A Polícia Federal deflagrou a Operação Scutum (escudo) nesta terça-feira (4/11) para desarticular um grupo criminoso formado por policiais militares de Goiás. A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/GO) em conjunto com a Polícia Militar do Estado. O esquema investigado envolve crimes de corrupção passiva, facilitação de contrabando, lavagem de dinheiro, agiotagem, extorsão e formação de quadrilha.
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na cidade de Mineiros, no Sudoeste Goiano, e um mandado na cidade de Londrina, no Paraná. As empresas investigadas também se tornaram alvos dos procedimentos policiais. A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de cinco policiais militares de suas funções institucionais.
As investigações começaram a partir de informações repassadas pela própria Polícia Militar de Goiás. Os dados iniciais apontavam indícios de práticas ilícitas por parte de agentes públicos, incluindo cooptação e desvio de cargas ilegais. O esquema também envolvia a revenda de produtos contrabandeados e o uso de empresas de fachada para ocultação de valores.
Em comunicado oficial, a Polícia Federal detalhou que foram identificadas “movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados”. A instituição também registrou “transações bancárias entre os membros do grupo, evidenciando a existência de um esquema estruturado de agiotagem e lavagem de dinheiro”.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás é composta pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelas polícias Penal, Militar e Civil do Estado de Goiás. A operação contou com a cooperação de todas essas instituições no cumprimento dos mandados judiciais.
Caiado: ‘Cidadão fardado e pratica crime é mais bandido ainda’
Ao comentar a operação que investiga policiais militares, o governador Ronaldo Caiado (UB) afirmou que o Estado de Goiás “dá exemplo” ao punir servidores que agem fora da lei.
“Se a pessoa não tem um comportamento correto, nós temos uma Corregedoria extremamente austera, se ele está desviando da sua função, será preso, será destituído da sua função, vai cumprir pena, porque aqui em Goiás nós não fazemos concessão para bandido”, declarou.

Caiado foi enfático ao criticar policiais envolvidos em atividades criminosas.
“O cidadão que está com a farda e pratica qualquer crime é muito mais bandido ainda. Então terá a rigidez que nós temos dentro da nossa Corregedoria e ele será duramente penalizado por não só trair a corporação, como fazer uso da segurança pública transformando ali numa base do crime”, acrescentou.
Milhões em movimentações financeiras e transações incompatíveis
O comandante-geral da PMGO, coronel Marcelo Granja, revelou que os policiais militares afastados levavam um estilo de vida “incompatível” com seus salários. A investigação começou com denúncias da população sobre desvios de conduta e foi reforçada por levantamentos de inteligência que monitoraram viaturas em abordagens irregulares. Moradores de Mineiros e Jataí estranharam festas financiadas por pessoas ligadas ao esquema.
Segundo Granja, os policiais suspeitos facilitavam a entrada de mercadorias contrabandeadas e produtos irregulares, incluindo eletrônicos, cigarros e agrotóxicos. As cargas eram desviadas principalmente por rodovias federais na região de Mineiros e Jataí para revenda irregular.
“O esquema envolve milhões em movimentações financeiras ao longo do tempo, com transações incompatíveis com os rendimentos declarados dos policiais”, afirmou o comandante-geral.
A PM informou que os policiais suspeitos foram preventivamente afastados das ruas há aproximadamente seis meses.
Nesta terça-feira, todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo a coleta de celulares, computadores e documentos que serão analisados pela Polícia Federal como parte das investigações em andamento.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), defendeu nesta segunda-feira (3/11) no Supremo Tribunal Federal (STF) a realização da Operação Contenção, deflagrada na semana passada para cumprir mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e que deixou mais de 120 mortos.
A manifestação foi enviada ao Supremo após o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo conhecido como ADPF das Favelas, pedir ao governador esclarecimentos sobre a operação. Na manhã desta segunda-feira, Moraes e Castro se reuniram para tratar da questão. A audiência foi realizada no Rio.
