A Prefeitura de Goiânia suspendeu, nesta quarta-feira (1º/4), o contrato com a organização social responsável pela administração da Maternidade Célia Câmara, após denúncias de falta de insumos, ausência de médicos e interrupções no atendimento. A medida foi adotada em meio ao agravamento da crise na unidade.
Nesta quinta-feira (2/4), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que suspendeu preventivamente o contrato com a Sociedade Beneficente São José (SBSJ) e que o Instituto Patris assumiu provisoriamente a gestão do Hospital e Maternidade Célia Câmara na noite de quarta-feira (1º). A pasta informou que a mudança de gestão ocorreu de forma emergencial para tentar restabelecer o funcionamento regular do serviço.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a situação já era monitorada desde dezembro, mas a fiscalização foi intensificada nos últimos dias diante do aumento das falhas observadas. A secretaria relatou que pediu à antiga gestora a comprovação do preenchimento das escalas médicas e da recomposição dos estoques de insumos e medicamentos, mas não recebeu os documentos solicitados.
A direção da maternidade passou recentemente por um processo interno de transição da empresa que prestava os serviços médicos. De acordo com a instituição que administrava a unidade, os pacientes internados continuaram recebendo assistência integral, sem interrupções no atendimento.
O assessor técnico da SMS, médico Frank Cardoso Barbosa Viana, afirmou que a secretaria vai apurar como se deu a troca das equipes médicas. Questionado sobre a saída da empresa anterior, ele disse que a contratação é de responsabilidade da organização social gestora.
“Essa organização da organização social para com a empresa médica é algo que ainda vai ser apurado pela secretaria para que haja um entendimento dessa operação”, afirmou.
No início desta semana, equipes técnicas da pasta, que acompanhavam a situação presencialmente, constataram que o serviço ainda não havia sido plenamente restabelecido. A SMS reforçou, por fim, que os repasses para a gestão das maternidades municipais foram feitos rigorosamente em dia.
O Instituto Patris foi convidado a assumir a unidade por já administrar um serviço de perfil semelhante e com desempenho considerado satisfatório.
A pasta também informou que as maternidades Dona Íris e Nascer Cidadão seguem funcionando normalmente, com todos os serviços assistenciais previstos nos planos de trabalho.
A SMS disse manter o compromisso com o acesso, a qualidade e a continuidade do cuidado materno-infantil, além da transparência na aplicação dos recursos públicos.
Falhas no serviço levaram à decretação de calamidade
A crise nas maternidades públicas já vinha sendo apontada como um dos fatores que levaram à decretação de calamidade na saúde de Goiânia no fim de 2024 e no início de 2025, durante a transição entre a gestão anterior e o governo Sandro Mabel (UB). Na época, as unidades eram administradas por uma organização social ligada à UFG, que acabou afastada pelo prefeito.
A vereadora Aava Santiago, que pediu auditoria do SUS na saúde da capital, disse que o problema é resultado de uma sequência de falhas acumuladas ao longo do tempo.
“É preciso dizer com clareza que isso não começou agora. Essa crise é resultado de uma sequência de omissões, escolhas erradas e descaso com a rede materno-infantil da cidade”, afirmou.
Ela disse acompanhar o caso e cobrar providências desde os primeiros episódios de desassistência.
“No ano passado, diante de mais um episódio grave de desassistência, levamos o caso ao Ministério da Saúde”, destacou. Segundo a vereadora, foi a partir dessa denúncia que o DenaSUS fez a auditoria nas maternidades públicas de Goiânia.
“O relatório, porém, foi contundente ao apontar falhas graves de gestão, execução financeira e monitoramento contratual, com impacto direto na assistência obstétrica e neonatal, além de responsabilizar administrativamente a própria Secretaria Municipal de Saúde”, acrescentou.
Ministro se confunde e sugere trocar carteira de trabalho por Bolsa Família
Lidiane 31 de outubro de 2025
Declaração foi feita ao completar frase iniciada pelo prefeito de Salinas (MG), após lançamento de programa do governo federal
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, confundiu-se em vídeo divulgado na 2ª feira (27.out.2025) e afirmou que os brasileiros deveriam “trocar a carteira de trabalho pelo cartão do Bolsa Família”. A gravação foi feita ao lado do prefeito de Salinas (MG), Kinca Dias (PDT), após o lançamento do Programa Acredita no Primeiro Passo.
O prefeito começa o vídeo com: “Como foi dito pelo nosso ministro, que nós possamos, no futuro, trocar a carteira de trabalho”. Em seguida, o ministro completa: “Pelo cartão do Bolsa Família, porque saiu da pobreza”. O prefeito conclui: “Esse é o nosso objetivo”.
A assessoria do ministro afirmou que a declaração foi “apenas um lapso, compreensível num ambiente com muitas informações sendo trocadas”.
