18 de julho de 2026
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Ação busca obrigar instalação do Conselho de Ética do Senado, etapa necessária para que representação contra presidente da Casa

O Partido Novo diz ter acionado o STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar destravar a instalação do Conselho de Ética do Senado e permitir a análise de uma representação que pede o afastamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP). A ação foi anunciada pelo senador Eduardo Girão (Novo – CE) em vídeo publicado pelo partido na 6ª feira (12.jun.2026).

No post, Girão e o vereador de Curitiba (PR) Guilherme Kilter afirmam que protocolaram um mandado de segurança no Supremo para que a Corte determine a abertura do colegiado. A justificativa do partido é que o Conselho de Ética ainda não foi instalado no Senado, o que impede a tramitação do pedido contra Alcolumbre.

A representação contra o presidente do Senado havia sido apresentada pelo Novo à Secretaria do Senado há 2 meses. Segundo Girão, o pedido se baseia, entre outros pontos, na não instalação da CPMI do Banco Master, que, segundo o senador, já teria número suficiente de assinaturas para ser criada.

Mais do que nunca nós precisamos dessa investigação que envolve o presidente do Congresso, o PT da Bahia e muitos outros poderosos que devem explicações”, disse Girão no vídeo. 

A cobrança do Novo ganhou força depois que a revista Veja publicou que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teria transferido US$ 30 milhões a Alcolumbre. O valor equivale a cerca de R$ 153 milhões. Segundo a reportagem, o dinheiro teria sido depositado em uma conta no exterior como pagamento pelo apoio a uma demanda de interesse do banco.

Alcolumbre negou ter recebido dinheiro de Vorcaro. Em nota, o presidente do Senado afirmou que as informações publicadas são “absolutamente falsas” e disse que o caso será enfrentado “com a máxima firmeza”.

A defesa de Vorcaro apresentou propostas de delação à Polícia Federal, mas as tratativas foram rejeitadas pelos investigadores. A PF entendeu que os relatos não traziam provas inéditas que justificassem benefícios ao ex-banqueiro.



Autor Poder360 ·


Proposta que reduz jornada para 40 horas semanais segue sem despacho para a CCJ, enquanto texto alternativo da oposição já avança no Senado

A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas permanece paralisada no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não encaminhou a proposta para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa necessária para o avanço da matéria.

A decisão tem gerado cobranças de parlamentares governistas e de entidades que defendem mudanças nas regras trabalhistas, especialmente diante da expectativa de que o tema seja analisado ainda neste semestre.

A PEC prevê a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado por semana, consolidando a chamada escala 5×2 para trabalhadores brasileiros.

CCJ aguarda envio da proposta

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que ainda não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o encaminhamento da proposta.

Uma reunião entre Otto e Davi Alcolumbre, prevista para discutir a pauta legislativa, acabou sendo cancelada.

Além disso, o presidente do Senado ainda não convocou a tradicional reunião de líderes partidários, onde normalmente são debatidas as prioridades de votação da Casa.

Na semana passada, Alcolumbre chegou a afirmar em plenário que o tema seria discutido com as lideranças, mas até o momento não houve definição sobre o cronograma de tramitação.

Ano eleitoral influencia estratégia política

Para especialistas, a demora pode estar relacionada à sensibilidade política do tema.

A cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), avalia que a proximidade das eleições torna a discussão ainda mais delicada.

Segundo ela, a proposta envolve impactos econômicos relevantes e enfrenta resistência em setores empresariais, o que leva as lideranças políticas a administrarem cuidadosamente o tempo de tramitação.

A especialista observa que, embora a PEC tenha forte repercussão social, o apoio popular não garante automaticamente prioridade na agenda legislativa.

Na avaliação dela, o presidente do Senado mantém o controle sobre o ritmo da discussão enquanto negociações políticas continuam ocorrendo nos bastidores.

PEC alternativa da oposição avança

Enquanto a proposta que extingue a escala 6×1 segue sem movimentação, uma PEC alternativa apresentada por parlamentares da oposição já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça.

O texto mantém a atual estrutura da jornada de trabalho e prevê a ampliação da contratação por hora trabalhada, sem alterar a carga horária semanal atualmente prevista na legislação.

O contraste entre as duas propostas tem alimentado críticas de parlamentares que defendem a votação da PEC aprovada pela Câmara dos Deputados.

Governistas cobram votação ainda neste semestre

Durante as sessões desta semana, senadores da base governista voltaram a pedir celeridade na análise da proposta.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) defendeu que o Senado avance na discussão antes do recesso parlamentar de julho.

Já a líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a redução da jornada de trabalho representa um tema prioritário para o país e está diretamente ligada à valorização dos trabalhadores.

