1 de julho de 2026
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Ministro do STF afirmou que não há indícios de participação dos congressistas em irregularidades no desembarque de voo privado vindo de São Martinho

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes arquivou, nesta 5ª feira (21.mai.2026), a investigação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), no caso da entrada de bagagens no Brasil sem fiscalização aduaneira.

Na íntegra, de acordo com o G1, Moraes escreveu: “O fato dos mencionados parlamentares estarem presentes no referido voo não representa circunstância indicativa de qualquer participação nos crimes objeto de investigação, pois as imagens acostadas aos autos demonstra que os passageiros se submeteram ao correto procedimento de fiscalização”

A investigação foi aberta depois da chegada de um voo particular ao Aeroporto Executivo Internacional São Paulo Catarina, em São Roque (SP), em 20 de abril de 2025. A aeronave retornava da ilha caribenha de São Martinho e pertencia ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, sócio de uma empresa de apostas on-line e alvo da CPI das Bets no Senado.

Também estavam no voo os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Moraes determinou o arquivamento da apuração em relação a todos os congressistas.

Na decisão, o ministro determinou o retorno das investigações sobre os demais investigados no caso para a 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), por não terem foro privilegiado. 

INVESTIGAÇÃO DO CASO

O caso chegou ao STF depois de a Polícia Federal identificar congressistas com foro privilegiado entre os passageiros do voo. O processo foi enviado à PGR (Procuradoria-Geral da República) em 24 de abril de 2026 e teve a tramitação publicada pelo STF em 27 de abril, quando o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 5 dias para manifestação da PGR.

Em 12 de maio, o presidente da Câmara, Hugo Motta, negou irregularidades no voo particular realizado em 2025. O senador Ciro Nogueira também estava na aeronave. Motta afirmou ter “plena convicção” de que a PGR concluiria que ele e a mulher cumpriram todos os procedimentos exigidos.

Durante a investigação, a PF declarou não ser possível identificar a quem pertenciam os volumes transportados nem comprovar eventual participação de autoridades com foro privilegiado. Segundo relatório da corporação divulgados pelo G1, entre os itens estavam sacolas plásticas e de papel, caixas sem identificação, edredom, mochila e mala de viagem. A PF informou ainda que a mala e a mochila já haviam passado anteriormente pelo raio-x.



Autor Poder360 ·


O Governo do Ceará empossou 37 delegados em 17 de março de 2022; 94 novos delegados foram nomeados na 6ª feira (15.mai.2026)

O ex-ministro Ciro Gomes declarou neste sábado (16.mai.2026), durante o lançamento da sua pré-candidatura ao governo do Ceará, que o Estado não empossa delegados desde 2016. O Governo do Ceará, porém, nomeou 37 funcionários para o cargo em 17 de março de 2022.

“Sabe quantos delegados de polícia foram contratados nos últimos 10 anos por esses frouxos que governam o Ceará? Nenhum. Vocês estão me entendendo? Dez anos, os mais graves 10 anos da vida comunitária do Ceará”, declarou Ciro durante evento em Fortaleza (CE).

A posse dos 37 delegados foi assinada pelo senador e ex-governador Camilo Santana (PT-CE). Na ocasião, declarou que a medida seria uma forma de “reforçar as delegacias 24 horas”.

O governo do Ceará também empossou na 6ª feira (15.mai.2026) mais 94 delegados para a Polícia Civil do Ceará, aprovados em um concurso público realizado em 2025. Ciro Gomes cita o exame e declara que “não entrou nenhum ainda”. A turma aprovada deve realizar o curso de formação com 824 horas/aula ministrado pela Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará para atuar na área.

Assista à fala de Ciro Gomes (1min44s):

PRÉ-CANDIDATURA AO GOVERNO DO CEARÁ

O PSDB realizou neste sábado (16.mai.2026) o lançamento da pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará. O evento político foi realizado no Centro Educacional Evandro Ayres de Moura, em Fortaleza (CE). A cerimônia estava marcada para às 9h, mas o ex-ministro chegou ao evento às 11h20.

Em seu discurso, Ciro classificou como “frouxos” os atuais governadores do Estado –Elmano Freitas (PT) e o vice-governadora Jade Romero (MDB)– e disse que o Ceará “deve ser governado pelos cearenses”. Afirmou ser “leal e grato” ao Estado.

