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Produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, projeta Anfavea
Lidiane 16 de janeiro de 2026
A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa considera o desempenho conjunto de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com destaque para os veículos leves, que devem apresentar alta de 3,8% na produção ao longo do ano.
O crescimento ocorre em um ambiente descrito pelo setor como positivo, porém cercado por incertezas econômicas e regulatórias. Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o setor vive um momento de “otimismo contido”, já que, apesar da expansão projetada, permanecem fatores de imprevisibilidade que podem impactar a cadeia automotiva.
Entre esses fatores estão os riscos geopolíticos, capazes de afetar o fornecimento global de insumos, e o fato de 2026 anteceder a entrada em vigor da reforma tributária, ainda sem definição clara das alíquotas que incidirão sobre os produtos do setor. Segundo Calvet, esse cenário exige cautela e acompanhamento constante das projeções ao longo do ano.
Em 2025, a produção de veículos no Brasil somou aproximadamente 2,6 milhões de unidades, crescimento de 3,5% em relação a 2024, mantendo o país na oitava posição do ranking mundial de produção automotiva. No mesmo período, as vendas internas alcançaram 2,69 milhões de unidades, alta de 2,1%, o que preservou o Brasil como o sexto maior mercado automotivo do mundo.
Apesar do avanço, os resultados ficaram abaixo das expectativas iniciais da Anfavea para 2025, que previa crescimento de 7,8% na produção e 5% no licenciamento. Ainda assim, a entidade considera o desempenho positivo, especialmente diante de um ano marcado por instabilidade econômica, discussões sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e forte elevação da taxa de juros, que passou de 12% para 15%.
No comércio exterior, o setor automotivo registrou desempenho expressivo em 2025. As exportações cresceram 32,1%, com quase 529 mil veículos comercializados no exterior. A Argentina foi o principal destino, com aumento de 85% nas compras em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é de crescimento mais moderado, em torno de 1,3%, refletindo um ambiente internacional mais competitivo.
As importações também avançaram, com alta de 6,6%, impulsionadas sobretudo por veículos provenientes de países sem acordo de livre comércio com o Brasil. A China respondeu por 37,6% dos cerca de 498 mil veículos importados e emplacados no país em 2025. Para este ano, a Anfavea projeta possível redução das importações, à medida que novos fabricantes iniciem produção local, substituindo parte dos veículos anteriormente trazidos do exterior.
Outro ponto de atenção é o segmento de caminhões, que registrou queda de 46,4% na produção em 2025 e retração de 9,2% nos emplacamentos. Segundo a entidade, o desempenho está diretamente relacionado às altas taxas de juros, já que o mercado de caminhões possui forte correlação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e com o custo do crédito.
Nesse contexto, o programa Move Brasil, anunciado pelo governo federal, é visto como estratégico para 2026. A iniciativa prevê linhas de crédito com condições diferenciadas para a compra de caminhões, com o objetivo de estimular a atividade econômica e conter quedas mais acentuadas no setor.
A projeção da Anfavea indica que o setor automotivo brasileiro deve manter trajetória de crescimento em 2026, mas com margens mais estreitas e dependência direta de fatores macroeconômicos. A combinação entre previsibilidade tributária, redução do custo do crédito e fortalecimento das exportações será determinante para que o avanço esperado se consolide de forma sustentável, com impactos relevantes sobre emprego, investimentos e atividade industrial no país.
Análise crítica editorial
A projeção de crescimento de 3,7% na produção de veículos em 2026 revela um setor que avança, mas com passos calculados. O cenário combina recuperação gradual, desafios estruturais e um ambiente macroeconômico ainda restritivo. A indefinição sobre a reforma tributária, somada aos juros elevados e às incertezas no comércio internacional, limita decisões de investimento mais ousadas.
Ao mesmo tempo, o desempenho das exportações e o início da produção local por novos entrantes indicam oportunidades de médio prazo para fortalecer a indústria nacional. O sucesso dessas projeções dependerá, sobretudo, da previsibilidade regulatória, da evolução do custo do crédito e da capacidade do Brasil de reconquistar competitividade regional. Para o consumidor e para a economia, o setor automotivo segue como um termômetro relevante do crescimento e da confiança no país.