Segundo a parlamentar, o Senado deve abrir espaço para um debate aprofundado sobre as condições de trabalho e qualidade de vida da população.

Oposição aponta impactos econômicos

Senadores contrários à proposta argumentam que a redução da jornada pode gerar aumento dos custos para empresas e reflexos na economia.

O senador Hermes Klann (PL-SC) afirmou que mudanças na carga horária exigiriam mecanismos de compensação para evitar impactos sobre a atividade produtiva.

Por outro lado, o senador Romário (PL-RJ), mesmo integrando a oposição, declarou apoio à iniciativa, argumentando que medidas voltadas à ampliação dos direitos trabalhistas merecem ser debatidas pelo Congresso Nacional.

Alcolumbre cita responsabilidade fiscal

Embora não tenha se manifestado diretamente sobre a PEC da escala 6×1 nos últimos dias, Davi Alcolumbre voltou a defender cautela na votação de matérias que possam gerar aumento de despesas públicas.

Ao comentar outro projeto relacionado ao piso salarial dos garis, o presidente do Senado afirmou que diversas categorias apresentam reivindicações semelhantes e que decisões dessa natureza exigem avaliação cuidadosa dos impactos financeiros.

Segundo ele, propostas com repercussão econômica relevante tendem a ganhar ainda mais pressão política em períodos eleitorais.

Senado aprova projeto para renegociação de dívidas do agro

Enquanto a PEC do fim da escala 6×1 permanece sem definição, o Senado aprovou nesta semana um projeto que autoriza a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para apoiar a renegociação de dívidas do setor agropecuário.

A proposta recebeu apoio da maioria dos parlamentares, apesar de ressalvas apresentadas pelo Ministério da Fazenda em relação ao impacto fiscal estimado para os próximos anos.

O episódio reforçou os questionamentos de parlamentares sobre os critérios adotados para definir a prioridade das votações no Senado.

Por enquanto, a PEC que propõe o fim da escala 6×1 segue aguardando uma decisão da presidência da Casa para iniciar sua tramitação formal na Comissão de Constituição e Justiça, sem previsão oficial para análise.

Autor # Gil Campos


Diversos políticos e organizações civis prestaram solidariedade às vítimas de um ataque a tiros registrado em Sydney neste domingo (14.dez)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) e organizações ligadas à religião judaica lamentaram o ataque a tiros que vitimou 12 pessoas neste domingo (14.dez.2025) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. 

O ataque foi realizado durante um evento judaico que celebrava o Hanukkah, a Festa das Luzes. Simboliza um festival de luz, dedicação e esperança, lembrando a luta dos “poucos contra os muitos” e a perseverança do povo judeu em manter sua identidade e crenças. 

De origem judaica, o presidente do Senado classificou o ataque como “inaceitável” e fruto de um “terrorismo motivado pelo antissemitismo”. Leia a íntegra da nota (PDF – 29 kB).

“Trata-se de um ato cruel, movido pelo ódio e pelo antissemitismo, que atinge não apenas a comunidade judaica da Austrália, mas fere valores fundamentais como a vida, a liberdade religiosa e a convivência pacífica”, escreveu.

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro associou o episódio em Sydney a casos de ódio semelhantes ao atentado contra o influenciador de extrema-direita Charlie Kirk –assassinado durante um evento nos EUA– e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A consequência dessa lavagem cerebral comunista é sempre a morte de inocentes”, afirmou Michelle em nota divulgada em seu perfil no Instagram. Leia a íntegra (PDF – 29 kB).

Federações ligadas à religião judaica, como a Conib (Confederação Israelita do Brasil), Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) e a Fiesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo) também condenaram o ataque e prestaram solidariedade às famílias das vítimas. 

Eis as íntegras das notas:

O ataque

De acordo com a polícia do Estado de Nova Gales do Sul, 2 homens armados abriram fogo contra participantes do “Hanukkah by the Sea” (Hanukkah à Beira-Mar). Segundo a BBC, entre os mortos está 1 dos atiradores. O 2º suspeito foi detido e está em estado crítico.

Ainda segundo a polícia, 29 pessoas foram levadas para o hospital depois do episódio, incluindo uma criança. As autoridades australianas investigam a motivação do crime e examinam itens suspeitos encontrados nas proximidades, que podem fornecer mais informações sobre as razões do incidente.

Testemunhas relataram ter visto 2 homens de preto, posicionados em uma ponte, atirando contra a multidão que participava da celebração judaica.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra 1 homem desarmado enfrentando 1 dos suspeitos e tomando sua arma. O premiê de Nova Gales do Sul, Chris Minns (Partido Trabalhista Australiano, centro-esquerda), elogiou a coragem desse homem. “Ele é um genuíno herói. Eu não tenho nenhuma dúvida de que, se há muitas pessoas vivas nesta noite, foi graças à sua coragem”, afirmou, de acordo com a BBC.

