Um dos estudantes feridos no acidente entre uma van escolar e um caminhão na GO-518 segue internado em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. O adolescente, de 12 anos, está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e respira com auxílio de aparelhos. A colisão, registrada na noite de segunda-feira (1º/6), matou cinco alunos que retornavam para casa após as aulas.
Dos sete estudantes socorridos com vida, quatro receberam alta nesta terça-feira (2/6), segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). As vítimas, com idades entre 12 e 13 anos, estavam internadas no Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos. Conforme a pasta, todos apresentavam escoriações leves e não tinham sinais de traumas graves.
Outros três alunos foram encaminhados para Goiânia. Além do adolescente internado em estado grave, um estudante de 13 anos foi transferido para o Hospital Ortopédico de Goiânia a pedido da família. No momento da transferência, ele estava consciente e apresentava quadro clínico regular.
Uma terceira vítima, também de 12 anos, permanece internada em estado regular e consciente. A reportagem não conseguiu atualizar o estado de saúde dos demais estudantes.
O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado da Saúde, que montaram uma força-tarefa para socorrer os feridos e retirar as vítimas das ferragens. Os corpos dos cinco estudantes foram liberados para as famílias durante a madrugada desta terça-feira.
Quatro dos alunos serão velados no Ginásio de Esportes de Córrego do Ouro. O quinto estudante será velado em São Luís de Montes Belos.
A tragédia ocorreu no início da noite de segunda-feira (1º/6), quando a van escolar retornava para Córrego do Ouro. Os estudantes haviam acabado de sair das aulas no Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, em Sanclerlândia, quando o veículo colidiu frontalmente com um caminhão de transporte de gado.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias e as causas do acidente.
Governador cancela agenda para acompanhar velório
O governador Daniel Vilela suspendeu a agenda oficial desta terça-feira (2/6) para se deslocar até Córrego do Ouro e prestar solidariedade às famílias dos estudantes mortos. Ele participaria de compromissos em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, mas decidiu seguir para a cidade atingida pela tragédia.
Na manhã desta terça-feira, o governador esteve no velório das cinco vítimas. Os estudantes, com idades entre 11 e 14 anos, eram alunos do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro e retornavam para casa no momento da colisão.
Emocionado, Daniel Vilela destacou o impacto da tragédia para toda a comunidade.
“Crianças cheias de sonhos. Neste momento, não temos palavras, apenas pedir para que Deus possa consolar e acolher os familiares. Viemos prestar nossa solidariedade e homenagem às famílias e todas as pessoas que vivem esse momento de muita dor”, disse o governador.
A Polícia Civil de Goiás prendeu na noite desta quarta-feira (7/1) um homem e uma mulher em flagrante por crime contra a saúde pública. As prisões, realizadas pela Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, ocorreram após a polícia flagrar a venda ilegal de medicamentos injetáveis, principalmente tirzepatida. Esses produtos são usados principalmente para emagrecimento, ganho de massa muscular e procedimentos estéticos.
Essa prática perigosa tem se popularizado nas redes sociais. A ação policial teve início depois de uma denúncia anônima, que indicou um veículo usado para fazer entregas dos produtos.
Durante a abordagem, os policiais encontraram ampolas de substâncias como tirzepatida e retatrutide. Os itens, aparentemente falsificados, estavam em embalagens caseiras, sem registro na Anvisa e sem comprovação de origem.
A tirzepatida é comercializada em alguns países com o nome de Mounjaro. No Brasil, o medicamento é aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2. Trata-se de uma caneta injetável, aprovada para o tratamento de obesidade ou sobrepeso. Seu uso deve ser feito junto com dieta e exercícios, sempre sob supervisão médica.
As investigações continuaram na residência da mulher autuada. Lá, foram apreendidos outros medicamentos, anabolizantes, frascos vazios e instrumentos para mistura e envase.
Para a polícia, os materiais evidenciam uma estrutura artesanal para manipular e reenvasar medicamentos de forma irregular. Essa situação representa um grave risco à saúde pública.
Um detalhe chamou a atenção dos investigadores: a mulher presa é estudante de Biomedicina. Segundo a polícia, esse fato agrava a preocupação, pois indica que ela tinha conhecimento técnico mínimo sobre os riscos envolvidos. Ainda assim, ela desrespeitou normas sanitárias e legais.
