11 de junho de 2026
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Presidente da Comissão de Cultura, Esporte e Lazer, o deputado Mauro Rubem (PT) promoveu audiência pública para debater a execução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em Goiás e a suspensão do Chamamento Público nº 05/2025 da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). O objetivo foi ampliar o diálogo sobre transparência, fiscalização e participação popular na aplicação dos recursos públicos destinados à cultura. O evento foi realizado no Auditório Júlio da Retífica da Assembleia Legislativa no Estado de Goiás (Alego), na tarde desta sexta-feira, 8.

Além de Mauro Rubem na condução dos trabalhos, a mesa diretiva contou também com as participações do advogado Rogério Paz Lima, do presidente da Federação de Teatro de Goiás, Robson Soares, e do ator e diretor da Cia Novo Ato, Luiz Cláudio Irineu Rezende. Na plateia, a presença de representantes do setor cultural.

No pronunciamento de abertura, Rubem ressaltou a importância do diálogo presencial com os fazedores de cultura. A judicialização da segunda etapa da política de fomento em Goiás foi um dos pontos centrais da sua fala.

A Justiça de Goiás suspendeu, recentemente, os efeitos do Chamamento Público nº 05/2025, que destinava R$ 7,1 milhões da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) para projetos culturais. A suspensão ocorreu após uma ação popular proposta pelo parlamentar petista.

Os principais motivos da ação foram: possíveis falhas graves na condução do processo, incluindo indícios de favorecimento e falhas documentais na seleção da entidade vencedora (Instituto Meta e Verso); tratamento desigual entre concorrentes e notas consideradas desproporcionais; conflito de interesses pela presença de servidora ativa e de ex-servidor da Secult na equipe da proposta vencedora; suspeitas sobre atestados de capacidade técnica.

Rubem explicou que a decisão de entrar com uma ação popular ocorreu após a Secretaria da Cultura ignorar sucessivos ofícios que pediam esclarecimentos sobre o cronograma e a segurança jurídica dos editais. 

Transparência

O representante do PT apontou uma suposta falta de transparência e democracia nas contas públicas, citando um rápido declínio fiscal no Estado. Rubem comparou a dificuldade de execução de programas regulares de cultura, como a PNAB, com os altos gastos governamentais em eventos isolados e organizações sociais.

Atraso

Luiz Cláudio Rezende afirmou que o fomento federal destinado para a Lei Aldir Blanc (PNAB) está disponível desde novembro do ano passado, mas que o pagamento aos artistas não foi efetuado, acumulando um ano de atraso. Ele questionou a lisura dos processos de seleção, relatando casos em que artistas com décadas de trajetória receberam “nota zero” em editais, enquanto empresas sem histórico reconhecido no setor cultural foram contempladas com pontuação máxima.

O depoimento do ator destacou o contraste entre a precariedade das sedes das empresas vencedoras e a realidade dos fazedores de cultura locais. 

Além das suspeitas de favorecimento, o ator e diretor denunciou uma suposta retaliação institucional por parte da Secult contra artistas que questionam a atual gestão. 

Suposta omissão

O cineasta Ângelo Lima expressou profunda indignação com o que chamou de “silêncio palaciano” diante das denúncias de irregularidades na cultura estadual. Lima criticou a postura do Governo de Goiás, que, segundo ele, age como se nada estivesse acontecendo, ignorando as mobilizações dos artistas.

Também direcionou críticas à própria classe artística, lamentando o baixo quórum presencial em reuniões decisivas para a categoria. Para Lima, é um “absurdo” que a mobilização se restrinja, muitas vezes, às redes sociais, enquanto o setor enfrenta uma ameaça iminente à sua subsistência, comparando a situação a um “trem vindo em nossa direção”. Ele defendeu que os artistas saiam da frente das telas, ocupem os espaços físicos de debate e prestigiem as produções locais como forma de resistência e fortalecimento político da classe.