📸 Imagem/Reprodução: © Paulo Pinto/Agência Brasil
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, parabenizou nesta quinta-feira (15/1) 222 mulheres que concluíram cursos profissionalizantes gratuitos ofertados no município por meio do programa Goiás Social, do Governo de Goiás.
A entrega dos certificados ocorreu no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), no Parque Santa Cecília, e marcou mais uma etapa das políticas públicas voltadas à autonomia financeira e ao empreendedorismo feminino.
Ao lado da primeira-dama Lana Bezerra e do secretário estadual da Retomada, César Moura, Vilela destacou a importância da qualificação profissional como instrumento de independência.
“Não há nada melhor na vida do que a gente ter a nossa independência, produzir e participar com aquilo que gostamos de fazer. Ficamos felizes quando as mulheres aparecidenses são valorizadas e respeitadas”, afirmou o prefeito.
As formandas receberam cartões dos programas Crédito Social e Bolsa Qualificação, com valores entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, destinados à compra de máquinas, equipamentos e insumos no comércio local. Somados, os créditos totalizam R$ 400 mil, que serão injetados diretamente na economia do município.
“É um recurso para montar o seu negócio e comprar no comércio local de Aparecida, fazendo a economia da cidade circular”, destacou César Moura, que representou o governador Ronaldo Caiado.
A primeira-dama Lana Bezerra reforçou o compromisso da gestão municipal com ações efetivas: “Estamos aqui para desenhar políticas públicas que sejam efetivas para cada mulher de Aparecida”, pontuou.
Os cursos contemplaram áreas como manicure e pedicure, design de unhas e sobrancelhas, cabeleireiro, corte e costura, oratória e estratégias de divulgação em redes sociais.
Segundo a secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Carolina Araújo, as capacitações foram estruturadas com 80% de atividades práticas.
“Esse é o papel do poder público: transformar, apoiar, estimular e criar meios para que as mulheres tenham autonomia e independência”, afirmou.
O ministro do STF diz ser necessário auditorias para limitar o nepotismo na destinação dos recursos
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu nesta 5ª feira (15.jan.2026) o repasse de recursos de emendas para organizações sociais que tenham, entre os seus quadros, cônjuges ou parentes direitos de até 3º grau do congressista responsável pelo recurso. Eis a íntegra (PDF – 257 kB).
O ministro também vedou a possibilidade de subcontratação, por parte das organizações que receberam recursos, de empresas que tenham ligações com os senadores ou deputados federais que assinaram as emendas.
Na decisão, o ministro cita fatos recentes de possíveis irregularidades na destinação das verbas para ONGs ligadas a congressistas. Dino cita um levantamento do jornal O Globo, que apontou para repasses recorde de emendas em 2025 e alcançaram a cifra de R$1,7 bilhão. Segundo ele, “avolumam-se indícios graves de malversação de verbas públicas, com a destinação de recursos para a satisfação de interesses privados“.
Dino voltou a declarar que, caso o quadro de “graves anomalias na execução de emendas” se mantenha, será necessária uma “suspensão total ou parcial de repasse”.
“Qualquer tentativa de contornar a vedação legal —seja por interpostas pessoas, vínculos indiretos ou construções artificiais de autonomia formal das entidades do terceiro setor — afronta frontalmente o núcleo axiológico das citadas normas, que é impedir que agentes públicos utilizem sua posição institucional para favorecer entidades com as quais mantenham laços familiares, diretos ou indiretos”, escreveu o magistrado.
DETERMINAÇÕES A OUTRAS AUTORIDADES
Flávio Dino determinou que o ministro da CGU (Controladoria Geral União), Vinicius de Carvalho, apresente um cronograma anual de auditorias com 10 entidades ainda não identificadas do 3º setor. O prazo dado é de 15 dias.
