Ministra repete expressão ao lado de Lula em inauguração de ponte entre Brasil e Paraguai
A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) disse nesta 6ª feira (19.dez.2025) em Foz do Iguaçu que a família Bolsonaro colocou “a faca no pescoço do Brasil” e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscou a negociação.
Gleisi é deputada pelo PT do Paraná. Ela discursou na inauguração da Ponte da Integração que liga Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco no Paraguai. A obra foi paga pela parte brasileira da Itaipu Binacional. A Ponte da Amizade, de 1965, liga foz do Iguaçu a Ciudad del Este, também no Paraguai.
“Enquanto a família Bolsonaro colocava a faca no pescoço do Brasil, o presidente Lula, com altivez, sabia negociar, mas não negociou a soberania no processo judicial e no processo político interno”, afirmou Gleisi.
USO COM CONGRESSO
Ela havia usado a expressão anteriormente em relação ao Congresso e ao então deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Em 26 de janeiro de 2024, a ministra criticou a derrubada do veto presidencial ao corte de R$ 5,6 bilhões de emendas de congressistas ao orçamento. “Isso já não é mais política. É faca no pescoço”, afirmou.
Em 1º de agosto de 2025, ela criticou Eduardo Bolsonaro por ele defender o aumento de tarifas dos EUA ao Brasil. “O que me surpreende é um brasileiro colocar a faca no pescoço do país e dizer que só volta atrás nas taxações se houver anistia”, disse a ministra.
LULA FAZ ALUSÃO RATINHO JR.
Lula criticou em seu discurso o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), por ter inaugurado o acesso à ponte em 11 de dezembro. Mas não citou o nome dele. Lula mencionou equivocadamente o “governador do Pará”. O presidente relatou as negociações para a construção da ponte binacional, iniciadas em 1992.
“Os novos convênios foram assinados em maio de 2019 e incluíram, além da ponte, o financiamento da perimetral do acesso conectado à nova ponte, que foi inaugurado pelo governador do Pará. Ele poderia ter esperado a gente fazer tudo de uma vez, mas ele tinha pressa. E a verdade é que ele inaugurou uma obra financiada 100% com o dinheiro de Itaipu”, disse Lula.
Lula teve que interromper o discurso por causa de uma queda de luz. Ele ficou irritado com a falha e não voltou a falar.
Presidente russo chama tentativa de uso de ativos congelados de “assalto” e culpa Ucrânia por impasse em negociações de paz
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o país está “pronto e disposto” a encerrar, de forma pacífica, a guerra na Ucrânia. Mas, segundo ele, os ucranianos não estão “prontos para negociações”. Putin criticou a tentativa da UE (União Europeia) de usar ativos russos congelados para custear a defesa ucraniana.
As declarações foram dadas nesta 6ª feira (19.dez.2025), na entrevista anual em que Putin responde a perguntas da imprensa e do público.
“Vemos certos sinais, inclusive do regime de Kiev, de que estão dispostos a se engajar em algum tipo de diálogo. A única coisa que quero dizer é que sempre dissemos isso: ‘Estamos prontos e dispostos a encerrar este conflito pacificamente’”, declarou.
Putin declarou que 700 mil soldados russos estão lutando na guerra. Segundo ele, a Rússia controla quase 20% da Ucrânia.
O presidente da Rússia falou sobre o pacote de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, aprovado nesta 6ª feira (19.dez) pela UE. O bloco europeu decidiu contrair um empréstimo para financiar a defesa da Ucrânia contra a Rússia pelos próximos 2 anos em vez de usar ativos russos congelados.
Putin classificou a tentativa de usar os ativos congelados como “assalto” e afirmou que a Rússia defenderia seus interesses em tribunais e que tudo o que fosse “roubado” seria “eventualmente” devolvido aos russos.
“Roubo não é o termo apropriado. Roubo é a apropriação clandestina de propriedade, mas, no nosso país, estão tentando fazer isso abertamente. É um assalto à luz do dia. Por que esse assalto não pode ser levado a cabo? Porque as consequências podem ser graves para os assaltantes”, disse.
