13 de fevereiro de 2026
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Foi sancionada pelo Poder Executivo a Lei Estadual nº 24.042, de 16 de janeiro de 2026 (originalmente projeto de lei nº 30795/25), de autoria do deputado Issy Quinan (MDB), que dá ao consumidor o direito de receber, em meio físico, faturas e boletos de serviços públicos oferecidos por concessionárias e permissionárias em Goiás. A nova lei teve dupla aprovação pelo Plenário, por unanimidade. 

Segundo o legislador, a novidade “evita práticas abusivas, impede a imposição unilateral de migração para meios exclusivamente digitais e promove inclusão, transparência e segurança ao processo de cobrança pelos serviços essenciais, como energia elétrica, água, gás e telecomunicações”. 

A cobrança de custo adicional aos que optarem pela nova garantia legal é proibida de maneira explícita pela norma. 

Os referidos documentos devem conter, no mínimo, a identificação completa do consumidor e da unidade atendida; o período de referência da cobrança; os valores detalhados dos serviços; e as informações para pagamento, inclusive dados bancários e código de barras impresso. Além dos canais de atendimento, ouvidoria e meios para contestar débitos. 

Autoriza-se que o consumidor escolha, a qualquer tempo, o recebimento exclusivamente digital. Nesse caso, é necessário que se manifeste de forma expressa, individual e revogável. A ausência de tal declaração presume a preferência pelo envio físico. 

As concessionárias ou permissionárias são obrigadas a disponibilizar a mudança de opção por todos os canais de atendimento, inclusive os remotos. Essas empresas têm o prazo de 90 dias, contados da publicação desta lei, para adequar os seus procedimentos. 

O descumprimento do que determina a legislação sujeita o infrator às punições previstas pelo Código de Defesa do Consumidor, sem prejuízo às penalidades aplicáveis por agências reguladoras estaduais ou federais.

Cabe aos órgãos de defesa do consumidor do Estado de Goiás adotar medidas para a fiscalização e orientação quanto ao cumprimento das novas obrigatoriedades. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A confirmação de Goiânia como sede da etapa brasileira do MotoGP, em março de 2026, mobilizou o Sebrae Goiás a estruturar um plano de preparação voltado aos pequenos negócios da capital. A entidade lançou, nesta semana, o Programa Acelera, com foco em capacitações, consultorias e soluções práticas para que micro e pequenas empresas ampliem vendas e se posicionem diante do aumento do fluxo turístico previsto para o evento.

A expectativa é de que cerca de 150 mil visitantes circulem pela cidade entre os dias 20 e 22 de março, com reflexos diretos em setores como hotelaria, alimentação, comércio, transporte, artesanato, moda e serviços. A estimativa é de um impacto econômico de R$ 868 milhões em Goiás.

Para atender a essa demanda, o programa oferece cursos totalmente subsidiados e consultorias com até 70% de desconto. Entre as ações previstas está a criação de cardápio digital trilíngue, com conversão de preços em três moedas, voltado a bares, restaurantes, lanchonetes, cafés e hotéis. As vagas são limitadas às 100 primeiras empresas inscritas.

O pacote inclui ainda consultorias em áreas como controle financeiro, gestão de estoque, formação de preços, marketing, experiência do cliente, sustentabilidade, ambientação de lojas e produtividade, com atendimento individualizado para cada empreendimento.

“Queremos que os pequenos negócios estejam preparados”

Segundo o diretor superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, a iniciativa busca transformar a visibilidade do campeonato em oportunidades concretas de negócios.

“Contamos com parceiros institucionais importantes, como o Governo de Goiás, para construir uma pauta estratégica de fomento ao desenvolvimento econômico. Esse evento vai beneficiar diversos setores e queremos que os pequenos negócios estejam preparados para aproveitar esse momento”, afirmou.

Ele acrescenta que o planejamento começou ainda no ano passado, considerando o porte internacional da competição.

“Como temos trabalhado a internacionalização de produtos e serviços, o MotoGP abre portas não só para restaurantes, mas também para hotelaria, artesanato e vários segmentos que atenderão esse público. Nossa missão é oferecer ferramentas para que os empreendedores cresçam”, avaliou o superintendente.

O diretor técnico do Sebrae Goiás, Marcelo Lessa Bezerra, destaca que a estratégia é antecipar cenários para fortalecer o ambiente de negócios local: “Observamos o que está acontecendo no mundo e nos preparamos antes. O MotoGP talvez seja o maior evento do ano para o Sebrae Goiás. É uma oportunidade para melhorar nosso mercado e nossa economia”, pontuou.

A gestora do Programa Acelera, Camila Carvalho, ressalta que os pequenos negócios devem concentrar grande parte da demanda gerada pelo campeonato: “Todos os turistas vão consumir produtos e serviços, e quem mais atende esse público são as micro e pequenas empresas. O Acelera começa justamente para transformar esse movimento em mais vendas, visibilidade e crescimento”, salientou.

As inscrições para as capacitações e consultorias são feitas diretamente pelo Sebrae Goiás.

Autor Rogério Luiz Abreu


Por meio do projeto de lei nº 32047/25, o deputado Cairo Salim (PSD) pleiteia a isenção da tarifa de pedágio para pacientes em tratamento médico-hospitalar fora do município de residência, nas rodovias estaduais do Estado de Goiás, incluindo aquelas administradas sob regime de concessão.

A medida visa a ampliar e fortalecer as políticas públicas de proteção à saúde e assistência social dos cidadãos, assegurando-lhes o direito de acesso ao tratamento médico-hospitalar, mesmo quando esse atendimento ocorre fora do município de residência.

“Em muitos casos, pacientes com doenças crônicas, em tratamento oncológico, hemodiálise, reabilitação intensiva ou em situação de urgência médica são obrigados a se deslocar com frequência a outros municípios, especialmente quando residem em regiões com menor oferta de serviços de saúde especializada. Nesses deslocamentos, o custo com tarifas de pedágio nas rodovias estaduais, incluindo as concedidas à iniciativa privada, representa um ônus significativo para famílias já impactadas emocional e financeiramente”, frisa Cairo Salim.

O parlamentar destaca que, embora a legislação nacional trate de garantias específicas no transporte coletivo público, há uma lacuna normativa quando se trata do deslocamento individualizado, voluntário ou institucional, para tratamentos de saúde fora da cidade de origem, especialmente em veículos particulares, ambulâncias ou de entidades assistenciais.

Diante disso, aponta que a legislação proposta busca assegurar isenção da tarifa de pedágio a veículos devidamente identificados, utilizados para o transporte de pacientes em tratamento médico-hospitalar, mediante critérios objetivos e possibilidade de cadastramento junto aos órgãos competentes. 

“A medida propõe um tratamento digno, justo e humanizado, especialmente para os mais vulneráveis, e contribui para o fortalecimento da cidadania, a promoção do acesso ao SUS e a redução das desigualdades regionais em saúde”, conclui Cairo Salim, na justificativa do projeto de lei.

A matéra será analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) após o fim do recesso legislativo. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A sétima rodada do Campeonato Goiano de 2026 promete fortes emoções para o torcedor neste fim de semana, com jogos decisivos e transmissão garantida para todo o Estado por meio da parceria entre a TV Assembleia Legislativa e a Televisão Brasil Central (TBC).

Neste sábado, 31, a bola rola, às 16 horas, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia. O Atlético Goianiense recebe o Crac em um duelo que vale posições na parte de cima da classificação. No domingo, 1º, a rodada tem três partidas, e as atenções se voltam especialmente para o clássico entre Goiás e Vila Nova, na Serrinha, às 18h30. O duelo será transmitido pela TBC para que o torcedor possa acompanhar cada lance do jogo, que é um dos mais aguardados do calendário estadual.

No domingo, mais cedo, às 10 horas, a Jataiense enfrenta o Inhumas em mais um confronto direto entre equipes que buscam se firmar na competição. A partida também terá cobertura da TV Assembleia Legislativa em parceria com a TBC. No mesmo dia, às 15h30, o Centro Oeste enfrenta o Goiatuba, às 15h30, no Estádio Jaime Guerra em Nerópolis.

A sétima rodada será encerrada na segunda-feira, 2, com dois jogos em horários simultâneos. Às 19:30, no Estádio Luiz Benedito em Ouvidor, jogam Abecat e Anápolis. O Estádio Jonas Duarte, em Anápolis, será palco do jogo entre Anapolina e Aparecidense. O confronto promete casa cheia e muita rivalidade, com as duas equipes buscando recuperação e regularidade no campeonato.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Governador comparou disputa interna entre ele, Caiado e Ratinho Júnior com as prévias do PSDB vencidas por João Doria: “No PSD, o processo é exatamente outro”

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que o PSD (Partido Social Democrático) descartou realizar prévias para definir o nome que disputará a Presidência da República. Ele é 1 dos pré-candidatos do partido comandado por Gilberto Kassab ao Planalto. Os outros 2 são os governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, que anunciou nesta semana sua saída do União Brasil e filiação ao PSD, embolando ainda mais a disputa interna no partido para a escolha do postulante ao Planalto.