Castro afirmou no documento enviado ao Supremo que os confrontos entre policiais e criminosos foram concentrados na região de mata para evitar tiroteios nas proximidades de áreas edificadas e resguardar a integridades dos moradores.
O governador disse que a intervenção policial foi necessária diante de barricadas montadas pelos criminosos em regiões próximas a escolas e postos de saúde.
“A atuação estatal, diante de organizações criminosas de perfil narcoterrorista, constituiu exercício legítimo do poder-dever de proteção da sociedade, concretizando o princípio da legalidade e reafirmando o compromisso das forças de segurança pública com a legalidade, a transparência e a proteção dos direitos humanos, em estrita observância ao Estado Democrático de Direito e à defesa da vida”, afirmou Castro.
Moraes faz audiências para discutir Operação Contenção
Alexandre de Moraes faz uma série de audiências com autoridades do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3/11), na capital fluminense. O objetivo das reuniões é colher informações sobre a Operação Contenção, realizada na terça-feira passada (11), que deixou 121 mortos.
Moraes se tornou relator temporário da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, mais conhecida como ADPF das Favelas, após a aposentadoria do ex-ministro Luiz Roberto Barroso. A ação estabelece regras para diminuir a letalidade policial no Rio de Janeiro.
Pela manhã, Moraes se reuniu com o governador Cláudio Castro e com a cúpula da Segurança Pública, no Centro Integrado de Comando e Controle. Após a reunião, Moraes não falou com a imprensa. Já o governador disse que os dois conversaram “sobre o projeto de retomada [de territórios] que está em fase de organização pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”.
“Demos ao ministro total possibilidade de tirar todas as dúvidas sobre a política de segurança do Rio de Janeiro e nos desafios no combate ao crime”, afirmou Castro.

À tarde, o ministro se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, o defensor público geral, Paulo Vinícius Cozzolino Abrahão, e o prefeito da capital, Eduardo Paes.
Alexandre de Moraes ficará à frente da ADPF apenas enquanto um novo ministro não assume a vaga aberta com a saída de Barroso.
O ministro decretou neste domingo (2/11) a preservação “rigorosa e integral” dos elementos materiais relacionados à Operação Contenção, que foi a incursão policial mais letal da história do estado.
Ação considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro motivou 1,8 milhão de comentários favoráveis e contrários nas redes sociais
A megaoperação policial realizada na 3ª feira (28.out.2025) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, colocou o Estado entre os assuntos mais comentados do mundo. Segundo levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, o termo “Rio de Janeiro” alcançou a 4ª posição nos Trending Topics globais do X, com 1,8 milhão de menções em 24 horas.
O governador Cláudio Castro (PL-RJ) foi o nome mais citado no Brasil, com 1,6 milhão de menções. De acordo com a Nexus, o volume de publicações sobre a operação foi 127% superior à repercussão da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes em maio de 2025.
A ação, considerada a mais letal da história do Estado, provocou forte reação nas redes. Aliados do governador defenderam a medida como necessária para o combate ao crime organizado. Já críticos apontaram falta de planejamento e cobraram apoio do governo federal. O tema também impulsionou discussões sobre a PEC da Segurança Pública, que voltou à pauta após o episódio.

Políticos protagonizam os discursos de maior apelo. Nikolas Ferreira (PL-MG) disparou no Instagram, juntamente com a página de entretenimento Alfinetei. Além destes emissores, destacam-se os governadores Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Romeu Zema (NOVO), de Minas Gerais, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), os deputados Cabo Júnio Amaral (PL-MG) e Bia Kicis (PL-DF), os deputados estaduais Guto Zacarias (União-SP) e delegado Francischini (União-PR), a ex-candidata à prefeitura de São Paulo Marina Helena Cunha (NOVO-SP), e o Partido dos Trabalhadores. Veículos de mídia, a exemplo de CNN Brasil e Record Rio, também apareceu com alta interatividade.
Entre os termos mais citados no X estiveram “BOPE”, “Penha”, “Comando Vermelho” e “PEC da Segurança Já”. A Nexus analisou 726 mil publicações em português, feitas por 78 mil usuários, que somaram 256 milhões de impressões entre os dias 28 e 29 de outubro.

