13 de junho de 2026
  • 18:42 Governo registra Pix como marca de alto renome e amplia proteção ao sistema de pagamentos
  • 14:58 Enildo toma posse e Câmara de Rio Verde abre pautas de junho
  • 11:14 Fenasamba defende financiamento do carnaval como política cultural
  • 07:30 Deputados vão homenagear empresários, desembargador e líder religioso na segunda, 15
  • 03:46 TCU aprova contas do governo Lula de 2025, mas faz alertas sobre dívida pública e renúncias fiscais


Segundo ex-ministro, presidente cedeu à pressão política ao sancionar taxação de compras internacionais

Fernando Haddad (PT) disse, nesta 4ª feira (13.mai.2026), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “corrigiu o rumo” ao rever a chamada taxa das blusinhas. Segundo o ex-ministro, Lula sempre foi contrário à medida, mas acabou cedendo à pressão de governadores e congressistas favoráveis à taxação de compras internacionais.

“O presidente fez o que ele gostaria de ter feito desde o começo”, disse Haddad em entrevista a jornalistas no evento promovido pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, em São Paulo.

Haddad foi um dos integrantes do governo que inicialmente defenderam publicamente a taxação das compras internacionais de até US$ 50. Durante a tramitação da proposta, argumentava que a cobrança ajudaria a equilibrar a concorrência com o varejo nacional e a combater distorções tributárias.

Ao ser questionado pelos jornalistas sobre o que mudou agora com a revogação da taxa, Haddad evitou responder diretamente e desviou do tema.

Segundo o pré-candidato ao governo paulista, Lula foi obrigado a defender a medida após sua aprovação no Congresso Nacional, apesar de discordar da proposta. Nos últimos 2 anos, o presidente que era contra teve que defender”, disse.

Haddad disse que a aprovação da taxação ocorreu sob “unanimidade” entre governadores e congressistas. Ele afirmou, porém, que os defensores da proposta abandonaram o debate logo depois da votação. “A unanimidade desapareceu no dia seguinte. Todo mundo sumiu do debate”, afirmou.

O ex-ministro ainda acusou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de “hipocrisia” por terem apoiado a taxação no Congresso e, posteriormente, defenderem sua revogação. “O partido dele votou a favor. Depois disseram que iam revogar”, afirmou, ao citar o senador Flávio Bolsonaro (PL).

SOBRE O EVENTO

Haddad participou, nesta 4ª feira (13.mai), de uma roda de conversa promovida pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, realizada na Casa de Portugal, em São Paulo. O encontro reuniu políticos, empresários, acadêmicos e integrantes da sociedade civil para discutir democracia, desenvolvimento e o cenário político brasileiro.

O ex-ministro foi o 1º convidado de uma série de encontros com autoridades e pré-candidatos que se prolongará pelos próximos meses.



Autor Poder360 ·


Para o presidente da Câmara, o cenário mais provável é a derrubada do veto presidencial no Congresso

A derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria permitirá que o STF (Supremo Tribunal Federal) reinterprete as condenações, de acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta 3ª feira (28.abr.2026). A medida possibilita que presos deixem o regime fechado e retornem aos seus lares sob novos regimes de cumprimento.

Motta classificou o projeto, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), como a “construção política possível” para evitar uma crise institucional e pacificar o país após os atos de 8 de Janeiro. O texto foi aprovado com ampla maioria no Congresso, mas vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Essa construção foi muito dolorosa para o Parlamento. O assunto trazia uma maneira de insuflar as militâncias de ambos os lados e, muitas vezes, a preocupação com as vítimas ficavam em 2º plano”, disse o deputado em entrevista ao jornal Hora H, da CNN Brasil.

REVISÃO DAS PENAS

Para o presidente da Câmara, a proposta da dosimetria é uma alternativa ao projeto de anistia e oferece um caminho para encerrar o que chamou de “página triste” da história nacional. Ele acredita que a derrubada do veto é o cenário mais provável no Congresso.

“O próprio STF foi quem julgou essas pessoas e poderá, com a derrubada do veto, fazer a reinterpretação das penas. [Poderá] Decidir pela redução para que praticamente todas as pessoas que ainda estão presas possam retornar aos seus lares em outro regime que não seja o fechado”, explicou.

Motta defendeu a atuação do Legislativo no tema. “É uma construção política muito responsável. Podemos mostrar que o Congresso, com toda a sua divergência e pluralidade, construiu uma solução para um tema tão difícil”, afirmou.

Na 5ª feira (30.abr.2026), o Congresso analisará o  veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas a condenados por tentativa de golpe de Estado ou por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro.



Autor Poder360 ·