14 de fevereiro de 2026
  • 16:42 Mãe é presa ao isolar criança com autismo e alimentá-la apenas 1 vez ao dia
  • 12:58 Vilela aparece entre os 10 prefeitos mais bem avaliados do país
  • 09:14 o plano da China para ampliar moeda de reserva
  • 05:30 Cristiano Galindo defende a instalação de consultórios odontológicos em áreas rurais
  • 01:46 Morre menino de 8 anos baleado pelo pai em Itumbiara


A Polícia Civil de Goiás, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária, desarticulou nesta quinta-feira (18/09) uma fábrica clandestina de café no Jardim Petrópolis, em Goiânia. O local operava em condições precárias e representava grave risco à saúde pública.

De acordo com o delegado Humberto Teófilo, responsável pela operação, o estabelecimento funcionava como ponto de distribuição e torra do produto adulterado. Foram encontrados sacos de fertilizante sendo reutilizados para armazenar o café, que apresentava mistura de impurezas.

“Você vê que esses sacos de fertilizantes contaminam o café, ou seja, o café fica tóxico. Isso é um risco para a saúde pública”, alertou o delegado.

Além da contaminação por produtos químicos, o local apresentava total falta de higiene e desrespeito às normas sanitárias. Havia estoque de lenha e equipamentos de torrefação em condições precárias.

Foram identificadas embalagens de marcas como “Café Modão” e “Café Capricho”, que falsamente indicavam origem em São Paulo e no Paraná. Todos os produtos eram fabricados no mesmo endereço de forma irregular.

Delegado Humberto Teófilo: no local havia estoque de lenha e equipamentos de torrefação em condições precárias

A operação resultou na detenção de três pessoas, que foram encaminhadas à delegacia. Os envolvidos poderão responder por crimes de adulteração de gêneros alimentícios, crimes contra as relações de consumo e infrações sanitárias.

“Ainda que não houvesse produção em andamento no momento da ação, foram constatados produtos já interditados pela Vigilância Sanitária em inspeções anteriores, evidenciando reincidência e risco grave à saúde pública”, afirmou o delegado.

Um inquérito policial será instaurado para apurar a responsabilidade dos sócios, administradores e responsáveis técnicos da empresa. O objetivo é garantir a proteção do consumidor e a punição dos envolvidos.

O delegado fez um apelo para que a população evite consumir essas marcas e compartilhe as informações para alertar outros possíveis consumidores.

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT