Vídeo mostra tiroteio por briga de herança dentro de casa em Goiás – Surgiu
Lidiane 5 de junho de 2024
A Polícia Militar prendeu um homem suspeito de atirar contra a casa do sobrinho, em uma fazenda localizada em Moiporá, no oeste goiano. Um vídeo mostra os momentos de tensão vividos pela família. Segundo os militares, uma das vítimas contou que a motivação do crime é uma briga por herança.
O crime aconteceu na segunda-feira (3). Na filmagem, é possível ouvir os disparos feitos contra a casa da família. Uma mulher, que grava o vídeo, fica muito nervosa e começa a gritar pelos outros moradores, para checar se eles estavam bem.
O vídeo também mostra quando a mulher também conversa com uma criança, que tomava banho durante o tiroteio. Ela acalma a menina, para que ela não ficasse ainda mais assustada. “Está tudo bem, meu amor. Foi só um susto”, diz a mulher.
Um dos moradores da casa chamou a polícia e explicou que o atirador é seu tio. Segundo a vítima, os dois são vizinhos de fazenda, mas têm uma convivência conturbada há cerca de 5 anos por conta da partilha de uma herança.
Os policiais informaram que o suspeito foi localizado e preso com três armas de fogo: uma pistola 9 milímetros, um rifle Carabina-22 e uma espingarda de pressão 5.5, além de diversas munições. Vítimas e o suspeito foram levados para a Delegacia de São Luís de Montes Belos, onde o tio foi autuado.
Vídeo mostra tiroteio por briga de herança dentro de casa em Goiás, diz polícia | Goiás
Lidiane 5 de junho de 2024
Vídeo mostra família em pânico durante tiroteio por briga de herança, diz PM
A Polícia Militar prendeu um homem suspeito de atirar contra a casa do sobrinho, em uma fazenda localizada em Moiporá, no oeste goiano. Um vídeo mostra os momentos de tensão vividos pela família (assista acima). Segundo os militares, uma das vítimas contou que a motivação do crime é uma briga por herança.
O g1 não localizou a defesa do suspeito até a última atualização da reportagem.
O crime aconteceu na segunda-feira (3). Na filmagem, é possível ouvir os disparos feitos contra a casa da família. Uma mulher, que grava o vídeo, fica muito nervosa e começa a gritar pelos outros moradores, para checar se eles estavam bem.
O vídeo também mostra quando a mulher também conversa com uma criança, que tomava banho durante o tiroteio. Ela acalma a menina, para que ela não ficasse ainda mais assustada. “Está tudo bem, meu amor. Foi só um susto”, diz a mulher.
Um dos moradores da casa chamou a polícia e explicou que o atirador é seu tio. Segundo a vítima, os dois são vizinhos de fazenda, mas têm uma convivência conturbada há cerca de 5 anos por conta da partilha de uma herança.
Os policiais informaram que o suspeito foi localizado e preso com três armas de fogo: uma pistola 9 milímetros, um rifle Carabina-22 e uma espingarda de pressão 5.5, além de diversas munições. Vítimas e o suspeito foram levados para a Delegacia de São Luís de Montes Belos, onde o tio foi autuado.
O g1 entrou em contato com a Delegacia de São Luís de Montes Belos para saber se alguma medida protetiva foi concedida à família ameaçada, já que o suspeito é vizinho da propriedade, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Goiás líder na B, Atlético conquista primeira vitória na Série A e Vila Nova continua sem vencer fora de casa
Lidiane 3 de junho de 2024
#Esporte | O Goiás venceu por 3 a 0 em casa, o Sport (PE), na sexta-feira (31/05) e assumiu a liderança do Campeonato da Série B. Na mesma competição, o Vila Nova apenas empatou fora de casa contra a Chapecoense por 1 a 1 e continua sem vitórias, fora de Goiânia. Já o Atlético Goianiense, ganhou pela primeira vez na Série A deste ano. O clube goiano venceu no sábado (01/06) o Vitória (BA), em Salvador, por 2 a 0.
O jogo entre Goiás e Sport no Estádio da Serrinha, em Goiânia, foi um confronto direto na disputa pelo G4 e uma oportunidade para o time Esmeraldino assumir a primeira colocação da Série B, em caso de vitória. Foi o que aconteceu. A conquista veio com gols de Wellington, Marcão e Luiz Henrique. Para terminar a rodada na liderança, o Goiás tem que torcer para Santos (SP) e América (MG) não ganharem as suas partidas que irão acontecer nesta segunda-feira (03/06) e na terça-feira (04/06), respectivamente.
Na Série A, o primeiro triunfo do Atlético Goianiense veio fora de casa contra o Vitória (BA), com gols de Vágner Love e Gabriel Baralhas. Mesmo com a vitória, o time goiano continua na zona de rebaixamento, mas agora é o 18º colocado (antepenúltimo) com quatro pontos. A próxima partida do Dragão já acontece nesta quarta-feira (05/06) fora de casa contra o Juventude (RS), em partida que havia sido adiada da quinta rodada da competição.
