5 de abril de 2026
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O presidente da China, Xi Jinping (Partido Comunista da China), delineou um plano econômico defensivo para 2026, centrado na autossuficiência tecnológica e no crescimento impulsionado internamente, ressaltando um recuo estratégico diante das barreiras comerciais globais arraigadas.

Em um artigo na Qiushi, principal revista teórica do Partido Comunista chinês, Xi detalhou as prioridades políticas inicialmente delineadas na Conferência Central de Trabalho Econômico, em dezembro de 2025. Ele caracterizou o ambiente econômico do ano como complexo e desafiador, instando as autoridades a fortalecerem as bases estruturais em vez de buscarem estímulos de curto prazo.

Embora as tarefas econômicas sejam numerosas, disse Xi, os formuladores de políticas devem “compreender as principais alavancas que movem todo o sistema”, sinalizando um foco nos motores essenciais em vez de soluções pontuais.

No cerne da estratégia está uma ênfase renovada no mercado interno. Xi defendeu a construção de uma marca “Compre na China” para reter o consumo que, de outra forma, poderia migrar para o exterior. Ele também pediu a remoção do que descreveu como restrições irracionais em setores como turismo e serviços de assistência a idosos.

A agenda política inclui o aumento das pensões básicas para residentes urbanos e rurais e a formulação de medidas para aumentar a renda familiar –um reconhecimento implícito de que a baixa confiança do consumidor continua a pesar sobre a recuperação.

Abordando as preocupações manifestadas por fabricantes e investidores estrangeiros, Xi criticou o fenômeno conhecido na China como “involução”, um termo usado para descrever a competição excessiva e de baixa qualidade, na qual as empresas praticam preços predatórios em mercados cada vez menores.

Ele orientou os órgãos reguladores a conter as guerras de preços destrutivas e acelerar a criação de um mercado nacional unificado, sugerindo que as autoridades poderiam estabelecer mecanismos regulatórios para evitar a competição que corrói as margens de lucro.

Enquanto os Estados Unidos e governos aliados apertam os controles de exportação de semicondutores avançados, Xi reiterou que a inovação tecnológica continua sendo o principal motor da modernização industrial.

O artigo defende o fomento do que Pequim chama de “novas forças produtivas de qualidade”, destacando setores de vanguarda como energia de próxima geração, inteligência artificial incorporada e a integração mais profunda da IA (inteligência artificial)  ​​na manufatura.

Essas prioridades estão alinhadas com o esforço mais amplo da China para fortalecer as cadeias de suprimentos contra as sanções ocidentais.

O setor imobiliário –outrora um dos principais motores do crescimento– continua sendo fundamental para os esforços de contenção de riscos. Xi Jinping apoiou a expansão das compras, por governos locais, de imóveis comerciais não vendidos para conversão em moradias populares, uma iniciativa de redução de estoques destinada a estabilizar a queda dos preços dos imóveis. Ele também enfatizou a importância da gestão da dívida pública local para evitar riscos financeiros sistêmicos.

Xi reafirmou que a China não recuará em sua abertura econômica. O artigo insta as autoridades a expandirem a cooperação com economias emergentes e aprimorarem os modelos de comércio eletrônico transfronteiriço, visto que Pequim busca diversificar os canais comerciais em meio ao acesso cada vez mais restrito aos mercados norte-americanos.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 17.fev.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


No Pequeno Expediente desta manhã, a deputada Bia de Lima (PT) celebrou a Lei Maria da Penha, a Lei Federal nº 11.340/06, que completa 19 anos hoje, 7 de agosto. A norma, na visão da parlamentar, ampara as mulheres brasileiras.

Para a petista, apesar dos avanços advindos da legislação, há muito a ser aprimorado. Ela aponta a necessidade de melhorias em relação a cuidados, critérios e punições no estabelecimento de uma rede protetiva a todas as mulheres goianas.

Ao comentar as ações desenvolvidas durante o Agosto Lilás, marco anual de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres, Bia de Lima cobrou punições efetivas aos agressores, e comentou o cenário de violência contra as goianas.

“Para nós, mulheres, Goiás não é um estado seguro. Somos o segundo estado que mais mata mulheres. […] Precisamos avançar – e muito – em todas as áreas e setores”, argumentou.

Na visão da deputada, é preciso superar o discurso, a mera retórica de defesa e respeito às mulheres. A implementação da Lei Maria da Penha, para ela, é uma solução.

Bia de Lima fez menção aos enfrentamentos dentro da própria Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) por seus posicionamentos. Ela lamentou a falta de sanções quanto a casos ocorridos no Parlamento. “É silêncio, não pune. Porque, até agora, dois anos e meio de mandato, não houve nenhuma punição”, cobrou ao relembrar o histórico de ofensas dirigidas a sua pessoa.

“É chegada a hora de se punir os agressores, dar o exemplo de que Goiás merece novos tempos para as mulheres. Não são só leis, mas atitudes. E chegou a hora de ter novas atitudes”, encerrou.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás