O prefeito Sandro Mabel lançou, nesta segunda-feira (23/2), o programa Obras Cidadãs, iniciativa voltada à execução de melhorias urbanas de pequeno porte sugeridas diretamente pela população dos bairros de Goiânia. A proposta prevê mais agilidade no atendimento de demandas locais, como manutenção de praças, reformas em unidades públicas, iluminação, drenagem e pavimentação.
Pelo modelo adotado, os pedidos serão intermediados pelos vereadores, que poderão encaminhar solicitações mensais de até R$ 70 mil cada. A estimativa da gestão municipal é investir cerca de R$ 1,5 milhão por mês, com a execução média de duas obras por vereador no período.
Segundo o prefeito, a meta é descentralizar decisões e priorizar intervenções com impacto direto na rotina das comunidades.
“Nosso objetivo é fazer a cidade andar conforme a vontade da comunidade. Vamos executar serviços de pequeno porte com agilidade e transparência”, afirmou.
O fluxo de análise começa com o envio das demandas à Secretaria Municipal de Governo (Segov), que encaminha os pedidos para avaliação técnica e orçamentária da Secretaria de Articulação Institucional e Captação (Secap). Após a aprovação, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) autoriza a execução por empresa contratada por licitação.
De acordo com a secretária de Governo, Sabrina Garcez, o programa deve alcançar cerca de 200 mil pessoas por ano: “Quando falamos em pequenas obras pontuais nos bairros, toda a população sente a diferença de forma mais imediata”, destacou.
O presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo, avaliou que a iniciativa atende demandas práticas da população: “Essas obras pequenas fazem muito mais diferença na vida das pessoas do que, às vezes, grandes intervenções que não alcançam tanta gente”, disse.
Para o vereador Welligton Bessa, o programa reduz a burocracia para resolver problemas antigos nos bairros: “São demandas simples, mas que demoravam por causa dos trâmites. Agora teremos mais rapidez para atender as regiões”, afirmou.
A expectativa da prefeitura é que o Obras Cidadãs funcione como ferramenta complementar às obras estruturantes, fortalecendo a presença do poder público nas comunidades e ampliando a participação popular na definição de prioridades.
Responsável por 25% da produção brasileira, Goiás mantém liderança na produção de sorgo
Lidiane 21 de fevereiro de 2026
Liderança no campo
Cereal versátil e resistente, o sorgo é utilizado em diferentes campos. Goiás responde, sozinho, por mais de 1/4 da produção brasileira
Engenheiro agrônomo explica que o sorgo é um cereal versátil e resistente, amplamente utilizado no Brasil (Foto: Seapa)
Os números mostram que o sorgo tem ganhado cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. Em Goiás, a história não é diferente. O estado lidera o ranking nacional de produção e exportação do cereal, sendo responsável, sozinho, por 25% de tudo que é produzido no Brasil. A produção brasileira está concentrada na região Centro-Sul, com destaque para a cidade de Rio Verde, que se destaca como uma das principais produtoras do grão no País. Mas não só. Além de Rio Verde, municípios como Paraúna, Acreúna, Goiatuba e Catalão também estão entre as maiores cidades goianas produtoras do cereal.
SAIBA MAIS:
Na avaliação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás deve produzir sozinho, na safra 2025/26, cerca de 5 milhões de toneladas do cereal que é utilizado em diferentes áreas da indústria e do campo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como a Conab, apontam evolução significativa dos indiciadores.

Para ilustrar esse avanço, há cinco safras Goiás era responsável, por exemplo, pela produção de 1,3 milhão de toneladas do cereal. O número projetado à época pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e pequeno quando comparado ao de agora, já garantia ao estado o primeiro lugar no ranking nacional de produtores.
Resistência ao estresse
O aumento é associado, segundo técnicos do setor, tanto pela ampliação da área plantada quanto pelo ganho de produtividade. Em entrevista ao Mais Goiás, o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e engenheiro agrônomo, Leonardo Machado, explicou que o cereal é escolhido, dentre outros motivos, pela capacidade de resistência ao estresse.
Segundo o especialista, dentro da agricultura goiana, o sorgo é utilizado principalmente como alternativa de segunda safra, após a colheita da soja. “Após a colheita da soja você faz o plantio do sorgo. Então é um cultivo de sucessão. Depois do sorgo, você faz a soja e assim aproveita melhor a área. Isso é efetivo principalmente em locais que existe um maior déficit hídrico, ou seja, onde você tem poucas chuvas. Quando o milho não vai bem, o sorgo vai”, disse.