“Isso não é apenas um golpe na imagem deles [países da UE]. É um abalo na confiança na zona do euro e no fato de que muitos países, não apenas a Rússia, mas principalmente países produtores de petróleo, mantêm suas reservas de ouro e divisas na zona do euro. Uma vez que isso comece [uso de ativos congelados], pode ser replicado sob diversos pretextos”, declarou.
Putin disse que não pretende atacar a Europa e está pronto para trabalhar com o Ocidente em igualdade de condições. No entanto, afirmou ser preciso que o Ocidente passe “a respeitar” a Rússia.
Prefeito de São Paulo negou que Tarcísio seja candidato, mas disse que o governador “teria mais condições de agregar” do que Flávio
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta 2ª feira (15.dez.2025) que apoiará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026.
Durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, Nunes foi questionado sobre uma declaração dada em fevereiro, na qual afirmou que apoiaria e votaria em uma candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O prefeito confirmou o posicionamento anterior.
Ao comentar a pré-candidatura do filho 01 do ex-presidente, Nunes disse que Flávio terá que negociar com diferentes setores da direita e do centro para consolidar sua campanha.
“Flávio tem um grande papel. Ele tem essa capacidade de aglutinar. A gente precisa ter na Presidência pessoas com capacidade de aglutinar, de dialogar, essa é a grande missão dele, que eu torço para que ele consiga. Ele tem que exercer essa função […] Dentro da família Bolsonaro, Flávio é o que tem mais capacidade para fazer isso. Tem mais capacidade que o Eduardo [Bolsonaro] para fazer diálogos”, declarou.
Nunes descartou uma eventual candidatura ao governo do Estado caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) seja candidato ao Planalto. Voltou a dizer que o governador de São Paulo não tem intenção de concorrer à Presidência, mas citou um cenário hipotético em que o aliado teria mais condições do que Flávio Bolsonaro de agregar apoio do centro.
“Eu tenho uma relação pessoal com o Tarcísio, de amizade mesmo. Ele nunca se colocou como candidato. Ele aparece bem na pesquisa e as pessoas vão falando. Mas hipoteticamente, o Tarcísio teria mais condições de agregar e trazer o centro. Isso é indiscutível. Não é nenhum demérito ao Flávio, ele sabe disso”.
CRÍTICA A TEBET EM SP
Nunes disse que uma possível candidatura da ministra do Planejamento no Estado não teria “menor sentido”. Simone Tebet (MDB), colega de partido do prefeito, é cotada para se candidatar ao Senado ou ao governo estadual em São Paulo.
Tebet foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul e fez carreira política no Estado. Caso decidisse concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, disputaria com Tarcísio, aliado de Nunes.
“Não tem sentido a Simone ser candidata na cidade de São Paulo. Tenho uma relação pessoal com ela, acho ela uma excelente pessoa. Acho que ela tem que sair no Estado dela. Ela tem que defender o Estado no qual ela foi prefeita, senadora […] qual o sentido de uma pessoa de Mato Grosso do Sul, a vida toda política consolidada, toda a origem, todo o trabalho político lá, qual seria a lógica de ela vir pro Estado de São Paulo? Não tem menor cabimento”, declarou o prefeito.
Senador tem 38% das intenções de voto, segundo a Real Time Big Data; na 2ª colocação aparece Alexandre Kalil, com 18%
Pesquisa da empresa Real Time Big Data divulgada nesta 4ª feira (10.dez.2025) mostra que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera a corrida pelo governo de Minas Gerais, com 38% das intenções de voto. Alexandre Kalil (PDT) aparece em 2º, com 18%.
Foram feitas 1.500 entrevistas com eleitores de Minas Gerais, de 8 a 9 de dezembro de 2025. A margem de erro é de 3 p.p. (pontos percentuais). O nível de confiança é de 95%. Eis a íntegra do levantamento (PDF – 3 MB).
Eis o cenário completo:
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 38%;
- Alexandre Kalil (PDT) – 18%;
- Mateus Simões (PSD) – 9%;
- Gabriel Azevedo (MDB) – 4%;
- brancos e nulos – 11%;
- não sabem ou não responderam – 20%;
Quase metade (42%) dos entrevistados disse que não votaria em Cleitinho para governador de Minas Gerais –mesmo percentual de Kalil. Já Matheus Simões tem 21% de rejeição e Gabriel Azevedo, 18%.
