Republicano afirmou que militares iranianos não têm mais defesa aérea ou marítima; país persa busca sucessor de Ali Khamenei, morto em ataque no sábado (28.fev)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) disse nesta 3ª feira (3.mar.2026) que os ataques realizados por seu governo em parceria com Israel destruíram “praticamente tudo” no Irã. O republicano anunciou que uma nova onda de ataques será realizada “em breve”. As declarações foram feitas a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, após reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz (CDU, direita).
Trump afirmou que as operações militares norte-americanas destruíram a capacidade de defesa aérea e marítima do Irã: “Eles não têm mais uma Marinha. Ela foi destruída. Eles não têm mais uma Força Aérea. Ela foi destruída”, disse o presidente.
Acrescentou que “hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor”, afirmou o republicano em referência à reunião de decisão dos sucessores de Ali Khamenei, que morreu no sábado (28.fev).
Trump também disse que o governo iraniano de atinge alvos civis. “O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis”, declarou.
Apoio alemão à operação
Ao lado de Merz, Trump afirmou a repórteres que os 2 líderes conversariam sobre a guerra. Acrescentou que o premiê alemão “tem ajudado” ao permitir que forças norte-americanas desembarquem em “certas áreas”.
“Eles estão nos permitindo desembarcar em certas áreas, e nós agradecemos, e eles estão apenas nos deixando confortáveis. Não estamos pedindo que eles enviem tropas terrestres”, declarou.
A reunião entre Trump e Merz tinha como principal pauta o comércio, mas foi ofuscada pelo conflito no Oriente Médio.
Suspensão de acordos comerciais com a Espanha
O presidente dos EUA também anunciou o rompimento de todas as relações comerciais com a Espanha. A ruptura foi motivada pela recusa espanhola em permitir que os EUA utilizassem instalações militares localizadas na Espanha para realizar ataques ao Irã.
Trump considerou a atitude do governo espanhol inadequada no contexto das operações militares norte-americanas no Oriente Médio.
Save America Act estabelece 2 requisitos eleitorais, mas democratas querem bloquear proposta
Em apoio à lei Save America Act, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) defendeu na 3ª feira (24.fev.2026) a prova de cidadania para votar nas eleições dos Estados Unidos. O projeto estabelece 2 requisitos para o processo eleitoral: apresentação de documento de identificação emitido pelo governo no ato de votar e comprovação de cidadania durante o registro eleitoral.
Trump afirmou que a legislação protegerá as eleições contra “fraudes”, que classificou como “desenfreadas”. O presidente atribuiu a oposição democrata ao projeto ao desejo de fraudar eleições.
O presidente também disse que a manobra seria a única maneira de candidatos do Partido Democrata se elegerem. Os opositores ao governo, que são contra a lei, argumentam que isso poderia impedir cidadãos que mudaram seus nomes e outros grupos de votarem.
Discurso sobre o Estado da União
O discurso sobre o Estado da União é um evento tradicional do calendário político norte-americano. O pronunciamento é realizado em sessão conjunta do Congresso e transmitido pela televisão em horário nobre. A ocasião representa uma oportunidade para o presidente destacar os principais feitos do governo.
Presidente dos EUA rebate relatos sobre resistência militar e diz preferir acordo a ofensiva militar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos. Em publicação nas redes sociais, Trump rebateu reportagens que indicavam cautela do militar e declarou que a informação é “100% incorreta”. Disse ainda que, embora prefira um acordo diplomático, a decisão final sobre uma ação cabe a ele.
Segundo o jornal norte-americanoThe Washington Post, Caine alertou Trump sobre os riscos de uma ofensiva contra o Irã. Segundo relatos de integrantes do governo ouvidos sob anonimato, o militar teria afirmado, em reunião na Casa Branca na semana passada, que falhas no estoque de munições estratégicas e a falta de apoio de aliados ampliariam os perigos de uma operação e poderiam expor tropas norte-americanas a retaliações.
Caine teria ressaltado que os arsenais foram significativamente reduzidos pelo apoio de Washington à Ucrânia na guerra contra a Rússia e pela defesa de Israel diante dos conflitos na região. Em nota, o gabinete do general teria declarado que ele apresenta “uma gama de opções militares” aos líderes civis, com avaliação de impactos e riscos, de forma confidencial. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse que Trump escuta diferentes opiniões antes de decidir com base na segurança nacional.