O juiz avalia que há indícios de irregularidades na execução de recursos destinados do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e para a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). Ele quer um parecer do MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), do MGI (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e da CGU, no prazo de 60 dias, para explicar “os problemas crônicos de execução evidenciados por sucessivas operações policiais, em desproporção verificada em relação a outras áreas do Governo”.
O magistrado ainda estabeleceu que o presidente do TCE-RS (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul), Iradir Pietroski, preste esclarecimentos sobre o não cumprimento de uma notificação de outubro de 2025. Dino havia estabelecido que os Tribunais de Contas “adotassem as providências necessárias à fiscalização e promoção da adequada conformidade dos processos legislativos orçamentários e da execução das emendas parlamentares”.
A Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil) informou ao ministro que o TCE do RS foi o único Tribunal a não aprovar atos normativos para regulamentar a fiscalização de emendas com “cumprimento dos requisitos de transparência e rastreabilidade”.
O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) assinou, nesta terça-feira (13/1), requerimento de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que pede a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master. A iniciativa busca consolidar uma investigação ampla sobre as possíveis irregularidades e as relações do grupo controlador com autoridades.
Em publicação nas redes sociais, Vanderlan justificou o apoio à CPMI pela necessidade de transparência total e responsabilização dos envolvidos.
“Acabei de assinar, pouco tempo atrás, mais uma CPMI, do Banco Master, que está essa polêmica toda. Bilhões de reais foram envolvidos em desvios, em falcatruas no Banco Master”, declarou o senador goiano.
O parlamentar disse ainda que já havia assinado outro requerimento a pedido do deputado Marcel van Hattem e garantiu empenho contínuo no caso.
“Quantas vierem, desse caso, eu vou assinar”, assegurou.
Segundo Vanderlan, a comissão, se instalada, precisa aprofundar as apurações para alcançar todas as possíveis conexões políticas e judiciais vinculadas ao banco e ao seu controlador.
“Tem que investigar governo, STF e todos os políticos que estiverem envolvidos, quem tiver problema, quem tiver culpa no cartório que vá pagar. Ninguém faz isso sozinho”, acrescentou Vanderlan.
O senador concluiu reafirmando a intenção de que a investigação exponha os responsáveis e traga respostas à sociedade.
“Vamos saber quem está participando disso, quem participou e continua participando. A gente tem que passar esse Brasilzão a limpo”, finalizou.
A movimentação por assinaturas para instalar a CPMI ganhou força nas últimas semanas no Congresso, com deputados e senadores se posicionando a favor da criação do colegiado para investigar o rombo e eventuais ligações políticas. Parlamentares que apoiam a investigação dizem que a comissão é um instrumento necessário para esclarecer a dimensão dos prejuízos e possíveis responsabilizações.
Rombo bilionário e ligações com políticos e juízes
O escândalo do Banco Master estourou depois que o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Relatórios do BC e apurações de imprensa apontam um rombo que pode chegar a R$ 20 bilhões e expôs operações suspeitas em carteiras de crédito e levou à paralisação dos serviços do banco.
Desde então, a Polícia Federal e outras autoridades ampliaram as investigações: houve prisões e mandados de busca e apreensão contra o controlador Daniel Vorcaro e outros executivos, apreensão de celulares e bloqueio/sequestro de bens e valores (bloqueios reportados na casa de bilhões), além de medidas judiciais em curso. Vorcaro chegou a ser preso e liberado com monitoramento eletrônico; agora a operação entrou em nova fase com foco em fraudes, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O caso ganhou dimensão política e institucional: investigações e decisões envolveram órgãos como o Banco Central, o TCU e o STF, e levantaram questionamentos sobre relações entre o grupo controlador e políticos e magistrados. Reportagens relatam pedidos de busca que passaram pelo STF e debates sobre eventuais influências políticas no desenrolar do caso, motivo pelo qual a apuração também mira possíveis contatos e favorecimentos.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Família do manifestante iraniano condenado à morte por protestos foi informada de que a execução havia sido adiada
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na 4ª feira (14.jan.2026) à Fox News que não haverá execuções de manifestantes “nem hoje, nem amanhã”. Ele declarou: “Posso dizer, estou confiante de que não há plano para enforcamentos”.
