Michelle Ramalho participou de painel sobre jogos eletrônicos e apostas on-line no 2º dia do 14º Fórum de Lisboa
A vice-presidente da CBF, Michelle Ramalho, declarou nesta 3ª feira (2.jun.2026) que “muitos ignorantes falam que as bets têm que acabar, mas as bets são tão vítimas quanto as federações”.
A declaração foi feita durante um painel sobre jogos eletrônicos e apostas on-line, realizado no 2º dia do 14º Fórum de Lisboa. Também participaram Alexandre Fonseca, CEO da Superbet Apostas Esportivas, e Guilherme Figueiredo, diretor de Assuntos Públicos da Betano Brasil, Kaizen Gaming.
“Não se pode mais falar hoje em futebol sem bets. Temos que desmistificar esse rótulo que muitos falam como se as bets fossem o autor das manipulações de resultados. […] Qual é a bet que vai querer que aquele jogo seja manipulado?”, declarou Ramalho.
A vice-presidente da CBF afirmou que as casas de apostas regulamentadas são “vítimas desses rótulos errados” e que empresas como a Superbet e a Betano “estão fazendo um trabalho muito sério”.
“É muito importante tipificar as casas de apostas que não estão legalizadas. Não temos uma lei severa para isso. E não é justo com quem está legalizado, fazendo tudo certinho, concorrer com as casas ilegais. […] O Congresso precisa abrir os olhos para isso”, disse.
Alexandre Fonseca, da Superbet, disse que atribuir o endividamento das famílias brasileiras ao segmento de apostas não se sustenta em dados. “O público feminino e de baixa renda está entre os mais endividados. Já o nosso cliente é majoritariamente masculino e de renda maior. O principal núcleo de endividamento está no cartão de crédito e nós não aceitamos. O mercado ilegal aceita, mas o regulamentado só aceita Pix”, afirmou.
“Todo problema na sociedade brasileira atribui-se a bets. Mas as bets não são um fenômeno novo, foi apenas regulamentado. E a regulamentação no Brasil funciona”, completou.
Guilherme Figueiredo, da Betano Brasil, comentou sobre os programas do governo, como Bolsa Família e Desenrola, que usam ferramentas como reconhecimento fácil para impedir que beneficiários façam apostas on-line. Destacou que são medidas importantes, mesmo que as bets não tenham relação com o endividamento.
Figueiredo citou também que “a portaria de Jogo Responsável é um exemplo para a América Latina” e pediu que políticos e influenciadores defendam o mercado regular no Brasil.
“Nós estamos sofrendo um ataque de vários setores por estarmos tudo no mesmo balaio. Mas ou você defende o jogo legalizado ou você estará defendendo o jogo ilegal”, declarou.
14º FÓRUM DE LISBOA
O tema do Fórum de Lisboa deste ano é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. Todos os debates serão realizados de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa.
O evento terá a presença de nomes como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O número total de participantes no Fórum de Lisboa aumentou de 360 em 2025 para 450 em 2026. É um recorde para o evento. Mas o total de autoridades brasileiras caiu com relação ao ano passado –a única exceção é no Legislativo, que terá 2 congressistas a mais neste ano. A mudança de embocadura do tema central do encontro, mais globalizado, é a razão de haver mais palestrantes de outros países e não apenas do Brasil e de Portugal.
O 14º Fórum de Lisboa recebeu o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, dado pelo presidente português a iniciativas, eventos, congressos, projetos ou comemorações que são considerados de especial interesse público, relevância cívica, cultural, científica, social ou econômica para Portugal.
Não se trata de conceder financiamento ou apoio material. É uma chancela de reconhecimento e prestígio institucional.
A distinção, segundo a organização do evento, “reconhece a relevância institucional, acadêmica e cívica do evento, bem como sua contribuição para o fortalecimento do debate democrático e para a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, pelo Brasil e pela comunidade internacional”.
