21 de junho de 2026
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Celebrado em 21 de junho, o Dia Nacional de Controle da Asma tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e a importância do tratamento adequado da doença, considerada uma das enfermidades respiratórias crônicas mais frequentes no Brasil e no mundo. 

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), a doença afeta cerca de 260 milhões de indivíduos no mundo e é responsável por mais de 450 mil mortes anuais, sendo a maior parte evitável quando o tratamento é contínuo e acessível. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS), a asma atinge cerca de 20 milhões de pessoas.

Apesar de se tratar de uma doença crônica, por ser desencadeada na maioria das vezes por fatores ambientais, pode ser controlada. A data comemorativa busca, portanto, ampliar a informação sobre a doença e incentivar o acesso ao diagnóstico, prevenção e tratamento, o que contribui para a redução das complicações e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Causas e sintomas

De caráter inflamatório e obstrutivo das vias aéreas, a doença pulmonar é caracterizada por falta de ar, tosse, chiado, cansaço, aperto e dor no peito, que podem piorar à noite ou com atividades físicas. 

Segundo o MS, fatores genéticos, exposição à fumaça, poluição, poeira, ácaros, mofo, pêlos de animais, mudanças climáticas e infecções respiratórias estão entre os principais desencadeadores das crises asmáticas.

O secretário de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Eduardo Bernardes, explica que algumas pessoas já vêm com essa doença já adquirida, ou seja, por fatores genéticos, enquanto outras podem desenvolvê-la ao longo da vida. 

“Temos vários fatores que desencadeiam isso, principalmente o ambiente em que a gente vive. Travesseiros, cobertas, ácaros, tempo frio ou de calor, também podem fazer com que algumas pessoas desenvolvam essa doença”, frisa.

Prevenção e tratamento

Apesar de não ter cura, a asma pode ser controlada com acompanhamento médico e uso regular dos medicamentos prescritos. O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e de exames específicos que medem a capacidade pulmonar. Já a prevenção da patologia consiste na identificação dos fatores desencadeantes e agravantes, especialmente no ambiente domiciliar. 

Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de controle e de melhora da qualidade de vida do paciente. “Quando a gente trata qualquer doença de forma precoce, o êxito de tratamento é maior”, pontua Bernardes.

Com relação ao tratamento, de acordo com o Ministério da Saúde, os pacientes com asma podem ser tratados com dois tipos de medicação: a chamada controladora ou de manutenção, para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma, e a medicação de alívio ou de resgate, para aliviar os sintomas quando houver piora da condição.

As medicações controladoras são de grande importância, pois são capazes de reduzir a inflamação dos brônquios, diminuindo o risco de crises de asma e evitando a perda futura da capacidade respiratória. O uso correto pode diminuir muito e até mesmo eliminar a necessidade da medicação de alívio. 

A médica pneumologista Marília Uehara aponta, porém, para medidas preventivas, simples e cotidianas, que são capazes de evitar a doença ou reduzir a ocorrência das crises. Entre elas estão manter os ambientes limpos e ventilados, evitar o contato com poeira, fumaça de cigarro, pelos de animais e outros agentes alérgenos, além de manter a vacinação em dia e praticar atividades físicas com orientação adequada. “90% dos casos são de leve a moderado. Então, a gente consegue controlar bem só com a mudança ambiental e uso de medicamento”, enfatiza.

Campanha estadual

A atual Legislatura conta com a tramitação do projeto de lei nº 8225/24, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que institui, em Goiás, a Campanha de Conscientização e Luta Contra a Asma, a ser realizada anualmente durante o mês de maio, com o objetivo de informar a população sobre a doença, suas causas, sintomas, tratamento e prevenção, além de reduzir a incidência de casos e as mortes decorrentes dessa doença no Estado.

Conforme o texto, a campanha deverá ser promovida pelo Poder Executivo, por meio das secretarias estaduais de Saúde, Educação e Meio Ambiente, em parceria com as prefeituras, instituições de ensino, associações médicas, organizações não governamentais e outros setores da sociedade civil.

As ações incluirão: a divulgação de informações sobre a asma em veículos de comunicação e redes sociais; a realização de palestras e workshops em escolas, universidades e centros comunitários; a distribuição de materiais educativos sobre prevenção e controle da asma; a promoção de consultas e exames gratuitos para diagnóstico e tratamento da asma; e o incentivo à adoção de políticas públicas e práticas ambientais que contribuam para a redução dos fatores de risco associados à doença.

De acordo com a matéria, que se encontra com a Comissão da Saúde, a campanha dará especial atenção às regiões do Estado com maiores índices de poluição e casos de asma, buscando ações integradas para a melhoria da qualidade do ar. “Essa iniciativa representa um passo importante para mitigar o impacto da asma no Estado de Goiás, alinhando-se com iniciativas globais e atendendo às necessidades específicas da população local em um momento crítico”, pontua o autor da iniciativa.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Conforme dados da Secretaria de Estado e Saúde de Goiás, apenas neste ano, foram registrados mais de 2 mil casos

Em Goiás, pediatras estão em estado de alerta devido ao aumento de internações de crianças infectadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), doença altamente contagiosa que pode desencadear a síndrome respiratória aguda grave.

Conforme dados da Secretaria de Estado e Saúde de Goiás, apenas neste ano, foram registrados mais de 2 mil casos, sendo que quase metade dos afetados eram menores de dois anos.

Diante do preocupante cenário, a presidente da Sociedade Goiana de Pediatria (SGP), Valéria Granieri,  explicou que de março até junho, é comum o aumento de atendimentos por conta da chegada do outono, que é acompanhado de frio e ar mais seco – favorecendo a circulação de vírus respiratórios.

Grande parte costuma ser confundida com um simples resfriado, já que os sintomas são praticamente os mesmos, incluindo coriza, diminuição do apetite, tosse, espirros, febre e chiado no peito.

Em média, uma infecção dura de cinco dias a algumas semanas e, quando afeta bebês, pode deixá-los irritados ou letárgicos, além de ficarem com dificuldade para respirar.

Assim, a pediatra reforça que para evitar o contágio, os pais de crianças pequenas precisam redobrar os cuidados com a higienização, assim como ficar atentos à ingestão de líquidos e alimentação saudável dos filhos.

“Evitar locais fechados e com aglomeração de pessoas, manter os ambientes com ventilação adequada, lavar as mãos com sabão ou usar álcool em gel, além de usar máscaras são algumas medidas que favorecem a redução da transmissão viral”, orienta a profissional.

Para mais, caso a criança apresente dificuldade respiratória, recusa alimentar, sonolência excessiva, febre persistente por mais de 72h ou alteração da pele, ou do comportamento, é recomendável que o responsável busque por um atendimento médico no hospital.

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