Os perfis que mais repercutiram o tema foram os de Danilo Gentili, do portal G1 e da TNT Sports BR. No Google Trends, o termo “g1” apareceu na 2ª colocação entre as buscas mais realizadas no país durante as últimas 24 horas, com mais de 1 milhão de pesquisas.
Paulo Bilynskyj encerrou sessão sem dar tempo de fala à Talíria Petrone, após o Pastor Henrique o chamar de “covarde”
Durante a sessão da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados, nesta 3ª feira (28.out.2025), houve um bate-boca entre deputados do Psol e do PL em razão da megaoperação realizada no Rio de Janeiro ao longo do dia. A discussão verbal se deu principalmente entre o presidente da comissão, Paulo Bilynskyj (PL-RJ), a líder do Psol na Câmara, Talíria Petrone (RJ), e o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ). A confrontação teve início quando Vieira chamou o presidente de “covarde” e foi respondido rapidamente por Bilynskyj.
A discussão se intensificou quando Bilynskyj encerrou a reunião sem permitir que Talíria se manifestasse.
Durante seu tempo de fala na Comissão, o deputado Pastor Henrique questionou congressistas da oposição que celebraram a operação Contenção, deflagrada nesta 3ª feira nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, que deixou 64 pessoas mortas.
“Eu continuo mantendo o meu entendimento que toda vida importa, com farda e sem farda. […] A pergunta que eu faço é: essa glorificação da letalidade, essa política operada há décadas no estado do Rio de Janeiro, está dando certo? O crime organizado está perdendo fôlego e força?”, questionou Vieira.
Ao presidente da comissão, o congressista afirmou: “Não dê direito à intervenção, se quiser desce e debate comigo de forma honesta, pelo menos hoje não está sendo covarde e se mantém aí. Parabéns”.
Em resposta, Bilynskyj afirmou: “Covarde é Vossa Excelência, que está aqui defendendo um criminoso. Mantenha-se na sua posição e não ataque os membros desta comissão. O senhor não tem legitimidade para falar”.
A situação piorou quando aliados do presidente da comissão mencionaram “baile funk” em resposta à deputada do Psol. Talíria rebateu: “Baile funk é bom demais, sabe o que não é bom? Matar gente, matar 70 pessoas no Rio de Janeiro, inclusive policiais. Um modelo de segurança pública assassino”.
O bate-boca também envolveu o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) questionou: “O que seu presidente está fazendo? Negou 3 pedidos do governador”.
Nogueira ainda declarou: “O seu presidente [Lula] é conivente com o tráfico, amigo de narcotraficante”. Em resposta, Talíria e Vieira retrucaram: “O seu presidente [Jair Bolsonaro (PL)] é um miliciano”.
Nogueira se referia à declaração do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que afirmou ter solicitado ajuda federal para operações policiais, mas que esses pedidos teriam sido negados pelo menos 3 vezes.
Em resposta, o governo Lula negou. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Ricardo Lewandowski, declarou em comunicado que o governo “tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do governo do Estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no Estado, em apoio aos órgãos de segurança pública federal e estadual”.
O ministério afirmou ainda que, desde 2023, todas as 11 solicitações de renovação da FNSP (Força Nacional de Segurança Pública) foram acatadas.
Assista ao vídeo (10m01s):
MEGAOPERAÇÃO
A Megaoperação mobilizou 2.500 policiais civis e militares e já deixou 64 pessoas mortas. Dentre elas, são 60 suspeitos de integrar o crime organizado e 4 são policiais. No total, 81 foram presas.
A operação Contenção também contou com a participação de promotores do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). A ação foi deflagrada depois de mais de 1 ano de investigação conduzida pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).
A PMERJ (Polícia Militar do Rio de Janeiro) participa com o COE (Comando de Operações Especiais) e com unidades operacionais da capital e da região metropolitana.