O levantamento traz um cenário espontâneo, em que não é apresentada uma lista prévia de candidatos aos entrevistados. Responderam só os 14% que afirmaram já ter definido em quem vão votar –a maioria (86%) disse ainda não saber quem será o escolhido.
Eis o cenário:
Zema, atual governador do Estado, foi reeleito em 2022 e não pode concorrer a um 3º mandato.
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Defesa diz que Silvinei Vasques apenas cumpria ordens de Anderson Torres
Lidiane 10 de dezembro de 2025
Advogados do ex-chefe da PRF sustentam que ele seguiu diretrizes do então ministro da Justiça de Bolsonaro; Vasques é acusado de comandar bloqueios em estradas durante as eleições de 2022
A defesa de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), negou que ele tenha ordenado o bloqueio de rodovias em estados do Nordeste para dificultar o processo eleitoral de 2022.
Em sustentação oral para os ministros da 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), o advogado Eduardo Pedro Nostrani afirmou que Silvinei foi vítima de uma “tempestade midiática” e nunca orientou seus subordinados a dificultar o traslado de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a defesa, as operações da PRF foram baseadas em dados técnicos, que consideravam variáveis como acidentes, fluxo de veículos e fluxo de pessoas. O advogado afirma que Silvinei cumpriu as diretrizes do Ministério da Justiça para garantir a segurança do processo eleitoral, a partir dos pontos estabelecidos pelas superintendências regionais da PRF.
“O ministro da Justiça dá a ordem e a ordem tem que ser cumprida. Não é ordem absurda como matar ou roubar. É ordem operacional. E o Silvinei Vasques, com certeza, não teve, não teria como fazer avaliação jurídica se a atuação da Polícia Rodoviária de forma ostensiva iria gerar medo ou não no eleitor”.
Para o advogado de Silvinei, não é possível punir alguém por cumprir determinações expressas do então ministro Anderson Torres para alocar o máximo de policiais durante o processo eleitoral. Torres foi condenado a 24 anos de prisão sob regime fechado, após condenação pelo núcleo 1 da trama golpista.
Segundo o advogado, a investigação da PF (Polícia Federal) não quis colher informações dos agentes da PRF. “A Polícia Federal tratou a PRF como cachorro”. “A imagem do meu cliente foi jogada na mais suja lama, mas tenho certeza que a Suprema Corte lavará sua imagem na mesma velocidade que a PF a sujou”, afirmou.
Ao final da manifestação da defesa, os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia disseram que, no domingo das eleições do 2º turno, em 30 de outubro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não foi procurado pela PRF, como defendido pelo advogado. Moraes esclareceu que determinou o imediato fim dos bloqueios.
NÚCLEO 2 DA TENTATIVA DE GOLPE
Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), o grupo ocupava funções estratégicas no governo e teria atuado para manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo depois da derrota eleitoral. A acusação afirma que os réus utilizaram cargos públicos para executar ações coordenadas que incluíram desde a redação da “minuta do golpe” até o planejamento de atos violentos e iniciativas para interferir no processo eleitoral.
A acusação afirma que parte dos denunciados participou do monitoramento de autoridades e da formulação de propostas para sua “neutralização”, incluindo planos que previam assassinatos e ações armadas. Outros teriam atuado na articulação política e jurídica necessária para amparar um governo de exceção.
O núcleo é formado por:
- Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal;
- Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor internacional da Presidência;
- Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência;
- Marília Ferreira de Alencar, delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal;
- Mário Fernandes, general da reserva do Exército;
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.
Outro eixo da denúncia envolve a atuação da PRF (Polícia Rodoviária Federal) no 2º turno das eleições de 2022. De acordo com a PGR, Silvinei Vasques, então diretor-geral da corporação, e Marília Alencar, responsável pela área de inteligência, teriam direcionado operações policiais para dificultar o fluxo de eleitores do nordeste, região onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve vantagem eleitoral. A PGR afirma que houve descumprimento deliberado de decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Senador afirma ser “mais centrado na política” e busca apoio político enquanto tenta conter a reação negativa do mercado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse neste domingo (7.dez.2025) que durante sua campanha para a disputa ao Planalto em 2026 será possível conhecer um “Bolsonaro diferente”. O senador participou de um culto em uma igreja evangélica em Brasília (DF) e, ao fim, foi questionado por jornalistas sobre a reação do mercado à notícia de sua candidatura.
