21 de abril de 2026
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No Dia Mundial da Prevenção, especialistas destacam importância de exames para detectar lesões pré-cancerígenas

O HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual) de São Paulo reforça estratégias de prevenção contra o câncer de colo de útero. A iniciativa foi realizada na 5ª feira (26.mar.2026), data em que se celebra o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo de Útero. Profissionais do Serviço de Ginecologia da unidade destacam a importância dos exames preventivos para detectar lesões pré-cancerígenas em mulheres.

O câncer de colo de útero (CCU) é o 3º entre os tipos de câncer mais incidentes em mulheres, no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença, também conhecida como câncer cervical, surge a partir de alterações celulares no colo do útero.

Infecções pelo HPV (papilomavírus humano) provocam o surgimento da doença. Os subtipos HPV-16 e HPV-18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos. A prevenção pode ser feita por meio da vacinação contra o HPV e da realização de exames preventivos como o teste de detecção da presença do vírus HPV oncogênico e o papanicolau (exame citopatológico).

Mulheres de 25 anos a 64 anos que já iniciaram a vida sexual devem realizar exames preventivos. A princípio, o exame deve ser feito anualmente. Depois de 2 exames regulares consecutivos, o intervalo passa a ser de 3 anos.

EXAME PREVENTIVO 

O ginecologista do HSPE, Dr. Ilzo Vianna Júnior, explica que o exame citopatológico permite identificar lesões precursoras anos antes de se tornar um câncer invasivo. “Os exames preventivos, como o DNA HPV e o papanicolau, são instrumentos importantes na detecção de lesões pré-câncer. Quando identificadas e tratadas, evitam a progressão para quadros mais graves”, afirma.

As lesões pré-cancerígenas são assintomáticas e evoluem de forma lenta, podendo levar de 10 a 20 anos para se transformar em um tumor. A realização dos exames preventivos com regularidade permite detectar células anormais no início das alterações. “Quando o câncer de colo uterino é diagnosticado no início, as chances de cura são maiores. Já o diagnóstico tardio, em geral, é causado pela não realização do teste”, declara o especialista.

RELATO DE PACIENTE 

Zilda Peretta, de 53 anos, procurou pelo Serviço de Ginecologia do HSPE em 2021 depois de receber o diagnóstico de câncer de colo de útero. “Eu sempre fiz o exame papanicolau, por isso o câncer foi descoberto bem no início. Quando recebi o diagnóstico, eu fiquei sem acreditar. Não tive nenhum sintoma, nenhuma queixa, nenhuma dor. Liguei na segunda-feira e na sexta-feira já estava passando por consulta. Foram pedidos mais exames para confirmar o diagnóstico e depois marcaram a cirurgia”, relata.

A paciente foi submetida a uma conização do colo do útero em 2021. Esse procedimento ginecológico remove um fragmento em formato de cone da região cervical para a realização de uma biópsia. Os resultados indicaram que o câncer havia se espalhado no órgão. Foi necessária uma 2ª intervenção só 1 mês depois: a histerectomia total (retirada do útero).

O sucesso da operação, realizada em junho daquele ano, dispensou a necessidade de tratamentos agressivos, como quimioterapia ou radioterapia. Hoje, ela mantém o acompanhamento semestral. “O exame papanicolau, que sempre realizei anualmente, foi fundamental para que o câncer tenha sido detectado bem no início. Fiquei surpresa pela rapidez e a forma como fui acolhida no HSPE com profissionais comprometidos com a minha recuperação”, afirma.


Este texto foi publicado originalmente pela Agência São Paulo e adaptado para publicação pelo Poder360.



Autor Poder360 ·


Entidades pedem providências imediatas e citam “elevada volatilidade externa” no mercado de petróleo

Seis entidades representativas do setor de combustíveis no Brasil (Fecombustíveis, Brasilcom, Abicom, Refina Brasil e Sincopetro) divulgaram uma nota conjunta nesta 6ª feira (20.mar.2026) com um alerta sobre a segurança energética do país. O grupo aponta que a combinação do conflito no Oriente Médio com a estrutura de custos interna pressiona o suprimento nacional.

