30 de junho de 2026
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Boletim Focus também mostra alta da expectativa para o IPCA de 2026, que passou de 5,09% para 5,11%

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta 2ª feira (8.jun.2026). A mediana das estimativas passou de 13,25% para 13,5% ao ano. Para 2027, a expectativa subiu de 11,25% para 11,5%. Eis a íntegra (PDF – 765 kB)

O relatório também mostrou nova deterioração das expectativas para a inflação. A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026 avançou de 5,09% para 5,11%, na 13ª alta consecutiva. Para 2027, a estimativa passou de 4,02% para 4,03%.

Os números permanecem acima da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Para 2028, a expectativa para o IPCA recuou ligeiramente de 3,66% para 3,65%, enquanto a projeção para 2029 foi mantida em 3,5%.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, permaneceu em 1,7%. Já as projeções para 2028 e 2029 seguiram em 2%.

Dólar tem revisão para baixo

O mercado reduziu novamente as projeções para o câmbio. A expectativa para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,16 para R$ 5,15. Para 2027, recuou de R$ 5,25 para R$ 5,20.
As estimativas para 2028 foram mantidas em R$ 5,30. Para 2029, houve redução de R$ 5,40 para R$ 5,35.

Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano. O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras e consultorias para indicadores como inflação, juros, atividade econômica e câmbio. As estimativas são acompanhadas pelo Banco Central e servem de referência para as decisões de política monetária.



Autor Poder360 ·


Previsão para indústria de transformação cai de 1,9% para 0,7%. Agro e serviços seguram projeção do PIB em 2,3% para 2025

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) manteve a projeção de crescimento de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, mas rebaixou o PIB do setor industrial para 1,6%. Eis a íntegra do relatório (PDF – 2 MB)

A estimativa do PIB geral, portanto, é sustentada pelo bom desempenho esperado para o agronegócio e para o setor de serviços. A perspectiva para a indústria foi revisada para baixo pela 2ª vez consecutiva.

O resultado do setor industrial é impactado, principalmente, pela forte desaceleração da indústria de transformação. A previsão de alta para este segmento despencou de 1,9%, no início do ano, para os atuais 0,7%. A indústria da construção também teve sua projeção reduzida, de 2,2% para 1,9%.

De acordo com o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, 3 fatores explicam o cenário adverso para a indústria de transformação: a diminuição da demanda por bens industriais; o aumento expressivo das importações; e as recentes tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, principal parceiro comercial do setor.

As exportações do segmento para os EUA caíram 21,4% em agosto e setembro na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A queda na projeção geral da indústria só não foi mais acentuada devido ao desempenho da indústria extrativa, cuja estimativa de crescimento saltou de 2% para 6,2%, impulsionada pela produção de petróleo.

O otimismo com a economia é mantido pelas projeções de alta de 8,3% na agropecuária, beneficiada por resultados surpreendentes da produção agrícola, e de 2% nos serviços.

O setor de serviços, por sua vez, é impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento de despesas do governo federal no 2º semestre.

Cenário macroeconômico

O “Informe Conjuntural do 3º trimestre” também projeta que a inflação, medida pelo IPCA, deve fechar 2025 em 4,8%, acima do teto da meta de 4,5%.

Mesmo com a perda de força da inflação, a CNI não vê indícios de que o Banco Central iniciará cortes na taxa Selic, que deve encerrar o ano em 15%, resultando em juros reais de 10,3%.

Esse patamar de juros deve impactar negativamente a concessão de crédito e os investimentos, que devem crescer 3%, menos da metade dos 7,3% registrados em 2024.

Já o consumo das famílias deve ser estimulado pela massa de rendimento real do trabalho, com expectativa de alta de 2,3%.



Autor Poder360 ·


Estimativa está no 1º Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas de 2025, divulgado pela equipe econômica

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou em R$ 16,7 bilhões as projeções de gastos com a Previdência em 2025. A equipe econômica espera que os desembolsos com a área atinjam R$ 1,032 trilhão. O Orçamento estipulava despesas de R$ 1,015 trilhão.

Os dados estão no Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, divulgado nesta 5ª feira (22.mai.2025). O documento é elaborado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento. É a 1ª edição da publicação em 2025.

Economistas já esperavam que a Previdência tivesse as cifras subestimadas na Lei Orçamentária Anual. É uma prática comum na elaboração das estimativas para as contas.

Como mostrou o Poder360, os gastos com a Previdência são uma “bomba-relógio”. Em algum momento o governo não conseguirá mais arcar com o custeio. Segundo especialistas, será necessário fazer uma nova reforma no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

REVISÃO DOS GASTOS

O governo aumentou de R$ 2,390 trilhões para R$ 2,415 trilhões a projeção para as despesas primárias. Ao considerar as casas decimais, o aumento corresponde a R$ 25,8 bilhões. A Previdência Social foi a responsável pela maior contribuição, com 65% de toda a revisão de gastos.

A estimativa para os gastos obrigatórios subiu de R$ 2,169 trilhões para R$ 2,204 trilhões, ou R$ 36,4 bilhões a mais.

As despesas discricionárias do Poder Executivo –já descontado o bloqueio– caíram de R$ 221,1 bilhões para R$ 210,6 bilhões, uma diminuição de R$ 10,6 bilhões.

O BPC (Benefício de Prestação Continuada) custará R$ 121,8 bilhões, segundo a equipe econômica. A previsão na LOA (Lei Orçamentária Anual) era de R$ 119,1 bilhões. A diferença é de R$ 2,8 bilhões.