A adesão dos produtores em relação ao cultivo do cereal é traduzida em números. Em Goiás, a área plantada cresceu significativamente. “Na safra passada (24/25) eram 394,7 mil hectares. Agora, na safra atual (25/26), são 438,1 mil hectares, o que representa um ganho de 11%”. Atualmente, o sorgo representa 24% da área plantada em todo estado. Nas últimas dez safras, houve aumentos superiores a 100% tanto em área cultivada quanto em volume de produção.
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Utilidades do sorgo
Machado lembra que o sorgo é amplamente utilizado no Brasil principalmente para alimentação animal, como ração de aves, suínos e bovinos, além da silagem. “O sorgo é um produto substituto do milho, é praticamente a mesma utilização que tem o milho. Ele é utilizado basicamente para alimentação animal. No setor industrial, o cereal tem utilização voltada à produção de etanol”, explicou à reportagem.

Além da alimentação animal, o sorgo também é usado na alimentação humana. Rico em fibras, proteínas, cálcio e magnésio, o cereal é consumido em produtos de panificação, bebidas e farinhas, muitas vezes como opção sem glúten.
Justiça suspende concurso de Catalão por ausência de cotas raciais no edital
Lidiane 21 de fevereiro de 2026
SAÚDE
Ação da DPE identificou ausência de reserva para pretos, pardos e quilombolas nas 592 vagas imediatas para área da saúde
Justiça suspende concurso de Catalão por ausência de cotas raciais no edital (Foto: Agência Brasil)
O concurso público da área da saúde promovido pela prefeitura de Catalão foi suspenso por ordem judicial após ser constatada a ausência de cotas raciais no edital. A decisão liminar atendeu a uma ação movida pela Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) e obriga a interrupção imediata de todas as etapas até que o documento seja republicado com a inclusão das reservas legais de vagas.
O concurso foi lançado em dezembro do ano passado e oferece 592 vagas imediatas, além de mais de 2,8 mil oportunidades para cadastro reserva. A prova objetiva estava marcada para 1º de março, mas foi automaticamente cancelada com a determinação judicial. Segundo a administração municipal, a suspensão permanece válida até o cumprimento integral das exigências ou nova decisão da Justiça.
A medida afeta diretamente candidatos que já estavam em fase final de preparação. Em comunicado oficial, o município informou que segue a ordem judicial e que novas orientações serão divulgadas assim que houver atualização do processo.
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A determinação judicial é acompanhada pelo Fundo Municipal de Saúde e pela comissão organizadora do certame, Fundação Aroeira. A organização recomenda que os inscritos consultem apenas canais oficiais para verificar novidades, como o portal da banca responsável, e os meios institucionais do município, a fim de evitar informações falsas e/ou golpes.
Esta decisão judicial não cancela o concurso, mas exige correção do edital para garantir a política de ações afirmativas. Após a adequação das regras, o cronograma deve ser refeito e divulgado novamente.
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O inquérito conduzido pela Polícia Civil concluiu que a corretora Daiane Alves Sousa, 43 anos, foi vítima de um crime premeditado e executada com dois disparos na nuca depois de ser atraída ao subsolo do condomínio onde morava. O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, 49 anos, confessou o homicídio; o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, 27 anos, foi preso sob suspeita de ocultação de provas e obstrução da investigação.
Segundo a apuração, o crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025. A investigação aponta que o síndico cortou a energia do apartamento de Daiane para forçá-la a descer até o quadro de luz no subsolo, onde a abordou sob ameaça de arma de fogo e a rendeu. Em gravação feita pela própria vítima no celular — peça-chave do inquérito — é possível vê-la descendo e ao encontrar o síndico ela comenta: “Ah, olha quem eu encontro!”
O aparelho de Daiane ficou 41 dias submerso em uma caixa de esgoto do condomínio; mesmo danificado, a perícia conseguiu recuperar o vídeo que registrou a abordagem e trechos com a voz atribuída ao síndico. A polícia interpreta a preservação dessa gravação como crucial para reconstruir a dinâmica inicial dos fatos e comprovar a estratégia de atração.