As entidades destacam que, embora o governo federal tenha anunciado a isenção do PIS/Cofins sobre o diesel e uma subvenção (apoio financeiro) de R$ 0,32 por litro, esses efeitos não chegam de forma imediata ou integral ao consumidor final nos postos de revenda.

FORMAÇÃO DO PREÇO

O setor afirma que o combustível vendido ao consumidor (diesel B) é composto por 15% de biodiesel, cujo custo e mistura influenciam o valor final tanto quanto o diesel puro (diesel A). Além disso, o recente aumento de R$ 0,38 anunciado pela Petrobras para o diesel puro já neutraliza, na prática, o valor da subvenção governamental.

“Esses instrumentos naturalmente têm relevância para minimizar pressões de custo. Contudo, seus efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do preço do diesel comercializado no país, bem como das condições de suprimento e tributação de toda a cadeira”, diz o documento.

REAJUSTE DA PETROBRAS

A nota ressalta que refinarias privadas e importadores, que garantem parte relevante do abastecimento, praticam preços alinhados ao mercado internacional. Como esses agentes não extraem petróleo no Brasil, são mais sensíveis às oscilações do barril causadas pelos conflitos. Atualmente, o diesel tem sido negociado em leilões acima do preço de referência das refinarias da Petrobras.

O setor pede a adoção de medidas com a “maior brevidade possível” para evitar o agravamento dos riscos de falta de produto. As entidades colocaram-se à disposição para um diálogo técnico que preserve o regular funcionamento do mercado diante da escalada de custos de reposição de estoques.

O agravamento da crise está ligado ao bloqueio do estreito de Ormuz, uma das rotas marinhas mais estratégicas do planeta. 20% do petróleo consumido mundialmente –20 milhões de barris de petróleo por dia– passa por ali.

O preço do petróleo disparou desde os primeiros ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, chegando a bater US$ 112 por barril nesta 6ª feira (20.mar.2026).

Leia a nota na íntegra:

“As entidades representativas so setordecombustíveis, que assinam esta nota (Fecombustíveis, Sindicom, Brasilcom, Abicom, Refina Brasil e Sincopetro), acompanham com atenção os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o mercado internacional de petróleo e derivados. Em um cenário de elevada volatilidade externa, essas entidades consideram importante esclarecer, de forma objetiva, alguns elementos que influenciam a formação do preço do combustível no Brasil, especialmente do diesel, haja vista as recém-anunciadas medidas do Governo Federal e os notórios reajustes no suprimento pela Petrobras e pelo mercado internacional.

“O pacote anunciado pelo Governo Federal contempla, entre outras medidas, a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subvenção econômica de R$ 0,32 por litro a produtores, distribuidores e importadores habilitados, cuja vigência ainda não se iniciou. Esses instrumentos naturalmente têm relevância para minimizar pressões de custo. Contudo, seus efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do preço do diesel comercializado no país, bem como das condições de suprimento e tributação ao longo de toda cadeia.

“Neste particular, é importante observar que o combustível vendido nos postos é o diesel B, composto atualmente por 85% de diesel A e 15% de biodiesel. Assim, medidas incidentes sobre o diesel A não se transferem, de forma automática e integralmente, ao produto final comercializado ao consumidor (diesel B). A magnitude do efeito líquido depende, entre outros fatores, da proporção da mistura obrigatória, do custo do biodiesel, do ICMS, do frete, dos custos operacionais e da origem de aquisição do produto.

“Além disso, a Petrobras anunciou a majoração do preço do diesel A (puro) em R$ 0,38 por litro, com efeito a partir de 14 de março. Aplicado à proporção do diesel B, o aumento representaria, aproximadamente, R$ 0,32 por litro no produto adquirido nos postos de revenda pelos consumidores. Esse movimento se soma a outros componentes de custo observados no mercado. Por exemplo, nos leilões realizados pela Petrobras, o diesel A (puro) tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, acima do preço de referência das refinarias da própria companhia. Neste setor, os estoques são, em geral, avaliados com base em preços correntes de mercado, o que pode influenciar os custos de reposição. As políticas de precificação, no entanto, são definidas individualmente por cada agente.