Ângelo Lima isentou o deputado Mauro Rubem de responsabilidade pelas travas no fomento, rebatendo críticas de setores que veem na fiscalização parlamentar um entrave ao recebimento dos recursos. Ele enfatizou que a posição deve ser de unidade contra a gestão estadual e não contra aqueles que buscam a transparência. Com um apelo à seriedade e ao compromisso coletivo, o cineasta reiterou que está disposto a liderar ações drásticas para garantir que os direitos dos fazedores de cultura sejam respeitados e que a política pública saia da paralisia atual.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A oferta de vagas na educação infantil voltou ao centro dos debates da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia durante a sessão ordinária desta quarta-feira (11/2). O tema levou o presidente da Casa, vereador Gilsão Meu Povo, a cobrar maior atuação de deputados federais, senadores e parlamentares estaduais na destinação de emendas para o município e a anunciar a organização de uma comitiva de vereadores a Brasília ainda neste semestre.

Após discussões sobre o funcionamento do programa Vale-Creche, Gilsão defendeu que a classe política intensifique a articulação para captar recursos externos e criticou a falta de retorno de representantes que recebem votos na cidade. Segundo ele, além do Executivo, os vereadores também têm papel estratégico na busca por investimentos.

De acordo com o presidente, a ida à capital federal terá como objetivo dialogar diretamente com parlamentares e cobrar apoio institucional: “Também é nosso dever ir atrás desses recursos. Vamos organizar uma comitiva para buscar investimentos e cobrar respaldo de quem foi votado aqui”, afirmou.

O vice-presidente da Casa, vereador Rogério Almeida, reforçou a necessidade de articulação junto às bancadas federal e estadual. Ele relatou conversas com a deputada federal Silvye, que, segundo informou, se comprometeu a destinar verbas para ações de apoio educacional a pessoas com autismo, e destacou ainda a atuação do deputado estadual Karlos Cabral.

Foto: Marcelo Silva

O debate teve início após questionamentos de vereadores sobre a execução do Vale-Creche. Felipe Cortez levantou dúvidas sobre o alcance do programa, enquanto Lipe Gomes afirmou que a proposta inicial previa maior liberdade de escolha das famílias em relação às unidades conveniadas.

Parte significativa das mais de 12 mil vagas já foi preenchida

Em resposta, Gilsão informou ter conversado com a secretária municipal de Educação, que relatou que parte significativa das mais de 12 mil vagas anunciadas já foi preenchida. Ele também ponderou que o déficit de vagas em centros municipais de educação infantil é um problema estrutural enfrentado por diversos municípios brasileiros.

O vereador Tatá Teixeira acrescentou que o credenciamento para novas instituições segue aberto e explicou que o valor do benefício varia conforme o agrupamento, entre R$ 700 e R$ 800 mensais para período integral e R$ 400 para meio período.

“A prefeitura deveria ampliar as unidades existentes”

Como alternativa emergencial, o presidente da Câmara sugeriu a ampliação das estruturas já existentes.

“Como medida paliativa, a prefeitura deveria ampliar as unidades existentes, com a construção de novas salas de aula, podendo reduzir o déficit de vagas na educação infantil de forma rápida e eficaz. Até que novas escolas sejam construídas, essa é uma medida que deve ser adotada”, pontuou Gilsão Meu Povo.

A discussão deve continuar nas próximas sessões, com foco na captação de recursos e no fortalecimento da rede municipal de educação infantil.

Autor Rogério Luiz Abreu


O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) assinou, nesta terça-feira (13/1), requerimento de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que pede a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master. A iniciativa busca consolidar uma investigação ampla sobre as possíveis irregularidades e as relações do grupo controlador com autoridades.

Em publicação nas redes sociais, Vanderlan justificou o apoio à CPMI pela necessidade de transparência total e responsabilização dos envolvidos.

“Acabei de assinar, pouco tempo atrás, mais uma CPMI, do Banco Master, que está essa polêmica toda. Bilhões de reais foram envolvidos em desvios, em falcatruas no Banco Master”, declarou o senador goiano.

O parlamentar disse ainda que já havia assinado outro requerimento a pedido do deputado Marcel van Hattem e garantiu empenho contínuo no caso.

“Quantas vierem, desse caso, eu vou assinar”, assegurou.

Segundo Vanderlan, a comissão, se instalada, precisa aprofundar as apurações para alcançar todas as possíveis conexões políticas e judiciais vinculadas ao banco e ao seu controlador.