Ao falar sobre a disputa interna no PSD, o governador gaúcho fez referência ao processo de prévias realizado em 2021 no PSDB para definir o candidato do partido à Presidência. “Dentro do PSDB, quando eu estava lá, houve uma discussão, um debate interno, que acabou resultando em um processo de prévias. Foi o caminho que o partido escolheu à época. Não é o caminho que se está apresentando agora no PSD”, disse o governador gaúcho em entrevista ao jornal O Globo publicada na 5ª feira (29.jan.2026).

Em 2021, Leite disputou contra o então governador de São Paulo, João Doria, e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Doria venceu, lançou-se na corrida, mas desistiu ainda em maio. O PSDB acabou unindo-se à candidatura de Simone Tebet (MDB), indicando Mara Gabrilli (PSDB) como vice.

“No caso do PSDB, havia o governador de São Paulo como pré-candidato. O Estado de São Paulo –não é à toa que o governador Tarcísio [de Freitas, do Republicanos] é um nome sempre lembrado– é um Estado que tem 4 vezes a população do Rio Grande do Sul e do Paraná. É o Estado mais populoso do país”, declarou.

Ainda sobre 2021, Leite disse que não se apresentou pré-candidato à época por se considerar “melhor” do que Doria na “capacidade individual”, mas porque o contexto eleitoral exigia uma renovação dentro do PSDB.

Segundo o governador, Doria ficou muito desgastado na época, “depois de ter abraçado o candidato em 2018 [Jair] Bolsonaro [PL], depois ter rompido, aquilo gerou um processo de desgaste que dificultaria o caminho para ele, como, de fato, dificultou e ele acabou não sendo nem candidato”.  

Sobre o seu atual partido, Leite disse que “o processo é exatamente outro”. Ele afirmou: “Há um entendimento, há um sentimento comum que nos une aqui. O Brasil está acima das nossas aspirações individuais”.

Em entrevista à GloboNews na 4ª feira (28.jan), Ratinho Júnior disse que o PSD deve definir o candidato depois de 4 de abril, data-limite para desincompatibilização de governadores que pretendem participar das eleições. Até lá, os 3 possíveis candidatos mantêm como prioridade a administração de seus Estados.



Autor Poder360 ·


O atual governador lidera as intenções de voto nos cenários em que foi testado; sem ele na disputa, Pablo Marçal assume a liderança

Levantamento divulgado por Futura/Apex na 4ª feira (28.jan.2026) mostra que, na disputa pelo governo do Estado de São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tem 41,0% das intenções de voto. É seguido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP), que pontua 24,6%. Eis a íntegra do estudo (PDF – 1 MB).

Eis os cenários testados:

A pesquisa foi realizada pela Futura/Apex de 20 a 23 de janeiro de 2026. Foram entrevistadas 1.200 pessoas com 16 anos ou mais no Estado de São Paulo. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob os códigos: BR-03024/2026 e SP-04679/2026. Segundo a empresa que fez o levantamento, o custo do estudo foi de R$ 96.000. O valor foi pago com recursos próprios.

A Apex Partners foi fundada em 2013. É uma plataforma brasileira de serviços financeiros e investimentos que atua com gestão de recursos, investment banking, assessoria (advisory) e research, com forte presença em mercados fora do eixo Rio-SP. Dentre os serviços oferecidos estão investimentos alternativos (real estate, private equity, venture capital) e gestão de patrimônio (wealth management). A holding comprou a empresa de pesquisas Futura Inteligência em 2022.

2º TURNO

O estudo também testou possíveis cenários de 2º turno. 

Eis os cenários:

AVALIAÇÃO

Eis a avaliação de Tarcísio:

AGREGADOR DE PESQUISAS

O Poder360 oferece aos seus leitores o Agregador de Pesquisas mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].