Vila Nova
Não foi desta vez que o Tigrão conquistou a primeira vitória fora de casa na Série B. Neste domingo (02/06), a equipe goiana até saiu na frente da Chapecoense (SC), em Chapecó, com gol de Alesson. Mas aos 48 minutos do segundo tempo, o time catarinense empatou com gol de Habraão. Com o resultado, o Vila Nova está em nono lugar na competição com 11 pontos , a 4 do G4.
Série C
A Aparecidense perdeu mais uma pela Série C. Desta vez, a derrota foi para o Confiança (SE) por 3 a 1, em Aracaju, no sábado (01/06). Os gols dos sergipanos foram marcados por Willians Santana, Lucas Rian e André Lima. O gol dos goianos foi marcado por Dudu. Com a terceira derrota em seis jogos, a equipe goiana caiu para a 15ª colocação com cinco pontos.
Goianos na Série D
O líder do grupo A5 é o Anápolis que venceu neste domingo (02/06) o lanterna Real Brasília (DF) fora de casa por 1 a 0.
O Iporá confirmou o favoritismo em casa e venceu o Mixto (MT), também no domingo (02/06), por 2 a 1. O time goiano é o terceiro colocado com 11 pontos.
O Crac empatou no sábado (01/06), em Rondonópolis, contra o União (MT) por 0 a 0 e se mantém no G4 do grupo com 9 pontos.
Foto: Victor Ferreira/ EC Vitória
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Governador Ronaldo Caiado entregou as chaves das moradias a famílias em situação de vulnerabilidade social; município é o quinto contemplado neste mês
O município de Davinópolis foi o quinto contemplado com casas a custo zero neste mês de maio. A entrega foi realizada nesta segunda-feira (27/05) pelo governador Ronaldo Caiado, que recebeu as 50 famílias sorteadas com imóveis do programa Pra Ter Onde Morar – Construção. “É com muita alegria que estou aqui. Vocês vão se sentir muito orgulhosos de viver nessas casas, construídas com capricho e acabamento de qualidade”, afirmou aos contemplados.
As unidades habitacionais receberam investimento de R$ 6,5 milhões, por meio da Agência Goiana de Habitação (Agehab) e da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra). Prontas para mudar, elas possuem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, com uma área construída média de 42 metros quadrados. O condomínio está localizado no Residencial Conquista, em terreno doado pela prefeitura de Davinópolis, com infraestrutura de asfalto e iluminação pública.

A alegria é compartilhada pela diarista Maria Rocha da Silva, de 48 anos. “Vai ser bom ter onde morar e não precisar depender de favor. Já fiz várias inscrições e nunca tinha conseguido”, lembrou. No sorteio desta vez, ela também havia ficado de fora, mas entrou para o cadastro de reserva. “Eles me ligaram e chamaram para organizar os papéis”. A dona de casa Luciana Ferreira, 42 anos, também recebeu as chaves. “Eu moro numa casa de aluguel que estava quase caindo aos pedaços”, disse.

Para o governador, os depoimentos servem como estímulo para a construção de mais casas em cidades como Davinópolis, que possui menos de 2 mil habitantes. “Essas cidades menores, distantes de Goiânia, muitas vezes eram esquecidas e não recebiam programas sociais como este”, destacou. Somente neste mês, foram sorteadas unidades em Perolândia, Israelândia, Fazenda Nova, Montividiu, Santa Helena de Goiás, Porteirão, Abadiânia e Piracanjuba, entre outros.
Reconhecimento
As moradias são entregues com as escrituras, com garantia de segurança jurídica aos proprietários. Desde a inscrição até o sorteio, o processo segue regras definidas em edital, o que foi elogiado pelo deputado federal José Nelto. “Neste governo, não tem essa de pedir político, deputado ou prefeito. Recebe quem realmente precisa”, frisou. O prefeito de Davinópolis, Diogo Rosa, afirmou que a modalidade “custo zero” ajuda muitas famílias a sair do aluguel, porque não demanda nenhum tipo de contrapartida.
Balanço
O programa “Pra Ter Onde Morar – Construção” foi lançado em 2021. Atualmente são 3.657 casas em construção no estado, 610 prestes a iniciar, 1.007 já concluídas e 1.465 já entregues, de acordo com a Agehab. Mais de 140 municípios foram beneficiados. “Goiás é um estado rico e em cinco anos de governo já mudou totalmente em relação ao que era. E as pessoas sentem que não é mudança só no outdoor ou na propaganda, elas percebem a diferença na vida delas”, finalizou Caiado.

O amor que nutre pelos animais é de tal forma que acabou por ceder a própria casa aos animais. Maria… [[{“value”:”
O amor incondicional pelos animais guia a vida de Maria Benedita Thomaz Zanucoli, uma dona de casa de 60 anos, residente na Chácara Flora, em Araraquara, São Paulo.
Mesmo usando um andador e enfrentando doses diárias de morfina devido ao tratamento contra um câncer na bacia, Maria não deixa de cuidar (com imensa dedicação) de 110 cães e gatos ao lado de seu marido, Joel Zanucoli, de 56 anos.
Seu amor pelos animais é tão grande que eles cederam sua própria casa para eles, enquanto o casal dorme em um carro até conseguir concluir a construção de um espaço para abrigá-los, conforme relatado pelo G1.
