Presidente dos EUA disse para o Irã abrir a “porra do estreito” de Ormuz e fez novo ultimato
O barril do petróleo tipo Brent avançou na madrugada desta 2ª feira (6.abr.2026) e chegou a US$ 111,65, segundo dados dos contratos futuros com vencimento em junho. A cotação se manteve acima de US$ 110 nas primeiras horas do dia, com alta próxima de 1,2%.
O movimento se dá depois das novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre o estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Em publicação no domingo (5.abr) na plataforma Truth Social, o republicano disse que o Irã deve abrir “a porra do estreito de Ormuz” e chamou os iranianos de “bastardos loucos”.
No sábado (4.abr), Trump declarou que o Irã tinha 48 horas para liberar a passagem ou o “inferno” cairia sobre o país persa. Depois, estendeu o prazo para a noite de 3ª feira (7.abr).
O estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, por onde passa uma parcela relevante do petróleo exportado por países do Oriente Médio.
Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, os iranianos bloquearam quase 100% a passagem, deixando apenas algumas embarcações atravessarem o estreito. O cenário causou impactos na cadeia global de energia. O fechamento provocou aumento do preço do barril, pressionou a inflação global e afetou mercados internacionais.
O presidente norte-americano tem alternado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito.
Em declarações recentes, chegou a afirmar que os países afetados pelo fechamento deveriam buscar seu próprio petróleo e chamou integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” por não agirem contra o Irã.
O Reino Unido, aliado histórico dos EUA, busca uma solução diplomática. Na 5ª feira (2.abr), reuniu representantes de 40 nações para debater uma ação coordenada visando à reabertura do estreito.
Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines, enviou memorando aos funcionários sobre a alta da commodity
Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines, afirmou em memorando enviado aos funcionários na 6ª feira (20.mar.2026) que a companhia se prepara para um cenário no qual o petróleo atinja US$ 175 o barril e permaneça acima de US$ 100 até 2027. As informações são do jornal britânico The Telegraph.
O executivo disse que a United iniciou medidas de economia de combustível e cancelou voos em rotas menos lucrativas. As ações visam a garantir que a companhia esteja “em uma posição mais forte” para reagir caso os preços do petróleo permaneçam elevados.
O cenário projetado elevaria a conta anual de combustível da United em aproximadamente US$ 11 bilhões. O valor é superior ao dobro do melhor lucro já registrado pela empresa.
O preço do petróleo Brent saltou de US$ 70 para US$ 110 o barril depois dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro. Em retaliação, o país persa decidiu bloquear o estreito de Ormuz, passagem de cerca de 1/5 do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.
Kirby disse que a United precisa “ser inteligente” para reduzir os gastos com combustível. “No curto prazo, isso significa podar taticamente voos que são temporariamente não lucrativos diante dos altos preços do petróleo”, afirmou. “Não há sentido em queimar dinheiro no curto prazo com voos que simplesmente não conseguem absorver esses custos de combustível”, declarou o executivo.


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