Depois da publicação das informações, Trump disse que reportagens da “mídia de notícias falsas” afirmaram, de forma incorreta, que Caine seria contra uma guerra com o Irã. Declarou que, como todos no governo, o general prefere evitar um conflito, mas que, se houver decisão de agir militarmente, considera que a vitória seria “fácil”.
Trump disse que Caine conhece bem o Irã por ter comandado uma operação responsável por destruir instalações ligadas ao desenvolvimento nuclear iraniano com bombardeiros B-2. Afirmou ainda que o militar “representa o Exército mais poderoso do mundo”, que “sabe vencer” e que, se receber a ordem, “liderará a linha de frente”.
O presidente dos EUA declarou ser ele quem toma a decisão final, disse preferir um acordo diplomático, mas advertiu que, caso não haja entendimento, será “um dia muito ruim” para o Irã.
A dimensão de uma eventual campanha dependeria do objetivo definido por Trump. Um ataque restrito ao programa de mísseis iraniano exigiria atingir centenas de alvos, incluindo lançadores móveis e sistemas de defesa aérea. Já uma investida voltada à derrubada do líder supremo Ali Khamenei ampliaria o número de alvos para milhares de instalações estratégicas, com possibilidade de semanas ou meses de confronto.
Autoridades norte-americanas discutem a hipótese de uma ação limitada para pressionar Teerã a aceitar termos mais rígidos sobre seu programa nuclear. As negociações entre os 2 países devem ser retomadas em Genebra.
Presidente dos EUA chamou Hunter Hess de “autêntico perdedor” após o atleta olímpico falar em “sentimentos ambivalentes”
O esquiador norte-americano Hunter Hess afirmou nesta 6ª feira (20.fev.2026) que as semanas depois de Trump chamá-lo de “autêntico perdedor”foram as mais difíceis de sua vida. A declaração foi dada à CNN Internacional depois de se classificar em 5º lugar para a final masculina do esqui estilo livre nos Jogos Olímpicos de Inverno, com chance de conquistar uma medalha às 15h30 (horário de Brasília).
“Provavelmente foram as 2 semanas mais difíceis da minha vida. Felizmente, tive muito apoio de amigos e familiares para superar esse período”, afirmou o esquiador.
Hess foi questionado em 4 de fevereiro sobre como se sentia ao representar os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Inverno, diante do contexto da violência contra imigrantes e outras questões sociais. Ele disse ter “sentimentos ambivalentes” em relação à situação e que não representa tudo o que acontece no país: “Só porque visto a bandeira, não significa que represento tudo o que está acontecendo nos EUA”. Em 8 de fevereiro, Donald Trump respondeu em rede social: “Hunter Hess, um autêntico perdedor, diz que não representa o seu país nos atuais Jogos Olímpicos de Inverno. Se esse é o caso, não deveria ter disputado as provas para integrar a equipe, e é uma pena que esteja nela. É muito difícil torcer para alguém assim”, escreveu o presidente em seu perfil na rede social Truth Social. O esquiador afirmou que não mudou de opinião sobre o que afirmou no começo do mês de fevereiro: “Amo os Estados Unidos da América. Não me canso de repetir isso. Trabalhei muito para chegar até aqui. E sim, mantenho o que disse”.
Depois da sessão de qualificação desta 6ª feira (20.fev), Hess fez um “L” com a mão na testa, em referência à palavra “loser” (perdedor). Em seguida, apontou para a testa com a outra mão e disse para a câmera: “Aparentemente, sou um perdedor”.
Plataforma TrumpRx.gov conta com 40 fármacos populares a preços reduzidos para os norte-americanos
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), criou na 5ª feira (5.fev.2026) um site que oferece descontos em 40 medicamentos, incluindo Ozempic. A plataforma TrumpRx.gov permite que os norte-americanos comprem fármacos a preços equivalentes aos mais baixos pagos em outras nações desenvolvidas, seguindo o conceito de MFN (Most Favorable Nation, nação mais favorecida), de acordo com a Casa Branca.