“Estamos vivendo no carro há cerca de 10 meses a 1 ano, porque dentro de casa agora é o lar dos meus filhos de quatro patas. Vamos permanecer aqui até eu conseguir terminar a construção do canil e eles terem o próprio espaço novamente. Faço de tudo e mais um pouco por eles”, disse Maria.
Maria dorme nos bancos dianteiros do carro, enquanto seu marido, por ser maior, dorme no banco traseiro do passageiro. Embora o sono não seja o ideal, eles sacrificam seu conforto pelo bem-estar dos animais.
Para manter os animais alimentados, limpos e pagar as contas, Maria depende de doações e da venda de pizzas.
Além do desafio de viver no carro, Maria enfrenta uma batalha contra o câncer há 12 anos, o mesmo período em que começou a resgatar animais abandonados e maltratados.
Foi após sua primeira sessão de quimioterapia que uma cadela apareceu em sua vida. A cadelinha sem-teto, chamada ‘Magrela’, estava abandonada em Araraquara, e Maria não hesitou em adotá-la. Para sua surpresa, a cadela estava grávida e assim chegaram Tor, Dara, Cher, Nina e Scooby.
“Sempre amei animais e queria resgatá-los, mas tinha medo. Depois veio o câncer, e eu pensei que se Deus me desse força para lutar contra a doença, Ele me daria força para cuidar dos animais. Eu vivo à base de morfina, e tudo é por eles”, enfatizou.
Morando em uma região remota na zona rural, Maria revela que muitos cães e gatos são abandonados na área. Ela os acolhe e conhece o nome de cada um deles.
Dos 110 animais, 35 são cães e 75 são gatos. Todos são castrados, desparasitados e vacinados, exceto os gatos recém-nascidos.
Leia Também: Veja as imagens após o ataque de Israel a um acampamento em Rafah
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VÍDEO: Proprietária de casa viraliza na web ao ver que inquilinos ‘destruíram’ imóvel que ela havia alugado: ‘Inexplicável’ | Goiás
Lidiane 26 de maio de 2024
Proprietária de casa viraliza na web ao ver que inquilinos ‘destruíram’ imóvel alugado
A proprietária de uma casa em Rio Verde, sudoeste goiano, viralizou na web depois de postar um vídeo em que mostra o estado em que inquilinos devolveram o imóvel. Somadas duas plataformas de redes sociais, os vídeos sobre o caso já somam mais de 170 mil visualizações. Para Rosângela Nascimento, proprietária da casa “é inexplicável uma coisa dessas”.
Em vídeo em que faz um tour pela casa, a proprietária Rosângela Honorato disse que o imóvel foi alugado há um ano e que nunca havia sido habitado antes. “O povo me entregou ela detonada, destruída”, declarou enquanto percorria os cômodos.
De acordo com a proprietária, o imóvel foi encontrado com paredes e bancadas sujas, além lixo espalhados por toda a casa. “Ainda vou ter que trocar os dois vasos e uma torneira quebrada”, pontuou.
A mulher declarou ainda que a casa foi alugada por duas pessoas e que eles desocuparam o imóvel sem aviso prévio, além de deixar contas de água e luz vencidas que somam mais de R$ 1 mil. “Deixaram o controle dentro da caixa de correio e mandaram mensagem dizendo que a casa estava desocupada”, narrou.
Nas redes sociais, internautas lamentaram e se solidarizaram com a situação. “Eu aluguei minha casa. Ficou nessa situação, além de queimar a mesa. Quando fui falar, achou ruim”, declarou uma seguidora. “Misericórdia que pecado. Casa tão bonita”, considerou outra.
Em outro vídeo sobre o assunto, a proprietária conta que os antigos inquilinos se mudaram para uma casa ao lado da sua. “Eu não estou acreditando. Depois de tudo que eles fizeram”, exclamou Rosângela que, disse querer alertar o proprietário do outro imóvel sobre o comportamento dos inquilinos.
Em uma terceira publicação, Rosângela mostra ainda a casa limpa e com pintura nova, como estava antes de ser alugada. “A casa era assim. Limpinha, novinha, impecável, linda, tudo no lugarzinho certo, sem nenhum lixo, nenhuma mancha”, informou.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Menina que saiu de casa para ajudar a mãe no trabalho está há 14 anos desaparecida em Alexânia | Goiás
Lidiane 22 de maio de 2024
Tamilys Ferreira da Silva desapareceu aos 11 anos, em Alexânia, Entorno do Distrito Federal. No dia 12 de janeiro de 2010, a menina acordou, avisou ao pai que ia até o emprego da mãe, para ajudá-la no trabalho como babá, e saiu. Desde então, são 14 anos sem notícias dela. Segundo a família, um homem chegou a ser preso suspeito de sequestrar a criança, mas foi solto por falta de provas.
“A gente não sabe a hora, o dia. Eu espero todo dia por ela. Todo dia. Às vezes, eu sento ali fora e fico olhando para ver se ela vem. Vejo um carro, um barulho, e acho que é ela chegando. A gente espera demais. A gente espera que aconteça num momento, e não acontece”, diz a mãe, Valdivina Ferreira.
O g1 Goiás publica nesta semana uma série de reportagens que conta a história de pessoas que desapareceram no estado e a luta de suas famílias por informações.