“Tem que investigar governo, STF e todos os políticos que estiverem envolvidos, quem tiver problema, quem tiver culpa no cartório que vá pagar. Ninguém faz isso sozinho”, acrescentou Vanderlan.

O senador concluiu reafirmando a intenção de que a investigação exponha os responsáveis e traga respostas à sociedade.

“Vamos saber quem está participando disso, quem participou e continua participando. A gente tem que passar esse Brasilzão a limpo”, finalizou.

A movimentação por assinaturas para instalar a CPMI ganhou força nas últimas semanas no Congresso, com deputados e senadores se posicionando a favor da criação do colegiado para investigar o rombo e eventuais ligações políticas. Parlamentares que apoiam a investigação dizem que a comissão é um instrumento necessário para esclarecer a dimensão dos prejuízos e possíveis responsabilizações.

Rombo bilionário e ligações com políticos e juízes

O escândalo do Banco Master estourou depois que o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Relatórios do BC e apurações de imprensa apontam um rombo que pode chegar a R$ 20 bilhões e expôs operações suspeitas em carteiras de crédito e levou à paralisação dos serviços do banco.

Desde então, a Polícia Federal e outras autoridades ampliaram as investigações: houve prisões e mandados de busca e apreensão contra o controlador Daniel Vorcaro e outros executivos, apreensão de celulares e bloqueio/sequestro de bens e valores (bloqueios reportados na casa de bilhões), além de medidas judiciais em curso. Vorcaro chegou a ser preso e liberado com monitoramento eletrônico; agora a operação entrou em nova fase com foco em fraudes, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O caso ganhou dimensão política e institucional: investigações e decisões envolveram órgãos como o Banco Central, o TCU e o STF, e levantaram questionamentos sobre relações entre o grupo controlador e políticos e magistrados. Reportagens relatam pedidos de busca que passaram pelo STF e debates sobre eventuais influências políticas no desenrolar do caso, motivo pelo qual a apuração também mira possíveis contatos e favorecimentos.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Presidente orientou ministros para eleições, reconheceu problema na comunicação e celebrou conquistas no Congresso e com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a última reunião ministerial de 2025 cobrando resultados eleitorais de ministros que devem deixar o governo em 2026. “Quem tiver que sair que saia, mas por favor, ganhe“, disse o petista nesta 4ª feira (17.dez.2025) na Granja do Torto, em Brasília.

O presidente usou o início da reunião para traçar orientações políticas para 2026, ano eleitoral que deve esvaziar metade do ministério. “Será inexorável decidir de que lado está“, afirmou, sinalizando que espera posicionamento claro dos auxiliares nas disputas.

Após Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fala à equipe. Em seguida, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, apresenta um balanço das realizações do governo em infraestrutura. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), fará avaliação da conjuntura política e da relação com Câmara e Senado.

A reunião deve se estender por horas e terminar com confraternização. Esta é a 3ª reunião ministerial de 2025.

O encontro reuniu toda a equipe ministerial para um balanço dos quase 3 anos de mandato. Lula caracterizou 2025 como o “ano da colheita” e afirmou que o governo já anunciou todas as políticas sociais previstas, com eventuais exceções por falta de tempo.

Por isso, disse que 2026 será o “ano da verdade”. Segundo ele, o período eleitoral deverá servir para mostrar “quem é quem” no país, o que foi feito antes de sua gestão e o que passou a ser realizado após a chegada do atual governo ao poder.

Falhas na comunicação 

Lula reconheceu dificuldades na comunicação governamental. “Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Nós ainda não conseguimos a narrativa correta“, declarou ao cobrar melhor divulgação das entregas da gestão.

Lula citou a reforma tributária e a ampliação da faixa de isenção do IR (Imposto de Renda) como vitórias no Congresso, consideradas improváveis para uma base minoritária. “Um governo que tinha 120 deputados numa Câmara de 513 e 14 ou 15 senadores“, lembrou, atribuindo os avanços à capacidade de diálogo da equipe.

Vitória com Trump

Lula mencionou conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), sobre as tarifas de 50% impostas em agosto contra produtos brasileiros.