A fala do chanceler se deu depois que a família de Erfan Soltani, manifestante iraniano condenado à morte pelos atuais protestos, foi informada de que a execução havia sido adiada. O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou ter recebido de fonte confiável a informação de que o Irã havia desistido de executar Soltani e outros manifestantes presos.
Soltani, um funcionário de 26 anos de uma loja de roupas, foi preso em Karaj, cidade a noroeste de Teerã em 8 de janeiro, por participar de manifestações críticas ao governo. Sua execução estava programada para 4ª feira (14.jan), segundo grupos de direitos humanos.
À Fox News, Araghchi apresentou a versão oficial do governo sobre os recentes acontecimentos no território iraniano. Segundo ele, os protestos foram realizados em duas fases distintas: 1º houve manifestações pacíficas relacionadas às dificuldades econômicas, que duraram 10 dias; depois, houve um período de 3 dias de violência que, conforme o ministro, foi orquestrado por Israel.
Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 18.000 pessoas foram presas e pelo menos 2.571 mortas nas últimas duas semanas. Fontes locais falam em 12.000 mortos. Já a Hrana (Human Rights Activist News Agency) informa que o número de manifestantes mortos é de 2.615.
Questionado sobre as mortes pela repressão, Araghchi afirmou que infiltrados israelenses mataram manifestantes para inflar os números e forçar os Estados Unidos a intervir no território.
Trump declarou que “se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é de seu costume, os EUA virão em socorro”. O presidente norte-americano afirmou que o país está “com as armas carregadas e pronto para agir”.
PROTESTOS NO IRÃ
Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana, agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.
Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.
- Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.
Araghchi afirmou que a situação já foi normalizada no país.
Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):
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O ano letivo de 2026 da rede pública estadual de ensino de Goiás terá início na próxima terça-feira (20/1), alcançando mais de 444 mil estudantes matriculados em escolas distribuídas por todas as regiões do estado. O retorno às aulas marca a continuidade das políticas educacionais desenvolvidas pelo Governo de Goiás, com foco na permanência dos alunos, inovação pedagógica e ampliação da oferta de ensino integral e profissionalizante.
O calendário escolar prevê o cumprimento de 200 dias letivos. O primeiro semestre se encerra em 30 de junho, enquanto o segundo tem início em 3 de agosto, com término das atividades previsto para 18 de dezembro. Durante o período, os estudantes contarão com férias escolares entre 30 de junho e 3 de agosto.
Entre os destaques do início do ano letivo está a inauguração do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Lyceu de Goiânia, marcada para o dia 23 de janeiro. A unidade será o primeiro colégio público bilíngue da rede estadual, representando um marco para a educação goiana e ampliando as oportunidades de formação acadêmica.
Segundo o governador Ronaldo Caiado, o planejamento educacional reflete o compromisso do Estado com a qualidade do ensino público: “Com planejamento estruturado e políticas públicas integradas, o governo goiano reafirma seu compromisso com uma educação pública de qualidade. O nosso objetivo é formar jovens talentosos, preparados e competentes para que sejam os melhores em cada uma de suas áreas”, afirmou.
A rede estadual mantém, há cinco anos, a distribuição gratuita de kits escolares a todos os estudantes, medida que contribui para a permanência na escola e para a melhoria do aprendizado. Além disso, os alunos recebem uniformes completos, garantindo padronização e equidade.
A secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, destaca a importância da iniciativa: “Com a distribuição do kit de uniformes estamos gerando equidade entre os estudantes, proporcionando a todos a oportunidade de uma roupa nova, confortável e do tamanho adequado”, pontuou.
Alunos do 9º ano e das 2ª e 3ª séries do ensino médio receberão Chromebooks
Outro destaque é o programa Bolsa Estudo, que oferece auxílio financeiro para apoiar o desempenho escolar. Os alunos do ensino regular recebem 10 parcelas mensais de R$ 130, enquanto os estudantes do ensino integral recebem R$ 150. A política é complementada pela entrega de Chromebooks para alunos do 9º ano e da 2ª e 3ª séries do ensino médio, fortalecendo a inclusão digital.