“Importante lembrar, ainda, que parte relevante do abastecimento nacional também vem de refinarias privadas e de importadores, os quais, diferentemente da Petrobras, não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços (de diesel A) sempre de acordo com as referências internacionais. As oscilações no valor do petróleo e dos derivados tendem, portanto, a se refletir em toda a cadeia, ainda que de forma não uniforme e como resultado não de um único fator, mas da combinação de diversas variáveis (e.g. econômicas, tributárias e logísticas).

“Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional.

“Permanecemos à disposição para contribuir, de forma institucional e técnica, com o diálogo junto às autoridades e à sociedade sobre medidas que preservem o abastecimento nacional, a segurança energética e o regular funcionamento do mercado.

“Fecombustíveis – Abicom – Brasilcom – Sindicom – Refina Brasil e Sincopetro”.



Autor Poder360 ·


Aval sem ressalvas a balanço financeiro do banco abriu espaço para debate sobre o papel-chave das firmas de verificação em situações como esta

O aval sem ressalvas de auditorias ao balanço financeiro do Banco Master colocou em xeque a atuação dessas firmas de verificação. Ao mesmo tempo, abre espaço para um debate sobre o papel-chave dessas empresas em casos como o da instituição de Daniel Vorcaro.

A advogada Juliana Maia Maciel é mestre em direito processual civil pela USP e sócia do escritório Berardo Lilla. Ela afirma que a responsabilização dos auditores pode vir de diversas formas e se dar “mesmo sem dolo ou má-fé”, em esferas diferentes.

  • plano administrativo – “Auditores e firmas de auditoria podem ser sancionados pela CVM quando atuam em entidades reguladas, bem como pelo Banco Central no caso de instituições financeiras e entidades sob sua supervisão. O CFC [Conselho Federal de Contabilidade] e os Conselhos Regionais também podem instaurar processos disciplinares por infração às normas profissionais”;
  • plano cível – “Investidores, credores e outros terceiros prejudicados podem buscar indenização se houver nexo entre a falha técnica. Por exemplo: confiança excessiva em informações internas sem validação externa, ausência de procedimentos mínimos esperados e o dano sofrido”;
  • responsabilização penal – “O sistema jurídico brasileiro já dispõe de tipos que, em tese, poderiam ser aplicados a auditores em situações extremas, como crimes contra o sistema financeiro, desde que comprovado dolo, isto é, participação consciente ou anuência deliberada na distorção das informações. Essas hipóteses são excepcionais e não se confundem com erro técnico ou negligência, que permanecem no âmbito administrativo e civil”.

LEGISLATIVO

O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou em 15 de janeiro a criação de um grupo especial para acompanhar as investigações relacionadas aos fatos e condutas atribuídas ao Master. Juliana Maciel afirma que esse tipo de iniciativa surge nesse contexto, buscando maior responsabilização dessas empresas. A advogada, entretanto, diz ser necessário ponderar a discussão.

“O desafio, contudo, é calibrar esse debate para evitar a criminalização ampla da atividade e concentrar esforços no fortalecimento de padrões técnicos objetivos, supervisão regulatória consistente e responsabilização proporcional por falhas comprovadas, inclusive com efeitos reputacionais relevantes em um mercado baseado em confiança institucional”, declara.

ALERTA

KPMG auditou o Banco Master até dezembro de 2024 e chegou a listar R$ 19,56 bilhões em cotas de fundos como um dos “Principais Assuntos de Auditoria”, a categoria de maior risco. Houve o alerta de que esses ativos “não são negociados ativamente” e que sua precificação “está sujeita a um nível mais elevado de incerteza”. A empresa não verificou a existência desses fundos e se as cotas valiam o que estava no balanço.

Em 2025, a PwC (PricewaterhouseCoopers) assumiu o trabalho de auditar. O balanço do 1º semestre do Master não foi publicado. Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do banco.

Não houve tempo hábil para a publicação do balanço financeiro do ano passado. Depois da liquidação extrajudicial, descobriu-se que parte dos ativos do Master era fictícia. O jornalista Marcio Aith reforçou em reportagem publicada neste jornal digital que não havia “incerteza”, e sim “ativos que não existiam”. Eram “créditos inventados, papéis fabricados”, que contaram com aval de duas grandes auditorias.

