2 de junho de 2026
  • 13:44 Acidente com van escolar deixa cinco estudantes mortos em Goiás
  • 10:00 É ignorância dizer que bets precisam acabar, diz vice da CBF
  • 06:16 CCJ avaliza nome de Marcelo de Souza Gomes e Silva ao conselho da AGR e decreto de calamidade financeira de Iporá
  • 02:33 Dentista investigada por deformações em Goiânia ganha liberdade
  • 22:49 Renan Santos diz que “arrasará” Lula em debates de 1º e 2º turno


Governo Trump usa combinação de ameaças, sanções e ofertas de ajuda para que a ilha liberalize sua economia

Os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre Cuba para forçar abertura econômica e reformas políticas no país caribenho. John Ratcliffe, diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), visitou a ilha na 5ª feira (14.mai.2026) sem anúncio prévio.

Ratcliffe se reuniu com autoridades cubanas, entre elas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, interlocutor de Havana nas recentes discussões com os EUA. O ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, também participou do encontro. Durante as conversas, Ratcliffe afirmou que o país tinha uma “rara oportunidade de estabilizar sua economia em declínio”.

PRESSÃO DOS EUA

Washington combina sanções econômicas, possibilidade de acusações judiciais e proposta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões à ilha. O governo norte-americano também mantém a possibilidade de uma ação militar semelhante à realizada na Venezuela, caso Cuba não atenda às exigências.

A administração do presidente Donald Trump estabeleceu prazo curto para que o governo cubano aceite as demandas, que incluem:

  • liberalização econômica com ampliação de investimentos estrangeiros;
  • expansão do setor privado;
  • soltura de presos políticos;
  • início de reformas no sistema político.

RESPOSTA DE HAVANA

O governo cubano publicou comunicado na 6ª feira (15.mai.2026) no Granma, jornal oficial do Partido Comunista. O texto afirmou que, durante a reunião, o país “demonstrou categoricamente que Cuba não constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA, nem existem razões legítimas para incluí-la na lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo”.

O comunicado também afirmou que a ilha “não abriga, apoia, financia ou permite organizações terroristas ou extremistas”. Segundo o governo cubano, “não existem bases militares ou de inteligência estrangeiras em seu território, e Cuba nunca apoiou qualquer atividade hostil contra os EUA, nem permitirá que ações contra qualquer outra nação sejam realizadas a partir de Cuba”.



Autor Poder360 ·


A Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), elevou para R$ 50 mil a multa aplicada ao responsável por um caso de maus-tratos a animal no município. A decisão foi tomada após a morte de Holly, cão da raça chow-chow que teve o corpo queimado no último dia nove de abril e não resistiu aos ferimentos, morrendo na sexta-feira (17/4).

O caso ocorreu no setor Santa Luzia, na região Leste da cidade, e foi enquadrado com base no Decreto Federal nº 12.877/2026, conhecido como decreto “Justiça por Orelha”. A medida permitiu o agravamento da penalidade depois da confirmação de que o animal morreu em decorrência das agressões. A multa, que inicialmente havia sido fixada em R$ 30 mil, passou para R$ 50 mil.

Conforme mostrou o PORTAL NG, Holly teve o corpo queimado com gasolina dentro de uma oficina no setor Santa Luzia. Ele ficou internado em estado grave por cerca de uma semana após um mecânico, preso por maus-tratos qualificado, atear fogo ao animal. Depois de receber atendimento médico-veterinário, o cão acabou morrendo na sexta-feira passada. À polícia, o mecânico alegou que agiu para afastar o cão de crianças.

Animal teve ajuda imediata do programa Pata

Segundo a prefeitura, o caso mobilizou uma rede de apoio depois que a tutora pediu ajuda. A equipe do Programa de Atenção e Tratamento Animal (Pata) prestou assistência imediata e conseguiu apoio de uma clínica veterinária particular, além da ajuda de terceiros, para custear o tratamento. Apesar dos esforços, o animal não resistiu.

A ocorrência também teve atuação da Polícia Civil, responsável pela prisão do autor, enquanto a Semma fez a autuação administrativa e aplicou a multa.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Pollyana Borges, afirmou que a resposta da gestão foi imediata:

“Assim que o prefeito Leandro Vilela tomou conhecimento do caso pelas redes sociais, ele determinou que a Semma desse todo o suporte necessário ao animal por meio do Pata, além de agir com rigor na responsabilização do autor. Seguimos essa orientação, atuando tanto no acolhimento quanto na punição”, afirmou.

A Semma reforça que a legislação prevê agravamento das penalidades quando há morte do animal e destaca que seguirá atuando de forma firme no combate aos crimes de maus-tratos em Aparecida.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Proposta de Renan Calheiros aumenta alíquotas da CSLL e da contribuição sobre apostas; a votação foi adiada por pedido de mais tempo para análise

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado adiou para 4ª feira (5.nov.2025) a votação do PL (projeto de lei) 5.473 de 2025, que aumenta a tributação sobre fintechs e bets. Segundo o presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), o adiamento se deu por acordo de pedido de vista (mais tempo para análise).

O projeto tramita em caráter terminativo, ou seja, não precisará ser votado no plenário do Senado. Caso seja aprovado na CAE, seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados. O texto é relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM).

O texto eleva a alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de 9% para 15% para as fintechs (empresas que oferecem serviços financeiros digitais).

A proposta também aumenta de 12% para 24% a alíquota da contribuição social sobre apostas de quota fixa, as chamadas bets. A estimativa de arrecadação é de R$ 4,98 bilhões em 2026 e de R$ 18 bilhões no acumulado de 3 anos.