O site disponibiliza inicialmente medicamentos de 5 fabricantes que estabeleceram acordos com o governo dos EUA: AstraZeneca, Eli Lilly, EMD Serono, Novo Nordisk e Pfizer. Os pacientes norte-americanos podem obter os descontos apresentando receitas médicas válidas e utilizando cupons impressos ou digitais em seus telefones.
A criação do TrumpRx.gov resulta de ações governamentais que começaram em maio de 2025, quando Trump assinou um decreto chamado “Entregando Preços de Medicamentos de Nação Mais Favorecida aos Pacientes Norte-Americanos”.
Os dados divulgados pela Casa Branca mostram reduções expressivas nos valores dos medicamentos. O Ozempic, utilizado para diabetes, passou de US$ 1.028 para preço médio de US$ 350 mensais, podendo chegar a US$ 199, dependendo da dosagem. O Wegovy injetável, que custava US$ 1.349 por mês, terá preço médio similar ao Ozempic, enquanto sua versão em comprimido custará a partir de US$ 149.
O Zepbound, anteriormente vendido a US$ 1.088 mensais, terá preço médio de US$ 346, podendo chegar a US$ 299. Medicamentos para fertilidade também apresentam quedas nos preços: o Gonal-F custará a partir de US$ 168 por caneta, o Cetrotide cairá de US$ 316 para US$ 22,50, e o Ovidrel de US$ 251 para US$ 84. Pacientes com problemas de fertilidade economizarão em média mais de US$ 2.000 por ciclo de tratamento.
O inalador Bevespi Aerosphere para DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) terá seu preço reduzido de US$ 458 para US$ 51. O Airsupra, usado para asma, cairá de US$ 504 para US$ 201. A pomada Eucrisa para dermatite atópica passará de US$ 792 para US$ 158.
A insulina Lispro estará disponível por valores a partir de US$ 25 mensais, e o Duavee, para ondas de calor e osteoporose, terá seu preço reduzido de US$ 202 para US$ 30.
Nos próximos meses, medicamentos de outras empresas que assinaram acordos de preços MFN serão disponibilizados no TrumpRx.gov. Em 15 de janeiro de 2026, Trump solicitou ao Congresso a aprovação do Grande Plano de Saúde, que busca codificar as economias obtidas com a iniciativa de preços MFN, reduzir prêmios de seguros e maximizar a transparência de preços.
Em 31 de julho de 2025, Trump enviou cartas aos principais fabricantes farmacêuticos delineando as medidas necessárias para reduzir os preços dos medicamentos nos EUA. Desde 30 de setembro de 2025, o presidente anunciou 16 acordos com grandes fabricantes para alinhar os preços com os praticados em outros países desenvolvidos.
Ryan Routh foi considerado culpado por tentar matar o presidente em campo de golfe na Flórida em setembro de 2024
Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado nesta 4ª feira (4.fev.2026) à prisão perpétua por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em um campo de golfe na Flórida. A sentença foi confirmada após ele ter sido considerado culpado pela tentativa de assassinato em setembro de 2024 no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, segundo a BBC.
A juíza Aileen Cannon aplicou a pena máxima ao réu, que planejou o ataque quando Trump ainda era candidato à Presidência. Na decisão, a magistrada afirmou que os crimes cometidos “indubitavelmente justificam uma sentença de prisão perpétua”, destacando que Routh agiu de forma premeditada ao longo de meses e não demonstrou arrependimento.
O atentado foi frustrado quando um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos identificou o cano de um rifle saindo de um arbusto e disparou contra o suspeito. Routh fugiu do local, mas foi preso pouco depois nas proximidades do clube de golfe.
Durante a investigação, agentes federais apreenderam um rifle semiautomático com mira telescópica e carregador estendido. O júri também teve acesso a uma lista de locais onde Trump poderia aparecer e a um bilhete deixado para um amigo, no qual Routh descrevia o episódio como uma “tentativa de assassinato”.
Natural da Carolina do Norte e residente no Havaí antes da prisão, Routh optou por se defender sem advogado no julgamento, iniciado em setembro de 2025. As autoridades afirmaram que ele não conseguiu uma linha de visão clara do então candidato no momento do ataque e não detalharam motivações políticas específicas.