Já a Polícia Civil mobilizou agentes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), delegacias especializadas, o Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e a Subsecretaria de Inteligência.
Entre os presos estaria Doca, operador financeiro de um dos líderes do Comando Vermelho, e Belão, uma das principais lideranças do tráfico do Morro da Guaporé, na zona norte da capital fluminense.
Na ação, foram utilizados drones, 2 helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.
A operação continua com o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos complexos. Os 26 conjuntos de comunidades que formam os complexos do Alemão e da Penha permanecem sob forte presença policial.
Uma megaoperação contra integrantes da facção Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em pelo menos 64 mortos e 81 presos nesta terça-feira (28/10). Entre os mortos estão quatro policiais. Esta é a operação mais letal da história do estado, conforme números confirmados pelo Palácio Guanabara.
A ação mobilizou aproximadamente 2.500 agentes das forças de segurança com o objetivo de cumprir 100 mandados de prisão. Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo estadual para combater o avanço do Comando Vermelho por territórios fluminenses.
A operação foi marcada por intensos confrontos desde o início. Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e ergueram barricadas em chamas. Um vídeo chegou a registrar quase 200 disparos em um minuto, em meio a colunas de fumaça. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones.
Em resposta aos múltiplos bloqueios orquestrados pelo tráfico em várias partes da cidade, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional para o nível 2, em uma escala que vai até 5. A Polícia Militar determinou que todo o efetivo fosse para a rua, suspendendo para isso as atividades administrativas. Até a última atualização da reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais pessoas baleadas.
Os quatro policiais mortos foram identificados como Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara; Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos; Cleiton Searafim Gonçalves, do Bope; e Herbert, também do Bope. O balanço parcial indica que, além dos quatro agentes, 60 suspeitos morreram em confronto. Dois deles eram da Bahia e outro, do Espírito Santo.
Três civis não envolvidos foram feridos. Um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que se encontrava num ferro-velho também ficou ferido. Além das prisões, os policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos. Escolas e postos de saúde não abriram durante a operação.
Operação mira membros de facção que matou informante da polícia em Goiânia
Lidiane 23 de outubro de 2025
A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (22/10) a Operação Cerrado, com o objetivo de cumprir 10 mandados de prisão e oito de busca e apreensão. A ação ocorre simultaneamente em quatro cidades: Goiânia, Trindade, Guapó e Araguaína, no Tocantins. O alvo são integrantes de uma organização criminosa com atuação no bairro Jardins do Cerrado, na capital goiana.
A operação da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios tem como foco investigar o assassinato de um comerciante local ocorrido no dia 29 de julho deste ano, no Setor Aeroviário de Goiânia. Segundo as investigações, a vítima era um informante da polícia e repassava dados sobre o tráfico de drogas na região.
“A vítima, um comerciante local, repassava informações à polícia sobre o tráfico de drogas na região, o que resultava em prisões e prejudicava as atividades criminosas”, confirmou a polícia.
As apurações revelaram que o homicídio foi executado por membros de uma facção que atua no Jardins do Cerrado. Inicialmente, três pessoas foram presas em flagrante: Jefferson Pereira Santos, Sabrina Ferreira Mendes e Rycardo Ramom Cortes Milhomem. Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou todos os demais envolvidos na trama.
“Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Civil identificou todos os demais envolvidos, que exerciam funções específicas na organização criminosa”, explicaram as autoridades.
A Operação Cerrado representa mais uma etapa no combate ao crime organizado na região do Jardins do Cerrado. Desde o final do ano passado, a Polícia Civil tem intensificado suas ações na área para coibir a atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas. Esses grupos são responsáveis por determinar a morte de diversos desafetos em disputas territoriais, além de usuários que estavam em dívida com as facções.
Em novembro de 2024, a Operação Hades cumpriu 21 medidas judiciais e resultou na prisão de quatro criminosos, com apreensão de armas de grosso calibre, munições e drogas. No início de dezembro, a polícia prendeu dois homens que invadiram uma residência e executaram um jovem na presença da mãe dele. Um dos autores foi preso em Cocalinho/MT, onde estava escondido. A investigação concluiu que a vítima foi morta por engano, confundida pelos faccionados.