“O que está na moda nas redes sociais não é, necessariamente, seguro. Medicamento não é suplemento. Injetável clandestino pode matar”, afirma o delegado Humberto Teófilo, da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia.
Os envolvidos, que não tiveram nomes divulgados, foram autuados por crime contra a saúde pública. A pena para esse crime pode chegar a 15 anos de reclusão.
A Polícia Civil reforça um alerta à população. A orientação é não usar medicamentos, especialmente injetáveis, sem prescrição médica e sem procedência regular. A polícia também lembra que denúncias anônimas são fundamentais para coibir esse tipo de crime.
O período para confirmar a solicitação de matrícula na rede estadual de educação do estado de Goiás iniciou-se nesta segunda-feira (9/12) e vai até 13 de dezembro, próxima sexta-feira. Garantir a vaga nas escolas estaduais para o ano letivo de 2025 depende desse segundo passo.
Conforme a Secretaria Estadual de Educação, o primeiro passo para efetivar a matrícula é acessar o site www.matricula.go.gov.br e verificar em qual unidade escolar a vaga foi disponibilizada. Em seguida, o aluno maior de idade ou o responsável pelo menor precisa ir à escola designada para finalizar o processo.
Neste momento, será obrigatório apresentar os documentos pessoais de todos os alunos: RG, CPF (obrigatório), certidão de nascimento ou casamento, título de eleitor, comprovante de endereço atualizado, certificado de vacinação (para menores de 18 anos), além dos documentos escolares (histórico escolar e/ou declaração de transferência). Os documentos pessoais dos responsáveis pelos menores também deverão ser entregues.
A matrícula será invalidada caso o aluno não compareça à escola em que foi alocado até o final do prazo.
Com vagas disponíveis em todas as cidades do estado, a rede estadual recebeu mais de 60 mil novos inscritos para 2025. No total, mais de 450 mil estudantes se matricularam em escolas estaduais para as modalidades de ensino parcial, integral, GoiásTec, militar e profissionalizante.
‘Criamos uma conexão’, diz estudante que pagou por internação de abelha em clínica veterinária de Goiânia | Goiás
Lidiane 7 de julho de 2024
“A gente criou uma conexão com ela. Ela conhecia a nossa voz, porque quando a gente falava, as anteninhas dela ficavam mais em pezinhas, ficava mexendo a cabeça. Dava pra sentir que ela se sentia confortável e segura com a gente”, disse Sarah.
Odete, que media cerca de 3 centímetros, foi encontrada no corredor externo da casa da estudante, no dia 9 de junho. Durante quase um mês, a família alimentou a abelha com mel, deu carinho e a levou para brincar nas flores da casa.
Em 4 de julho, o pai de Sarah notou que Odete estava com dificuldade para se agarrar nos dedos e nas plantas. Ele, então, concluiu que a abelha estava com a asa ferida e procurou um profissional que pudesse ajudá-la.
Foi a partir daí que a história de Odete comoveu a internet, já que o veterinário Thiago Augusto Lourenço falou sobre o caso nas redes sociais. O médico contou que Odete chegou à clínica com o corpo frio, mas que deram todo o suporte para que ela continuasse a viver.
“A gente colocou ela na incubadora, umedeceu o ar colocando inalação com soro e aplicou glicose com soro fisiológico de forma intracelomática, que é como se colocasse dentro da barriguinha dela”, explicou o médico.
Abelha criada como pet morre após ser internada com a asa quebrada em clínica veterinária
Apesar dos esforços de veterinários e da tutora, a abelha morreu na sexta-feira (6) após 24 horas de internação. Thiago Augusto explicou que o inseto pode ter morrido por envenenamento, por desnutrição, já que ela não conseguia voar e era alimentada pela tutora, ou mesmo por causas naturais.
O tratamento veterinário dado à abelha custou R$ 350, somados o dia de internação e a consulta.
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Namorada de estudante de odontologia que morreu em acidente na GO-164 faz post de despedida: ‘A dor de não te ter é insuportável’ | Trânsito GO
Lidiane 24 de junho de 2024
“Você foi tudo pra mim… que Deus te proteja aí em cima e cuide como ninguém jamais cuidou. Obrigada por tudo, eu te amo mais que tudo e a dor de não te ter é insuportável”, escreveu Laurah.