A mãe se recorda sobre o desespero no dia do desaparecimento.
“Acho que era uns 30 minutinhos a pé. Ela passava pela rodovia de pista dupla, que liga Goiás a Brasília, e era pontual. Foi por isso que estranhei, ela era muito pontual. Eu fiquei num pé e no outro quando deu o horário e ela não chegou. Avisei para o pai dela, e ele foi atrás procurar”, se lembra Valdivina.
O pai da menina, Agnaldo Marinho da Silva, refez o caminho da casa da família até o trabalho da esposa várias vezes, mas não encontrou nenhum sinal de Tamilys. A preocupação era imensa, pois a menina sabia o caminho, mas ainda era inocente, brincava de boneca. A angústia foi crescendo dentro da mãe a cada minuto que passava. Nervosa, ela saiu da casa da patroa levando junto as crianças que olhava como babá e foi direto à delegacia.
Desde 2005, a Lei nº 11.259 prevê a investigação imediata de desaparecimento de criança ou adolescente. Mas Valdivina afirma que foi orientada pelos policiais que tinha de esperar 24 horas para registrar o boletim de ocorrência do desaparecimento da filha. Esse tipo de recomendação é um mito que prejudica os casos, porque acaba atrasando as buscas pela pessoa.
Atualmente, a Polícia Civil de Goiás tem um Procedimento Operacional Padrão (POP) para casos de desaparecimento. O documento funciona como um guia para as autoridades saberem como conduzir as investigações e orientar adequadamente as famílias sobre o assunto. Nele, está escrito que não é necessário aguardar tempo nenhum para denunciar um caso de desaparecimento à polícia.
Valdivina diz que, mesmo com a orientação equivocada da polícia, não parou de procurar pela filha no dia em que ela desapareceu. Perguntou para vizinhos e pessoas que passavam pela rua. Um comerciante disse que viu a menina passando, como de costume, e perguntou onde ela ia. “Eu vou lá para a minha mãe”, teria respondido Tamilys a ele.
“Uma amiga minha disse que a viu entre as pistas duplas, lá da rodovia, para atravessar para o outro lado, mas que não ficou observando para ver se ela chegou a atravessar”, conta a mãe.
Entre um relato e outro, os pais da menina procuraram noite adentro. Ao todo, a família visitou hospitais, delegacias, IMLs, córregos, matas, cemitérios, percorreram as ruas da cidade, espalharam cartazes, mas não tiveram nenhuma notícia de onde Tamilys poderia estar.
“Foi cartaz pra tudo quanto é lado. Para Brasília afora, Luziânia, tudo!”, relata Valdivina.
Segundo a mãe de Tamilys, o Conselho Tutelar também deu apoio às buscas.
O desaparecimento de Tamilys foi registrado 24 horas depois do sumiço da menina e começou a ser investigado pela Polícia Civil. Valdina diz que, na época, estavam sendo noticiados diversos outros casos de crianças e adolescentes desaparecidos em Alexânia e em cidades próximas. Um dos casos de maior repercussão foi o desaparecimento de seis jovens de Luziânia, que após investigação, descobriu-se terem sido mortos por um pedreiro, que confessou que queria ganhar dinheiro para fotografar os meninos e divulgar as imagens na internet.
Em Alexânia, o delegado titular da época era Antônio Carlos Silveira. À imprensa, 15 dias depois do desaparecimento de Tamilys, ele disse que o caso da menina poderia estar ligado a uma quadrilha de exploração sexual infantil “que estaria agindo na região”. A notícia menciona relatos de pessoas que teriam sido assediadas, “dando um norte às investigações”.
Valdivina diz que os relatos em questão eram a respeito de um morador da região, visto colocando Tamilys amarrada e amordaçada dentro de um carro. A testemunha, primeiro, comunicou à mãe da menina e explicou que o homem a ameaçou, dizendo que ela teria apenas mais 15 dias de vida por ter visto tudo.
“A gente foi na delegacia, falou para o delegado. Quando a menina estava indo embora de moto com um rapaz, mataram ela e o rapaz. Aí esse homem foi preso, porque quando a menina contou tudo ao delegado, ela contou que ele tinha dito que ia matar ela”, lembra a mãe.
Segundo Valdivina, um funcionário do suspeito, que prestaria depoimento dias depois da morte da testemunha, também foi encontrado morto pela polícia. “Amanheceu enforcado, como se fosse um suicídio, só que ele estava de joelho, como alguém se enforca de joelho?”, questiona.
Com isso o suspeito passou cerca de um mês preso. “Dizem que judiaram muito dele na cadeia, mas eu não sei se acredito”, comenta. Mas, também segundo Valdivina, o homem foi solto porque a polícia não tinha provas materiais do crime. “Arquivaram o caso por falta de prova”, diz a mãe.
Na época do desaparecimento de Tamilys, a imprensa chegou a noticiar que “alguns moradores a viram sendo colocada dentro de um veículo”. Mas que nada tinha sido confirmado pela polícia.
Em nota, a Polícia Civil não deu detalhes sobre testemunhas ou suspeitos. Informou apenas que “foram realizadas diligências e investigações intensas para localizar a menina à época. No entanto, apesar dos esforços empregados pelas equipes policiais, a jovem não foi encontrada”.