“Vocês terão a possibilidade de conhecer um Bolsonaro diferente. Um Bolsonaro muito mais centrado na política, que conhece Brasília. Um Bolsonaro que vai querer promover uma pacificação neste país, diferente do que estamos vendo no governo Lula”, declarou.
Na 6ª feira (5.dez), o dólar comercial subiu de R$ 5,337 às 12h45 para R$ 5,429 às 15h43 depois de notícias sobre a candidatura de Flávio. Às 15h22, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), recuava 2,93%, aos 159.631 pontos. Antes da veiculação da notícia, estava aos 165 mil pontos, recorde.
O economista Luís Otavio de Souza Leal, economista-chefe do G5 Partners, disse que o dólar teve alta porque a candidatura de Flávio acaba com a possibilidade de o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorrer ao Planalto, “ao mesmo tempo que aumenta a chance de Lula ganhar a eleição”.
“Ele [Flávio] ainda não foi testado em nenhuma pesquisa, mas, considerando o desempenho do seu irmão Eduardo [Bolsonaro] e de Michelle [Bolsonaro] na última pesquisa Genial/Quaest, é provável que o seu desempenho quando testado seja pior do que qualquer um dos governadores postulantes ao cargo”, afirmou.
Segundo Flávio, ele irá trabalhar para encontrar “boas parcerias” para apoiar o projeto de sua candidatura. Afirmou que irá se reunir com líderes do Centrão para entender o quanto de apoio, e a que custo, seu nome tem no Congresso Nacional.
A INDICAÇÃO
Flávio foi escolhido pelo ex-presidente para disputar o Planalto 2026, uma vez que Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) depois que Bolsonaro tentou violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de soldar.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado que resultou no 8 de Janeiro.
Em seu perfil no X, o senador confirmou a decisão do pai e disse que irá dar continuidade ao projeto de nação de Bolsonaro.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu.
Com a decisão, fica definido ao menos no campo da direita que envolve os Bolsonaros quem vai para a disputa em 2026. Há outros nomes cotados para 2026, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Junior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), e Romeu Zema (Novo-MG).
Líder do União Brasil diz que pré-candidatura de Flávio não teve diálogo
Lidiane 6 de dezembro de 2025
Com 59 deputados e 5 senadores, o União Brasil tem uma das bancadas mais numerosas do Congresso
O líder do União Brasil na Câmara, o deputado Pedro Lucas Fernandes, disse nesta 6ª feira (5.dez.2025) que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República foi anunciada sem diálogo prévio. A afirmação foi feita ao jornal Valor Econômico.
Com 59 deputados e 5 senadores, o União Brasil tem uma das bancadas mais numerosas do Congresso. Se somados aos 50 deputados e aos 7 senadores do PP, a federação União Progressista, entre os 2 partidos, é o grupo mais representativo da Casa.
Nas redes sociais, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda (União-PE) também se manifestou sobre o tema. O representante afirmou que o partido não deve embarcar na escolha do presidente.
“Nosso caminho não é o do confronto estéril, mas o da construção. Vamos focar no Brasil, nas pautas das nossas bancadas estaduais, no diálogo maduro entre diferentes visões e na agenda que de fato transforme a vida das pessoas”, publicou.
Na publicação, Rueda também cita o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI) como participante do posicionamento em conjunto da federação.
Nogueira não postou, mas, em entrevista ao Poder360 na 4ª feira, afirmou que apenas 2 nomes são capazes de vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Ratinho Junior (PSD), do Paraná –deixando de fora a família Bolsonaro e o próprio Ronaldo Caiado, governador de Goiás e pré-candidato pelo União Brasil, seu aliado na federação.
O presidente do PP reforçou que, em 2026, o campo de centro-direita só terá chances reais de conquistar a vaga no Planalto se houver unificação em torno de um nome forte para a disputa.