Laurah e Isadora estudavam odontologia na mesma Universidade de Rio Verde (Unirv). A universidade lamentou a morte da estudante nas redes sociais.
O acidente aconteceu no km 110, por volta das 7h30. À polícia, a namorada de Isadora disse que ela olhou para trás para conversar e perdeu o controle da moto. Isadora saiu da pista e bateu em uma cerca.
Segundo o Corpo de Bombeiros, antes da chegada da equipe Laurah já tinha sido encaminhada para o pronto socorro do Hospital Municipal de Quirinópolis.
Conforme a polícia, testemunhas contaram que Laurah percebeu que Isadora não estava respirando e tentou fazer uma massagem cardíaca para socorré-la, mas ela não resistiu. A motocicleta foi apreendida e encaminhada a delegacia de polícia para perícia.
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VÍDEOS: últimas notícias de trânsito em Goiás
Isadora Letícia Silva, de 21 anos, estava com a namorada que ficou ferida. À polícia, ela contou que a jovem olhou para trás para conversar e perdeu o controle da moto. Estudante de odontologia morre em acidente na GO-164 em Quirinópolis, Goiás
Reprodução/Instagram | Polícia Militar/Divulgação
A estudante de odontologia Isadora Letícia Silva, de 21 anos, morreu neste domingo (23) e a namorada dela, Laurah Morais Arantes, de 18 anos, ficou ferida após um acidente na GO-164, em Quirinópolis, região sudoeste de Goiás. Segundo o Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, elas estavam de moto e a estudante que pilotava perdeu o controle.
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O acidente aconteceu no km 110, por volta das 7h30. À polícia, a passageira disse que Isadora olhou para trás para conversar e perdeu o controle da moto. Isadora saiu da pista e bateu em uma cerca.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Laurah teve apenas ferimentos leves e antes da chegada da equipe já tinha sido encaminhada para o pronto socorro do Hospital Municipal de Quirinópolis.
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Conforme a polícia, testemunhas contaram que Laurah percebeu que Isadora não estava respirando e tentou fazer uma massagem cardíaca para socorré-la, mas ela não resistiu.
Isadora estudava na Universidade de Rio Verde (Unirv) que lamentou a morte da estudante nas redes sociais.
A motocicleta foi apreendida e encaminhada a delegacia de polícia para perícia.
Estudante de odontologia morre em acidente na GO-164 em Quirinópolis
Reprodução/Instagram
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A estudante de odontologia Isadora Letícia Silva, de 21 anos, morreu neste domingo (23) e a namorada dela, Laurah Morais Arantes, de 18 anos, ficou ferida após um acidente na GO-164, em Quirinópolis, região sudoeste de Goiás. Segundo o Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, elas estavam de moto e a estudante que pilotava perdeu o controle.
O acidente aconteceu no km 110, por volta das 7h30. À polícia, a passageira disse que Isadora olhou para trás para conversar e perdeu o controle da moto. Isadora saiu da pista e bateu em uma cerca.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Laurah teve apenas ferimentos leves e antes da chegada da equipe já tinha sido encaminhada para o pronto socorro do Hospital Municipal de Quirinópolis.
Conforme a polícia, testemunhas contaram que Laurah percebeu que Isadora não estava respirando e tentou fazer uma massagem cardíaca para socorré-la, mas ela não resistiu.
Isadora estudava na Universidade de Rio Verde (Unirv) que lamentou a morte da estudante nas redes sociais.
A motocicleta foi apreendida e encaminhada a delegacia de polícia para perícia.
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Estudante que teve sobrenome trocado por ‘safada’ e do pai por ‘defunto’ ficou abalada e chorou muito ao ver documento, diz defesa | Goiás
Lidiane 16 de junho de 2024
A estudante de 19 anos que teve o sobrenome trocado por “safada” e do pai por “defunto”, ficou abalada e chorou muito ao ver o documento, afirmou a defesa dela. Segundo Fernando Almeida, advogado da jovem moradora de Uruana, no centro do estado, os xingamentos trouxeram lembranças negativas sobre o pai, que foi assassinado em 2023, mesmo ano em que o documento com o nome adulterado foi emitido.
“O pai dela foi assassinado. De repente, ela foi lá, passou na prova do Detran e quando foi pegar o documento ela viu ‘defunto’ no nome do pai. Quando ela viu isso, ela lembrou da morte do pai. Ela ficou em prantos, abalada e chorou muito”, disse o advogado.