Trump anunciou em novembro uma retirada depois de negociações telefônicas com o petista. Recentemente, as sanções ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) caíram, o que o Planalto vê como consequência direta da atuação de Lula.

Eu falei pro Trump: fica mais barato conversar“, disse o Lula na ministerial, defendendo a diplomacia sobre confrontos comerciais.

Para 2026

O petista dedicou o final do discurso à transposição do rio São Francisco, projeto que considera prioritário para 2026.

Lula afirmou ter encomendado uma maquete da obra, embora tenha admitido que ainda faltam etapas.

São vários canais, interligando as ruas, transformando rios que já estavam secos em rios perenes“, afirmou.



Autor Poder360 ·


Pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), defendeu, durante entrevista à Record News nesta terça-feira (2/12), uma atuação incisiva do presidente da República no enfrentamento ao crime organizado.

“A caneta do presidente é mais forte do que qualquer fuzil de miliciano ou de faccionado”, ressaltou Caiado, ao apontar a superioridade da autoridade legal e institucional do mandatário maior do país sobre qualquer poder criminoso.

O governador goiano, que tenta viabilizar seu nome como representante da direita, também apresentou resultados de sua gestão e defendeu uma eleição que priorize a “independência moral”.

“Esta é a coragem que tem de ter o presidente para resgatar a soberania brasileira, levar paz à população e fazer o país crescer, como nós fizemos em Goiás”, acrescentou Caiado, ao citar o alto nível de aprovação popular que conquistou no estado e o desempenho na área para validar seu posicionamento.

Sob o comando de Caiado, Goiás tem uma política de segurança que está entre as líderes do país no quesito efetividade, com reduções gradativas em todos os índices criminais e taxas de até 90%.

De volta à cena pública após ter sido submetido a um procedimento de ablação cardíaca no dia 24 de novembro, Caiado também participou do Jornal Goiás Record e enfatizou que investir nas forças de segurança é o instrumento mais eficaz para combater o crime organizado.

“Historicamente, o que mais avançou no país não foi nenhuma área de indústria, de prestação de serviço ou de logística. O que teve crescimento em proporção exponencial foi o crime”, frisou em menção às gestões dos opositores políticos.

Caiado participou mais cedo de audiência pública, na Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Ao comentar o texto enviado pela União ao Congresso, apontou a complacência do governo federal.

“Hoje a preocupação primeira em todas as pesquisas é exatamente a violência, a ocupação das facções criminosas e o quanto, realmente, eles estão invadindo a soberania brasileira e escravizando pessoas”, apontou.

Maior legado que eu deixo é cuidar das pessoas’

Em tom de encerramento administrativo, Caiado também fez um balanço de seu mandato e destacou que “o maior legado que eu deixo é cuidar das pessoas”. Ao final de março de 2026, Caiado entrega o posto ao vice-governador Daniel Vilela (MDB).

“Sempre quis que os cidadãos se sentissem orgulhosos de morar no Estado de Goiás”, afirmou, com ênfase nos resultados da educação, redução da pobreza, infraestrutura, inovação tecnológica, regionalização da saúde.

O líder goiano aproveitou o momento para reafirmar o compromisso com os goianos e que está “agitado” trabalhar muito e buscar solução para os problemas.

“Hoje estou com oito dias de pós-operatório, estou evoluindo bem, mas ainda com cautela, neste ritmo de final de ano”, afirmou ao mencionar que, após recuperação orçamentária, o próximo ano será dedicado a obras estruturantes.



Autor Manoel Messias Rodrigues


O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), voltou a cobrar nesta quinta-feira (23/10) a antecipação das obras previstas no contrato de concessão das rodovias BRs – 153, 060 e 414, que cortam o município. O pedido foi feito durante reunião pública com representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da concessionária Ecovias do Araguaia, realizada no Hotel Intercity, com a presença de lideranças regionais.

O encontro tratou da revisão do contrato e da possibilidade de incluir novos investimentos na malha viária federal. Corrêa destacou que a cidade sofre com gargalos históricos de mobilidade e defendeu que obras estruturantes sejam priorizadas, como a trincheira do trevo da Havan, cuja execução está prevista apenas para 2030.