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Autor Poder360 ·


Aval sem ressalvas a balanço financeiro do banco abriu espaço para debate sobre o papel-chave das firmas de verificação em situações como esta

O aval sem ressalvas de auditorias ao balanço financeiro do Banco Master colocou em xeque a atuação dessas firmas de verificação. Ao mesmo tempo, abre espaço para um debate sobre o papel-chave dessas empresas em casos como o da instituição de Daniel Vorcaro.

A advogada Juliana Maia Maciel é mestre em direito processual civil pela USP e sócia do escritório Berardo Lilla. Ela afirma que a responsabilização dos auditores pode vir de diversas formas e se dar “mesmo sem dolo ou má-fé”, em esferas diferentes.

  • plano administrativo – “Auditores e firmas de auditoria podem ser sancionados pela CVM quando atuam em entidades reguladas, bem como pelo Banco Central no caso de instituições financeiras e entidades sob sua supervisão. O CFC [Conselho Federal de Contabilidade] e os Conselhos Regionais também podem instaurar processos disciplinares por infração às normas profissionais”;
  • plano cível – “Investidores, credores e outros terceiros prejudicados podem buscar indenização se houver nexo entre a falha técnica. Por exemplo: confiança excessiva em informações internas sem validação externa, ausência de procedimentos mínimos esperados e o dano sofrido”;
  • responsabilização penal – “O sistema jurídico brasileiro já dispõe de tipos que, em tese, poderiam ser aplicados a auditores em situações extremas, como crimes contra o sistema financeiro, desde que comprovado dolo, isto é, participação consciente ou anuência deliberada na distorção das informações. Essas hipóteses são excepcionais e não se confundem com erro técnico ou negligência, que permanecem no âmbito administrativo e civil”.

LEGISLATIVO

O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou em 15 de janeiro a criação de um grupo especial para acompanhar as investigações relacionadas aos fatos e condutas atribuídas ao Master. Juliana Maciel afirma que esse tipo de iniciativa surge nesse contexto, buscando maior responsabilização dessas empresas. A advogada, entretanto, diz ser necessário ponderar a discussão.

“O desafio, contudo, é calibrar esse debate para evitar a criminalização ampla da atividade e concentrar esforços no fortalecimento de padrões técnicos objetivos, supervisão regulatória consistente e responsabilização proporcional por falhas comprovadas, inclusive com efeitos reputacionais relevantes em um mercado baseado em confiança institucional”, declara.

ALERTA

KPMG auditou o Banco Master até dezembro de 2024 e chegou a listar R$ 19,56 bilhões em cotas de fundos como um dos “Principais Assuntos de Auditoria”, a categoria de maior risco. Houve o alerta de que esses ativos “não são negociados ativamente” e que sua precificação “está sujeita a um nível mais elevado de incerteza”. A empresa não verificou a existência desses fundos e se as cotas valiam o que estava no balanço.

Em 2025, a PwC (PricewaterhouseCoopers) assumiu o trabalho de auditar. O balanço do 1º semestre do Master não foi publicado. Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do banco.

Não houve tempo hábil para a publicação do balanço financeiro do ano passado. Depois da liquidação extrajudicial, descobriu-se que parte dos ativos do Master era fictícia. O jornalista Marcio Aith reforçou em reportagem publicada neste jornal digital que não havia “incerteza”, e sim “ativos que não existiam”. Eram “créditos inventados, papéis fabricados”, que contaram com aval de duas grandes auditorias.

“A função de uma auditoria independente não é copiar os números que o cliente fornece e decorá-los com linguagem técnica. É verificar. Conferir. Testar”, acrescentou.

Questionada pelo Poder360, a PwC respondeu: “Por questões de confidencialidade e regras de sigilo profissional, a PwC não está autorizada a comentar temas relacionados aos nossos clientes”.

FATOR DE RISCO

Juliana Maciel afirma que parte do risco envolvendo casos como este “decorre do modelo de auditoria financeira tradicional, que foi concebido para ambientes com ativos relativamente padronizados, registros rastreáveis e mercados minimamente líquidos”.

“Quando aplicado a estruturas com ativos ‘exóticos’ ou de difícil mensuração [direitos não líquidos, créditos/recebíveis complexos, estimativas altamente discricionárias, contrapartes pouco verificáveis], há um descompasso entre o risco econômico e o alcance típico do trabalho. Nesse contexto, além de ‘fazer melhor’, pode ser necessário ‘fazer diferente’ e exigir auditorias reforçadas ou especializadas por classe de ativo/setor”, declarou.