A justiça determinou na última quinta-feira (13), que o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), indenizasse a jovem com o valor de R$ 12 mil por danos morais. Em nota, o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO) afirmaram que vão adotar as providências pertinentes no processo judicial (íntegra no fim desta reportagem).
Fernando Almeida afirmou ao g1 que o Detran tem 10 dias para recorrer da decisão. O advogado finalizou afirmando que a motivação da ação judicial contra o órgão, foi a dor sofrida pela cliente.
A motorista, na época com 18 anos, descobriu os xingamentos no meio dos nomes dela e do pai quando pegou o documento para pagar as taxas e pegar a CNH definitiva.
A motorista procurou uma delegacia e registrou um Boletim de Ocorrência denunciando a adulteração. O boletim detalha que ela acreditou que algum conhecido estava por trás das adulterações, já que o pai dela havia sido assassinado em abril de 2023 e, assim, seria uma forma de ridicularizá-la.
Justiça condena Detran a indenizar motorista que teve nome alterado por xingamentos
A jovem entrou na Justiça com uma ação por danos materiais e morais contra o Detran-GO e pediu R$ 30 mil. A juíza Flávia Cristina Zuza, do Juizado Especial da Fazenda Pública de Goiânia, acolheu parcialmente o pedido e condenou a autarquia e o Estado de Goiás a pagar R$ 12 mil.
Na decisão, Zuza detalha que, ao saber das adulterações, o Detran retirou as ofensas dos nomes da motorista e do pai dela. Apesar disso, a juíza disse que a autarquia tem servidores responsáveis por alimentar e fiscalizar o sistema e, além disso, destacou que a adulteração violou a imagem e dignidade da jovem.
“O sistema alimenta todo o banco público de dados sobre os condutores brasileiros, uma vez que permite o acesso de inúmeros órgãos públicos para consultar a CNH e os dados dos condutores naquele sistema”, escreveu.
Após a denúncia da TV Anhanguera, o Detran apurou que 30 motoristas tiveram os sobrenomes adulterados entre os dias 7 e 15 de dezembro de 2023. O presidente do órgão, Waldir Soares explicou que o diretor de ensino de uma autoescola de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, é suspeito das alterações porque a senha dele foi usada para as modificações.
Íntegra da nota do Detran e PGE
Em resposta à demanda sobre decisão judicial referente a indenização de motorista que teve o nome trocado em CNH, a PGE-GO esclarece que está ciente da decisão e adotará as providências pertinentes no processo judicial.
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Médico e farmacêuticos são presos suspeitos de venda ilegal de remédios controlados após morte de estudante de medicina por overdose | Goiás
Lidiane 6 de junho de 2024
Polícia prende suspeitos de venda ilegal de medicamentos controlados em Mineiros
Uma operação da Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (6) um médico, dois farmacêuticos e um funcionário de uma farmácia suspeitos de venda ilegal de medicamentos controlados, em Mineiros, no sudoeste do estado. Segundo a investigação, o caso começou a ser apurado após uma estudante de medicina morrer em outubro de 2023 e ter a causa da morte apontada como suicídio, o que foi negado pelo laudo cadavérico, que apontou overdose de medicamentos. Os suspeitos foram presos por associação criminosa.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos até a última atualização desta reportagem. Um posicionamento foi pedido aos respectivos conselhos profissionais dos presos, mas também não houve retorno.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Martinho, foram encontradas mensagens no celular da estudante solicitando as medicações para o funcionário de uma farmácia afirmando que não conseguia dormir, mas que tinha planos para o dia seguinte.
“Nas mensagens do celular dela, a estudante falava que não conseguia dormir e pedia para mandar um medicamento ainda mais forte para ela. Ela tinha planos para o outro dia. Ela não tinha a intenção de se matar, ela misturou muitos medicamentos perigosos e acabou ocasionando a morte”, afirmou o delegado.
Ao g1, Martinho detalhou a participação dos envolvidos presos. A investigação apontou que o médico preso assinava as receitas dos medicamentos vendidos de forma ilegal, o que facilitava a venda para os clientes, incluindo a estudante, que não tinha prescrição médica para usá-los.