O caso foi o 2º atentado contra Trump em 2024. Em julho daquele ano, durante um comício na Pensilvânia, um atirador abriu fogo, matou uma pessoa e feriu outras, incluindo Trump. O autor do ataque foi morto pela polícia no local.
Avião que levava o presidente dos EUA estava a caminho da Suíça quando teve de retornar à base aérea
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), estava a bordo do avião presidencial, Air Force One, na 3ª feira (20.jan.2026) quando o voo foi interrompido por falha elétrica. Ele estava a caminho do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, quando teve de retornar à Base Conjunta Andrews, em Maryland. Esta é a 1ª viagem internacional do republicano em 2026.
“Depois da decolagem, a tripulação do Air Force One identificou um pequeno problema elétrico. Por excesso de cautela, a aeronave está retornando à Base Conjunta Andrews. O presidente e sua equipe embarcarão em outro avião e seguirão viagem para a Suíça”, disse a Casa Branca em comunicado.
Segundo a agência Reuters, a aeronave pousou em segurança na base aérea na madrugada desta 4ª feira (21.jan) –por volta da 1h no horário de Brasília. Depois do pouso do Boeing 747, a viagem continuou em um Boeing 757 menor, que partiu mais de duas horas depois da decolagem do voo inicial.
No Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente dos EUA deve se juntar a outros líderes mundiais, alguns dos quais contestaram sua ameaça de controlar a Groenlândia e seus planos para um Conselho da Paz, com o objetivo de supervisionar a Faixa de Gaza. O discurso de Trump em Davos está marcado para as 10h30 no horário de Brasília, nesta 4ª feira (21.jan).
Trump já afirmou que prioriza interesses nacionais e políticas protecionistas, posição que contrasta com a agenda de cooperação econômica defendida no fórum.
A última vez que Trump esteve presente em Davos foi em 2020, durante seu 1º mandato. Em 2025, já de volta à presidência, ele optou por participar da 55ª edição por videoconferência. Dessa vez, comparecerá presencialmente com uma delegação composta por integrantes de sua gestão, como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou a jornalistas em 15 de janeiro que entre os tópicos que devem ser abordados por Trump estão as “iniciativas habitacionais” norte-americanas. Segundo ela, Trump “sabe que os EUA são mais fortes quando são uma nação de proprietários, e não de inquilinos, e está determinado a proporcionar essa oportunidade ao maior número possível de norte-americanos”.
No dia seguinte ao bombardeio à Venezuela e sequestro do presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. Em meio às declarações, ele também insinuou uma ação militar contra o governo da Colômbia, liderado por Gustavo Petro.
Em entrevista à revista The Atlantic, no domingo (4/1), Donald Trump defendeu a necessidade de os Estados Unidos controlarem a Groenlândia por razões de segurança nacional. Ele afirmou que o interesse não é de ordem econômica, como recursos minerais ou petróleo, mas estratégica. Segundo Trump, a presença constante de navios russos e chineses ao longo das costas do território ártico representaria uma ameaça, tornando essencial a sua anexação para proteger a segurança dos EUA.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu imediatamente, emitindo uma nota em que afirma que os Estados Unidos não têm direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.
“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen.
Ela lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança, que é encabeçada pelos próprios Estados Unidos.
“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.
A primeira-ministra ainda apelou para o fim das ameaças. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.
Vista parcial da cidade de Aasiaat, na Groenlândia // Foto: Freepik
Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, classificou a ameaça como inaceitável.
“Quando o presidente dos Estados Unidos fala ‘precisamos da Groenlândia’ e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.
As ameaças de anexar o território no extremo norte do continente americano remontam ao início do governo Trump, em janeiro de 2025.
A nova declaração desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como os dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.
“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.
Ação militar contra a Colômbia ‘parece bom’
Além da Groenlândia, Trump voltou suas ameaças para a Colômbia, governada pelo presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA afirmou que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.
“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.
O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense.
“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.
“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou. (Com informações da Agência Brasil)
Presidente dos EUA instrumentaliza perfis da Casa Branca e das agências de governo para promover memes e ameaças após a captura do presidente venezuelano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem utilizado a captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, para estabelecer uma narrativa cada vez mais provocativa nos canais oficiais.