As apurações apontam que, após ser rendida no subsolo, Daiane foi colocada em um veículo e levada a uma estrada de terra, fora das dependências do condomínio. Lá, a perícia constatou que ela foi morta com dois tiros disparados por uma pistola calibre .380, característica de execução e compatível com tentativa deliberada de evitar ruídos no prédio — por isso a hipótese de que os disparos ocorreram em local distante da residência.
A perícia técnica identificou vestígios de sangue em um almoxarifado próximo aos quadros de luz, mas o laudo concluiu que os disparos não foram efetuados nesse ponto. O sangue encontrado, segundo o delegado André Luiz Barbosa dos Santos, deve corresponder a lesões decorrentes de agressão anterior à execução, possivelmente uma pancada.
“O conjunto probatório — o vídeo, as perícias técnicas e o histórico de conflitos — demonstra que se trata de crime premeditado, praticado mediante emboscada”, afirma o delegado.
Motivação viria de conflitos e ações judiciais
A motivação descrita no inquérito tem relação direta com desavenças administrativas no condomínio. Daiane, além de corretora, era proprietária no prédio e vinha questionando a gestão financeira do síndico, chegando a mover ações judiciais contra ele. A investigação conclui que esses conflitos antecederam e provocaram o crime, enquadrando o homicídio como qualificado por motivo fútil e emboscada.
Cléber foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. O filho Maicon responde por participação na ocultação do corpo e auxílio para remoção e limpeza de vestígios.
Segundo a polícia, o corpo foi localizado em área de mata em Caldas Novas somente após indicação dada pelo próprio suspeito. A localização ocorreu após semanas de buscas e de movimentações que levantaram suspeitas entre os investigadores.
O delegado ressaltou que a descoberta do celular, apesar das tentativas de destruir ou esconder o aparelho, tornou inviável a tese de que o crime teria sido um evento isolado e não premeditado. Além do vídeo, foram reunidas outras evidências técnicas que permitiram traçar a sequência dos fatos desde a atração ao subsolo até a execução em local ermo.
O inquérito será remetido ao Ministério Público, que deve analisar o conjunto de provas e oferecer denúncia formal à Justiça nos próximos dias. A expectativa da Polícia Civil é que, com o encaminhamento da peça, se dê início à fase processual em que a acusação cobrará responsabilização penal pelos crimes apurados.
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante em Aparecida de Goiânia, nesta segunda-feira (16/2), um homem que usava uma oficina de reforma e fabricação de sofás no Parque Veiga Jardim III como fachada para a venda de drogas. A ação foi deflagrada pela Central de Flagrantes, com apoio da Guarda Civil Municipal (Romu), após denúncia anônima enviada pelo WhatsApp institucional apontando o imóvel como ponto de comércio de entorpecentes e local de entregas.
Em campana realizada pela manhã, agentes observaram movimentação compatível com entrega de drogas e abordaram o suspeito quando ele tentou aparentar que não residia no local. Com o homem foram apreendidas porções de cocaína embaladas e prontas para comércio.
No interior do estabelecimento os policiais localizaram porções de maconha, comprimidos de ecstasy, um galão com lança-perfume e frascos e tubos usados para fracionamento da substância. Também foi recolhido dinheiro trocado e vários aparelhos celulares que, segundo os agentes, recebiam ligações constantes associadas ao esquema de vendas.
O delegado Humberto Teófilo, responsável pela operação, resumiu a cena encontrada: “Fábrica de sofá de fachada aqui no Veiga Jardim”.
Ele explicou que a ação foi deflagrada a partir da denúncia detalhada e que a busca confirmou o conteúdo das informações recebidas. Segundo o delegado, além das drogas, havia materiais e apetrechos que demonstram atividade continuada de tráfico.
O delegado citou também o histórico do preso, informando que o homem já responde por violência doméstica e porte ilegal de arma. Ao comentar o perfil da venda, afirmou que o suspeito atendia “todos os públicos”, numa referência à variedade de entorpecentes apreendidos.
A autoridade policial acrescentou que o delito enquadra-se no artigo 33 da Lei de Drogas.
“É flagrante neles”, declarou, reforçando a atuação integrada entre a Central de Flagrantes e a Guarda Civil Municipal durante a operação.
O autuado foi preso em flagrante por tráfico de drogas e permanece à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil ressalta a importância das denúncias anônimas via canais oficiais para o desmantelamento de pontos de venda e encorajou a população a continuar informando sobre atividades suspeitas.