Os farmacêuticos presos recebiam essas receitas por meio de contato direto com o médico e, com elas, conseguiam fazer a liberação dos medicamentos controlados para a venda. Já o funcionário da farmácia, segundo a investigação, era o responsável por oferecer aos clientes e concluir a venda dos remédios.
“O que a gente apurou hoje, com a quebra do sigilo telefónico deles, é de que de fato eles praticavam a venda reiteradamente de medicamentos controlados”, disse Thiago Martinho.
Assim, as vendas eram vistas como legais pelo órgão responsável por verificar as farmácias, já que existiam as receitas devidamente assinadas e carimbadas por um médico. O delegado ainda informou que remédios como Morfina, Ozempic e Rivotril estavam entre os oferecidos ilegalmente.
Thiago afirmou ainda que, ao ser interrogado após a prisão, o funcionário confessou o crime e detalhou como o médico participavam do esquema criminoso. Os depoimentos do médico e dos farmacêuticos não tinham sido divulgados até a última atualização desta reportagem.
Mandados de busca e apreensão foram também cumpridos nas farmácias onde os suspeitos atuavam. A polícia acredita que os proprietários das farmácias não tinham envolvimento com o esquema criminoso. Ao todo, seis mandados foram cumpridos na operação intitulada Operação Morfina.
Perito preso por corrupção
Segundo o delegado, enquanto comiam, alguns peritos do IML começaram a conversar sobre a morte da estudante e que, durante o assunto, o suspeito informou que mexeu no celular da vítima. Ainda durante a conversa, o perito informou ao delegado que a vítima tinha R$ 6 mil e perguntou se seria errado fazer a transferência do valor para eles.
O delegado contou ao g1 que informou que o ato era ilegal e que o dinheiro deveria ser destinado aos familiares da vítima. Após a conversa, o investigador, juntamente com outro agente policial, foram até o IML e pediram para que o perito mostrasse o celular da vítima e suas contas bancárias, momento em que constaram ter apenas o valor de R$ 1 mil na conta.
O suspeito foi conduzido à delegacia e recebeu voz de prisão na época por corrupção ativa, por oferecer vantagem indevida a um funcionário público, nesse caso, ao delegado. O perito se encontra solto e, segundo Thiago Martinho, o inquérito aguardava a operação feita nesta quinta-feira para seguir com as investigações.
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Professora denuncia aluno por injúria racial após estudante escrever ‘preto não é gente’ em folha de papel | Goiás
Lidiane 28 de maio de 2024
Uma professora denunciou um estudante de 14 anos à polícia após ele escrever “preto não é gente” em uma folha de papel, em uma escola de Orizona, na região sul de Goiás. Segundo o delegado responsável pelo caso, Kennet de Souza, o adolescente vai responder por ato infracional análogo ao delito de injúria racial.
Como os nomes não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar a defesa do adolescente.
De acordo com o delegado, as ofensas ocorreram em abril e maio deste ano. Além de “preto não é gente”, o estudante teria escrito outras frases ofensivas.
Casos de racismo e injúria racial em Goiás
Os casos de racismo em Goiás mais do que triplicaram entre 2021 e 2022, de acordo com o Anuário de Segurança Pública divulgado em 2023. Em 2021, o estado registrou 51 casos. Já em 2022, esse número aumentou para 179.
Os casos de injúria racial também tiveram um aumento de cerca 48%, com 576 casos em 2021 e 865 em 2022.
Ao g1, o delegado Joaquim Adorno, titular do Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Geacri), explicou que o crime de racismo é entendido como uma ofensa discriminatória contra um grupo ou coletividade, enquanto a injúria racial é a ofensa à dignidade ou ao decoro com utilização palavras depreciativas referentes à raça, cor e origem.
“Por causa dessa diferença saiu separado no anuário. Mas é importante a gente entender que, desde 2020, isso [injúria racial] também é considerado racismo”, destacou o delegado.
A delegada adjunta do Geacri, Carolina Neves, complementou que o aumento nas denúncias de casos de racismo está relacionado à difusão de conhecimento sobre o assunto e empoderamento da comunidade. “Observamos que a população vem tomando consciência sobre as mazelas históricas e sociais geradas pelo racismo estrutural e, consequentemente, reivindicando direitos”, disse a delegada.
“É importante lembrar que a conscientização efetiva da sociedade depende que todos assumam práticas antirracistas”, ressaltou a delegada Carolina Neves.
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