“Estamos pedindo a antecipação das obras, mas também um olhar mais atento da ANTT para pontos críticos, como o quilômetro 101 da BR-060, na saída da Vila São Vicente, onde há registros frequentes de acidentes fatais”, afirmou o prefeito.

O chefe do Executivo lembrou que o município já solicitou autorização para reforçar a sinalização de segurança nesses trechos e ressaltou que os gargalos rodoviários impactam diretamente o fluxo urbano.

“O maior nó da mobilidade está no entroncamento das BRs 153 e 060, além da junção com a BR-414. A trincheira e as vias marginais são urgentes, não podem esperar mais uma década”, acrescentou.

Outra demanda apresentada pelo prefeito foi a duplicação da BR-414, entre os bairros Recanto do Sol e Jardim Promissão, passando por áreas densamente habitadas como Base Aérea, Monte Sinai e Santos Dumont. De acordo com o contrato atual, a duplicação só ocorreria em 2045.

“Também defendemos a construção de vias locais para separar o trânsito urbano do rodoviário e garantir mais segurança à população”, concluiu Corrêa.

Durante o encontro, técnicos da ANTT e da Ecovias ouviram as reivindicações e informaram que as sugestões serão analisadas na fase de revisão contratual. A reunião contou ainda com a participação de lideranças políticas e empresariais da região.

Foto: Ascom

A mobilização reforça a pressão local por obras que possam reduzir acidentes, melhorar a fluidez do tráfego e fortalecer o papel logístico de Anápolis. Considerada um dos principais entroncamentos rodoviários do Centro-Oeste, a cidade depende de infraestrutura eficiente para manter seu ritmo de crescimento e competitividade industrial.

Autor Rogério Luiz Abreu


Ministro da Fazenda diz que compensação para bancar isenção do Imposto de Renda para quem ganha R$ 5.000 é “1ºpasso” contra desigualdade

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aproveitou a apresentação de um estudo que mostra como o sistema tributário brasileiro favorece os mais ricos em detrimento da classe média, nesta 6ª feira (29.ago.2025), para cobrar do Congresso Nacional o “1º passo modesto” contra a desigualdade social. Leia a íntegra do estudo (PDF – 7,9 MB)

Haddad se refere ao projeto de lei 1.087 de 2025, em tramitação, que isenta do imposto de renda quem ganha até R$ 5.000 por mês e compensa a perda de arrecadação ao aumentar tributos para altas rendas. Esta 2ª parte do PL encontra resistência no Congresso.

Segundo o ministro, o Brasil não pode figurar entre as 10 maiores economias do mundo e, ao mesmo tempo, permanecer entre os países mais desiguais.

“Essa é exatamente a situação em que nós nos encontramos. O Congresso deve se manifestar e iniciar uma trajetória de mudança, ainda que com um 1º passo modesto”, disse, em coletiva de imprensa virtual, durante a apresentação do relatório “Retrato da Desigualdade e dos Tributos Pagos no Brasil”.

O estudo, elaborado por um consórcio de economistas liderado pelo EU Tax Observatory em parceria com a Receita Federal, mostra que o 1% mais rico concentra 27,4% da renda nacional.

Dentro desse grupo, a desigualdade é ainda mais concentrada: o 0,1% mais rico (150 mil pessoas) detém 12,4% de toda a renda, enquanto o 0,01% do topo (15 mil pessoas, com média de R$ 23 milhões anuais) fica com 6,1%.

Apesar da renda elevada, esses grupos são proporcionalmente menos tributados. Milionários com ganhos anuais acima de R$ 5,5 milhões pagam apenas 20,6% de sua renda em tributos, contra até 50% da classe média. Nos Estados Unidos, indivíduos na mesma faixa de renda contribuem, em média, com 36%.

REGRESSIVIDADE

Segundo os autores, a regressividade decorre de três fatores principais: dependência de tributos sobre consumo, que pesam mais sobre os mais pobres; isenção de dividendos, que beneficia os mais ricos; e incentivos/deduções que reduzem a carga das grandes empresas muito abaixo da alíquota nominal de 34%.