Na área de qualificação profissional, o Programa Profissionaliza Goiás segue em execução, oferecendo cursos em parceria com o Senai e o Senac. Já o GoiásTec utiliza tecnologia via satélite para levar ensino médio e anos finais do ensino fundamental a regiões rurais e localidades com escassez de professores, ampliando o acesso à educação em áreas de difícil alcance.
Receita Federal chama de “falsa” fala de Nikolas sobre fiscalização do Pix
Lidiane 14 de janeiro de 2026
Fisco afirma que Constituição proíbe imposto sobre movimentações financeiras e diz que norma citada só amplia regras para fintechs
A Receita Federal contestou um vídeo publicado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em que o congressista afirma haver monitoramento de transações via Pix para fins de tributação. Em nota enviada ao Poder360, o órgão afirmou que as informações compartilhadas pelo congressista são “completamente falsas”.
Segundo a Receita Federal, a Constituição proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Não existe tributação de Pix e não existe tributação sobre movimentação financeira”, declarou o fisco.
“Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado”, disse em nota.
No vídeo, Nikolas afirma que o governo editou a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto de 2025, que retomaria o monitoramento de transações via Pix. “Agora vem a parte que eles não querem que você perceba”, afirma o deputado, ao dizer que a norma seria um “grande problema”.
Segundo o congressista, a instrução normativa teria sido apresentada sob o discurso de combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e às fraudes.
“O que eles revogaram em janeiro de 2025 depois que nosso vídeo viralizou, eles trouxeram de volta em agosto, escondido em outra norma, com outro nome e outro discurso. Não é imposto, é monitoramento”, declarou.
Assista ao vídeo (3min8s):
A Receita Federal rebateu a interpretação e disse que a norma foi “atacada mentirosamente como se tratasse de monitoração de Pix”. De acordo com o órgão, a instrução apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já exigidas das instituições financeiras, sem detalhamento ou identificação de movimentações financeiras.
O fisco afirmou que a medida é necessária para evitar o uso de fintechs por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, citando como exemplo a operação Carbono Oculto.
A Receita Federal também alertou para os riscos da disseminação de informações falsas. Segundo o órgão, a propagação de fake news e pânico financeiro incentiva a aplicação de golpes contra a população.
“Quem divulga fake news, além de incentivar o crime, também se beneficia com a monetização desse tipo de conteúdo nas redes sociais, gerando descrença e desconfiança no Pix brasileiro”, declarou.
FAKE NEWS E CRIME ORGANIZADO
Não é a 1ª vez que Nikolas Ferreira critica o Pix. Em janeiro de 2025, o deputado publicou um vídeo afirmando que o governo pretendia monitorar trabalhadores informais como se fossem “grandes sonegadores”.
Na ocasião, a Receita Federal disse que a “onda de fake news” sobre uma suposta taxação do Pix levou o governo a recuar do aumento da fiscalização e abriu brecha para que o PCC (Primeiro Comando da Capital) mantivesse um megaesquema de fraudes no setor de combustíveis.
Em 15 de janeiro de 2025, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou uma instrução normativa que previa o monitoramento de transferências acima de R$ 5.000 via Pix para pessoas físicas. O vídeo de Nikolas Ferreira contra a medida viralizou nas redes sociais.
A Polícia Civil de Goiás está investigando supostas fraudes em licitações de obras na Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Os contratos sob suspeita alcançam o valor aproximado de R$ 5,3 milhões. As investigações tiveram origem em informações encaminhadas pela própria estrutura da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), à qual a Goinfra está vinculada.
No âmbito da investigação criminal, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) cumpriu nesta terça-feira (13/1) mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares. A ação, denominada Operação Nexo Oculto, visou localizar documentos e provas de crimes supostamente praticados por um engenheiro que trabalhava na agência em contrato temporário. O suspeito mantinha vínculos com uma empresa de engenharia contratada pelo órgão público.