A emissora ABC (Australian Broadcasting Corporation) informou que o evento judaico tinha acabado de começar quando os tiros foram disparados.

Bondi Beach, uma das praias mais famosas da Austrália, é conhecida por ser fortemente policiada e raramente registra episódios de violência armada.



Autor Poder360 ·


Planalto quer manter 63 trechos barrados da Lei Geral do Licenciamento Ambiental; líderes negociam nos bastidores para preservar ao menos os pontos prioritários de Lula

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse nesta 4ª feira (26.nov.2025) que ainda há um acordo para manter os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

A sessão conjunta do Congresso para analisar os vetos está marcada para 5ª feira (26.nov.2025). Lula barrou 63 trechos. A oposição quer derrubar todos eles e retomar a versão original do texto. 

Nos bastidores, líderes partidários e o governo tentam costurar um acordo para evitar derrotas expressivas. O núcleo político do Planalto ainda trabalha para manter ao menos os vetos tidos como “estruturantes”, que tratam de regras sobre áreas sensíveis, avaliação de impacto e proteção a povos indígenas.

Questionado, Randolfe minimizou o atrito do Planalto com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e negou que a sessão foi marcada para pressionar ou retaliar o governo.

Em nota divulgada nesta 4ª feira (26.nov), o governo afirmou que os vetos foram impostos para “garantir a integridade do processo de licenciamento, proteger o meio ambiente em todos os biomas e a saúde da população”.

O texto ainda afirma que a legislação precisa estar alinhada ao cenário de eventos climáticos extremos, citando como referência os desastres de Mariana, Brumadinho e as tragédias recentes no Paraná e no Rio Grande do Sul.

O Planalto argumenta que a eventual derrubada dos vetos pode gerar “efeitos imediatos e de difícil reversão”, especialmente diante da crescente demanda por regras claras e de longo prazo para investimentos. 

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

O projeto de lei foi aprovado pelo Congresso em julho. Na Câmara, o placar foi 267 votos a favor e 116 contrários. 

Entre os dispositivos vetados por Lula está o que criava a possibilidade de o LAE (Licenciamento Ambiental Especial) ser realizado em fase única. O licenciamento foi criado por Alcolumbre por meio de uma emenda ao projeto. 

Também foi vetada a possibilidade de licenciamento simplificado para empreendimentos de médio potencial poluidor. Entenda nesta reportagem o que Lula mudou no novo licenciamento ambiental. 



Autor Poder360 ·


Presidente da República teve encontro ontem (2ª feira) à noite com o presidente do Senado e ajustaram como deve ser o processo; petista vai agora conversar com Rodrigo Pacheco, que foi preterido no processo e indicação formal sai na semana que vem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou para a Indonésia e Malásia na manhã desta 3ª feira (21.out.2025) sem indicar um nome para a vaga que foi aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria antecipada de Roberto Barroso. Como antecipou a 1ª edição do Drive, newsletter exclusiva para assinantes do Poder360, o petista teve uma conversa ontem à noite no Palácio da Alvorada, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Ficou acertado entre os 2, Lula e Alcolumbre, que a indicação ao STF deve ser feita quando o presidente da República voltar de seu giro pela Ásia, no início da próxima semana. Mas antes de revelar publicamente quem é o seu preferido –Jorge Messias, ministro da Advocacia Geral da União–, Lula vai conversar com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era o predileto de Alcolumbre e de ministros do Supremo, como Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Na conversa de ontem à noite, Lula disse mais uma vez a Alcolumbre o que vem dizendo a vários interlocutores: a indicação de nomes para o Supremo deve ser exclusiva do presidente da República. Reafirmou que não vai aceitar sugestões. Nessas ocasiões, Lula costuma citar casos em que ouviu no passado recomendações de terceiros e se arrependeu depois, como ocorreu com os ministros Joaquim Barbosa e Luiz Fux.

O petista disse a Alcolumbre que vai continuar a dar prestígio ao presidente do Senado, um aliado importante, mas pediu que compreenda que, no caso do nome para o STF, vai decidir sozinho –e sugeriu que será Jorge Messias. Alcolumbre aquiesceu.

Antes de indicar Messias formalmente, Lula pretende fazer um trabalho político mais amplo de articulação para que o processo de aprovação do nome no Senado seja rápido e suave. Ontem, já fez o acerto com Alcolumbre, que é um dos políticos que mais sugere e indica nomes para cargos na administração federal. Nesta semana, o presidente do Senado teve também outra vitória bancada por Lula, que foi a liberação do Ibama para que a Petrobras comece a explorar petróleo na Margem Equatorial, processo que vai enriquecer o Amapá.