A atuação policial continuou em junho de 2025, quando as equipes cumpriram mandado de internação de um adolescente suspeito de tentar matar dois integrantes de um grupo rival. Em setembro do mesmo ano, a Operação Hórus cumpriu sete mandados de prisão e cinco de busca e apreensão contra integrantes da facção envolvidos na morte de um jovem de 21 anos.
Foram apontados como integrantes:
- Yuri Alexandre Sousa Andrade, vulgo Cerradão (22 anos) – mandante do crime, criminoso homiziado na favela da Rocinha/RJ, com cinco ordens prisionais em aberto e registros por homicídios, receptação e tráfico de drogas;
- Julyo César Rodrigues Bonfim (20 anos) – articulador logístico da ação, com antecedentes por homicídio qualificado e tráfico de drogas, já preso por outro homicídio cometido no primeiro semestre;
- Vinícius Eduardo Nascimento (24 anos) – responsável por alugar a arma utilizada no assassinato, com passagens por roubo, posse de drogas e homicídio qualificado;
- Ana Beatriz Santana Vilaça (26 anos) – companheira de Yuri e responsável pelo apoio financeiro e lavagem de dinheiro do grupo, presa nesta data em Araguaína/TO;
- Renan Arriel Pereira (24 anos) – auxiliar na logística operacional do crime, com registro por posse de droga para uso pessoal;
- Luís Felipe Rodrigues Praxedes (25 anos) – encarregado de providenciar a motocicleta utilizada no assassinato, sem registros criminais anteriores;
- Jefferson Pereira Santos (29 anos) – condutor do executor até o local do crime e responsável pela fuga, com passagens por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo;
- Sabrina Ferreira Mendes (27 anos) – auxiliar direta de Jefferson na execução da logística criminosa, com antecedentes por tráfico e posse de arma;
- Rycardo Ramom Cortes Milhomem – executor do disparo fatal, já autuado em flagrante.
Entre outros investigados cujas participações ainda estão sendo mais profundamente apuradas.
Assim, até o momento foram cumpridas 50 medidas judiciais em desfavor de criminosos que atuavam no bairro Jardins do Cerrado.
A PCGO continua monitorando os demais criminosos daquela região e, em breve, realizará nova operação de grande vulto no local.
A divulgação das imagens e da identificação dos presos ocorreu em conformidade com a Lei nº 13.869/2019 e com a Portaria nº 547/2021/DGPC, conforme despacho da autoridade policial responsável pelo inquérito, fundamentada na possibilidade concreta de identificação de novas vítimas.
Operação Narco Bet investiga uso de criptomoedas e apostas eletrônicas para ocultar recursos do tráfico internacional de drogas
A PF (Polícia Federal) prendeu nesta 3ª feira (14.out.2025) o empresário Rodrigo Morgado e o influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, durante a operação Narco Bet. A ação, realizada em conjunto com a Polícia Criminal Federal da Alemanha, busca desarticular um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas.
Os agentes federais cumprem 11 ordens de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 630 milhões para descapitalizar a organização criminosa. As informações são do g1.
O grupo empregava técnicas de lavagem que incluíam movimentações em criptomoedas e transferências internacionais para dissimular patrimônio. Parte dos valores teria sido direcionada para empresas do setor de apostas eletrônicas, as bets. Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional.
A Narco Bet é um desdobramento da Narco Vela, deflagrada em abril de 2025 para combater o tráfico de drogas por via marítima a partir do litoral brasileiro.
A PF identificou que o núcleo principal da organização criminosa funcionava a partir da Baixada Santista. Nessa região, as drogas eram armazenadas e transportadas por lanchas até o alto-mar, onde ocorria a transferência para pesqueiros e veleiros. Essas embarcações navegavam até a costa africana para a carga ser recolhida por barcos menores.