Em entrevista, Jim Ratcliffe disse que Reino Unido foi “colonizado”; premiê classificou declaração como “ofensiva e incorreta”
Sir Jim Ratcliffe, empresário britânico e co-proprietário do Manchester United, afirmou na 4ª feira (11.fev.2026) que o Reino Unido foi “colonizado por imigrantes” que representam alto custo para o país. As declarações, feitas em entrevista ao portal Sky News, foram criticadas por políticos britânicos e torcedores do clube inglês.
O fundador do grupo químico Ineos, que mora em Mônaco desde 2020, citou os níveis atuais de imigração e o sistema de benefícios sociais britânico. Defendeu ser preciso tomar medidas difíceis para “colocar o país de volta nos trilhos”.
“Você não pode ter uma economia com 9 milhões de pessoas recebendo benefícios e níveis enormes de imigrantes chegando… o Reino Unido foi colonizado por imigrantes, não foi?”, disse Ratcliffe, relacionando o aumento populacional recente com o processo que estaria onerando as contas públicas.
“A população do Reino Unido era de 58 milhões em 2020, agora é de 70 milhões. São 12 milhões a mais”, afirmou o empresário.
As alegações foram contestadas pelo ONS (Escritório Nacional de Estatísticas). Segundo dados oficiais, a população britânica era de aproximadamente 67 milhões em 2020, e não 58 milhões como alegado por ele.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou a fala como “ofensiva e incorreta” e exigiu retratação. “A Grã-Bretanha é um país orgulhoso, tolerante e diverso. Jim Ratcliffe deveria pedir desculpas”, disse em seu perfil no X.
Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, também criticou as declarações. Em comunicado oficial, afirmou que os comentários “contradizem tudo o que Manchester tradicionalmente representa: um lugar onde pessoas de todas as raças, crenças e sem crença alguma se uniram ao longo dos séculos para construir nossa cidade e nossas instituições, incluindo o Manchester United FC”.

Burnham também acusou Ratcliffe de ter “desviado riqueza” do Manchester United enquanto oferece “pouca contribuição” à cidade.
Em seu comunicado, diferenciou o debate sobre políticas migratórias de caracterizações preconceituosas: “Pedir restrições aos níveis de imigração é uma coisa; retratar aqueles que vêm para cá como uma força invasora hostil é outra bem diferente”.
Burnham classificou as declarações de Ratcliffe como “impreciso, ofensivo e inflamatório” e pediu que fossem retiradas.
As críticas de Ratcliffe ao número de pessoas recebendo benefícios surgem pouco depois de sua empresa, a Ineos, ter recebido uma subvenção governamental de 120 milhões de libras para proteger 500 empregos.
Lucas Calil defende prevenção ao uso de drogas por meio da educação escolar
Lidiane 10 de fevereiro de 2026
Para promover a conscientização, a prevenção e o combate ao uso de drogas entre crianças e adolescentes, o deputado Lucas Calil (MDB) apresentou um projeto de lei com o objetivo de instituir a Política Estadual de Educação Antidrogas nas instituições de ensino goianas. A proposta tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) com o n° 25499/25.
O intuito do legislador é fortalecer o ambiente escolar como espaço estratégico de formação cidadã e de proteção social. Entre as ações da política proposta, constam realização contínua de palestras, oficinas, dinâmicas, seminários e projetos interdisciplinares que abordem os riscos e consequências do uso de drogas. A matéria também trata da inserção de conteúdos de prevenção e cidadania nos projetos pedagógicos das escolas e a capacitação permanente de professores, gestores e demais profissionais para lidar com o tema.
Outras ações previstas são a disponibilização de materiais didáticos e digitais adaptados às diferentes faixas etárias, além da promoção de atividades esportivas, culturais e artísticas como alternativas saudáveis de socialização. A proposta também garante a possibilidade de articulação conjunta das secretarias de Educação, Saúde e Segurança Pública, além de conselhos tutelares, organizações não governamentais e instituições comunitárias.
“O consumo de drogas, lícitas e ilícitas, tem avançado de forma preocupante entre os jovens, afetando o rendimento escolar, a convivência familiar e comunitária, além de aumentar a vulnerabilidade à violência e à marginalização”, afirma o deputado na justificativa de sua propositura, que já está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Alego, sob relatoria do deputado Coronel Adailton (Solidariedade).