O ex-ministro afirmou que convidará o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil), para ser vice-candidato. A candidatura ainda não foi confirmada pelo partido. Também disse que o ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil) será candidato ao Senado.



Autor Poder360 ·


Investigação cita hospedagens, jantares e até compra de roupas de inverno; defesa nega irregularidades

A Polícia Federal afirma ter identificado ao menos 3 viagens internacionais do senador Ciro Nogueira (PP-PI) custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo hospedagens em hotéis de luxo, jantares e compras de roupas para férias na neve. Segundo a investigação, o congressista também recebia repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil ligados ao empresário.

As informações foram reveladas pela TV Globo na 6ª feira (8.mai.2026) a partir de documentos da Operação Compliance Zero, investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e favorecimento político ligado ao Banco Master.

De acordo com a apuração da Globo, investigadores analisaram celulares apreendidos na 1ª fase da operação, realizada em novembro de 2025. A partir do material, a PF reuniu comprovantes bancários, registros de viagens e trocas de mensagens que, segundo a investigação, indicam relação financeira entre Vorcaro e o senador.

A polícia sustenta que a CNFL, empresa administrada por Raimundo Neto Nogueira, irmão de Ciro, era usada para operacionalizar os repasses. A filha do senador, Maria Eduarda Nogueira, também aparece como sócia da companhia.

Segundo os investigadores, empresas ligadas ao banqueiro fizeram depósitos na CNFL, apontada pela PF como estrutura criada para ocultar pagamentos destinados ao congressista. A apuração indica ainda que a empresa recebia recursos em dinheiro vivo.

A investigação identificou 265 depósitos em espécie feitos por Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário ligado a Ciro Nogueira. As movimentações somaram R$ 3,5 milhões em menos de 4 anos, segundo a PF. Parte da origem do dinheiro ainda é apurada.

A Polícia Federal também detalha viagens atribuídas ao grupo. Em abril de 2024, Ciro esteve em Paris. No mês seguinte, segundo a investigação, viajou com Vorcaro para Nova York, onde teria ficado hospedado em hotel de alto padrão e participado de jantares pagos pelo banqueiro.

Já em janeiro de 2025, os 2 teriam ido juntos a Courchevel, estação de esqui nos Alpes Franceses frequentada pela elite europeia. Segundo a PF, Vorcaro arcou inclusive com roupas de frio usadas pelo senador.

Os investigadores afirmam que os benefícios recebidos tinham relação com a atuação política de Ciro Nogueira. A suspeita é de que o senador tenha usado o mandato no Congresso para defender interesses do banqueiro.

O inquérito também elevou a pressão sobre a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro na 3ª feira (5.mai). Segundo investigadores citados pela Globo, o banqueiro omitiu na proposta qualquer referência aos pagamentos mensais e às viagens atribuídas pela PF ao senador. Ao ser questionado, teria alegado manter apenas amizade com Ciro.

A PF avalia, preliminarmente, que a colaboração não trouxe elementos novos relevantes para a investigação. Por isso, pediu que Vorcaro deixe a Superintendência da corporação e retorne à Penitenciária Federal de Brasília.

Na 5ª feira (7.mai.2026), o ministro André Mendonça mandou suspender as atividades da CNFL. Raimundo Nogueira foi alvo de buscas e passou a usar tornozeleira eletrônica.

A defesa de Ciro Nogueira negou que Vorcaro tenha financiado viagens do senador ou de familiares. Os advogados confirmaram encontro dos 2 em Nova York, mas disseram que a passagem foi paga pelo próprio congressista.

Em relação ao apartamento de alto padrão citado pela PF, a defesa afirmou, segundo o Jornal da Globo, que Vorcaro emprestou o imóvel “como amigo” para a namorada de Ciro morar temporariamente em São Paulo, onde ela ficou por 3 meses.

Os advogados também declararam que os depósitos em espécie feitos por Bernardo Filho correspondem a vendas de uma loja de motos ligada ao senador e disseram haver documentos que comprovariam as operações.

Raimundo Nogueira negou irregularidades.

Em nota publicada no Instagram, Ciro Nogueira declarou ser alvo de perseguição política. O senador afirmou que já enfrentou situação semelhante em 2018 e escreveu que sua inocência foi comprovada à época.