Desde o início do 2º mandato, Trump usou contas oficiais da Casa Branca e dos departamentos e agências governamentais para promover mensagens controversas em favor do seu governo.
Neste sábado (3.jan.2026), logo depois de anunciar a captura de Maduro e da ex-primeira-dama Cilia Flores pela operação Absolute Resolve, o perfil oficial da Casa Branca no Instagram publicou uma foto-montagem do presidente norte-americano com a expressão Fafo, sigla de “Fuck around and find out”, que, em tradução livre, significa “Faça merda para ver o que acontece”.
No domingo (4.jan.2026), a conta da Casa Branca publicou um vídeo intercalando um antigo discurso do presidente deposto, em que diz estar esperando pelos Estados Unidos no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, com uma declaração do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, do secretário de Estado, Marco Rubio, e de Trump.
As peças de comunicação com ironias ou ameaças também circularam pelas contas oficiais de outras agências governamentais, como o Departamento de Estado, responsável pelas relações exteriores dos EUA. Em uma publicação no perfil oficial no X, a conta faz referência a uma frase de Marco Rubio e publica uma montagem com a legenda “O presidente Trump é um homem de ação. Se você não sabe, agora sabe” (“President Trump is a man of action. If you don’t know, now you know”).
A postagem acompanha uma foto em preto e branco com Rubio e Trump e um texto central dizendo “Não brinque com o presidente Trump”.
O ATAQUE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.
Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
COMANDO DO PAÍS
No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
Leia mais sobre a ofensiva norte-americana à Venezuela:
Presidente dos EUA diz que ação não é apropriada neste momento; Kremlin fala em drones e Kiev nega acusação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta 2ª feira (29.dez.2025) que ouviu do presidente da Rússia, Vladimir Putin, o relato de uma suposta tentativa ucraniana de ataque a uma residência do líder russo no norte do país.
Trump disse que uma ação desse tipo não é apropriada neste momento, quando há negociações para encerrar a guerra, que já dura 3 anos. O governo ucraniano nega a acusação.
“Não gosto disso. Não é bom. Fiquei sabendo disso hoje pelo presidente Putin. Fiquei muito irritado com isso”, disse Trump.
Segundo o presidente norte-americano, o episódio ocorre em um momento sensível das conversas diplomáticas. “Não é o momento certo. Uma coisa é conduzir ações ofensivas no campo de batalha; outra é atacar a residência de um chefe de Estado”, declarou.
Questionado sobre a existência de provas do suposto ataque, Trump disse que ainda não havia confirmação independente. “Vamos descobrir”, afirmou.
SUPOSTO ATAQUE
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou a Ucrânia de tentar atingir, com drones, uma das residências de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo. Segundo ele, a ação teria sido registrada de domingo (28.dez) a 2ª feira (29.dez.2025).
Lavrov afirmou que 91 drones de longo alcance teriam sido utilizados e que não houve danos nem vítimas. O ministro não informou se Putin estava no local no momento do suposto ataque. Disse ainda que o episódio pode influenciar a posição do Kremlin nas negociações de um acordo de paz.
Autoridades russas declararam que alvos para possíveis ações de retaliação já foram definidos. “Esses atos não ficarão sem resposta”, disse o Kremlin em comunicado.
O conselheiro de Política Externa do Kremlin, Yuri Ushakov, informou que Putin telefonou a Trump para relatar as supostas ofensivas ucranianas. Segundo Ushakov, o presidente norte-americano reagiu com indignação à informação.
KIEV NEGA
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), negou envolvimento no episódio e rejeitou as acusações feitas por Moscou. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a Rússia “continua inventando pretextos” e que o foco deveria ser o fim da guerra.
“Putin precisa aceitar que chegou o momento de encerrar o conflito, os ataques e o derramamento de sangue”, escreveu Zelensky. Também agradeceu aos Estados Unidos, à Alemanha e a outros países europeus pelo apoio diplomático.
Trump e Zelensky reuniram-se no domingo (28.dez) na Flórida (EUA) para tratar das negociações de paz. Antes do encontro, o presidente norte-americano afirmou ter tido uma “conversa produtiva” por telefone com Putin. A declaração sobre o suposto ataque foi feita um dia depois da reunião.