Gabriel Zucman, diretor do EU Tax Observatory, afirmou que pela primeira vez é possível medir de forma abrangente a desigualdade no Brasil ao conectar dados de empresas a seus acionistas. “A concentração de renda é significativamente maior do que se supunha, e as pessoas ultrarricas pagam relativamente pouco tributo em perspectiva internacional”, disse.

Haddad afirmou que há um clamor social por maior justiça tributária e que apenas “um grupo extremado” resiste no Congresso. Para ele, a aprovação de reformas, mesmo que graduais, representaria um marco histórico.

“Talvez pela 1ª vez na história do Brasil, o Congresso deve se manifestar na direção da busca de maior igualdade em nosso país”, declarou.



Autor Poder360 ·


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), defendeu que a recém-criada federação União Progressista (UPb) – resultado da fusão entre União Brasil (UB) e Progressistas (PP) – assuma posição firme de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a primeira convenção do grupo, Caiado também fez um apelo pelo lançamento de candidaturas próprias da direita à Presidência em 2026.

“Busque seu candidato, mostre seu potencial, coloque na pista. Quem tiver mais competência chega ao segundo turno”, afirmou, ao lado da primeira-dama, Gracinha Caiado.

No discurso, o governador ressaltou que uma federação do porte da União Progressista não pode conviver com lideranças indecisas sobre apoiar ou não o governo.

“Um partido precisa ter lado, rumo e posição clara. Para superar a crise que o país enfrenta, é fundamental lançar candidatura própria, assumir protagonismo e deixar evidente que a solução passa por derrotar Lula em 2026”, disse.

Caiado elevou o tom ao criticar a atuação do PT. Para ele, não é possível enfrentar o governo federal “de joelhos”, mas sim “de cabeça erguida e sem medo”, diante do que classificou como práticas de “massacre aos opositores”.

Apontado como pré-candidato do bloco, o governador citou conquistas de sua gestão em Goiás como credenciais para a disputa presidencial e reafirmou disposição em liderar a reação da direita.

“Temos responsabilidade com o futuro do país e, com a estrutura criada hoje, vamos dar rumo político à nação. Vamos libertar o Brasil das garras do PT e das facções criminosas”, declarou.

Ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB) endossou o discurso de Caiado e disse que neste momento não há espaço para “fracos e omissos”. Ao defender que os brasileiros precisam de políticos corajosos, pontuou que isso “impõe assumir lado e posição”.

Para o baiano, o momento de hoje do Brasil não abre espaço para a indecisão.

“Se nós queremos que o nosso lado seja do povo brasileiro, nós temos que ter a consciência que o nosso lado é contra o PT”, afirmou.

O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, voltou a criticar a gestão do presidente Lula e comparou os últimos quatro anos a um “longo e decepcionante outono”. Segundo ele, o atual governo estaria preso ao passado e incapaz de projetar o futuro do país.

Para Ciro, o Brasil não pode permanecer em um “velório indefinido da esquerda”, e a nova federação partidária nasce justamente para consolidar uma posição conservadora, reafirmando que o país tem condições de retomar o crescimento e ocupar seu lugar de destaque no cenário internacional.

Bloco conta com 6 governadores e 15 senadores

Com a federação, o UPb soma 109 deputados federais, 15 senadores, 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais e quatro distritais, além de seis governadores.

“Entregamos ao país aquilo que chamo da bússola da política brasileira com a instalação dessa federal”, afirmou Ciro Nogueira.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB), classificou a formação da federação como uma decisão histórica para o futuro do Brasil.

“É momento de fortalecimento das instituições políticas do país e de um grande desejo da política nacional, que é termos a diminuição das legendas partidárias para defendermos programas, ideias para um país com a complexidade do Brasil”, frisou.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Liderada pelo deputado Clécio Alves, do Republicanos, a Frente Parlamentar pela Erradicação dos Lixões no Estado de Goiás realizou, nesta quarta-feira, 23, uma vistoria no depósito de resíduos sólidos de Santo Antônio do Descoberto, município do Entorno do Distrito Federal. O objetivo da diligência foi verificar as operações das instalações e avaliar a conformidade com as normas ambientais e sanitárias, em alinhamento com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que visa à gestão sustentável de detritos e a eliminação dos lixões no Brasil.