Nogueira disse que o Progressistas não teria dificuldade em apoiar qualquer um dos 2 governadores citados. Afirmou que, embora não mande no partido, “tem enorme influência” e sente que a base da legenda está inclinada à mesma direção.
A anulação de itens não altera a precisão do Enem, diz presidente do Inep
Lidiane 3 de dezembro de 2025
Em novembro, 3 questões do Enem foram anuladas sob suspeita de terem sido vazadas antes da realização da prova
O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Manuel Palácios, afirmou nesta 3ª feira (2.nov.2025) que a anulação de itens do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não altera a precisão da prova. A declaração foi dada durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
“A eliminação de 3 itens, ou mesmo poderiam ser outros itens, mais itens eliminados da prova, isso não afeta a produção do resultado. O resultado que é alcançado por um estudante no Enem não é o resultado da contagem dos acertos. […] O que se quer com a prova é estimar o quanto das aprendizagens previstas para o percurso da educação básica”, disse Palácios.
A fala de Palácios se refere a 3 questões que foram anuladas no Enem, em 19 de novembro, sob suspeita de terem sido vazadas antes da realização da prova.
Na ocasião, o Inep havia identificado, na internet, relatos de vazamento de questões similares às que caíram no Enem 2025 em uma transmissão ao vivo no YouTube, dias antes das provas. Oito questões foram consideradas suspeitas de terem sido vazadas e apenas 3 foram anuladas.
O instituto afirmou não ter identificado questões idênticas às presentes nas provas. Segundo o Inep, eram apenas “similares“.
No Enem, acertar uma questão não significa automaticamente ganhar os mesmos pontos que qualquer outro candidato.
Por trás da nota final há um modelo estatístico, a TRI (Teoria de Resposta ao Item), que converte cada acerto em uma estimativa do quanto o participante de fato sabe e não apenas do quanto acertou.
Na prática, se o aluno acertar primeiro as fáceis, depois as médias e algumas difíceis, mostrando domínio consistente, essas questões complexas valem mais pontos. Mas, se acertar apenas difíceis, o sistema entende que o aluno chutou e a pontuação da difícil diminui.
Trump avalia pressão à Venezuela após Maduro descumprir prazo, diz agência
Lidiane 2 de dezembro de 2025
Maduro pediu por anistia legal e completa a ele e a seus familiares; presidente norte-americano negou a proposta e avalia novas formas de pressionar o país latino
O presidente dos EUA (Estados Unidos), Donald Trump (republicano), reuniu-se com assessores nesta 2ª feira (1º.dez.2025) para discutir formas de pressionar a Venezuela, após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), descumprir o prazo para deixar o país. O ultimato imposto por Trump expirou na 6ª feira (28.nov), conforme noticiou a agência Reuters nesta 2ª feira (1º.dez).
O encontro do presidente dos EUA foi realizado com integrantes da equipe de segurança nacional, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Mais detalhes sobre a conversa não foram divulgados.
Durante telefonema em 21 de novembro, Maduro fez uma série de pedidos a Trump para deixar a Venezuela em troca de uma possível renúncia. As condições do líder venezuelano incluíam anistia legal e completa a ele e a seus familiares, com a remoção de todas as sanções estadunidenses, além de retirada de acusações do Tribunal Penal Internacional e a suspensão de sanções contra mais de 100 funcionários do governo venezuelano.
Trump recusou os pedidos e deu a Maduro o prazo de uma semana para que ele deixasse a Venezuela para o destino de sua escolha, acompanhado de seus familiares. Passado o prazo, o presidente venezuelano continuou no país.
MADURO JURA “LEALDADE ABSOLUTA”
Em aparição pública nesta 2ª feira (1º.dez), o presidente venezuelano jurou lealdade ao país. A fala se deu durante uma marcha convocada pelo governo da Venezuela para empossar novos líderes locais do partido governista PSUV.
“Tenham certeza de que, assim como jurei diante do corpo do nosso comandante Chávez antes de me despedir dele, lealdade absoluta ao custo da minha própria vida e tranquilidade, eu juro a vocês lealdade absoluta até o fim, enquanto pudermos viver esta bela e heróica história”, disse Maduro.
