15 de maio de 2026
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Dirigente diz que houve falha estratégica e afirma que partido assinou pedido próprio

O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou que a legenda cometeu um erro ao não assinar o requerimento para a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master.

A declaração foi dada em entrevista à jornalista Vera Rosa, do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta 6ª feira (1º.mai.2026). Para Edinho, a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ter assumido o protagonismo das investigações.

“O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu”, declarou o presidente do partido. Segundo ele, há uma concepção no meio político de que comissões de inquérito paralisam o Congresso e o governo, mas ponderou que a gravidade das denúncias exigia uma atitude diferente.

Após a entrevista, o dirigente informou ao jornal que a bancada petista assinou um requerimento próprio de CPI protocolado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), mas optou por não subscrever o pedido formulado pela oposição.

ORIGEM NO GOVERNO BOLSONARO

Ao comentar a fraude financeira, Edinho buscou afastar o desgaste do atual governo. Afirmou que o Banco Master foi criado e teve operações fraudulentas autorizadas pelo Banco Central durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“As operações que depois foram demonstradas fraudulentas foram autorizadas pelo Banco Central na gestão do Campos Neto (indicado por Bolsonaro)”, disse o dirigente. Segundo ele, foi o presidente Lula quem determinou à Polícia Federal que estruturasse as investigações para apurar as denúncias de corrupção.

Questionado sobre as menções a políticos do PT da Bahia no relatório da PF, como o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (Casa Civil), Edinho negou qualquer envolvimento ilícito. O petista defendeu que a verdadeira questão a ser respondida é o motivo pelo qual o banco foi autorizado a operar sem lastro financeiro no governo anterior.

DERROTAS E SISTEMA POLÍTICO

A avaliação sobre a CPI ocorre na esteira de uma semana de reveses para o Palácio do Planalto no Congresso Nacional. Edinho criticou duramente a rejeição, pelo Senado, do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

Ele classificou o bloqueio ao atual advogado-geral da União como um “grave erro” que gera instabilidade institucional e reflete a intenção do Legislativo de enfraquecer o Judiciário.

Outro ponto de crítica foi a derrubada do veto presidencial ao projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos extremistas de 8 de Janeiro. Para Edinho, ao aprovar a medida, o Congresso “vira as costas para a sociedade” e ignora a gravidade da tentativa de ruptura democrática.

Diante dos atritos, o presidente do PT declarou que o modelo político brasileiro “ruiu” e está “totalmente destruído”.

Ele citou como sintoma desse esgotamento o volume de emendas parlamentares impositivas, que devem somar R$ 60 bilhões no Orçamento de 2026. Segundo Edinho, as emendas se tornaram uma “moeda de troca” que usurpa o poder do Executivo e enfraquece o sistema político.

TERRAS-RARAS E SOBERANIA

Na entrevista, Edinho também criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações dadas nos Estados Unidos sobre as reservas de terras-raras. O petista classificou como um “absurdo” a fala do congressista de oferecer os minerais brasileiros como solução para a indústria tecnológica e de defesa norte-americana.

Segundo o petista, o tema reforça a necessidade de um projeto de desenvolvimento nacional soberano. Edinho afirmou que o governo Lula vê esses recursos como base para a revitalização industrial do país, e não apenas como commodity para exportação.

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

Edinho Silva também defendeu o fim da escala de trabalho 6 X 1, classificando a resistência à medida como “falta de inteligência”. Para o presidente do PT, o Brasil precisa discutir seriamente a redução da jornada diante do avanço tecnológico e da diminuição do número de postos de trabalho.

O dirigente afirmou que a proposta do governo de reduzir a carga horária para 40 horas semanais é uma medida necessária para permitir que o ganho de produtividade resulte em consumo. “Se não for assim, não adianta aumentar a produtividade. Não vai ter quem consuma”, argumentou.

Diante das turbulências e da queda de braço com o Congresso, o dirigente disse que não existe a hipótese de Lula não disputar o pleito de 2026. Edinho afirmou que o atual chefe do Executivo é o candidato do partido e o líder mais preparado para conduzir o país.



Autor Poder360 ·


Novo presidente nacional do PT assume o comando da legenda e repete o que disse Lula em 2024, quando o petista comparou o chefe da Casa Branca a uma nova face do nazismo e do fascismo

Depois de o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), ter dito em 1º de agosto de 2025 que estava disposto a falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tarifaço de 50%, o Partido dos Trabalhadores fez uma dura crítica ao chefe da Casa Branca neste domingo (3.ago).

“Nós estamos enfrentando o maior líder fascista do século 21, que é Donald Trump. Ele é o representante do fascismo. Se alguém tem dúvida, é só nos olharmos o que ele faz com os imigrantes dos Estados Unidos. O que ele faz ao transformar El Salvador num campo de concentração do século 21. Tratando imigrantes de forma desumana, de forma violenta. Não é um discurso nacionalista, é um discurso que rasga os direitos humanos”, disse Edinho Silva, novo presidente nacional do PT, ao assumir o comando da legenda.

Edinho apenas repetiu com outras palavras o que o próprio Lula havia dito em 2024, quando os Estados Unidos ainda estavam em campanha eleitoral. Em entrevista à TF1, emissora francesa, publicada em 1º de novembro de 2024, Lula declarou apoio à adversária de Trump naquela disputa, a democrata Kamala Harris, e também fez um juízo sobre o que seria eventual eleição do republicano.

“Agora temos o ódio destilado todo santo dia, as mentiras, não apenas nos EUA, na Europa, na América Latina, vários países do mundo. É o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara. Como sou amante da democracia, acho coisa mais sagrada que nós humanos conseguimos construir para bem governar o nosso país, obviamente estou torcendo para Kamala ganhar as eleições”, afirmou Lula.

Em seu discurso deste domingo (3.ago.), Edinho criticou a interferência de Trump na soberania nacional e também as opiniões do norte-americano sobre as mudanças ambientais.

“Se o Trump, que representa o fascismo, diz ao mudo que não há urgência climática e que o modelo de produção de riqueza que ele defende é o modelo de destruição da natureza, nós temos que dizer não a isso. A esquerda tem que dizer não a isso. Nós reconhecemos a emergência climática”, declarou.



Autor Poder360 ·