A investigação aponta que o engenheiro teria passado a empresa para o nome de um “laranja” e burlava as licitações para favorecer o próprio negócio. Um dos indícios é que ele continuou recebendo valores da empresa enquanto atuava como servidor público.
Segundo o delegado Rodrigo Carlos Godinho, três contratos celebrados entre 2023 e 2025 estão sob análise.
“Os elementos colhidos até o momento indicam possível direcionamento de certames, conflito de interesses e manutenção de vínculo não declarado entre o servidor público temporário e empresa contratada”, informou a polícia. Os contratos com a empresa teriam superado R$ 5 milhões após a entrada do servidor na autarquia.
Na operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, mídias de armazenamento e quantia de dinheiro em espécie. Todo o material será submetido a análise pericial para aprofundar as investigações. As diligências ocorreram em endereços ligados ao engenheiro e à empresa investigada.
A Goinfra informou que o servidor temporário foi desligado dos quadros da autarquia assim que foi descoberta sua ligação com a empresa. A autarquia também instaurou uma sindicância que evoluiu para um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.
“A Goinfra ainda informa que comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil e mantém colaboração com as investigações em curso, além de reforçar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos”, afirmou a agência em nota.
Veja nota da Goinfra
“A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informa que o ex-servidor temporário, atualmente investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás, no âmbito da Operação Nexo Oculto, foi desligado dos quadros da autarquia, que instaurou sindicância administrativa para apurar possível conflito de interesses, direcionamento e atuação como sócio oculto de uma empresa de engenharia.
A sindicância culminou na instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para a devida responsabilização do ex-servidor, processo que está em andamento.
A Goinfra comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil, por intermédio da Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), e mantém colaboração com as investigações em curso.
A autarquia reforça seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, não tolerando qualquer prática de irregularidade, e destaca a atuação da Diretoria de Controle Interno no acompanhamento e fortalecimento dos mecanismos de controle e integridade institucional.”
Autor Manoel Messias Rodrigues
Ferramenta consumo.tributos.gov.br já processa centenas de milhões de notas fiscais e permite que empresas e cidadãos acompanhem, na prática, como funcionará o novo modelo de tributação
A plataforma consumo.tributos.gov.br entrou no ar na 3ª feira (13.jan.2026). Marca o início da fase operacional da reforma dos tributos sobre o consumo. Desenvolvido pela Receita Federal, o sistema já está em operação e começou a processar documentos fiscais reais emitidos em todo o país.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a ferramenta integra uma estratégia mais ampla de reorganização fiscal. “A reforma tributária é o instrumento mais moderno e correto que essa equipe encontrou para projetar estabilidade fiscal para o médio e o longo prazo, com segurança jurídica e transparência”, afirmou.
A plataforma foi concebida para centralizar o cálculo e a visualização dos novos tributos sobre o consumo, especialmente a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal. Desde as primeiras horas de funcionamento, o sistema passou a processar um volume elevado de dados fiscais.
Para o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, 2026 deve ser entendido como um período educativo. “Esse ano não é de arrecadação. O contribuinte vai ver o cálculo, vai entender como funciona, mas não haverá nenhum efeito tributário”, disse. A cobrança efetiva da CBS começa apenas em 1º de janeiro de 2027.
Antes da abertura ao público, o sistema passou por um projeto piloto de mais de 6 meses, com cerca de 400 empresas conectadas. Agora, o acesso foi ampliado para todos os pagadores de impostos, com dados reais de notas fiscais eletrônicas. “Já estamos com mais de 400 milhões de documentos processados em poucos dias, agora em ambiente aberto”, destacou Barreirinhas.
Outro ponto central é o caráter de orientação da fiscalização em 2026. Caso seja identificada alguma irregularidade, o contribuinte terá 60 dias para corrigir o problema sem aplicação de penalidades, medida que busca facilitar a adaptação de empresas e sistemas contábeis.
A plataforma também foi desenhada para funcionar de forma integrada com Estados e municípios. Embora o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) e o ISS (Imposto sobre Serviços), só comece a ser implementado gradualmente a partir de 2029, a base tecnológica já está sendo construída de forma conjunta.
“As 3 esferas da federação vão caminhar juntas, com um único objetivo: dar racionalidade, diminuir litígios e harmonizar o entendimento da legislação sobre consumo”, afirmou Durigan.
Na prática, o novo sistema também promete reduzir disputas tributárias relacionadas à mudança da tributação da origem para o destino. Segundo Durigan, a unificação do contencioso evita que empresas tenham de lidar com litígios em diferentes Estados. “O que se quer é tirar as amarras e permitir transações mais eficientes, inclusive do ponto de vista do contencioso”, disse.
Além da visualização dos cálculos, a Receita disponibilizou ferramentas de apoio, como uma calculadora oficial, para que empresas possam conferir se seus próprios sistemas estão apurando corretamente os tributos. A abertura da plataforma marca a transição do texto legal da reforma para sua aplicação concreta no dia a dia do sistema tributário brasileiro.
consumo.tributos
A plataforma foi criada para centralizar o cálculo, a apuração e a visualização dos tributos sobre o consumo, conforme o novo desenho instituído pela reforma tributária. Ela será a base operacional da CBS, de competência federal, e futuramente também do IBS, que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal.
Apesar de estar plenamente funcional, a plataforma não tem, em 2026, qualquer obrigação de pagamento. O contribuinte consegue visualizar:
- o destaque dos tributos conforme as novas regras;
- a forma de cálculo da CBS;
- a lógica de créditos e débitos;
- simulações de incidência tributária nas operações.
Transparência
Além de servir às administrações tributárias, a plataforma também foi pensada para ampliar a transparência para empresas e consumidores. O novo modelo permite visualizar com mais clareza:
- quanto tributo incide sobre cada operação;
- onde o imposto é devido (regra do destino);
- como funcionam os mecanismos de crédito e compensação.
Um possível ataque criminoso na madrugada desta terça-feira (13/1) destruiu 12 veículos e máquinas usados nas obras de duplicação da rodovia BR-153, no Norte de Goiás. A Polícia Civil investiga o caso, que também envolve agressões a um vigilante do canteiro de obras.
O incêndio ocorreu no km 185 da rodovia, nas proximidades da Fazenda Três Corações, em um trecho entre Campinorte e Uruaçu. Testemunhas e vestígios no local apontam para ação intencional.
Três máquinas e nove caminhões foram consumidos pelas chamas. Entre os equipamentos destruídos estavam nove caminhões-caçamba e três máquinas — retroescavadeira, motoniveladora e um trator de esteira — todos pertencentes ao canteiro responsável pela duplicação da rodovia.
O prejuízo pode chegar a R$ 10 milhões, segundo estimativa inicial. Os equipamentos estavam estacionados no local de apoio das obras e tiveram perda total após o fogo, que se espalhou rapidamente.
De acordo com a apuração, um dos vigilantes — funcionário de uma empresa terceirizada contratada pela Ecovias do Araguaia, concessionária que administra o trecho — foi levado a hospital após relatar à polícia que teria sido agredido por três homens. Em seguida, os suspeitos teriam ateado fogo aos maquinários.
Durante a ação, o guarda que fazia a vigilância do local também teria sido agredido. O delegado responsável pelo caso, Sandro Costa, afirmou que o vigilante será ouvido formalmente assim que receber alta. A perícia já está sendo realizada no local.
Concessionária afirma que acionou autoridades
A Ecovias do Araguaia informou em nota que a concessionária e a empresa executora acionaram as autoridades e estão colaborando com a apuração dos fatos. A empresa disse ainda que eventuais impactos no andamento das obras ainda estão sendo avaliados.
Até o momento, a Polícia Rodoviária Federal não divulgou posicionamento oficial sobre o episódio. A concessionária e a empreiteira seguem levantando os danos e as consequências para o cronograma.
O projeto de duplicação prevê 53 quilômetros de rodovia. Autoridades estaduais e responsáveis pelas obras agora concentram esforços nas investigações para identificar os autores e avaliar como o ataque afetará o andamento dos serviços.
Autor Manoel Messias Rodrigues