Os gastos com abono e seguro-desemprego devem ser de R$ 88,6 bilhões, ou R$ 500 milhões a mais que o estimado anteriormente.

RECEITAS PRIMÁRIAS

A estimativa de receita primária diminuiu de R$ 2,93 trilhões na LOA de 2025 para R$ 2,899 trilhões no relatório mais recente do governo. Significa que a equipe econômica espera ter uma frustração de R$ 31,8 bilhões em arrecadação tributária.



Autor Poder360 ·


As expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do Brasil em 2025 permaneceram estáveis, segundo a nova edição do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (07/04) pelo Banco Central (BC). A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 1,97%, enquanto a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar o ano em 5,65% — acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.

A pesquisa é baseada na opinião de analistas de bancos, gestoras e consultorias econômicas, que enviam semanalmente suas previsões ao Banco Central.

Inflação permanece acima da meta

A inflação prevista para 2025, em 5,65%, segue acima do limite superior da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5% para o ano. A meta central é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Já para 2026, a projeção caiu para 4,5%, e segue em queda para os anos seguintes: 4% em 2027 e 3,78% em 2028.

A pressão inflacionária tem sido puxada especialmente pelos aumentos recentes nos preços da energia elétrica e alimentos. Em fevereiro, o IPCA teve alta de 1,31%, maior variação para o mês desde 2003, de acordo com o IBGE. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial soma 5,06%.

PIB com crescimento modesto

Em relação ao crescimento econômico, o cenário é de estabilidade. A expectativa para a expansão do PIB brasileiro em 2025 permanece em 1,97%, enquanto a projeção para 2026 é de 1,6%. Já para 2027 e 2028, os analistas estimam crescimento de 2% ao ano.

No ano passado (2024), o Brasil teve um desempenho mais robusto, com alta de 3,4% no PIB — o quarto ano consecutivo de crescimento.

Juros devem subir ainda mais em 2025

A taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano, deve chegar a 15% até o fim de 2025, conforme a projeção dos analistas. Para os anos seguintes, o mercado espera uma queda gradual: 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

Na última reunião, em março, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic em um ponto percentual, refletindo a preocupação com a inflação persistente, especialmente nos setores de serviços e energia.

Em comunicado, o Copom destacou que a economia brasileira segue aquecida, apesar de sinais de moderação. O órgão também alertou sobre a possibilidade de manutenção da inflação em patamar elevado e indicou que poderá realizar um novo ajuste em menor intensidade na próxima reunião, prevista para maio.

Dólar segue em alta

Outro ponto de destaque do Boletim Focus é a cotação do dólar. A previsão para o câmbio ao final de 2025 está em R$ 5,90, podendo chegar a R$ 5,99 no fim de 2026, o que pressiona ainda mais os preços internos, principalmente de produtos importados e insumos industriais.

Riscos para a economia

Com a inflação acima da meta e juros em alta, o cenário impõe desafios para a retomada econômica. Juros elevados encarecem o crédito e desestimulam o consumo e o investimento, o que tende a desacelerar o crescimento. Por outro lado, a manutenção dos juros altos é vista como necessária para conter a inflação e manter a credibilidade da política monetária.

A combinação de inflação resistente, juros altos, dólar valorizado e crescimento fraco exige atenção redobrada de empresários, investidores e consumidores em 2025.

Autor # Jornal Folha de Goiás


Ministério diz que as altas nos juros devem restringir expansão econômica, mas impulsos positivos virão do mercado de trabalho

O Ministério da Fazenda disse que deve revisar para cima a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) de 2024 por causa do resultado do indicador no 3º trimestre do ano. O órgão ainda não informou qual é a nova estimativa. 

O comentário veio em uma nota técnica divulgada nesta 3ª feira (3.dez.2023) pela Secretaria de Política Econômica do ministério. O documento atribui a melhora nas expectativas de fortalecimento da indústria e dos serviços. Eis a íntegra (PDF – 323 kB).

O PIB brasileiro cresceu 0,9% de julho a setembro na comparação com os 3 meses anteriores. O valor foi divulgado de manhã pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Os resultados observados para o PIB no 3º trimestre mostraram que a economia brasileira seguiu em ritmo robusto de expansão mesmo com menores impulsos fiscais, impulsionada pelo bom desempenho da indústria de transformação e construção e pelo crescimento na prestação de serviços diversos”, diz a nota da Fazenda.

O Produto Interno Bruto é a soma de tudo o que o país produziu em determinado período. É um dos indicadores mais importantes do desempenho de uma economia. 

Segundo o ministério, o movimento de alta nos juros praticado pelo Banco Central deve servir como uma espécie de freio para a resiliência na economia, por causa do impacto nas concessões de crédito e nos investimentos. Mas o mercado de trabalho aquecido deve trazer “impulsos positivos”.

“A atividade econômica deve continuar a crescer no próximo trimestre, embora com desaceleração na margem. A política monetária mais contracionista deverá restringir o ritmo de expansão das concessões de crédito e dos investimentos. Ainda assim, impulsos positivos devem vir do mercado de trabalho, que deverá seguir resiliente, estimulando a produção e consumo das famílias”, diz a nota da Fazenda.

O Banco Central se comprometeu com um ciclo de altas nas alíquotas. O objetivo das taxas mais altas é o controle da inflação, porque crédito mais caro desacelera o consumo e a produção. Como consequência, os preços tendem a não aumentar de forma tão rápida.

A economia aquecida, como mostrou o resultado do PIB, é um fator que será considerado ao deliberar qual será o novo patamar da Selic (taxa básica de juros) em 11 de dezembro. Atualmente, está em 11,25% ao ano



Autor Poder360 ·