11 de junho de 2026
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Funcionários do consórcio LimpaGyn foram agredidos fisicamente na manhã de terça-feira (9/6), na Avenida São Domingos, em Goiânia, enquanto trabalhavam. O ataque começou após um morador se irritar com a parada momentânea do caminhão de coleta em frente a um condomínio — um procedimento padrão para o recolhimento dos resíduos residenciais de porta em porta. Este é o segundo caso de violência contra funcionários da empresa em apenas oito dias.

Testemunhas relataram que o agressor exigiu a retirada do caminhão para entrar na garagem do prédio. O motorista manobrou o veículo assim que os coletores terminaram de recolher a última caixa de lixo do local. Mesmo com a passagem liberada, o homem desceu do carro e partiu para cima da equipe. O coletor Bruno detalhou como a confusão começou:

“O motorista tirou o caminhão, mas ele não entrou para o condomínio, parou e veio na nossa direção querendo briga. Ele veio me empurrando, falando que ia me bater. Eu falei que o caminhão estava filmando. Aí ele me deu um empurrão e já foi no Thales, e eu vi o Thales já lutando com ele para se defender”, relatou Bruno ao Portal NG.

Durante a confusão, o coletor Thales sofreu ferimentos na cabeça. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança da rua e pelo sistema de monitoramento do próprio caminhão de lixo. As imagens foram utilizadas pelas vítimas para registrar o boletim de ocorrência na Polícia Civil e realizar o exame de corpo de delito. Thales lamentou a hostilidade frequente na rotina de trabalho:

“O ser humano é complicado demais. Se a gente não coletar ou não fizer o serviço direito, eles reclamam. Se a gente vai lá e faz o serviço, eles reclamam também. A minha intenção, durante o ataque, foi nos defender”, desabafou Thales.

Empresa afasta funcionários e promete acionar a Justiça

O Consórcio LimpaGyn informou que os trabalhadores agredidos foram temporariamente afastados de suas funções e estão recebendo assistência médica e jurídica. O diretor da empresa, Renan Andrade, classificou a postura do morador como inaceitável e destacou que os profissionais estavam limpando a lixeira do próprio condomínio do agressor.

“Nós estávamos recolhendo o resíduo dele. É inaceitável. Obviamente isso não retrata a postura da sociedade, são pessoas desequilibradas que fazem isso. Fizemos o boletim de ocorrência e vamos acioná-lo na Justiça. Esperamos que a sociedade tenha um pouco mais de zelo no trânsito, porque a coleta é um serviço essencial de saúde pública”, declarou o diretor.

Segundo a diretoria, o morador envolvido não procurou a empresa nem os funcionários após o episódio. A LimpaGyn reforçou que continuará acompanhando o caso pelas vias oficiais.

A recorrência desse tipo de violência tem preocupado a categoria. Sobre a agressão registrada na semana anterior, a Polícia Científica informou que o investigado é um policial que já estava afastado das ruas desde janeiro de 2025, atuando apenas em funções administrativas. A corporação ressaltou que ele não tem porte funcional nem autorização para uso de armamento desde 2019, e que abriu uma apuração interna para investigar o caso.

Autor Manoel Messias Rodrigues