalhado as taxas, elas afetariam nações como Índia, China e Brasil, além de outros aliados como Belarus e Turquia.
O senador Lindsey Graham (Partido Republicano), da Carolina do Sul, afirmou, horas antes de Trump que esses países seriam punidos por comprar diesel da Rússia.
A estratégia dos EUA é sancionar os países que sustentam a economia russa para forçá-los a pressionar Putin por um cessar-fogo na Ucrânia ou aumentar o isolacionismo econômico de Moscou.
A ameaça foi reforçada pelo secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte. A aliança militar pediu que as diplomacias de Índia, Brasil e China pressionem a Rússia a encerrar o conflito.
Inimigos, but not too much
Apesar das ameaças recentes, Trump tem um histórico relativamente amigável com Vladimir Putin, ao menos em comparação com outros presidentes norte-americanos, como o antecessor Joe Biden (Partido Democrata).
Na 1ª eleição do republicano, em 2016, houve acusações de interferência russa no pleito, a fim de beneficiá-lo. O Kremlin via em Trump um negociador mais “fácil” em relação aos interesses externos da Rússia do que sua rival à época, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton (Partido Democrata).
Depois de reassumir a Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump fez diversos movimentos de aproximação com Putin e de distanciamento do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro).
O republicano recebeu o ucraniano na Casa Branca em 28 de fevereiro. A conversa terminou em discussão e em acusações de Trump de que Zelensky estaria “flertando” com a 3ª Guerra Mundial. Dias antes, havia chamado o ucraniano de “ditador” e dito que ele faz um “péssimo trabalho”.
Além disso, desde que assumiu o 2º mandato, Trump teve o mesmo número de conversas com Zelensky e com Putin. Foram 5 com cada um, sendo 4 encontros presenciais e uma ligação com o ucraniano e 5 ligações com o russo –que evita sair da Rússia por causa de um mandado de prisão emitido em 2023 pelo TPI (Tribunal Penal Internacional).

Governador de SP afirma que o encontro com representante norte-americano e empresários visa somar esforços para reverter tarifaço
Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador de São Paulo, afirmou que o governo federal é o protagonista das negociações com o governo dos Estados Unidos, para reduzir a tarifa de 50% imposta por Donald Trump (Partido Republicano) sobre as importações brasileiras.
Em entrevista à CNN Brasil, o governador disse que sua reunião com empresários e um representante da Embaixada dos EUA nesta 3ª feira (15.jul.2025) visa a “somar esforços” e não disputar holofotes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“São esforços que se somam; não é para competir. O protagonismo dessa negociação é do governo federal. Nosso papel como governo do Estado é limitado, mas importante para mostrar o senso de urgência na questão”, disse o governador paulista.
São Paulo liderou o volume de exportações do Brasil para os EUA em 2024. Foram US$ 13,6 bilhões, equivalentes a 33,6% de tudo o que foi vendido pelo Brasil no ano passado ao país norte-americano.
Tarcísio acrescentou que a posição comercial de São Paulo em relação a Washington o leva a “trabalhar para resolver o problema do empresário e do produtor do Estado”.
O encontro de Tarcísio com empresários está marcado para as 9h30 desta 3ª feira (15.jul). De acordo com a CNN, participam Gabriel Escobar, encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Brasília, e representantes de 15 setores econômicos, como carne, café, laranja, siderurgia, aviação, máquinas e equipamentos.
Os EUA não têm atualmente embaixador no Brasil. Portanto, Escobar é o representante do governo norte-americano em Brasília. Na 6ª feira (11.jul), Tarcísio já havia se reunido com Escobar para tratar das tarifas.
Recentemente, o governador paulista tem sido mais brando em relação ao governo federal ao abordar o tarifaço de Trump.
Logo que o presidente dos EUA divulgou, por meio de sua rede digital Truth Social, a carta destinada a Lula anunciando a alíquota de 50% para o Brasil na 4ª feira (9.jul), Tarcísio responsabilizou o governo federal pela medida. Na ocasião, publicou uma nota em que afirmou que “o governo Lula não entendeu ainda que ideologia e aritmética não se misturam”.
