5 de junho de 2026
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Chefe do Pentágono pede que países elevem os gastos e defende a criação de rede de apoio mais forte e autossuficiente

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu aos aliados asiáticos que elevem seus investimentos militares para 3,5% do PIB. O discurso foi apresentado neste sábado (30.mai.2026) durante o Diálogo de Shangri-La em Cingapura, evento que reúne líderes de defesa, militares e diplomatas da região. O ministro da Defesa chinês não compareceu.

O objetivo declarado é conter o crescimento das forças armadas da China. Hegseth citou um “alarme justificado” em relação ao rápido fortalecimento militar dos chineses e defendeu a criação de uma rede de aliados mais forte e autossuficiente. Argumentou que essa estrutura é necessária para preservar o equilíbrio de poder na região do Pacífico.

“Há uma preocupação justificada com relação ao histórico fortalecimento militar da China e à expansão de suas atividades militares na região e além. Compartilhamos uma avaliação realista desse ambiente de segurança e um entendimento mútuo de que um Pacífico dominado por qualquer potência hegemônica desmantelaria o equilíbrio de poder regional e minaria o equilíbrio que todos buscamos preservar”, declarou o chefe do Pentágono. Eis a íntegra da fala do secretário (PDF – 93 kB).

“O que buscamos, e o que o Presidente tem constantemente articulado, é um equilíbrio genuinamente estável que funcione tanto para os americanos quanto para nossos aliados. Um equilíbrio de poder favorável, porém duradouro, no qual nenhum Estado, incluindo a China, possa impor sua hegemonia e colocar em risco a segurança ou a prosperidade de nossa nação e de nossos aliados”, disse.

Países como Coreia do Sul, Filipinas, Austrália, Cingapura, Malásia, Tailândia e Japão tiveram contribuições mencionadas pelo secretário.

Hegseth afirmou que, sob a liderança de Trump, “as relações entre os Estados Unidos e a China estão melhores do que estiveram em muitos anos. O presidente Trump e esta administração buscam uma paz estável, comércio justo e relações respeitosas com a China”.

O chefe do Pentágono anunciou também que os EUA planejam fazer um “investimento histórico de US$ 1,5 trilhão em defesa este ano para liberar o arsenal da liberdade dos Estados Unidos e expandir a supremacia militar americana pelas próximas décadas”.



Autor Poder360 ·


Medida surge após tribunal emitir mandados contra Netanyahu; decisão pode restringir ações da corte em outros países

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou, nesta 6ª feira (10.jan.2025), pela imposição de sanções ao TPI (Tribunal Penal Internacional). A decisão responde aos mandados de prisão emitidos contra o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seu ex-ministro da defesa, relacionados à campanha em Gaza. A informação foi divulgada pela Reuters.

A medida, denominada “Illegitimate Court Counteraction Act”, recebeu 243 votos a favor e 140 contra, mostrando um apoio bipartidário significativo, com 45 democratas e 198 republicanos a favor.

A legislação propõe sancionar qualquer indivíduo estrangeiro que investigue, prenda, detenha ou processe cidadãos dos EUA ou de países aliados, como Israel, que não sejam membros do TPI.

A aprovação desta lei pela Câmara, uma das primeiras ações do novo Congresso, sublinha o apoio contínuo dos republicanos ao governo israelense, agora que detêm o controle de ambas as Câmaras.

“A América está aprovando esta lei porque um tribunal de faz-de-conta está buscando prender o primeiro-ministro de nosso grande aliado”, Israel, disse o presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, o republicano Brian Mas

Esta fala reflete a posição de muitos legisladores sobre o TPI e suas recentes ações contra líderes israelenses.

Em 2020, a administração Trump já havia imposto sanções ao TPI devido a investigações sobre crimes de guerra no Afeganistão, que incluíam alegações de tortura por cidadãos dos EUA.

Embora essas sanções tenham sido revogadas pela administração Biden, o Secretário de Estado Antony Blinken expressou, em maio do ano passado, a disposição de colaborar com o Congresso para impor novas sanções ao TPI, diante dos mandados de prisão contra líderes israelenses.



Autor Poder360 ·