O aumento das alíquotas para esses setores estava na MP (medida provisória) que substituía o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas foi derrubada pela Câmara em 8 de outubro



Autor Poder360 ·


Após lucros significativos, empresa anuncia aumento que salta para até 200% do salário-base

A Meta aprovou um plano que eleva os bônus de seus executivos para até 200% do salário-base, logo após ter realizado demissões que impactaram cerca de 3,6 mil funcionários, ou 5% de sua força de trabalho. A decisão não inclui Mark Zuckerberg, CEO da empresa.

A medida foi tomada depois de a empresa reportar lucros significativos no último trimestre. De acordo com a Meta, o objetivo é incentivar os executivos a se concentrarem nas prioridades da empresa e recompensá-los pelos resultados obtidos.

A Meta justificou o aumento do bônus-alvo de 75% para 200% do salário-base, argumentando que uma análise comparativa com outras empresas do setor tecnológico mostrou que a remuneração total em dinheiro de seus executivos estava abaixo ou no 15º percentil. Com essa mudança, a empresa visa posicionar a remuneração de seus executivos no 50º percentil do grupo de pares.

A aprovação desse aumento de bônus pelo comitê do conselho de administração da Meta ocorreu em um contexto de cortes de empregos significativos. A empresa descreveu as demissões como uma estratégia para eliminar “funcionários de baixo desempenho”, embora muitos dos afetados tenham contestado essa classificação, alegando ter recebido avaliações positivas e não terem sido formalmente informados sobre problemas de desempenho.

A estratégia da Meta de focar em IA (inteligência artificial) e prometer investimentos substanciais nessa área foi destacada por Zuckerberg como fundamental para o futuro da empresa.



Autor Poder360 ·


Por Gil Campos: Goiânia, 5 de dezembro de 2024 – O Café Vale da Grama, cultivado na região montanhosa da Serra da Mantiqueira, no lado paulista, conquistou o título de Indicação Geográfica (IG) na modalidade de Indicação de Procedência (IP), concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Esse selo atesta a excelência e singularidade dos grãos produzidos no município de São Sebastião da Grama (SP), reconhecendo o território como berço de um dos cafés mais refinados do Brasil.

Com mais de três séculos de tradição, a produção do Vale da Grama é destacada por sua altitude superior a 1.000 metros, dias quentes e noites frias, que favorecem a maturação lenta e conferem aos grãos características sensoriais únicas, como notas cítricas, caramelo e alto teor de doçura. Para ostentar o selo IG, a bebida deve alcançar no mínimo 80 pontos na tabela da Specialty Coffee Association (SCA).


História e tradição premiada

A relação do Vale da Grama com o cultivo de café remonta à segunda metade do século 19, quando famílias europeias, principalmente italianas, imigraram para o Brasil e transformaram a região em um polo cafeeiro. Desde então, os produtores mantêm práticas rigorosas, que incluem a colheita manual e métodos tradicionais de pós-colheita e secagem.

O reconhecimento pelo Inpi coroa décadas de premiações em competições nacionais e internacionais. Em 2023, os cafés da região conquistaram o 1º e 4º lugar no Cup of Excellence, conhecido como o Oscar dos Cafés Especiais, além de sete troféus no 4º Concurso do Terroir da Região Vulcânica, nas categorias café natural, cereja descascado e fermentado.


Impactos econômicos e turísticos

O selo de Indicação Geográfica vai além da valorização do produto: estímulo ao turismo local e fortalecimento da economia regional. A Associação de Cafeicultores do Vale da Grama já trabalha em parceria com representantes de setores como gastronomia, hotelaria e artesanato para atrair turistas e promover a cultura da IG como mais do que uma certificação, mas uma experiência imersiva.

“Esse reconhecimento não só eleva o valor do café no mercado, como fortalece o associativismo e a identidade da nossa região”, destaca Valdir Duarte, presidente da associação. A iniciativa tem potencial para atrair apreciadores do Brasil e do mundo, interessados em produtos que combinam tradição e excelência.


A relevância da Indicação Geográfica

O registro de Indicação Geográfica é concedido a produtos que apresentam características exclusivas ligadas à sua origem, diferenciando-os no mercado global. Atualmente, o Brasil conta com 18 IGs de café, sendo quatro no estado de São Paulo: Vale da Grama, Alta Mogiana, Região de Pinhal e Região de Garça.

Além do reconhecimento, a IG impulsiona a cultura do associativismo, essencial para o desenvolvimento territorial. Segundo Francisco José Mitidieri, da Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo, o título reflete anos de trabalho conjunto entre produtores, técnicos e instituições.

“Esse selo é resultado da dedicação de muitas pessoas que acreditaram no potencial único do café do Vale da Grama. Ele não só agrega valor econômico, mas também fortalece as relações comunitárias e o respeito ao território”, afirma Mitidieri.


Análise crítica

A conquista do selo IG pelo Café Vale da Grama é um marco para a agricultura brasileira e a cultura cafeeira nacional. Ao promover produtos de excelência reconhecida, o Brasil não apenas fortalece sua posição como um dos maiores exportadores de café do mundo, mas também valoriza sua riqueza cultural e histórica.

No entanto, o desafio agora é manter a sustentabilidade da produção e assegurar que os pequenos produtores sejam os principais beneficiados. Políticas públicas voltadas para o fortalecimento do associativismo e a ampliação de mercados internacionais serão fundamentais para consolidar o impacto positivo dessa certificação.

Autor # Gil Campos