Associação apoia liminar e reforça que pedágio deve vir só após melhorias e segurança viária garantidas
A Justiça Federal concedeu na 5ª feira (29.jan.2026) uma liminar que suspende a cobrança de pedágio na BR-364, em Rondônia, após identificar falhas na execução do contrato de concessão pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
De acordo com a decisão, o contrato previa que a rodovia só poderia ser onerada após a conclusão de obras de recuperação do pavimento, sinalização e medidas de segurança, com prazo estimado entre 12 e 24 meses. No entanto, a concessionária afirmou ter cumprido essas obrigações em apenas 2 meses, sem comprovação técnica suficiente.
Segundo a decisão, foram constatadas cláusulas contratuais descumpridas, incluindo:
- Garantia de segurança de tráfego antes do início da cobrança, que não foi cumprida;
- Sistema free flow inadequado, com ausência de estudos de infraestrutura e falta de meios de pagamento alternativos que não exijam a parada do veículo;
- Prazo mínimo de três meses previsto no contrato para o início da operação, que não foi respeitado.
A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) celebrou a liminar, reforçando que o modelo de concessões é essencial para modernizar a logística do país e atrair investimentos, desde que os contratos sejam cumpridos rigorosamente.
“A entidade celebra a decisão liminar, concedida pela Justiça Federal, que suspendendo a cobrança de pedágio. A Abiove entende que rodovias concedidas requerem a geração de receitas para viabilizar melhorias. No entanto, é imperativo que a execução dos contratos e a fiscalização pela ANTT ocorram em estrita observância à legislação vigente, à transparência e ao equilíbrio econômico-financeiro, garantindo que o usuário receba as melhorias contratadas antes do início da oneração tarifária”, afirmou em nota.
A associação afirmou que a cobrança de pedágio não é questionada, mas deve ocorrer apenas após a implementação das melhorias contratadas, garantindo segurança, transparência e equilíbrio econômico-financeiro.
Além disso, a fiscalização da ANTT foi considerada insuficiente, pois avaliou apenas 2% dos mais de 680 quilômetros da rodovia, quando o contrato exigia análises ao longo de 100% do trecho.
Outro ponto destacado foi a implantação antecipada do sistema free flow, que deveria ser testado apenas anos após o início da concessão, mas já estava em operação em 2025.
A concessionária Nova 364 afirmou que já investiu mais de R$ 360 milhões em obras de manutenção, segurança e serviços operacionais, mantendo diálogo com entidades representativas, e que respeitará a decisão judicial enquanto analisa medidas legais cabíveis.
Um raio atingiu manifestantes durante um ato na Praça do Cruzeiro, em Brasília, na tarde deste domingo (25/1). Os participantes estavam na chamada “Caminhada pela Liberdade”, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), quando ocorreu a descarga elétrica.
A queda do raio aconteceu sobre um guindaste na praça. A corrente elétrica desceu pelo equipamento e atingiu dezenas de pessoas que participavam do evento. O episódio causou momentos de pânico entre os presentes no ato final da caminhada.
De acordo com um policial militar, cerca de 15 pessoas precisaram de atendimento imediato. Até o momento, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal não divulgaram dados oficiais consolidados sobre o incidente.
Os feridos foram encaminhados ao Hospital de Base (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal informou que foi acionado por volta das 12h50 para atender a uma ocorrência com múltiplas vítimas. A causa foi uma descarga atmosférica na região.
Segundo o balanço da corporação, 72 pessoas foram atendidas no local. Desse total, 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 vítimas precisaram de transporte para o HBDF e o HRAN. Entre estas, oito apresentavam condições clínicas instáveis.
As equipes de resgate realizaram triagem, atendimento pré-hospitalar e transporte das vítimas. Todos os procedimentos seguiram os protocolos operacionais do Corpo de Bombeiros.
Até as 15h, 35 vítimas já haviam sido internadas no Hospital de Base e no Hospital Regional da Asa Norte. De acordo com a Secretaria de Saúde, todos os pacientes estão estáveis. Nenhum óbito foi registrado em decorrência do incidente.
O ato reuniu milhares de pessoas, mesmo com a forte chuva que atingia a capital federal. Nikolas Ferreira iniciou uma caminhada de cerca de 240 quilômetros a partir da cidade de Paracatu para defender pautas da direita.