O g1 também entrou em contato com o delegado Antônio Carlos Silveira, que disse que se lembrava de poucos detalhes do caso. Ele também não confirmou a morte de testemunhas, prisão e soltura de suspeito.
A reportagem, então, entrou em contato com a Delegacia de Alexânia para saber se o(a) novo(a) titular poderia dar alguma declaração ou detalhe sobre a investigação feita para o caso de Tamilys, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.
Por ser um caso de 14 anos atrás – mais tempo até do que a menina Tamilys tinha quando desapareceu, não se tem informações digitalizadas do caso. O Ministério Público disse que não achou nada em nome da criança ou de sua família. Da mesma forma, o Tribunal de Justiça de Goiás.
Os órgãos também não puderam realizar buscas em nome do suspeito, pois a reportagem não teve acesso ao nome dele. Pelo mesmo motivo, o g1 não encontrou a defesa do homem para se manifestar sobre o que aconteceu.
Não é possível saber quantas pessoas, além de Tamilys, desapareceram em 2010. O Governo Federal não disponibiliza dados de pessoas desaparecidas antes do ano de 2017. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás também não. A explicação do estado goiano é que os dados são divulgados a partir de informações do sistema Registro de Atendimento Integrado (RAI), implantado em abril de 2016.
Por esse motivo, a reportagem vai usar como base uma pesquisa feita em 2023 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nomeada de Mapa dos Desaparecidos, que analisou dados de 2019 a 2021. O documento revela que a faixa-etária dos 12 aos 17 anos é a que mais desaparece no Brasil e também em Goiás. No estado, foram mais de 2 mil casos, que representa 27% do total de desaparecimentos do triênio.
O pesquisador Dijaci de Oliveira afirma que, em todo o Brasil, os dados de desaparecimento ainda enfrentam uma enorme fragilidade, pois os agentes e policiais não recebem treinamento adequado para aprender a registrar boletins de ocorrência dessas situações. Com isso, os RAIs são feitos, muitas vezes, sem informações de descrição da pessoa que sumiu.
“Se uma pessoa some, é crucial que eu saiba se ela é branca, se é negra, amarela, se ela é indígena. Porque se você fala assim: “sumiu uma criança de olhos pretos, cabelos castanhos”, pode ser qualquer uma de um grande grupo. Mas se ela não tem a cor, não tem característica nenhuma, isso dificulta muito mais, porque pode ser qualquer pessoa”, explica Dijaci.
Se não existe registro de um caso, não há investigação. Sem investigação, não há respostas sobre o que aconteceu e, posteriormente, também não se tem dados para análise e criação de políticas públicas e de prevenção. Os registros são uma memória social de cada indivíduo.
Dijaci diz que existem diversos estudos que mostram que mulheres com idades entre 12 e 17 anos são os principais alvos de exploração sexual comercial, especialmente em áreas de fronteira, rodovias e de alto-turismo. Semelhante ao que se tem de informações do caso de Tamilys.
“A gente precisa fazer com que todos os casos sejam notificados, porque isso não é algo pacífico. Mas se eu não tenho esses dados, eu não tenho certeza de como foi que esse desaparecimento aconteceu”, reforça.
A fragilidade do registro também afeta a atualização de informações. No Brasil, segundo o Mapa dos Desaparecidos, somente o Distrito Federal tem controle total de quantas pessoas desaparecidas foram encontradas, onde, quando e sob qual circunstância. No restante do país, espera-se que algum policial atualize o RAI ou que a família comunique se encontrou o desaparecido.
A pesquisa afirma que, assim como a faixa etária dos 12 aos 17 anos é a que mais desaparece, também é a mais encontrada. Em Goiás, por exemplo, esse grupo representou quase 40% das pessoas localizadas de 2019 a 2021. Mas não se sabe quando essas pessoas desapareceram, por qual motivo sumiram, sob quais circunstâncias estavam e nem mesmo se foram encontradas vivas.
‘Perdi tudo que eu tinha’
Valdivina comenta que muitos vizinhos que vivenciaram a época do caso sentem medo de falar sobre o assunto, porque o suspeito continua morando na região.
“Eu não tenho medo. Se for pra morrer, vou morrer de qualquer maneira. O que eu tinha, já perdi tudo. Eu não tenho mais nada”, diz a mãe.
Valdivina não se refere apenas à Tamilys quando diz que perdeu tudo. Ela e o marido tiveram outros dois filhos além da menina: Reginaldo, o mais velho, e Lucas Sérgio, o do meio. Mas ambos foram assassinados. Com isso, datas como o Dia das Mães e o Natal ficaram pesados demais para se celebrar.
“Natal, Ano Novo, aniversários, Dia das Mães, nada eu comemoro mais. Lembro que no Dia das Mães ela chegava com algum presente para mim, alguma coisa que ela fazia, uns desenhos, a coisa mais linda. E na data de aniversário me lembro de um bolo que eu fazia pra ela, roupa que eu comprava pra ela. Agora não tem mais”, lamenta.
Valdivina classifica sua situação como “uma coisa que você tem e não vai voltar tão cedo”. Com isso, a espera é sua maior companhia.