“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, afirmou o senador, que assinou a nota como “um cidadão completamente indignado”.

Eis a íntegra da nota de Ciro Nogueira:

“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo:

“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.
Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.

“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?

“Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim.
Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons.

“Obrigado pelas manifestações de apoio e carinho comigo e com a minha família. Que Deus continue abençoando o Piauí e o Brasil.
Vamos com tudo!

“Atenciosamente,
um cidadão completamente indignado
Senador Ciro Nogueira.”


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Autor Poder360 ·


A influenciadora se juntou ao movimento que está boicotando a Havaianas depois de propaganda considerada política

A filha do senador Ciro Nogueira (PP-PI), a influenciadora Duda Nogueira, postou nesta 3ª feira (23.dez.2025) em seu perfil no Instagram uma foto de um par de chinelos da marca Ipanema. Na imagem, a influenciadora marcou a empresa e comentou com um coração seguido da bandeira do Brasil.

Veja a publicação:

A publicação se deu depois de um movimento de políticos de oposição ao governo do presidente Lula (PT) usarem as redes sociais para pedir boicote à Havaianas depois de uma peça publicitária com a atriz Fernanda Torres. Na campanha, a atriz afirma que não quer que as pessoas “comecem o ano com o pé direito”, frase interpretada como um posicionamento político. 

No vídeo, Fernanda Torres diz: “Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte. Mas, vamos combinar, sorte não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os 2 pés. Os 2 pés na porta, os 2 pés na estrada, os 2 pés na jaca, os 2 pés onde você quiser. Vai com tudo de corpo e alma, da cabeça aos pés”.

Entre as reações, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a deputada Bia Kicis (PL-DF) já pediram boicote à marca nas redes sociais.



Autor Poder360 ·


DANOS MORAIS

Esse valor será pago aos advogados dos jornalistas da revista Veja

Pedetista encontra-se no Rio de Janeiro para cumprir agenda que tratará o caso (Foto: Mário Miranda/Amcham/Divulgação)

Ciro Gomes foi derrotado em processo por danos morais que moveu na Justiça de São Paulo contra a revista Veja e os jornalistas Nonato Viegas e Hugo Marques. Em razão disso, terá de pagar R$ 13,1 mil aos advogados dos jornalistas.

O processo foi movido em razão da reportagem intitulada “O esquema cearense”, publicada nas eleições de 2018. Ex-governador do Ceará, Ciro era, então, candidato a presidente da República pelo PDT.

O texto dizia que a procuradoria da República apurava a existência de um esquema de extorsão contra empresários do Estado e afirmava que um ex-tesoureiro do Pros (Niomar Calazans) implicava Ciro no caso.

Na reportagem, Niomar dizia que o esquema era utilizado para financiar campanhas eleitorais e que Ciro e seu irmão Cid Gomes haviam comprado por R$ 2 milhões o controle do partido no Ceará durante as eleições de 2014.

O ex-governador disse à Justiça que as acusações eram “levianas, ofensivas e inverídicas” e que a revista, sem dispor de provas, jamais poderia ter publicado o texto.

Ciro afirmou no processo que a reportagem havia sido publicada no mesmo dia em que teve início o horário eleitoral na TV e no rádio e que o seu objetivo era ferir a sua candidatura.

Segundo ele, os jornalistas extrapolaram a liberdade de imprensa para “atacar, ofender e manchar, de forma falaciosa e irresponsável”, a sua reputação, vinculando-o “de forma inverídica” aos escândalos da Lava Jato. O ex-governador queria R$ 100 mil de indenização.

A Justiça de São Paulo, no entanto, não aceitou a argumentação. O juiz Rogério de Camargo Arruda disse em sua sentença que a publicação não extrapolou o direito de informar, estando lastreada em fatos de interesse público. O magistrado destacou que a reportagem foi baseada não apenas na entrevista, mas também em delações premiadas homologadas na Lava Jato.

Ciro recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça, mas também não obteve sucesso. Como já transitou em julgado, não cabe mais recurso. O ex-governador foi condenado a pagar os chamados honorários de sucumbência dos advogados dos jornalistas.

Autor maisgoias@maisgoias.com.br