No sábado (12.jul), o governador paulista amenizou o tom e afirmou ser necessário unir “esforços” para “resolver a questão”.
ALVO DE CRÍTICAS
Tarcísio foi alvo de críticas de ministros e aliados de Lula no Congresso quando reagiu à carta de Trump. Mas também foi criticado por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por se reunir com Escobar em Brasília.
Para o deputado licenciado, o governador o desrespeitou ao buscar, por iniciativa própria, uma saída para as tarifas de Trump.
“O Tarcísio utilizou os canais errados. O filho do presidente está nos EUA. O Tarcísio não tem nada que querer costurar por fora uma decisão que provavelmente vai chegar a mais um acordo caracu [expressão popular usada quando apenas um dos lados da parceria sai prejudicado]. O Tarcísio tem que entender que o filho do presidente está nos EUA e tem acesso à Casa Branca”, disse o congressista em entrevista à Folha de S.Paulo publicada na 2ª feira (14.jul).
Também à CNN Brasil, Tarcísio disse que não tem problemas com a opinião do filho de Jair Bolsonaro (PL).
“Sem problema. Neste momento, estou olhando para São Paulo, para o seu setor industrial, para a sua indústria aeronáutica, de máquinas e equipamentos, para o nosso agronegócio, para os nossos empreendedores e trabalhadores”, disse.
Tarcísio é frequentemente apontado como possível substituto de Jair Bolsonaro na disputa pela vaga da direita para concorrer à Presidência em 2026 contra Lula, que deve tentar a reeleição. Bolsonaro está inelegível, segundo decisão de 2023 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Brasileiros terão de desembolsar mais de R$ 2.400 para obter o documento; taxa afetará vistos de turismo e demais categorias
O Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei que impõe uma taxa extra de US$ 250 (aproximadamente R$ 1.400 na cotação atual) para a emissão do visto norte-americano. A medida faz parte do pacote “One Big Beautiful Bill Act” (Um Grande e Belo Ato, em português), publicado no dia 4 de julho. Eis a íntegra (PDF – 869 kB).
O reajuste vale para todas as solicitações da categoria de não imigrante e afeta brasileiros que queiram tirar o visto de turismo.
O visto de turismo e estudo atualmente custam US$ 185 ou R$ 1.028,60, segundo o Consulado dos EUA no Brasil. Somando a nova taxa, a emissão ficará em US$ 435 (R$ 2.418,60), mais do que o dobro do valor atual.
A lei determina que a taxa será reajustada anualmente pela inflação a partir do ano fiscal de 2026, com base no índice de preços norte-americanos. Se a inflação estiver mais alta, a taxa sobe.
Eis as principais mudanças com a nova tarifa. Clique aqui para abrir em nova guia.
A taxa ainda não consta no site do governo norte-americano que disponibiliza informações sobre a emissão do visto, por isso ainda não é possível afirmar quando ela entra em vigor.
A taxa não poderá ser dispensada ou reduzida, embora possam ser concedidos reembolsos em casos específicos, como:
- emergências médicas ou assistência ao governo dos EUA;
- pessoa que tenha cumprido todas as condições do visto de não imigrante após a entrada no país, incluindo não aceitar emprego não autorizado;
- pessoa que não buscou estender sua estadia nos EUA durante a validade do visto e partiu do país em até 5 dias após o último dia do período legal;
- pessoa que, durante a validade do visto, conseguiu uma extensão do status de não imigrante ou se tornou um residente permanente legal.
Os fundos arrecadados, após eventuais reembolsos, serão depositados no fundo geral do Tesouro norte-americano.
O Poder360 entrou em contato com o Consulado dos EUA em Brasília por e-mail para saber se há uma data para a aplicação da taxa, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado quando a informação estiver disponível.



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