15 de janeiro de 2026
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A Polícia Civil de Goiás está investigando supostas fraudes em licitações de obras na Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Os contratos sob suspeita alcançam o valor aproximado de R$ 5,3 milhões. As investigações tiveram origem em informações encaminhadas pela própria estrutura da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), à qual a Goinfra está vinculada.

No âmbito da investigação criminal, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) cumpriu nesta terça-feira (13/1) mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares. A ação, denominada Operação Nexo Oculto, visou localizar documentos e provas de crimes supostamente praticados por um engenheiro que trabalhava na agência em contrato temporário. O suspeito mantinha vínculos com uma empresa de engenharia contratada pelo órgão público.

A investigação aponta que o engenheiro teria passado a empresa para o nome de um “laranja” e burlava as licitações para favorecer o próprio negócio. Um dos indícios é que ele continuou recebendo valores da empresa enquanto atuava como servidor público.

Segundo o delegado Rodrigo Carlos Godinho, três contratos celebrados entre 2023 e 2025 estão sob análise.

“Os elementos colhidos até o momento indicam possível direcionamento de certames, conflito de interesses e manutenção de vínculo não declarado entre o servidor público temporário e empresa contratada”, informou a polícia. Os contratos com a empresa teriam superado R$ 5 milhões após a entrada do servidor na autarquia.

Na operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, mídias de armazenamento e dinheiro em espécie

Na operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, mídias de armazenamento e quantia de dinheiro em espécie. Todo o material será submetido a análise pericial para aprofundar as investigações. As diligências ocorreram em endereços ligados ao engenheiro e à empresa investigada.

A Goinfra informou que o servidor temporário foi desligado dos quadros da autarquia assim que foi descoberta sua ligação com a empresa. A autarquia também instaurou uma sindicância que evoluiu para um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.

“A Goinfra ainda informa que comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil e mantém colaboração com as investigações em curso, além de reforçar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos”, afirmou a agência em nota.

Veja nota da Goinfra

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informa que o ex-servidor temporário, atualmente investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás, no âmbito da Operação Nexo Oculto, foi desligado dos quadros da autarquia, que instaurou sindicância administrativa para apurar possível conflito de interesses, direcionamento e atuação como sócio oculto de uma empresa de engenharia.

A sindicância culminou na instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para a devida responsabilização do ex-servidor, processo que está em andamento.

A Goinfra comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil, por intermédio da Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), e mantém colaboração com as investigações em curso.

A autarquia reforça seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, não tolerando qualquer prática de irregularidade, e destaca a atuação da Diretoria de Controle Interno no acompanhamento e fortalecimento dos mecanismos de controle e integridade institucional.”

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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