Se tudo correr como Lula pretende, no meio da próxima semana o nome de Messias será anunciado e o processo será acelerado no Senado. A ideia é que a aprovação se dê ainda em 2025 –e o atual ministro da AGU tome posse no Supremo antes de o Judiciário entrar em recesso, em meados de dezembro.


Informações desta reportagem foram publicadas antes pelo Drive, com exclusividade. A newsletter é produzida para assinantes pela equipe de jornalistas do Poder360. Conheça mais o Drive aqui e saiba como receber com antecedência todas as principais informações do poder e da política.



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O servidor do Senado que não quiser tirar os dias de folga poderá vender a licença

O presidente do Senado, David Alcolumbre (União-AP), assinou na última 6ª feira (28.fev.2025) uma portaria que permite aos servidores da Casa tirar uma licença de 1 dia a cada 3 trabalhados. O sistema não funcionará de maneira automática, o que significa que o servidor terá que solicitar a folga.

A medida instituída por Alcolumbre passa a valer a partir deste sábado (1º.fev), segundo publicação do Boletim Administrativo do Senado. Atualmente, a Casa conta com um total de 6.003 servidores em atuação, entre eles 3.814 são comissionados, 2.123 efetivos e 66 requisitados. Eis a íntegra da publicação (PDF).

O servidor que não quiser tirar os dias de folga poderá vender a licença. O valor, porém, não deverá compor a base salarial do servidor no mês seguinte para os cálculos previdenciários.

As licenças terão a validade de 6 meses e, caso o servidor não solicite a utilização delas, serão prescritas. A contagem dos dias trabalhados não incluirá períodos de afastamento por atestado médico ou outras licenças.

A licença possui o limite de 10 dias seguidos e o acúmulo de dias a serem compensados não poderá passar de 20. O benefício será disponibilizado para o servidor que cumpra “função relevante singular”, sendo elas:

  • Diretoria-Geral;
  • Secretaria-Geral da Mesa;
  • Gabinete da Presidência;
  • Auditoria;
  • Advocacia;
  • Consultoria Legislativa;
  • Secretaria de Comunicação Social;
  • Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle

“Considerando que há necessidade de oferecer a contraprestação devida ao trabalho excepcional ou singular prestado pelos servidores do Senado Federal, notadamente quando em acumulação de atribuições ou no exercício de funções que exigem o desempenho habitual de atividades de representação institucional, presente a vedação ao trabalho gratuito, nos termos do art. 4º da Lei nº 8.112, de 1990”, diz trecho da publicação.

 



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Ex-presidente justificou apoio à 1ª vice-presidência e poder pautar PEC da Anistia; senador do PL lançou candidatura independente

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar nesta 6ª feira (24.jan.2025) o ex-ministro da Ciência e Tecnologia de seu governo, senador Marcos Pontes (PL-SP), por lançar uma candidatura independente à presidência da Casa Alta. Segundo ele, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) “está eleito”.

Não adianta um candidato aí, não vou dizer seu nome, fazer uma candidatura de protesto porque tem nome a zelar. Todos temos nome a zelar. Mas não podemos perder essa chance. Ela nos fortalece para 2026”, disse em entrevista à Revista Oeste.

Bolsonaro disse que o apoio ao senador amapaense é condicionado à 1ª vice-presidência ser ocupada por algum senador do PL, que poderia, “na ausência” de Alcolumbre, pautar temas de interesse da legenda, como o PL (projeto de lei) da anistia a envolvidos no 8 de Janeiro.

Para o ex-presidente, tentar emplacar um nome próprio acarreta exclusão do PL não só da mesa diretora, mas de presidir comissões. Disse que a estratégia, adotada em 2023 ao lançar o senador Rogério Marinho (RN) foi um “erro”.

Nosso erro foi tentar eleger o Rogério Marinho em 2023. Só que, quando perdemos, ficamos sem mesa diretora e comissões. Se você quer convocar um ministro, como, por exemplo, a Nísia [Trindade, da Saúde] não consegue”, declarou.

Antes, ao mencionar uma eventual vitória de o amapense, que também é o nome do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comparou o pleito entre Alcolumbre e Marcos Pontes a uma partida de futebol entre o Flamengo e o CRB, de Alagoas, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. 

“Ele está eleito. É uma final de Copa do Brasil entre o Flamengo e o CRB de Alagoas. Você já sabe qual vai ser o resultado”, afirmou.



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