A advogada lista alguns procedimentos para reduzir espaço para que pontos críticos fiquem apenas no declaratório:

  • confirmações externas;
  • inspeção de documentação primária;
  • revisão de premissas e modelos.

O QUE PODE SER FEITO?

Maciel diz ser possível aperfeiçoar as regras vigentes, sem a necessidade de criar normas. Na sua visão, é necessário “tornar mais objetivos e exigíveis os deveres já existentes, especialmente em contextos de maior risco”.

Estão entre os pontos possíveis:

  • reduzir a discricionariedade em auditorias de ativos complexos ou ilíquidos, com procedimentos mínimos obrigatórios quando esses ativos forem materialmente relevantes;
  • reforçar a supervisão regulatória baseada em risco, com revisões de qualidade mais frequentes e transparentes;
  • exigir maior envolvimento de profissionais experientes e governança efetiva do escopo da auditoria.

“O desafio regulatório é calibrar essas melhorias para elevar a qualidade e a accountability [em referência à responsabilidade], sem deslocar a auditoria para um modelo punitivo excessivo que acabe por reduzir sua utilidade econômica”, conclui.



Autor Poder360 ·


O deputado Virmondes Cruvinel (UB) pleiteia, por meio do projeto de lei nº 31923/25, instituir em Goiás o Programa Estadual de Fomento ao Ecossistema de Startups de Saúde Digital (e-Health Goiás), com o objetivo de promover ambiente favorável ao desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras aplicadas à área da saúde.

A medida visa a ampliar o acesso da população goiana aos serviços de saúde e posicionar o Estado na vanguarda da inovação tecnológica na área. Em sua justificativa, Cruvinel frisa que a proposta ancora-se em dados concretos sobre o ecossistema de inovação goiano, as carências da rede estadual e as tendências globais que estão transformando a medicina e a gestão sanitária.

Entre os objetivos do programa estão estimular a criação e o fortalecimento de startups de saúde digital sediadas no Estado de Goiás; promover a articulação entre o setor público de saúde, a iniciativa privada, as instituições de ensino superior e os centros de pesquisa; fomentar a integração de soluções tecnológicas inovadoras no Sistema Único de Saúde (SUS); e contribuir para a ampliação do acesso da população goiana a serviços de saúde de qualidade, especialmente nas regiões com carência de profissionais especializados. 

O parlamentar aponta projeções que indicam que o mercado de saúde digital no Brasil poderá ultrapassar R$ 5 bilhões em investimentos anuais até 2028. Desse modo, frisa que Goiás tem condições de se posicionar como polo de referência na área, visto que o Estado já conta com infraestrutura de apoio à inovação, instituições de ensino superior de qualidade e uma rede de saúde pública que tem demonstrado abertura à incorporação de tecnologias digitais. 

“A criação do Programa e-Health Goiás permitirá articular esses atores, atrair investimentos, reter talentos e gerar soluções inovadoras capazes de atender tanto às demandas locais quanto de outros estados e países”, defende Virmondes Cruvinel.

Segundo o deputado, o momento é propício para a implementação da medida, visto que o ecossistema de inovação está amadurecido, o mercado de healthtechs está em expansão, o Estado já possui experiência consolidada em saúde digital e a sociedade reconhece a importância das tecnologias para ampliar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde. 

“O Programa e-Health Goiás não apenas fortalecerá o setor de startups, mas também posicionará Goiás como protagonista da transformação digital da saúde no Brasil, com benefícios diretos e duradouros para toda a população goiana”, enfatiza o autor da proposta.

O projeto de lei foi enviado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuído para relatoria após o fim do recesso legislativo. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Entidades publicaram nota sobre fraudes nas liberações de valores provenientes de instituições liquidadas pelo Banco Central

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e organizações que representam o setor financeiro divulgaram neste sábado (24.jan.2026) um alerta sobre golpes e fraudes no processo de pagamento das garantias de instituições liquidadas pelo Banco Central. 

Em nota, as instituições afirmaram que golpistas estão utilizando o nome do FGC, de integrantes do sistema financeiro e de organizações oficiais para enviar mensagens e criar páginas falsas na internet. O objetivo é obter dados pessoais e bancários de investidores e correntistas. Leia a íntegra do comunicado (PDF–184 KB). 