“A função de uma auditoria independente não é copiar os números que o cliente fornece e decorá-los com linguagem técnica. É verificar. Conferir. Testar”, acrescentou.

Questionada pelo Poder360, a PwC respondeu: “Por questões de confidencialidade e regras de sigilo profissional, a PwC não está autorizada a comentar temas relacionados aos nossos clientes”.

FATOR DE RISCO

Juliana Maciel afirma que parte do risco envolvendo casos como este “decorre do modelo de auditoria financeira tradicional, que foi concebido para ambientes com ativos relativamente padronizados, registros rastreáveis e mercados minimamente líquidos”.

“Quando aplicado a estruturas com ativos ‘exóticos’ ou de difícil mensuração [direitos não líquidos, créditos/recebíveis complexos, estimativas altamente discricionárias, contrapartes pouco verificáveis], há um descompasso entre o risco econômico e o alcance típico do trabalho. Nesse contexto, além de ‘fazer melhor’, pode ser necessário ‘fazer diferente’ e exigir auditorias reforçadas ou especializadas por classe de ativo/setor”, declarou.

A advogada lista alguns procedimentos para reduzir espaço para que pontos críticos fiquem apenas no declaratório:

  • confirmações externas;
  • inspeção de documentação primária;
  • revisão de premissas e modelos.

O QUE PODE SER FEITO?

Maciel diz ser possível aperfeiçoar as regras vigentes, sem a necessidade de criar normas. Na sua visão, é necessário “tornar mais objetivos e exigíveis os deveres já existentes, especialmente em contextos de maior risco”.

Estão entre os pontos possíveis:

  • reduzir a discricionariedade em auditorias de ativos complexos ou ilíquidos, com procedimentos mínimos obrigatórios quando esses ativos forem materialmente relevantes;
  • reforçar a supervisão regulatória baseada em risco, com revisões de qualidade mais frequentes e transparentes;
  • exigir maior envolvimento de profissionais experientes e governança efetiva do escopo da auditoria.

“O desafio regulatório é calibrar essas melhorias para elevar a qualidade e a accountability [em referência à responsabilidade], sem deslocar a auditoria para um modelo punitivo excessivo que acabe por reduzir sua utilidade econômica”, conclui.



Autor Poder360 ·


O Brasil deve encerrar 2025 com a maior safra agrícola de sua história, alcançando 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O volume representa crescimento de 18,2% em relação a 2024, quando a produção somou 292,7 milhões de toneladas. Os dados constam da estimativa divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A mesma projeção indica que, em 2026, a produção total deve recuar para 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% frente ao recorde esperado para 2025. Em termos absolutos, o recuo estimado é de 6,3 milhões de toneladas, sinalizando uma desaceleração após um ciclo excepcionalmente favorável.

Recordes puxados por soja, milho e algodão

Segundo o IBGE, arroz, milho e soja concentram 92,7% da produção estimada e ocupam 87,9% da área a ser colhida em 2025. A soja lidera o avanço: a estimativa é de 166,1 milhões de toneladas , novo recorde da série histórica, com alta de 14,6% sobre 2024.

O milho também atinge patamar inédito, com 141,7 milhões de toneladas, crescimento expressivo de 23,6%. Outro destaque é o algodão herbáceo em caroço, cuja produção deve chegar a 9,9 milhões de toneladas, avanço de 11,4% em relação ao ano anterior.

Outras culturas relevantes também apresentam expansão em 2025:
– Arroz em casca: 12,7 milhões de toneladas (+19,4%)
– Trigo: 7,8 milhões de toneladas (+3,7%)
– Sorgo: 5,4 milhões de toneladas (+35,5%)

O conjunto desses números consolida 2025 como o pico da produção agrícola brasileira, impulsionado por condições climáticas mais favoráveis e maior eficiência produtiva em várias regiões.

Inclusão de novas culturas e ajustes metodológicos

Para a safra de 2026, o IBGE passou a incluir canola e gergelim nas estimativas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Embora ainda restritas a poucas unidades da federação, essas culturas vêm ganhando importância estratégica nos últimos anos, tanto pela diversificação produtiva quanto pela demanda internacional.

Mesmo com a inclusão, o instituto projeta queda na produção total em 2026, refletindo principalmente revisões negativas em culturas de grande peso.