BUZEIRA E MORGADO
Os agentes federais prenderam Buzeira no município de Igaratá (SP). O influenciador tem mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais e costuma divulgar plataformas de apostas on-line.
Rodrigo Morgado foi preso em um edifício na Ponta da Praia, em Santos. O empresário havia sido detido na operação Narco Vela por porte ilegal de arma, quando também teve veículos de luxo apreendidos. Na ocasião, foi liberado depois de 4 dias e fez um acordo para evitar o processo.
O Poder360 tentou entrar em contato com Buzeira e Rodrigo Morgado, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato com os influenciadores e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Operação contra falsificação de bebidas autuou 19 estabelecimentos em GO
Lidiane 8 de outubro de 2025
O Governo de Goiás autuou 19 estabelecimentos entre os dias 2 e 4 de outubro durante uma operação integrada de fiscalização e combate à falsificação de bebidas. A ação foi conduzida pelas secretarias de Estado da Segurança Pública e da Saúde nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade.
A medida, determinada pelo governador Ronaldo Caiado, teve como objetivo verificar a procedência dos produtos, inspecionar bares e distribuidoras, coibir práticas criminosas e proteger a saúde da população. A iniciativa possui caráter preventivo e foi motivada por episódios registrados em outros estados, onde a contaminação por metanol em bebidas falsificadas resultou em mortes e internações.
A Força-Tarefa Integrada Metanol já fiscalizou 30 estabelecimentos comerciais no total. Desse trabalho, resultou o recolhimento de 1.087 bebidas que apresentavam irregularidades, como vencimento, falta de registro ou ausência do selo do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Foram coletadas 34 amostras para análise laboratorial e requisitadas 82 perícias. A operação também registrou 30 procedimentos policiais.
Entre outros itens apreendidos estão 166 maços de cigarros sem registro, seis cigarros eletrônicos de venda proibida, 49 alimentos vencidos e 33 caixas de fogos de artifício. O Procon Goiás emitiu cinco advertências e cinco pessoas foram conduzidas à delegacia para procedimentos legais.
As ações contam com a atuação conjunta de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Procon Goiás, Vigilância Sanitária Estadual e Superintendência de Vigilância em Saúde, entre outros órgãos.
O secretário de Segurança Pública, Renato Brum dos Santos, afirmou que a força-tarefa continua.
“Houve determinação do governador Ronaldo Caiado de que esta operação fosse contínua. Fizemos uma reunião hoje, aqui na Secretaria de Saúde, vamos continuar com a ação em Goiânia e estender para cidades estratégicas, com as forças locais, em cidades de grande e médio porte populacional”, disse.
O planejamento estratégico prevê a continuidade da força-tarefa para esta quarta-feira (8/10), com atuação em bares, restaurantes e boates.
Estado contabiliza 5 casos suspeitos de intoxicação por metanol
Goiás registra cinco notificações de casos suspeitos de intoxicação por metanol, conforme último balanço divulgado. Desse total, dois já foram descartados, referentes aos municípios de Bom Jesus e Senador Canedo. Os três casos que permanecem em investigação são de Itapaci, Formosa e Padre Bernardo. A paciente de Itapaci encontra-se internada em um hospital de Uruaçu.

O secretário estadual da Saúde, Rasível Santos (foto), afirma que todos os casos suspeitos recebem acompanhamento especializado das equipes da pasta.
“Estamos monitorando de forma contínua a evolução dos pacientes e trabalhando para garantir a recuperação completa de cada um deles. Em alguns casos, ainda aguardamos o resultado dos exames laboratoriais para confirmar ou descartar a contaminação por metanol”, explicou.
Rasível também destaca que o Estado já possui o antídoto necessário para o tratamento de possíveis intoxicações, recebido do Hospital das Clínicas. As notificações foram formalmente encaminhadas ao Ministério da Saúde com o objetivo de assegurar uma reserva técnica de ampolas para uso em situações emergenciais.