Segundo o FGC, os criminosos estão solicitando pagamentos indevidos ou antecipados sob falsas promessas de benefícios, liberações de valores ou agilização de processos. Também foram identificadas as seguintes práticas: 

  • Envio de e-mails, mensagens e outras comunicações falsas que simulam contatos institucionais;
  • Divulgação de links, páginas e aplicativos fraudulentos, criados para induzir vítimas a fornecer dados pessoais, bancários ou cadastrais;
  • Uso indevido de ferramentas de recuperação de senha e disparo de mensagens com links maliciosos;
  • Circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais.

As entidades orientam que os investidores que ainda têm valores a receber desconsiderem qualquer solicitação de dados pessoais via canais não oficiais e analisem com cautela ofertas de facilidades. 

“Essas tentativas de fraudes têm como finalidade comprometer a segurança dos usuários e lhes causar prejuízos. A prevenção depende da atenção e da adoção de práticas seguras no uso de serviços digitais”, afirma o comunicado.

Além do FGC, assinam a nota ABBC (Associação Brasileira de Bancos), ABBI (Associação Brasileira de Bancos Internacionais), ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento) , Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Zetta, associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos. 

FGC INICIA PAGAMENTOS DO MASTER

O Fundo informou na 6ª feira (23.jan) que já desembolsou R$ 26 bilhões para o pagamento de garantias a credores do Banco Master. O valor representa 66,43% do montante total a ser restituído –cerca de R$ 40 bilhões. 

Até a última atualização, 521 mil beneficiários haviam recebido os recursos via aplicativo, com um ritmo médio de 2,8 mil pedidos processados por hora.



Autor Poder360 ·


O Serviço Social da Indústria (Sesi) formalizou, no dia 19 de janeiro, uma parceria com a Prefeitura de Terezópolis para assumir a gestão da Escola Municipal Professora Divina Maria Felício. A cerimônia, realizada na própria unidade escolar, marcou exclusivamente a assinatura do contrato, com início imediato da nova gestão.

Atualmente, a escola atende 183 alunos e desempenha papel relevante na oferta educacional do município. A iniciativa passa a integrar o programa de gestão de escolas públicas do Sesi em Goiás, que tem como foco a elevação da qualidade da educação básica, a redução das desigualdades tecnológicas entre o interior e a capital e a preparação dos estudantes para as demandas da indústria do futuro.

Segundo o diretor de Educação e Tecnologia do Sesi, Claudemir Bonatto, Terezópolis passa a integrar um conjunto de municípios atendidos pelo modelo educacional da instituição:

“Dentro do nosso projeto de parcerias do Sesi com escolas públicas municipais, levamos nosso sistema de ensino em tecnologia educacional para alunos da educação básica da rede pública. Terezópolis passa a compor a nossa quarta escola, onde o projeto está em pleno funcionamento. Começamos aqui com cerca de 183 estudantes, que se incorporam a um contingente que, em 2026, deve alcançar aproximadamente 15 mil alunos em Goiás”, afirmou.

Bonatto destacou ainda que a metodologia aplicada é baseada em inovação pedagógica:

Diretor de Educação e Tecnologia do Sesi, Claudemir Bonatto // Foto: Divulgação/Sesi

“Fazem parte desse contingente da rede de educação básica do Sesi uma metodologia pautada no movimento Maker, fortalecendo fundamentos e conceitos de engenharia, tecnologia, artes, ciências e matemática. Terezópolis passa a receber essa carga de tecnologia educacional no processo de transformação dos nossos alunos”, completou.

O prefeito da cidade, Fhelipe Almeida, ressaltou que a decisão pela parceria foi construída a partir de diálogos e da análise de experiências bem-sucedidas em outros municípios:

“Tivemos inúmeras conversas com a Fieg e com o Sesi para que a gente pudesse transformar a educação do município. Não que fosse ruim, mas para entregar uma educação de mais qualidade à nossa população. Vimos o potencial do Sesi e exemplos concretos de escolas que tiveram sua realidade transformada”, afirmou.

Segundo o gestor, a expectativa é de avanço significativo já a partir deste ano.

Prefeito da Terezópolis,, Fhelipe Almeida // Foto: Divulgação/Sesi

“Buscamos essa parceria para melhorar ainda mais a educação de Terezópolis. Estamos muito confiantes de que, em 2026, a educação do município vai para outro patamar com essa gestão compartilhada entre a Secretaria Municipal de Educação e o Sesi”, concluiu Fhelipe Almeida.

Autor Rogério Luiz Abreu