22 de abril de 2026
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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) perdeu relevância e se tornou um órgão meramente burocrático. A crítica é de Tatiana Jucá, engenheira civil e candidata à presidência do Conselho, em entrevista ao podcast Domingos Conversa nesta segunda-feira (20/4). Segundo ela, a autarquia se distanciou das decisões estruturais de Goiânia e hoje foca apenas na cobrança de anuidades, sem oferecer retorno aos profissionais.

De acordo com Tatiana, a ausência do Crea em discussões sobre obras e planejamento urbano ajuda a explicar a repetição de problemas na capital.

“A gente não vê o conselho representando realmente a engenharia frente aos órgãos públicos”, disse durante entrevista conduzida pelo jornalista Domingos Ketelbey. Para ela, decisões importantes seguem sendo tomadas sem o devido embasamento técnico, o que resulta em intervenções pontuais e de curto prazo.

A candidata afirma que o papel do conselho não pode se limitar à fiscalização ou a manifestações após falhas já consumadas.

“Não é só quando acontece o problema”, afirmou.

“O Crea precisa se posicionar antes, orientar, participar do diagnóstico, discutir a melhor técnica”, completa. Na avaliação da candidata, a ausência desse tipo de atuação contribui para que a cidade opere no improviso.

Ao tratar da relação com o poder público, Tatiana aponta, ainda, falta de diálogo estruturado.

“A gente não vê essa propositura do Crea”, disse, ao comentar que o conselho não tem sido chamado, tampouco se colocado, nas mesas de discussão sobre intervenções urbanas. Para ela, isso enfraquece tanto a qualidade das decisões quanto o próprio papel institucional da entidade.

A crítica se estende à forma como o Crea se apresenta: “Hoje a gente vê muito mais uma atuação midiática do que técnica”, afirmou. De acordo com ela, a entidade perdeu capacidade de influência ao se afastar dos grandes temas da cidade e da interlocução direta com gestores.

Crea precisa ser um aliado técnico, independente de bandeira política’

Como candidata, Tatiana defende reposicionar o conselho como agente técnico ativo nas decisões públicas. A ideia, segundo ela, é que o Crea deixe de atuar apenas como órgão fiscalizador e passe a contribuir na formulação de soluções.

“O Crea precisa ser um aliado”, afirmou.

“Um aliado técnico, independente de bandeira política”, completou.

Para isso, ela propõe ampliar o diálogo com prefeituras, governo e entidades, criando uma atuação mais contínua e estruturada.

“A gente tem profissionais extremamente capacitados dentro do sistema. Por que não colocar essa capacidade à disposição da cidade?”, questiona.

Na visão da candidata, a retomada desse protagonismo passa também pela reconexão com a base.

“O Crea se distanciou do profissional”, avalia. Para ela, aproximar o conselho da realidade da categoria é condição para que a entidade volte a ter relevância nas decisões que impactam a engenharia e a cidade.

A entrevista pode ser conferida no link: https://www.youtube.com/watch?v=9wVsmi32Zig

Autor Manoel Messias Rodrigues