“O ministro, na verdade, vem utilizando desde o início da sua gestão a frase inversa: “Trocar o cartão do Bolsa Família pela carteira de trabalho. A mensagem central e recorrente do ministro é a valorização do trabalho e do empreendedorismo como caminho para superar a pobreza”, declarou.
O prefeito de salinas também se manifestou e disse que “houve uma dupla interpretação” da conversa “por maldade” ou por “má compreensão”. Segundo ele o objetivo é “fazer com que cada vez mais pessoas se tornem independentes do cartão do Bolsa Família e passem a ter uma carteira de trabalho”.
Assista (23s):
10 estados possuem mais Bolsa Família que carteira de trabalho
Em 10 Estados brasileiros há mais beneficiários do Bolsa Família que empregados com Carteira de Trabalho assinada, segundo dados de julho de 2025.
A pior situação é registrada no Maranhão, onde há 521,6 mil pessoas a mais recebendo dinheiro do programa social que em empregos formais. O Pará (294,7 mil), o Piauí (193,5 mil) e a Bahia (185,4 mil) vêm na sequência do ranking de dependência.
São Paulo fica no fim da lista. O Estado tem 12,3 milhões de trabalhadores formais a mais que famílias no Bolsa Família. Esses dados não incluem o setor público.
Apesar dos números acima, houve uma melhora recente nos índices de dependência do Bolsa Família. Há 1 ano, em julho de 2024, eram 12 unidades da Federação com mais beneficiários que carteira assinada. Em janeiro de 2023, eram 13.
Presidente salvatoriano, Nayib Bukele, ofereceu devolver venezuelanos em troca da libertação de opositores presos por Maduro
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Novas Ideias, direita), propôs uma troca de prisioneiros com a Venezuela neste domingo (20.abr.2025). A proposta foi feita em seu perfil no X e direcionada ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Segundo Bukele, a ideia é devolver à Venezuela 252 presos pelos EUA e deportados para El Salvador acusados de serem integrantes de gangues. Em troca, a Venezuela enviaria 252 pessoas retidas, que Bukele classificou como “presos políticos”.
“Quero propor um acordo humanitário que inclua a repatriação de 100% dos 252 venezuelanos que foram deportados, em troca da libertação e entrega de um número idêntico (252) dos milhares de presos políticos que vocês mantêm”, escreveu Bukele no X.
Entre os presos políticos venezuelanos estão Rafael Tudares, genro do candidato presidencial Edmundo González, e Corina Parisca de Machado, mãe da opositora María Corina Machado.
Bukele também mencionou quase 50 detidos de outras nacionalidades, incluindo cidadãos americanos, alemães e franceses, como parte da troca proposta. Não disse se os prisioneiros seriam presos novamente após a troca.
Segundo o presidente salvatoriano, o ministério das Relações Exteriores de El Salvador irá enviar uma “correspondência formal” à Venezuela.
O incidente desencadeou a Operação Iraúna da Polícia Federal em Goiás (Foto: divulgação/PF)
A Polícia Federal realizou a execução de quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos nesta quarta-feira (24). O grupo sob investigação é suspeito de envolvimento em uma prática delituosa que consiste na troca de etiquetas em aeroportos, substituindo a bagagem de viajantes por malas contendo drogas, incluindo o caso das goianas, ocorrido há um ano.
A investigação teve início após a apreensão de 21 quilos de cocaína em fevereiro, no aeroporto de Brasília, cujo destino era Joanesburgo, na África do Sul. Os quatro suspeitos detidos em São Paulo e Guarulhos são funcionários responsáveis pela etiquetagem e movimentação de bagagens no momento do check-in. Além deles, uma mulher, observada entregando a mala com drogas, também foi presa.
Os sete mandados adicionais abrangem outros funcionários e um motorista de aplicativo. Esse tipo de crime ganhou notoriedade em março de 2023, quando duas brasileiras foram detidas no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, portando 40 kg de cocaína divididos em duas bagagens. O incidente desencadeou a Operação Iraúna da Polícia Federal em Goiás, que prendeu seis suspeitos envolvidos no esquema de alteração da identificação das malas para enviar drogas ao exterior.
De acordo com as autoridades de Goiás, as malas das duas mulheres foram manipuladas por funcionários, que removeram as identificações originais, substituindo-as por etiquetas com informações falsas. Posteriormente, as malas foram encaminhadas para o voo para a Alemanha. No aeroporto, as malas foram entregues a uma funcionária de uma companhia aérea em um dos guichês, que confessou seu envolvimento no esquema.
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Carlos Nathan SampaioCarlos Nathan Sampaio
Jornalista formado pela Universidade Federal e Mato Grosso (UFMT) em 2013, especialista Estratégias de Mídias Digitais pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação de Goiânia – IPOG, pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Senac e especialista em SEO.



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