O que explica a queda prevista em 2026

De acordo com o IBGE, o recuo projetado para 2026 decorre, sobretudo, de reduções estimadas em:
– Milho: -6% (menos 8,5 milhões de toneladas)
– Sorgo: -13%
– Arroz: -8%
– Algodão herbáceo em caroço: -10,5%
– Trigo: -1,6%

Em contrapartida, a soja segue com perspectiva de crescimento, estimado em 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. O feijão, na primeira safra, também apresenta avanço previsto de 3,1%, alcançando 30,1 mil toneladas.

Apesar da queda frente a 2025, o IBGE ressalta que a projeção para 2026 é 1,2% superior ao segundo prognóstico, divulgado anteriormente, indicando ajustes positivos ao longo das revisões.

Análise crítica editorial

O recorde projetado para 2025 confirma a centralidade do agronegócio na economia brasileira, mas a leitura estratégica dos dados exige cautela. A queda estimada para 2026 não representa colapso, mas sinaliza o limite de um crescimento sustentado apenas por expansão de área, ciclos climáticos favoráveis e commodities de baixo valor agregado.

A dependência excessiva de poucas culturas, especialmente soja e milho, torna o sistema produtivo vulnerável a oscilações de preço, clima e demanda externa. Além disso, a desaceleração prevista expõe um desafio estrutural: transformar volume em valor. Sem avanço consistente em tecnologia, processamento, logística e diversificação regional, recordes pontuais tendem a ser seguidos por ajustes igualmente bruscos.

A inclusão de canola e gergelim aponta um caminho possível, mas ainda marginal. O dado central é que o Brasil segue forte como potência agrícola, porém precisa decidir se continuará comemorando recordes isolados ou se usará esse desempenho para dar o próximo salto: produtividade estável, maior valor por tonelada e menor exposição a ciclos de correção.

Autor # Jornal Folha de Goiás


A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES), por meio de especialistas do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), reforça o alerta sobre os riscos do uso de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, sem prescrição e acompanhamento médico. Esses fármacos atuam em mecanismos complexos do organismo, como a liberação de insulina e o controle da saciedade.

Embora tenham sido desenvolvidos, inicialmente, para o tratamento do diabetes, os análogos de GLP-1 passaram a ser utilizados também no manejo da obesidade. O uso sem indicação clínica adequada, no entanto, pode provocar complicações como desidratação, náuseas, vômitos, alterações gastrointestinais, impacto na função hepática e riscos cardiovasculares, sobretudo em pessoas com doenças não diagnosticadas.

O secretário-adjunto da SES e endocrinologista, Sérgio Vencio, explica que a automedicação amplia os riscos de efeitos adversos, como desidratação severa e agravamento de problemas gástricos e hepáticos preexistentes.

O gerente médico do setor de Cardiologia do Hugol, Paulo Vencio, acrescenta que a rápida perda de peso pode gerar déficit energético e exigir maior esforço do sistema cardiovascular. Segundo ele, efeitos colaterais comuns, como náuseas e desidratação, podem levar à queda de pressão arterial e aumento da frequência cardíaca.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que os medicamentos dessa classe sejam vendidos somente mediante retenção de receita médica, reforçando a necessidade de avaliação individualizada. Como o uso para emagrecimento ainda é relativamente recente e os efeitos a longo prazo permanecem em estudo, a recomendação é que qualquer tratamento seja conduzido por profissionais habilitados, com exames, ajuste de doses e acompanhamento contínuo, sempre aliado a hábitos saudáveis.

O alerta reforça a importância do uso responsável de medicamentos de prescrição controlada e da busca por orientação médica especializada. A automedicação, sobretudo em tratamentos que alteram funções metabólicas, amplia riscos e pode resultar em complicações evitáveis. O enfoque em acompanhamento clínico e educação em saúde contribui para prevenir danos e fortalecer a segurança do paciente.

Autor Rogério Luiz Abreu


A BR-020, importante corredor rodoviário que atravessa o estado de Goiás, foi palco de duas tragédias com vítimas fatais na terceira semana de dezembro, reforçando a necessidade de atenção redobrada à segurança viária nas rodovias federais. Em um dos episódios, cinco pessoas morreram em um acidente no município de Alvorada do Norte no dia 21/12, seguido por duas mortes por carbonização em outro sinistro na altura de Vila Boa na tarde de terça-feira (23/12).