PEDIDO DE AJUDA
No no domingo (30.nov), Maduro enviou uma carta à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), pedindo que o grupo ajude seu país a combater as “crescentes e ilegais ameaças” dos Estados Unidos e de seu presidente.
O líder venezuelano acusou os EUA de tentarem “se apoderar” das reservas de petróleo da Venezuela. Também denunciou o “uso de força militar letal contra o território, o povo e as instituições do país”.
Até esta 2ª feira (1º.dez), os EUA já haviam destruído ao menos 16 embarcações no Mar do Caribe e Pacífico e posicionado o porta-aviões Gerald R. Ford na região, como forma de pressionar o regime de Maduro.
ESPAÇO AÉREO FECHADO
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a permanência de Maduro levou Trump a fechar o espaço aéreo do país no sábado (29.nov). Trump confirmou no domingo (30.nov) que conversou com o presidente venezuelano, mas evitou dar detalhes do que foi discutido.
“A todas companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor considerem O ESPAÇO AÉREO ACIMA E AO REDOR DA VENEZUELA COMO TOTALMENTE FECHADO. Obrigado pela atenção!”, escreveu Trump.
O governo da Venezuela considerou a declaração uma “ameaça colonialista”. No domingo (30.nov), a Autoridade de Aeronáutica Civil da Colômbia se solidarizou com o país vizinho e disse que o espaço aéreo da Venezuela está “aberto e operando”, sem restrições que afetem a segurança dos aviões.
Prefeito de Cristalina diz que vai trabalhar para Daniel Vilela em 2026
Lidiane 26 de novembro de 2025
O prefeito de Cristalina, Dr. Luís Otávio, declarou nesta terça-feira (25/11) apoio à reeleição do vice-governador Daniel Vilela (MDB) para o pleito eleitoral de 2026. Daniel deve assumir o Governo de Goiás em abril e disputar a reeleição em outubro. A decisão do prefeito, que trocou o PL pelo União Brasil em agosto, foi justificada pela necessidade de manter os resultados que Cristalina alcançou nos últimos sete anos.
“Para mim como médico, como ex-secretário, como quem milita na área da saúde e, hoje, como prefeito municipal, passa a ser um dever meu garantir e trabalhar pela reeleição do nosso vice-governador Daniel Vilela”, ressaltou Dr. Luís Otávio.
Ao discursar aos moradores da cidade e apoiadores, o prefeito citou “abandono” vivenciado pelos cristalinenses antes de 2019, uma situação administrativa de inviabilidade, com serviços negligenciados, principalmente na saúde e segurança.
O alinhamento do prefeito reflete uma posição municipalista que busca parceiros que garantam a continuidade de obras e de investimentos. Em tom de adesão, Dr. Luís deixou claro que a prioridade é a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade.
“Cristalina quer fazer parte do estado que dá certo”, defendeu ao assumir o compromisso de buscar a continuidade dos investimentos e do suporte para o município, independentemente da sigla.
‘Vivi tempos muitos difíceis, principalmente no ano de 2017’
O apoio ao emedebista tem como base o contraste entre o “verdadeiro caos” instaurado em Cristalina antes do Governo Caiado e do apoio de Daniel Vilela.
“Eu vivi tempos muitos difíceis, principalmente no ano de 2017, quando eu estava na Secretaria de Saúde do município”, lembrou.
“Ficamos por mais de um ano sem receber repasse do Estado para que a gente pudesse honrar os salários e o bom atendimento da saúde do nosso município, médicos com mais de 60 dias sem receber”, afirmou.
O endosso ao nome de Daniel Vilela vem acompanhado de reconhecimento pelo trabalho realizado, em especial pelo compromisso com os repasses e apoio às prefeituras.
“Essa foi uma realidade completamente mudada com apoio do Daniel Vilela. Tenho a consciência e a convicção de que é um homem preparado. Se preparou para o dinamismo do Estado de Goiás”, enalteceu ao lembrar a mudança nas políticas públicas para o Entorno do Distrito Federal.
“O Entorno antes era esquecido pelo governo do Estado. Hoje recebe toda assistência igual às demais cidades de Goiás”, frisou.










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