Atualmente, Valdivina não consegue mais trabalhar como doméstica, pois foi diagnosticada com hanseníase. A doença atinge principalmente a pele, os olhos, o nariz e os nervos periféricos. Os sintomas incluem manchas claras ou vermelhas na pele com diminuição da sensibilidade, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés.
Mesmo assim, Valdivina continua trabalhando como cuidadora de crianças. E trabalha muito. Ela diz que nunca se permitiu parar a vida para chorar suas perdas, embora elas a machuquem constantemente. Para ela, a gentileza com as pessoas continua sendo a melhor forma de seguir a vida.
“Eu brinco, dou risada, porque agora o que adianta? Eu tenho esses problemas tudo comigo e ainda vou ficar de cara feia com você ou te dar a má resposta? Você não vai resolver meus problemas. Não vou ficar chorando, não vou ficar me descabelando, não vou me enfiar debaixo de um carro, porque não vai me resolver nada. Eu tenho que pedir a Deus: vai por ela, aonde ela estiver, dela pode ser, e brincar e sorrir”, diz a mãe, esperançosa.
A psicóloga Juliane Pazzanese tem um grupo de escuta que visa dar apoio emocional às famílias com entes queridos desaparecidos. Ela explica que essas pessoas vivem um luto não reconhecido e, a grande maioria acaba desenvolvendo depressão, síndrome do pânico e ansiedade. Outras, como Valdivina, acabam trabalhando mais do que o necessário para não precisarem lidar com a falta do parente.
A psicóloga diz que o luto não reconhecido é qualquer quebra de vínculo não reconhecida socialmente como perda, como um aborto espontâneo, a morte de um cachorro ou mesmo a situação vivida com por milhões de famílias durante a pandemia de Covid-19, em que as pessoas não podiam enterrar seus familiares.
“O caso dos desaparecidos é também um luto não reconhecido, porque você não pode falar do seu filho como se ele estivesse morto, por exemplo. Você não sabe se ele está morto. E como é que essa pessoa fala? Como que ela fala dessa ausência? Como ela lida com essa ausência? É uma dor que não é reconhecida. Elas ficam presas, não conseguem sair dali. Você não consegue elaborar, ir pra frente, encontrar um espaço pra essa dor, porque você não enterrou, mas também tem esperança”, explica a psicóloga.
Pazzanese também fala sobre a oscilação de sentimentos que familiares de entes desaparecidos sofrem constantemente. Segundo a especialista, para muitas pessoas, a falta da conclusão dos rituais de despedida de um familiar acaba causando sensações ambíguas, como se não os que ficaram não tivessem o direito de continuar sua vida.
“Essa oscilação entre esperança e desesperança é muito mais intensa em casos de desaparecimento, porque você pode oscilar durante o dia. Me lembro de uma mãe que o filho pediu pra ela fazer a janta, mas desapareceu, e ela fala que se senta todos os dias para jantar olhando para porta de entrada da casa, porque tem esperança de que algum dia ele entre. Imagine como é viver isso. Elas ficam presas”, reflete.
Ainda que acredite no relato da testemunha e que haja a suspeita de que a filha tenha sido vítima de exploração sexual, Valdivina acha que a menina está viva e espera reencontrá-la. Mais de uma década depois, ela não afasta a possibilidade de que Tamilys, que hoje teria 24 anos, esteja vivendo em algum outro estado do país.
“Eu, no meu coração, não sinto minha filha morta. Para mim, ela está viva em algum lugar. Em algum lugar presa, algum lugar muito longe que ela não pode vir. Eu tenho esperança de encontrá-la. É uma esperança de alegria demais, entendeu? Eu sonho com ela e sempre sonho com ela viva”, diz a mãe.
A força desse pensamento vem das memórias que construiu com a filha. As duas adoravam passar o tempo juntas e eram muito amigas. Valdivina diz que a filha era seu maior orgulho e uma menina muito inteligente.
“Ela era muito inteligente, muito inteligente. Eu gostava de arrumar pra ela ir em alguma festinha de aniversário com as amigas dela. Se Deus botar ela no meu caminho de novo, a gente vai se divertir mais, vai fazer muita coisa”, diz Valdivina.
Por acreditar no reencontro, a mãe não guardou nada da menina. Doou roupas e brinquedos para quem mais precisava. A justificativa é que quando Tamilys voltar, elas vão comprar tudo novo. “Para mim, aquilo foi passado”, conclui.
A Polícia Civil mantém contato frequente e direto com a Polícia Científica, que é responsável pela identificação de cadáveres e, especificamente no caso de desaparecidos, também coleta material genético dos familiares para comparação.
A identificação dos corpos acontece, principalmente, através da coleta de DNA ou impressões digitais. O material é adicionado a um banco de dados estadual e comparado com outros já coletados anteriormente no estado. Mas, no caso de Tamilys, nenhum corpo ou ossada com genes compatíveis deu entrada nos IMLs goianos.
Como Valdivina nunca desistiu de encontrar a filha com vida, as autoridades também fizeram uma projeção de como Tamilys pode estar atualmente; veja foto acima.