Entre os temas defendidos pelo deputado estão a anistia e a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria. Este projeto prevê a redução de penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Com o crescimento do movimento, o Gabinete de Segurança Institucional cercou o Palácio do Planalto com grades.
Manifestantes foram vítimas de uma descarga elétrica no ato de encerramento da caminhada de 240 km promovida pelo deputado
Congressistas de esquerda e de direita se manifestaram neste domingo (25.jan.2026) em solidariedade aos manifestantes atingidos por um raio durante o ato de encerramento da “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília. Ao todo, 72 pessoas foram atendidas depois da descarga elétrica, segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Os políticos da esquerda, além de se solidarizar pelos feridos, responsabilizaram Nikolas pelo incidente. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a caminhada e afirmou que “entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”. Também declarou que o deputado liderou o ato “de forma completamente irresponsável”.
Já o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) criticou o fato de Nikolas ainda não ter se manifestado sobre o ocorrido. “Nas redes do @nikolas_dm, alguma solidariedade às pessoas hospitalizadas pelo raio? Nenhuma. Para ele, são só efeitos colaterais da própria irresponsabilidade. Sempre falta compaixão e sobra oportunismo político no deputado”, declarou.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse que irá apresentar uma representação à Polícia Federal para apurar as “responsabilidades do Nikolas e demais organizadores” sobre o ocorrido. Classificou o episódio como uma “irresponsabilidade”.

Os deputados Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) e Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmaram que estão “em oração” pelas vítimas e agradeceram aos manifestantes que aderiram ao movimento.


O próprio PL (Partido Liberal) publicou uma nota de solidariedade nas redes sociais.
“O Partido Liberal se solidariza com os patriotas e suas famílias atingidos pela descarga elétrica causada por um raio na tarde deste domingo, 25, no local da concentração final da caminhada pela justiça e liberdade, em Brasília”, escreveu a sigla. “Agradecemos a todos que estavam no local, participando de um ato pacífico em prol do Brasil, assim como aos bombeiros, profissionais da saúde e equipes de emergência, que agiram com rapidez, prestando socorro imediato”.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal:
“O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) informa que, por volta das 12h50, foi acionado para atendimento a múltiplas vítimas em decorrência de uma descarga atmosférica (raio) na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
“A Corporação atuou de forma imediata, empregando 25 viaturas, sendo 10 (dez) Unidades de Resgate (URs), para o pronto atendimento às pessoas atingidas.
“As equipes realizaram a triagem, o suporte pré-hospitalar e o transporte das vítimas, conforme os protocolos operacionais.
“Até o momento, o CBMDF contabiliza 72 vítimas atendidas no local, sendo que 42 estão estáveis, conscientes e orientadas. Trinta pessoas foram transportadas pelo CBMDF, encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito vítimas apresentavam condições instáveis.
“O CBMDF segue acompanhando a ocorrência e permanece à disposição para novas atualizações, conforme a consolidação das informações.”
Leia mais:
NIKOLAS VISITA HOSPITAL
No início da noite, Nikolas foi até o Hospital de Base de Brasília prestar solidariedade aos feridos. Em declaração a jornalistas afirmou que o que ocorreu foi “um incidente natural, algo que foge do nosso controle”. Disse ainda que espera que apoiadores se recuperem logo e “possam estar de volta para ajudar o nosso país”.
CAMINHADA DE 240 KM
A caminhada começou em Paracatu em 19 de janeiro, passando por trechos de Minas Gerais e Goiás até chegar à capital federal. O grupo também defende a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto da dosimetria, que poderia reduzir as penas de Bolsonaro e outros condenados pelos eventos do 8 de Janeiro.
Durante 7 dias, os participantes caminharam com acompanhamento de forças de segurança. Segundo Nikolas, o percurso teve caráter simbólico para mobilizar apoiadores contra o que ele considera decisões judiciais injustas relacionadas à prisão do ex-presidente.
Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiaram a iniciativa, mas não compareceram ao ato final. A ex-primeira-dama participou apenas de um momento de oração com Nikolas na manhã deste domingo.
Por medida de cautela, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) cercou o Palácio do Planalto com grades. A manifestação contou com reforço do policiamento do Distrito Federal.
Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu protestos em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro está detido, autorizando a retirada imediata de manifestantes que descumprissem a determinação.











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