Alves apontou que a frente parlamentar busca soluções para os mais de 130 lixões ainda ativos em Goiás, segundo dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Ao chegar ao local, o parlamentar ressaltou a urgência em resolver a questão do lixão de Santo Antônio do Descoberto, que causa graves danos ao meio ambiente. Ele informou que a Secretaria de Meio Ambiente e a prefeita Jéssica do Premium, esposa do deputado André do Premium, já haviam sido notificados sobre a diligência.

Clécio Alves enfatizou a necessidade de destinar o lixo para o aterro sanitário de Águas Lindas, que, segundo ele, fica próximo ao local. “É muito fácil, é só pegar esse lixo que os caminhões estão descarregando e levar para o aterro, onde será destinado da forma correta, e vai deixar de contaminar o lençol freático. Isso aqui é muito grave, é muito sério”, afirmou o deputado. Ele destacou, ainda, que a despesa do município com saúde, em decorrência dos impactos do aterro irregular, é “impagável, incalculável”.

O deputado lamentou que, apesar de o encerramento do lixão de Santo Antônio do Descoberto ter sido previsto para outubro de 2024, nada foi cumprido. Ele relembrou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu prazos para a erradicação desses locais de descarte desde 2010, com prorrogações até 2021, e que houve programas do governo federal para a construção de aterros, mas a situação persiste.

O presidenre da frente alertou para as condições desumanas em que vivem os catadores de resíduos no local, descrevendo a situação como análoga à escravidão, com pessoas expostas a todo tipo de risco sanitário, em meio a urubus, moscas e animais. Ele também destacou o risco de explosões e incêndios devido ao chorume e aos gases gerados no depósito.

Modelo

O parlamentar citou o exemplo de Senador Canedo, onde não existem mais catadores de resíduos nos lixões, pois foram cadastrados e contratados para trabalhar no aterro sanitário do município. Afirmou que o mesmo modelo deve ser buscado para Santo Antônio do Descoberto e demais municípios goianos.

Ele ressaltou que a frente parlamentar, sob sua presidência e com o apoio de outros deputados estaduais, do governador Ronaldo Caiado, prefeitos, vereadores, Ministério Público e órgãos ambientais, está empenhada em erradicar os lixões em Goiás. “Nem que seja a única bandeira do nosso mandato, isso vai acabar em pouco tempo, custe o que custar”, declarou o deputado. Po fim, informou ter conversado com o governador Ronaldo Caiado (UB), que demonstrou foco na questão, com o objetivo de tornar Goiás um estado livre de lixões.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Arena BRB, responsável pela gestão do estádio, protocolou ação judicial contra Antonio Carlos Camilo Antunes por inadimplência e rescisão antecipada de contrato

Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, está sendo processado pela Arena BRB por dívida referente ao aluguel de camarote no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

A ação judicial foi protocolada em 10 de julho de 2025 na 2ª Vara Cível em Brasília. O lobista, investigado pela PF (Polícia Federal) no esquema de descontos indevidos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), teria oferecido o espaço para autoridades do órgão e do Ministério da Previdência, segundo informações da coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles.

A cobrança judicial começou depois que Antunes deixou de pagar o aluguel em maio de 2025, período que coincide com a deflagração da operação Sem Desconto pela PF. O contrato de locação do camarote, iniciado em fevereiro de 2023, deveria vigorar até fevereiro de 2027, mas foi rescindido antecipadamente.

A administração da Arena BRB move a ação contra o lobista e sua empresa, a Prospect Consultoria Empresarial. O valor total cobrado é de R$ 60.700, que inclui R$ 11.464,36 de mensalidade não paga e R$ 47.324,31 de multa contratual pela rescisão antecipada, com valores corrigidos até a data da ação.

As investigações da Polícia Federal apontam Antunes como um dos principais operadores do esquema e indicam que a Prospect Consultoria teria sido usada para repassar propina a integrantes do INSS.

O camarote alugado pelo lobista era o de número 309, situado na ala sul do estádio Mané Garrincha. O valor mensal pago pelo espaço era de R$ 11.188,89.

O Ministério da Previdência não se manifestou sobre o assunto.



Autor Poder360 ·