Quem tiver informações sobre Tamilys ou de qualquer outra pessoa desaparecida pode ajudar ligando para a Polícia Civil pelos números 197, (62) 3201-4826 ou (62) 3201-4834. O relato pode ser feito anonimamente. Sua ajuda faz diferença.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Morre mulher espancada por fisiculturista que alegou queda em casa, diz família | Goiás
Lidiane 21 de maio de 2024
A Justiça manteve a prisão de Igor em audiência na tarde de segunda-feira (20). Ao g1, a defesa do fisiculturista disse que vai entrar com pedidos para que a prisão preventiva seja substituída por outras medidas cautelares. Os advogados de Igor, Thiago Marçal Ferreira Borges e Gelicio Garcia de Morais Júnior, justificaram ainda que, no ponto de vista da defesa, “não estão presentes os requisitos da prisão preventiva, ou seja, de garantia da ordem pública”. Além disso, disseram que, o fisiculturista não interferiu no andamento da investigação (leia a nota completa ao final da reportagem).
Marcela ficou em coma e estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O suspeito foi preso após levar a vítima para o hospital e dizer que ela caiu em casa. Ela foi levada para o hospital inconsciente no último dia 10 de maio. Segundo a Polícia Civil (PC), ela teve traumatismo craniano e oito costelas quebradas, além de escoriações pelo corpo.
Igor Porto Galvão foi preso na sexta-feira (17), próximo à casa onde o casal vivia. Segundo a delegada, ele tem um histórico de violência doméstica contra uma ex-namorada e contra Marcela.
O caso é investigado pela delegada Bruna Coelho, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Em entrevista à TV Anhanguera, a investigadora contou que a polícia foi chamada pelo hospital.
“O hospital entrou em contato com a delegacia informando que trata-se de múltiplas lesões, o que não é condizente com uma queda. Ela teve traumatismo craniano dos dois lados da cabeça e na base do crânio, fraturou a clavícula, oito costelas e teve várias escoriações pelo corpo”, disse.
Fisiculturista é preso suspeito de espancar a mulher
Ao receber a denúncia, a polícia começou a investigar o caso. “Nós fomos até [a casa] e pedimos uma perícia no local. Um perito também esteve no hospital e nós ouvimos várias pessoas”, detalhou Coelho. A delegada acredita que o fisiculturista espancou a mulher e a levou para o hospital.
“Ele disse para a equipe médica que ela estava limpando a casa quando escorregou e caiu. Segundo ele, ela convulsionou e as lesões foram causadas pela queda. Então, ele deu um banho nela e a levou para o hospital, onde, de imediato, ela foi levada para uma cirurgia e depois para a UTI”, afirmou.
A investigação polícia descobriu que o fisiculturista tem um histórico de violência doméstica. “Nós investigamos o passado dele e ele tem antecedentes de Maria da Penha contra uma ex-namorada e contra a atual. Teve um inquérito por lesão corporal por murros, socos e chutes”, disse.
Segundo a delegada, nesse primeiro inquérito, a vítima pediu uma medida protetiva, porém, quando o casal reatou o relacionamento, o pedido foi retirado. Por esse motivo, Coelho solicitou a prisão preventiva do fisiculturista, que, conforme a Polícia Civil, vai responder por feminicídio tentado.
Nota da defesa de Igor na íntegra:
“No ponto de vista da defesa, não estão presentes os requisitos da prisão preventiva, ou seja, de garantia da ordem pública, garantia da instrução criminal ou assegurar a aplicação penal. Explico: o Igor possui profissão lícita, é nutricionista e educador físico, tem endereço fixo, é primário. Em momento algum existe algo no processo que ele interferiu no bom andamento da investigação, pelo contrário, a Polícia Civil esteve em sua residência fora de horário a fim de fazer perícia, e ele autorizou. Perícia essa que teve como resultado inconclusiva. Importante salientar que o colega advogado que estava acompanhando o Igor, já havia ido na Delegacia e colocado o Igor à disposição da autoridade policial. Até o presente momento o Igor não foi ouvido. A defesa vai entrar com os pedidos cabíveis a fim de que a prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares diferente do cárcere.”
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Fisiculturista suspeito de espancar mulher e alegar que ela caiu em casa é mantido preso, diz defesa | Goiás
Lidiane 21 de maio de 2024
O fisiculturista Igor Porto Brandão, suspeito de espancar a mulher e alegar que ela caiu em casa, foi mantido preso depois de passar por audiência de custódia, em Goiânia. Ao g1, a defesa do fisiculturista disse que vai entrar com pedidos para que a prisão preventiva seja substituída por outras medidas cautelares.
A audiência que manteve a prisão de Igor foi realizada na tarde de segunda-feira (20). Os advogados de Igor, Thiago Marçal Ferreira Borges e Gelicio Garcia de Morais Júnior, justificaram ainda que, no ponto de vista da defesa, “não estão presentes os requisitos da prisão preventiva, ou seja, de garantia da ordem pública”. Além disso, disseram que, o fisiculturista não interferiu no andamento da investigação (leia a nota completa ao final da reportagem).
