Ex-presidente também lamentou a rejeição de Jorge Messias pelo Senado e elogiou o encontro entre Lula e Trump nos EUA
O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse, nesta 4ª feira (6.mai.2026), ser inteiramente favorável ao projeto da dosimetria, cujo veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi derrubado pelo Congresso em 30 de abril. O emedebista afirmou que a proposta pode ajudar na “pacificação do país”.
“O Congresso libera, mas quem vai examinar caso a caso [a dosimetria das penas após a derrubada do veto] é o Supremo Tribunal Federal. Acho que isso visa à pacificação do país. O Congresso fez muito bem em manter a integridade do projeto”, disse, no Salão Verde da Câmara dos Deputados.
O projeto de lei reduz penas para crimes de golpe de Estado e de abolição do Estado de Direito. Beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 849 condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Temer também disse lamentar a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado a ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo Temer, Messias é um “bom quadro”, mas o “momento político” levou à desaprovação.
“Evidente que não é bom para o governo. Conheço o Jorge Messias há muito tempo, desde que eu era vice-presidente. Sei que ele é um jurista de nome e sobrenome. Competentíssimo, não tenho a menor dúvida, mas o momento político muitas vezes leva a essa circunstância. Não faço comentários. O Senado fez o que devia. Lamento por ele”, afirmou.
Veja o vídeo abaixo (3min07s):
Quanto à ida de Lula aos Estados Unidos e a um eventual encontro com o presidente Donald Trump (Republicano), Temer disse considerá-lo útil e adequado. “Temos que alocar o multilateralismo, especialmente nos nossos principais parceiros. Não podemos deixar de conversar com os Estados Unidos. Uma conversa muito moderada e adequada”, afirmou.
O ex-presidente deu entrevista durante evento em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília. Temer é ex-presidente da Casa. A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e contou com a presença de autoridades dos Três Poderes e de outros ex-presidentes da instituição.
Ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF, está em prisão domiciliar desde 4 de julho
A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou na 5ª feira (11.set.2025), por maioria, Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado em 2022.
A condenação não implica execução imediata da pena, pois ainda não há trânsito julgado. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de julho, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes.
Nos 40 anos da atual democracia (1985-2025), 5 presidentes tiveram algum problema com a Justiça ou sofreram processos de impeachment no Congresso. Destes 5, 3 já estiveram presos. São eles: o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Michel Temer (MDB) e Fernando Collor de Mello (atualmente sem partido). Relembre:
PRISÃO DE COLLOR
Fernando Collor foi preso em abril de 2025. Em 2023, ele foi condenado pelo STF a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Collor foi levado ao presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió (AL), onde a sala do diretor foi desocupada para acomodá-lo.
Na ocasião, a direção da unidade avaliou que a sala era o único espaço capaz de atender às necessidades de saúde de Collor, conforme determinação da Justiça, sem a necessidade de reformas. O local, situado no corredor administrativo, era maior que as celas comuns e possuía ar-condicionado e banheiro privativo.
O presídio contava com enfermaria para atendimento médico, parlatório para encontros com advogados, espaço para celebrações religiosas e um abrigo destinado aos familiares dos presos que aguardam o horário de visita. Porém, um relatório mostrava que o presídio tinha superlotação e condições “péssimas”.
Em 1º de maio de 2025, Collor foi autorizado a cumprir a pena em prisão domiciliar. Ele mora em uma cobertura de luxo à beira-mar no bairro Jatiúca, em Maceió. O ex-presidente usa tornozeleira eletrônica, tem o passaporte suspenso e saídas permitidas apenas por motivos de saúde.
PRISÃO DE TEMER
Temer foi preso pela 2ª vez em 9 de maio de 2019, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. O pedido de prisão veio da Lava Jato no Rio, por isso ele deveria ter ido para uma cela no Estado fluminense. Porém, a defesa de Temer pediu que ele permanecesse em São Paulo. No pedido, seus advogados argumentavam que o ex-presidente morava com a família na capital paulista.
Temer passou alguns dias em uma sala improvisada na sede da PF em São Paulo até ser transferido para o CP Choque (Comando de Policiamento de Choque) da Polícia Militar, na região da Luz, no centro da cidade. Lá, havia uma cela especial para autoridades. Ele deixou a prisão, sendo autorizado a voltar para casa no dia 15 de maio.
PRISÃO DE LULA
Lula foi condenado pelo ex-juiz e agora senador Sergio Moro (União Brasil-PR) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, apurado pela operação Lava Jato. Antes de ser detido na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), Lula ficou alojado por 2 dias no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).
O petista passou 580 dias em uma sala especial instalada no 4º andar da sede da PF em Curitiba. O espaço tinha aproximadamente 15 m² e 1 banheiro com chuveiro elétrico, cama e uma mesa. Não havia grades. Apenas uma porta fechada pelo lado de fora.
Era vigiado 24 horas por policiais federais. Tinha direito a banho de sol de 2 horas e a um esquema diferenciado de visitas: todas as quintas-feiras (familiares e 2 amigos por vez). Os presos comuns podem receber visitas apenas às quartas-feiras.
Sem acesso a internet, Lula podia assistir a canais de TV aberta, ouvir música com fones de ouvido em MP3 player e receber informações por meio de arquivos em pen drives, impressões ou relatos de seus advogados, assessores, amigos e companheiros de partido.
Em 7 de maio de 2018, a Justiça Federal do Paraná autorizou a entrada de uma esteira ergométrica na sala especial. Lula corria 9 quilômetros por dia. Ele foi solto em 8 de novembro de 2019.


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