Leia mais sobre o 1º dia do 14º Fórum de Lisboa:
CBF fecha patrocínio com a Volkswagen para seleções masculina e feminina
Lidiane 3 de fevereiro de 2026
Contrato válido para 2026 e 2027 foi oficializado em cerimônia no Rio de Janeiro com a presença do técnico Carlo Ancelotti
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) firmou na 2ª feira (2.fev.2026) um acordo de patrocínio com a Volkswagen para todas as seleções brasileiras, masculinas e femininas. O contrato, válido para os anos de 2026 e 2027, foi anunciado em cerimônia na sede da federação no Rio de Janeiro. A montadora alemã retorna como parceira da CBF depois de 12 anos.
O evento de oficialização contou com a presença do técnico Carlo Ancelotti, do presidente da CBF, Samir Xaud, e de executivos da Volkswagen. Os valores do contrato não foram divulgados durante a cerimônia.
A parceria abrange todas as categorias das seleções nacionais durante o biênio 2026-2027, período considerado estratégico por coincidir com o ciclo da próxima Copa do Mundo.
Samir Xaud, presidente da CBF, afirmou: “Esse contrato de patrocínio celebra não apenas marcas, mas histórias que caminham juntas com o povo brasileiro, e essa conexão emocional reforça a natural sintonia entre a montadora e nossas seleções”, disse.
O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, disse que a parceria representa uma união simbólica entre marcas históricas do país. Segundo ele, a Volkswagen faz parte da trajetória do Brasil. O treinador afirmou ainda que a lista final de convocados para a próxima Copa do Mundo ainda não foi definida.
Já o CEO da Volkswagen no Brasil, Ciro Possobom, afirmou que a empresa vê no patrocínio uma oportunidade de associar sua marca ao ciclo mais relevante do futebol nacional. Segundo ele, a parceria conecta a experiência e o portfólio da montadora à força institucional da Seleção Brasileira.
Candidato único, Samir Xaud tem apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes; 20 agremiações optaram por não participar do pleito
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) realizará no domingo (25.mai.2025) uma eleição com urna eletrônica pela 1ª vez. O pleito, a partir das 10h30 no Rio, escolherá o novo presidente da entidade. Samir Xaud é candidato único ao cargo.
O colégio eleitoral é formado por 27 federações estaduais de futebol e 40 clubes, sendo 20 da Série A e 20 da Série B do Campeonato Brasileiro. A votação será exclusivamente presencial, já que nenhum clube solicitou a opção de voto à distância dentro do prazo estabelecido.
O processo de votação será em duas etapas. A 1ª definirá presidente e vice-presidentes. A 2ª elegerá os integrantes do Conselho Fiscal. Mesmo com candidatura única, os eleitores terão a opção de voto nulo.
Fernando Sarney, interventor nomeado pela Justiça do Rio de Janeiro, convocou a eleição na 6ª feira (16.mai). Ele integra a chapa de Xaud como candidato a vice-presidente.
Samir Xaud tem 41 anos e, caso seja confirmado na CBF, precisará renunciar à presidência da FRF (Federação de Roraima de Futebol), cargo para o qual foi eleito recentemente com mandato previsto para começar em 2027. A legislação brasileira proíbe o acúmulo das duas funções.
A chapa “Futebol para Todos: Transparência, Inclusão e Modernização” conseguiu apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes. Este número supera significativamente a cláusula de barreira, que exige respaldo de no mínimo 8 federações e 5 clubes para validar uma candidatura.
A chapa completa de Samir Xaud inclui 8 candidatos a vice-presidentes: Ednailson Leite Rozenha, Fernando José Macieira Sarney, Flavio Diz Zveiter, Gustavo Dias Henrique, José Vanildo da Silva, Michelle Ramalho Cardoso, Ricardo Augusto Lobo Gluck Paul e Rubens Renato Angelotti. Para o Conselho Fiscal, concorrem como membros efetivos Simon Riemann Costa e Silva, Eduardo Rigotto Netto e Frederico Ferreira Pedrosa, além dos suplentes Francinaldo Kennedy Lima Barbosa, Manoel Rodrigues Neto e Rodrigo Ferreira La Rosa.


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