Ministra diz que saída de ministros é direito do partido, mas critica sigla por sugerir possível interferência do governo Lula na inclusão de Antonio de Rueda em investigação que mira o PCC
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu nesta 5ª feira (18.set.2025) às críticas do União Brasil que sugeriram possível ingerência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na operação Carbono Oculto da PF (Polícia Federal), que agora mira o presidente da sigla, Antônio de Rueda.
Em publicação no X (ex-Twitter), a ministra afirmou que o partido tem direito de retirar seus filiados do governo federal, mas classificou como “infundadas e levianas” as acusações da sigla.
“A direção do partido tem todo direito de decidir a saída de seus membros que exercem posições no governo federal. Aliás, não é a 1ª vez que fazem isso. O que não pode é atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam dirigente do partido a investigações sobre crimes”, escreveu Gleisi.
A PF incluiu Rueda na investigação que mira um esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis. Um piloto de aviação executiva afirmou em depoimento que o dirigente partidário seria um dos donos de aeronaves usadas no transporte de foragidos ligados à facção criminosa.
À PF, o piloto Mauro Caputti Mattosinho afirmou ter transportado, em aviões operados pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba, a TAP, foragidos indicados como chefes de esquema de lavagem ligado ao PCC, entre eles Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”.
Rueda negou envolvimento e classificou as menções a seu nome como “ilações irresponsáveis” e disse que ser alvo de “campanhas difamatórias”.

O União Brasil divulgou nota sugerindo que a inclusão de Rueda na operação seria uma “coincidência” poucos dias depois de o partido determinar a saída de seus filiados dos cargos federais. A sigla vê “uso político da estrutura estatal” para enfraquecer sua independência.
A operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, é considerada a maior ação contra o crime organizado do Brasil em termos de cooperação institucional. O objetivo é desmantelar fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis controlado pelo PCC.
O episódio acirra as tensões entre o governo Lula e o União Brasil, que formalizou nesta 5ª feira (18.set) o prazo de 24 horas para que todos os filiados deixem cargos federais sob pena de expulsão partidária. A decisão afeta diretamente o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), que resiste às pressões para renunciar.
Juntas as siglas representam a maior força no Congresso, com 109 deputados e 14 senadores, além de controlar 4 ministérios, contando também com André Fufuca (PP) no comando do Esporte.
A intimação para o desembarque afeta também outras indicações estratégicas da legenda, incluindo os ministros Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) –indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Leia mais:
Operação mira suspeitos de golpes na venda de placas solares em Goiânia
Lidiane 2 de setembro de 2025
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), deflagrou nesta terça-feira (2/9) uma operação contra suspeitos de aplicar golpes na venda de placas solares. Com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, a ação buscou cumprir seis mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão em Goiânia e Uberlândia. Também foi determinado o sequestro de bens, direitos e valores no montante de quase R$ 60 mil. Cinco integrantes da organização criminosa foram presos temporariamente.
As investigações começaram após o registro de uma ocorrência por parte de uma vítima. Ela relatou ter realizado transferência de altos valores para uma pessoa após negociar a compra de 100 placas solares que nunca foram entregues em seu estabelecimento comercial. No mesmo dia do registro, diante da situação de flagrante, agentes da Dercc prenderam a pessoa que recebeu os valores transferidos pela vítima.
O aprofundamento das apurações revelou a existência de uma associação criminosa especializada em estelionato. A organização funcionava com três núcleos distintos. O primeiro, chamado núcleo de engenharia social, era responsável por enganar as vítimas e praticar os golpes. O segundo, núcleo operacional, recrutava pessoas dispostas a ceder suas contas bancárias para receber os valores ilícitos. O terceiro, núcleo financeiro, era integrado por aqueles que cediam suas contas para o recebimento dos valores transferidos pelas vítimas.
Os crimes apurados incluem estelionato eletrônico (artigo 171, parágrafo 2-A do Código Penal), associação criminosa (artigo 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98). Segundo a PCGO, a operação representa um avanço no combate a esse esquema delituoso que se utilizava de transações bancárias e promessas fraudulentas de venda de equipamentos de energia solar para aplicar golpes.



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