Na madrugada de domingo (21/12), um acidente entre um carro de passeio e uma caminhonete no km 174 da BR-020, em Alvorada do Norte, resultou na morte de cinco ocupantes do automóvel, três adultos e duas crianças.

Foto: PRF

Todos ficaram presos às ferragens e não conseguiram sobreviver aos ferimentos. Bombeiros da cidade de Posse foram acionados para socorrer as vítimas, cujas identidades não foram divulgadas.

Dois dias depois, na tarde de 23/12, equipes dos Bombeiros de Formosa atenderam outra ocorrência grave no km 82 da rodovia, próximo à Vila Boa, envolvendo um caminhão de grande porte e um veículo de passeio. O carro ficou totalmente em chamas, e duas pessoas, um homem e uma mulher, morreram no local carbonizadas. O motorista do caminhão não sofreu ferimentos.

Foto: PRF

A ocorrência foi registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Embora não exista um levantamento oficial consolidado para todas as mortes na BR-020 em 2025, dados parciais relativos às rodovias federais que cruzam Goiás apontam um cenário preocupante ao longo do ano.

Segundo balanço da PRF, durante a Operação Férias 2025, encerrada em julho, foram contabilizadas 21 mortes nas rodovias federais de Goiás ao longo do mês, um aumento de 30% em comparação a 2024, e 210 acidentes com 225 pessoas feridas.

Esses números não discriminam fatalidades por trecho específico, mas mostram a tendência de aumento de acidentes em estradas federais do estado, com destaque para rodovias como BR-153, BR-050, BR-354 e outras que registraram vítimas fatais ao longo da temporada de férias e de fluxo elevado de veículos.

Acidentes em 2025 na BR-020

Além dos dois episódios de dezembro, a BR-020 registrou outros acidentes com vítimas em 2025. Em maio, um homem morreu após uma colisão frontal entre um carro e um caminhão entre Posse e Alvorada do Norte, segundo boletins de imprensa locais. No mês de março, um ônibus colidiu com um caminhão no trecho rural da rodovia, resultando na morte de um passageiro e deixando outros feridos.

Especialistas em trânsito e autoridades de segurança rodoviária ressaltam que fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas, trechos sinuosos e fluxo intenso de veículos contribuem significativamente para o aumento de acidentes nas rodovias federais brasileiras.

A PRF intensificou ao longo do ano operações de fiscalização e campanhas educativas para reduzir sinistros, mas os números ainda refletem um desafio persistente.

Para moradores das cidades cortadas pela BR-020, as ocorrências recentes renovam as preocupações com a segurança de motoristas e passageiros, levando à urgência de ações integradas entre órgãos federais, estaduais e municipais para ampliar a prevenção, a fiscalização e a conscientização no trânsito.

Autor Rogério Luiz Abreu


Medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos

As companhias aéreas chinesas reduziram drasticamente centenas de voos programados para o Japão em dezembro, respondendo prontamente aos recentes alertas de viagem de Pequim com cortes de capacidade que ameaçam prejudicar um corredor turístico antes movimentado durante a alta temporada de fim de ano.

A medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos. Com as transportadoras chinesas controlando a maior parte da capacidade nas rotas China-Japão, os cortes podem prejudicar varejistas e empresas de hospitalidade japonesas que dependem de turistas chineses, conhecidos por gastar muito.

O recuo acentuado se deu depois de avisos divulgados em meados de novembro pelos ministérios das Relações Exteriores, da Cultura e Turismo e da Educação da China, que orientaram os cidadãos a evitarem viagens ao Japão após declarações controversas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan.

As aéreas chinesas agiram rapidamente. Segundo a empresa de análise de aviação Cirium, em 24 de novembro, as transportadoras haviam removido 268 voos e cerca de 97.000 assentos de suas programações de dezembro em comparação com os registros de 10 dias antes. 

A China Southern Airlines Co. Ltd. liderou o recuo, cortando 114 voos –cerca de 22% de seu plano original– e retirando cerca de 23.800 assentos do mercado. A China Eastern Airlines Corp. Ltd. e a Air China Ltd. cancelaram 69 e 46 voos, respectivamente. Essas estatais também ofereceram reembolsos de passagens depois dos avisos.