A mulher, de 31 anos, foi levada inconsciente para o hospital no último dia 10 de maio. A delegada Bruna Coelho informou, na manhã de segunda-feira (20), que ela seguia em estado gravíssimo e na UTI. O g1 pediu o estado de saúde da paciente para o hospital, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O caso é investigado pela delegada Bruna Coelho, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Ao receber a denúncia, a polícia começou a investigar o caso. “Nós fomos até [a casa] e pedimos uma perícia no local. Um perito também esteve no hospital e nós ouvimos várias pessoas”, detalhou Coelho. A delegada acredita que o fisiculturista espancou a mulher e a levou para o hospital.
“Ele disse para a equipe médica que ela estava limpando a casa quando escorregou e caiu. Segundo ele, ela convulsionou e as lesões foram causadas pela queda. Então, ele deu um banho nela e a levou para o hospital, onde, de imediato, ela foi levada para uma cirurgia e depois para a UTI”, afirmou.
“O hospital entrou em contato com a delegacia informando que trata-se de múltiplas lesões, o que não é condizente com uma queda”, pontuou a delegada.
A delegada ainda informou que Igor já tinha agredido a mulher quando eles moravam em Brasília. Conforme a investigação, o fisiculturista respondeu em um inquérito por lesão corporal contra a mulher e em um caso de violência contra outra ex-namorada.
Segundo a delegada, nesse primeiro inquérito, a vítima pediu uma medida protetiva, porém, quando o casal reatou o relacionamento, o pedido foi retirado. Por esses motivo, Coelho solicitou a prisão preventiva do fisiculturista, que, conforme a Polícia Civil, vai responder por feminicídio tentado.
“Ele tem o temperamento muito explosivo e agressivo. Tem ocorrências de brigas com uma vizinha por causa de cachorro e com o caixa de um supermercado. Vizinhos disseram que ouviam brigas e discussões, além de denúncias anônimas do condomínio por agressão e barulho”, disse a delegada.
Nota da defesa de Igor na íntegra:
“No ponto de vista da defesa, não estão presentes os requisitos da prisão preventiva, ou seja, de garantia da ordem pública, garantia da instrução criminal ou assegurar a aplicação penal. Explico: o Igor possui profissão lícita, é nutricionista e educador físico, tem endereço fixo, é primário. Em momento algum existe algo no processo que ele interferiu no bom andamento da investigação, pelo contrário, a Polícia Civil esteve em sua residência fora de horário a fim de fazer perícia, e ele autorizou. Perícia essa que teve como resultado inconclusiva. Importante salientar que o colega advogado que estava acompanhando o Igor, já havia ido na Delegacia e colocado o Igor à disposição da autoridade policial. Até o presente momento o Igor não foi ouvido. A defesa vai entrar com os pedidos cabíveis a fim de que a prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares diferente do cárcere.”
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Fisiculturista preso por espancar mulher e alegar que ela caiu em casa tem denúncias de brigas com vizinho e funcionário de supermercado, diz delegada | Goiás
Lidiane 21 de maio de 2024
Fisiculturista é preso suspeito de espancar a mulher
“Ele tem o temperamento muito explosivo e agressivo. Tem ocorrências de brigas com uma vizinha por causa de cachorro e com o caixa de um supermercado. Vizinhos disseram que ouviam brigas e discussões, além de denúncias anônimas do condomínio por agressão e barulho”, disse a delegada.
Ao g1, os advogados Thiago Marçal e Gelicio Garcia, que representam o fisiculturista, disseram que ele passou por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (20) e teve a prisão mantida pela Justiça. Afirmaram também que vai se manifestar sobre o processo somente após o depoimento do suspeito, previsto para terça-feira (21).
O fisiculturista foi preso na sexta-feira (17), uma semana depois de levar a mulher inconsciente para o hospital e dizer que ela caiu em casa.
Segundo a delegada, o histórico de agressões, ocorrências de brigas e os relatos de vizinhos de brigas entre o casal demonstram a agressividade e temperamento explosivo do fisiculturista. “São brigas sem motivos aparente, o que demonstra mais ainda a explosão e agressividade dele”, disse.
O caso é investigado pela delegada Bruna Coelho, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Em entrevista à TV Anhanguera, a investigadora contou que a polícia foi chamada pelo hospital.
Após receber a denúncia, a polícia começou a investigar o caso. “Nós fomos até [a casa] e pedimos uma perícia no local. Um perito também esteve no hospital e nós ouvimos várias pessoas”, detalhou Coelho. A delegada acredita que o fisiculturista espancou a mulher e a levou para o hospital.
“Ele disse para a equipe médica que ela estava limpando a casa quando escorregou e caiu. Segundo ele, ela convulsionou e as lesões foram causadas pela queda. Então, ele deu um banho nela e a levou para o hospital, onde, de imediato, ela foi levada para uma cirurgia e depois para a UTI”, afirmou.
A investigação polícia descobriu que o fisiculturista tem um histórico de violência doméstica. “Nós investigamos o passado dele e ele tem antecedentes de Maria da Penha contra uma ex-namorada e contra a atual. Teve um inquérito por lesão corporal por murros, socos e chutes”, disse.
Segundo a delegada, nesse primeiro inquérito, a vítima pediu uma medida protetiva, porém, quando o casal reatou o relacionamento, o pedido foi retirado. Por esses motivo, Coelho solicitou a prisão preventiva do fisiculturista, que, conforme a Polícia Civil, vai responder por feminicídio tentado.
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