Austrália e Vietnã são os mercados mais atrativos para expansão internacional
Lidiane 31 de maio de 2026
Relatório avaliou 12 mercados da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio; Austrália, Vietnã e Emirados Árabes lideram ranking de atratividade para expansão
Os Emirados Árabes Unidos, a Austrália e o Vietnã são os três mercados mais atrativos da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio para empresas que buscam expandir operações no exterior. A China continental, embora apresente um ambiente regulatório e operacional mais complexo, mantém forte potencial de longo prazo, segundo relatório divulgado pela Vistra e pela Euromonitor International.
O estudo serve como guia para companhias em busca de crescimento em uma região que continua sendo um dos principais motores da economia global, mas que também apresenta desafios regulatórios, tributários e trabalhistas.
Foram analisados 12 mercados: Austrália, China continental, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Indonésia, Malásia, Vietnã, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. A avaliação utilizou dois indicadores. O primeiro mediu a atratividade dos mercados com base em fatores como resiliência econômica e características demográficas. O segundo avaliou o grau de dificuldade operacional, considerando aspectos como complexidade regulatória, carga tributária e transparência de dados.
Mercados mais atrativos e mercados mais difíceis de acessar
Com base em relatório de 2026 que avaliou 12 mercados da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio. Fontes: Vistra e Euromonitor International.
Durante o lançamento do relatório, Hong Ailin, gerente sênior de consultoria da Euromonitor International, afirmou que a região da Ásia-Pacífico continua sendo um dos principais polos de crescimento global. Segundo ela, o PIB real da região deve avançar cerca de 4,1% ao ano nos próximos cinco anos, acima da média global de 3,1%. O aumento dos gastos dos consumidores e o tamanho dos mercados locais continuam atraindo investimentos estrangeiros. Em 2024, mais de US$ 600 bilhões em investimento estrangeiro direto foram direcionados à região.
Hong destacou que as dificuldades operacionais costumam ser maiores em mercados emergentes do que em economias desenvolvidas, especialmente em áreas como regulamentação e administração corporativa. Mudanças frequentes nas regras, aplicação inconsistente das normas e barreiras linguísticas podem dificultar a entrada de empresas estrangeiras. Além disso, as companhias podem enfrentar sistemas tributários fragmentados, escassez de mão de obra e níveis mais baixos de automação nos processos contábeis e fiscais.
Singapura, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Hong Kong e Malásia foram classificados como mercados de rápido crescimento com desafios operacionais relativamente administráveis. Nesses países e territórios, os altos custos —e não as barreiras regulatórias— são o principal obstáculo. Segundo o relatório, empresas que entrarem rapidamente nesses mercados e ganharem escala com antecedência poderão obter vantagem competitiva.
Já Vietnã, Indonésia e China continental foram classificados como mercados de elevado potencial de longo prazo, mas com maior grau de complexidade operacional. O estudo aponta regulamentações complexas, regras trabalhistas restritivas e menor transparência de dados como os principais desafios. Ainda assim, empresas que conseguirem se adaptar às condições locais poderão construir vantagens competitivas duradouras.
“A fricção é inevitável na expansão para novos mercados, e o verdadeiro diferencial está em como as empresas lidam com ela”, afirmou Hong.
Zhang Hailiang, responsável pela região do Norte da Ásia na Vistra, disse que as empresas chinesas estão deixando de focar apenas na exportação de produtos e capacidade industrial para investir na construção de operações locais de longo prazo no exterior. Segundo ele, essa mudança leva as companhias a priorizar menos as oportunidades de crescimento imediato e mais a rentabilidade sustentável, a conformidade regulatória e a integração aos mercados locais.
O relatório conclui que as empresas estão adotando abordagens mais flexíveis para a expansão internacional. Em vez de evitar mercados considerados difíceis, muitas optam por absorver custos mais elevados, assumir riscos maiores em setores como o de semicondutores para manter a velocidade de crescimento ou priorizar governança corporativa e estabilidade de longo prazo em detrimento da expansão acelerada.