Os cancelamentos de voos para rotas programadas do final de novembro de 2025 a meados de janeiro de 2026 estão em torno de 12%, segundo a consultoria CADAS, com algumas rotas registrando mais de 50% dos voos cancelados. A empresa de dados de aviação Flight Master projeta que atingirão o pico de 21,6% em 27 de novembro –o nível mais alto em 1 mês.

As reduções não foram aplicadas de forma uniforme. Voos para destinos de lazer foram os mais afetados, enquanto rotas de negócios importantes permanecem em grande parte intactas. As conexões entre cidades chinesas e o Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka –que atende Kyoto e Nara– registraram as maiores quedas. A taxa de cancelamento para voos de Tianjin a Osaka atingiu 65%. A rota Nanjing–Osaka teve uma queda de 59,4%.

Li Hanming, gerente-geral da empresa de dados de voos Global Travel Data, sediada em Guangzhou, afirmou que a disparidade reflete o perfil dos passageiros. As rotas para Tóquio, que atendem viajantes de negócios e conexões de longa distância para a América do Norte, são mais resilientes. Em contraste, o tráfego para Osaka depende fortemente de viajantes de lazer ponto a ponto, que são especialmente sensíveis a avisos do governo.

De 15 A 24 de novembro, cerca de 600 mil passagens para voos com destino ao Japão foram reembolsadas, disse Li. As aéreas adotaram uma postura de cautela, com políticas de reembolso válidas até o fim de dezembro, deixando incerta a perspectiva para janeiro.

A turbulência ameaça prejudicar a recuperação do turismo internacional do Japão. As transportadoras chinesas controlam mais de 80% da capacidade aérea no corredor China-Japão. Segundo o BMI, unidade de pesquisa da Fitch Solutions, uma queda prolongada no número de visitantes chineses afetaria gravemente a receita turística.

Os turistas chineses são o grupo que mais gasta no Japão, com uma média de US$ 1.622 por pessoa no 3º trimestre de 2025, em comparação com US$ 1.488 para outros visitantes internacionais.

Relatório da BMI observou que, embora visitantes de EUA, Austrália e Sudeste Asiático possam compensar em volume, provavelmente não igualarão os gastos elevados dos chineses –que são essenciais para lojas duty-free de aeroportos e grandes redes de departamentos.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 26.nov.2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


A Prefeitura de Goiânia, por meio da Defesa Civil Municipal, apresentou neste sábado (27/9) o sistema Defesa Civil Alerta (DCA), ferramenta de envio de alertas de emergência do Governo Federal que envia mensagens de emergência em tempo real diretamente para celulares que estejam dentro da área de risco delimitada. Por volta das 15h, no teste experimental, foi enviado um alerta de emergência para celulares em toda a capital.

O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Robledo Mendonça, explica como a tecnologia, que utiliza transmissão por Cell Broadcast (CBS), vai funcionar na prática.

“Esse novo sistema vai permitir que as pessoas que estiverem em áreas de risco recebam, automaticamente, um alerta no celular. A tela será bloqueada com mensagem sonora e vibratória, além de orientações sobre como proceder. É um avanço que salva vidas”, diz.

O alerta chega mesmo em aparelhos no modo silencioso, sem necessidade de aplicativo ou desbloqueio da tela.

O comandante de Operações da Defesa Civil Estadual, Pedro Carlos Borges Lira, ressalta que a tecnologia estará pronta para emitir alertas em qualquer área dos 246 municípios do estado, a partir de 1º de outubro.

“Sempre que houver risco iminente de desastre, o sistema será acionado. A orientação é clara, e quem receber o alerta deve seguir rigorosamente as instruções na tela, como evacuar ou evitar determinadas áreas”, afirmou.

Vice-prefeita da capital, Coronel Cláudia Lira acompanhou teste da tecnologia que visa a segurança da população em situações de risco

Já o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), André Amorim, destaca a importância da novidade diante das previsões climáticas.

“Tivemos uma chuva muito intensa recentemente, que mostrou a dificuldade de enfrentar eventos extremos. Para os próximos dias, ainda teremos alguma estabilidade, mas já no início de outubro há previsão de novas frentes frias. Os alertas vão auxiliar a população a se preparar melhor para essas situações”, avaliou.

A vice-prefeita de Goiânia, coronel Cláudia Lira, acompanhou os testes realizados na capital e destacou que a ferramenta segue padrões internacionais já utilizados em situações extremas.

“O mais importante é que a população siga rigorosamente as orientações que aparecem na tela do celular. Goiânia tem enfrentado semanas difíceis com as chuvas, e esse sistema fecha um ciclo de ações preventivas que já iniciamos no início do ano com o gabinete de crise. Ele será essencial para a cidade”, afirmou.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) emitiu um alerta à população diante da previsão de chuvas intensas em mais de 60 municípios goianos. O aviso foi reforçado nesta sexta-feira (19/9) com base nas informações do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). A previsão aponta risco de temporais acompanhados de rajadas de vento e descargas elétricas.

Entre as áreas que devem ficar em estado de atenção estão Goiânia, Aparecida de Goiânia e cidades da região metropolitana. De acordo com o Cimehgo, os temporais podem ocorrer de forma isolada, mas com intensidade suficiente para provocar transtornos como alagamentos, queda de árvores e danos em estruturas mais frágeis.

A onda de tempestades que afeta o Sul do Brasil avançará para a parte central do país no começo da próxima semana. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a instabilidade aumente muito no Centro-Oeste na segunda-feira (22/9). Haverá formação de nuvens carregadas com chuva localmente forte a intensa e múltiplos temporais localizados com raios, granizo e vento forte.

Diante desse cenário, os bombeiros recomendam atenção redobrada e a adoção de medidas de segurança preventiva. Entre as orientações, estão evitar transitar por áreas alagadas, não enfrentar correntezas e procurar abrigo em locais seguros durante as tempestades. É importante também manter distância de árvores, placas, outdoors e fiações elétricas. A população deve reforçar telhados e estruturas vulneráveis antes da chegada das chuvas.

O CBMGO destaca que atua de forma preventiva por meio da Operação Tempestade, que mantém equipes preparadas para atender a comunidade em situações de emergência relacionadas ao clima. A corporação lembra que, em caso de necessidade, a população deve acionar imediatamente o telefone de emergência 193.

“Nosso objetivo é garantir a segurança da população diante das condições adversas. A prevenção é sempre o melhor caminho”, reforçou a corporação no comunicado.

Nesta sexta-feira (19/9), a previsão do Inmet para o Centro-Oeste já indicava instabilidades concentradas no norte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Nessas áreas, há risco de pancadas fortes de chuva à tarde.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O deputado Rubens Marques (UB) apresentou o projeto de lei nº 7973/25 para instituir o Alerta Azul. Trata-se de um sistema de envio emergencial de mensagens a aparelhos celulares localizados no município do desaparecimento de pessoa diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). 

O objetivo da proposta é facilitar o processo de localização e resgate de pessoas em situações de risco, especialmente de crianças e adolescentes com TEA, que apresentam especificidades cognitivas e comportamentais, como a falta de fluência na comunicação e a dificuldade de orientação espacial. 

O projeto foi inspirado no “Alerta Amber”, modelo internacional voltado para o desaparecimento de crianças. Dessa maneira, Goiás se antecipa às necessidades de proteção e acolhimento a esse grupo, garantindo o direito à vida, à dignidade e à segurança, por meio de uma política pública inovadora e inclusiva.

Análise na CCJ

A matéria foi relatada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) pelo deputado Veter Martins (UB), que propôs texto substitutivo ao original. Com o argumento de melhorar a redação legislativa, o relator sugere o envio emergencial de mensagens a aparelhos celulares cadastrados em área próxima àquela do desaparecimento da pessoa com TEA.

Martins acrescenta ainda que as mensagens enviadas pelo sistema Alerta Azul deverão conter, sempre que possível, informações como nome e idade da pessoa desaparecida; características físicas e vestuário; local, data e hora aproximada do desaparecimento; além do contato das autoridades ou familiares para envio de informações. O relatório aguarda, agora, a apreciação do colegiado. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás