1 de abril de 2026
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou, na noite de sexta-feira (13/2), em Goiânia, um ônibus de passageiros que trafegava em condições consideradas extremas de insegurança. O veículo já havia se envolvido dias antes em um grave acidente na BR-020, no município de São Desidério, no oeste da Bahia, onde 22 pessoas ficaram feridas após o tombamento.

A abordagem ocorreu na unidade operacional do Parque Ecológico, durante fiscalização de rotina. Segundo a PRF, o ônibus apresentava uma série de avarias estruturais e ausência de itens obrigatórios de segurança, o que comprometeria totalmente a circulação em rodovias federais.

Entre os problemas constatados estavam a falta do retrovisor esquerdo, todos os vidros laterais estilhaçados no mesmo lado, para-brisa da área de passageiros danificado, proteção do motor destruída, lâmpadas queimadas e falhas mecânicas visíveis.

O histórico do veículo agravou a situação. O acidente aconteceu na madrugada de 11 de fevereiro, por volta das 2h, quando o ônibus perdeu o controle sob chuva intensa, invadiu a pista contrária e saiu da via, tombando às margens da rodovia. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros prestaram socorro às vítimas, encaminhadas para unidades de saúde da região. O teste do etilômetro realizado no motorista, na ocasião, apontou resultado negativo para ingestão de álcool.

Apesar dos danos, a empresa proprietária não contratou guincho para transportar o coletivo após o sinistro. De acordo com o relato do condutor abordado em Goiânia, a orientação foi dirigir o próprio ônibus avariado da Bahia até a capital goiana.

PRF determinou transporte do ônibus por meio de guincho

Diante das irregularidades, a PRF autuou o veículo por mau estado de conservação e risco à segurança viária, determinando a retirada imediata de circulação. A corporação exigiu que a empresa providenciasse transporte adequado por guincho até a garagem.

O caso reforça o alerta das autoridades para a responsabilidade das empresas de transporte coletivo quanto à manutenção da frota e ao cumprimento das normas de segurança, especialmente após ocorrências com vítimas, quando a circulação de veículos danificados pode colocar em risco motoristas, passageiros e demais usuários das rodovias.

Autor Rogério Luiz Abreu

Lidiane

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