Este texto foi publicado originalmente pela Caixin Global em 25 de maio de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Presidente dos EUA publica trocadilho com a frase “eu adoro o cheiro de napalm pela manhã” mudando “napalm” por “deportações”; napalm era o composto químico usado pelos norte-americanos para matar vietnamitas em massa, incendiando aldeias e pessoas ao mesmo tempo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), publicou neste sábado (6.set.2025) em sua rede social Truth Social uma montagem inspirada no filme “Apocalypse Now” (1979), sobre a Guerra do Vietnã.
Na imagem, Trump aparece caracterizado como o tenente-coronel Bill Kilgore, interpretado por Robert Duvall, com helicópteros militares ao fundo e a célebre frase do personagem adaptada à política migratória do governo: “I love the smell of deportations in the morning…” (“Eu adoro o cheiro de deportações pela manhã”).
A frase original é uma das mais célebres da história do cinema: “I love the smell of napalm in the morning” (“Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã”). No filme, o personagem Kilgore, comandante da Cavalaria Aérea do Exército dos EUA, faz referência ao uso do napalm —um composto químico incendiário à base de gasolina que destruía vilarejos inteiros no Vietnã, deixando milhares de mortos e o cheiro do combustível no ar.
A sequência do longa do diretor Francis Ford Coppola começa com a Cavalaria Aérea de Kilgore chegando a um vilarejo vietnamita à beira mar ao som de “Cavalgada das Valquírias”, de Wagner. O desembarque das tropas é feito em meio a um caos de tiroteio, fogo e bombas.
O excêntrico tenente-coronel põe parte de seus homens para surfar na praia, uma das várias alegorias do filme para mostrar a loucura da guerra. Também ordena o bombardeio de uma área próxima, onde acredita estarem os vietcongues. Aviões jogam o napalm.
É quando Kilgore se agacha e diz a célebre frase. Eis a imagem na cena original do filme “Apocalypse Now”:
Assista à cena (2min42):
Na imagem publicada em sua rede social, Trump também mudou o título do filme para “Chipocalypse Now”. O trocadilho faz alusão à chipotle, pimenta defumada (geralmente jalapeño vermelha), muito usada na culinária latina e comumente associada a imigrantes hispânicos —alvo recorrente das ações de deportação de Trump.
Na legenda, o republicano escreveu que “Chicago está prestes a descobrir por que se chama Departamento de Guerra”, em referência a medidas contra imigrantes irregulares na cidade. Na 6ª feira (5.set), uma ordem executiva do presidente mudou o nome do Departamento de Defesa, também conhecido como Pentágono, para Departamento de Guerra.
A Casa Branca compartilhou a publicação de Trump no X, usando emojis de helicópteros. O meme rapidamente viralizou, acumulando milhões de visualizações, curtidas e compartilhamentos.
O líder vietnamita, To Lam, afirmou que a criação das usinas será para o “benefício do desenvolvimento socioeconômico”
O Vietnã e a Rússia anunciaram no domingo (11.mai.2025), em uma declaração conjunta, que concordaram em dialogar e assinar rapidamente acordos para a construção de usinas de energia nuclear no Vietnã. O governo do país asiático espera que as primeiras instalações tenham capacidade combinada de até 6,4 gigawatts, caso estejam em atividade de 2030 a 2035.
O anúncio se deu depois da visita do líder vietnamita, To Lam, à Moscou em 9 de maio. Segundo Lam, as construções serão realizadas “conforme os regulamentos de segurança nuclear e radiológica”.
“O desenvolvimento das usinas com tecnologia avançada estará estritamente em conformidade com os regulamentos de segurança nuclear e radiológica e para o benefício do desenvolvimento socioeconômico“, declarou.
Há 10 anos, o Vietnã havia interrompido os planos de construção das usinas. A retomada do projeto faz parte dos esforços do país para aumentar sua capacidade de geração energética e crescer a economia.
No início deste ano, o governo do Vietnã havia declarado sua intenção em manter conversas a respeito de outros projetos nucleares com Rússia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e França.


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