Presidente norte-americano critica valores cobrados pela Fifa para a partida de abertura contra o Paraguai em Los Angeles
Donald Trump (Partido Republicano), presidente dos Estados Unidos, afirmou que não desembolsaria os US$ 1.000 cobrados pelo ingresso mais barato para assistir à partida de abertura da seleção norte-americana contra o Paraguai na Copa do Mundo 2026. A declaração foi feita em entrevista ao jornal New York Post, divulgada na noite da 4ª feira (6.mai.2026). O jogo está marcado para 12 de junho no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Trump disse desconhecer os valores praticados pela Fifa. “Eu não sabia desse número”, afirmou o presidente. “Eu certamente gostaria de estar lá, mas também não pagaria isso, para ser honesto com você.”
A Copa do Mundo de 2026 será a 1ª edição com 48 seleções participantes. O torneio terá um recorde de 104 partidas, distribuídas por 16 cidades-sede no Canadá, México e nos Estados Unidos. O evento começa em 11 de junho e vai até 19 de julho. A final será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.
A manifestação do presidente se deu horas depois de Gianni Infantino, presidente da Fifa, defender publicamente a política de preços do torneio. O dirigente participou da 29ª Conferência Global anual do Instituto Milken, realizada no The Beverly Hilton, em Beverly Hills, Califórnia, na 3ª feira (5.mai).
Durante o evento, Infantino rebateu críticas de torcedores em todo o mundo. “Temos que olhar para o mercado”, afirmou o dirigente esportivo. “Estamos em um mercado no qual o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, então temos que aplicar preços de mercado.”
O presidente da Fifa, que recebe US$ 6 milhões anuais aos 56 anos, argumentou que a legislação norte-americana sobre revenda de ingressos influencia a política de preços. Segundo Infantino, como a revenda de bilhetes é permitida nos EUA, vender ingressos a preços muito baixos resultaria na revenda por valores ainda mais altos. O dirigente mencionou uma estimativa de 500 milhões de solicitações de ingressos para o torneio.
Para contextualizar os valores, Infantino fez uma comparação com outros eventos esportivos realizados no país. “Você não consegue assistir, nos EUA, nem a um jogo universitário —sem falar em uma partida profissional de alto nível— por menos de US$ 300”, disse. “E esta é a Copa do Mundo.”
O ingresso mais barato para uma partida no SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, custa US$ 1.079 no Ticketmaster. Na 3ª feira (5.mai), Infantino brincou sobre ingressos de revenda anunciados on-line por pouco mais de US$ 2 milhões para a final de 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O dirigente prometeu entregar pessoalmente “um cachorro-quente e uma Coca-Cola” a qualquer torcedor que desembolsasse esse valor.
Torcedores nos Estados Unidos e no exterior reclamaram que muitos dos assentos foram adquiridos por cambistas. Na Europa, um grupo de torcedores apresentou uma reclamação antitruste aos reguladores. A política de preços da Fifa, entidade isenta de impostos com sede na Suíça, foi classificada como “excessiva”. O custo médio de um ingresso para a final é de quase US$ 13.000. Na Copa do Mundo de 2022, o valor médio para a decisão do campeonato foi de cerca de US$ 1.600.
Preocupação de Trump com eleitores de classe trabalhadora
Trump expressou preocupação com torcedores da classe trabalhadora que fazem parte de sua base eleitoral. “Se pessoas do Queens, do Brooklyn e de outros lugares onde há apoiadores de Donald Trump não puderem ir, eu ficaria desapontado. Mas, ao mesmo tempo, isso é um sucesso incrível”, disse. “Eu gostaria que as pessoas que votaram em mim pudessem ir.”
Apesar das críticas aos preços, o mandatário reconheceu o sucesso comercial do evento. “Eu sei que é extremamente bem-sucedido”, disse o presidente. “Está quebrando todos os recordes. Eles nunca tiveram nada assim.” Trump elogiou o número de ingressos já vendidos, que a Fifa estima em 5 milhões. O mandatário classificou o volume como “recorde”.
Uma pesquisa divulgada pela Ahla (American Hotel & Lodging Association) mostrou que quase 80% dos hotéis nas 11 cidades-sede norte-americanas operam abaixo das projeções iniciais para a Copa do Mundo. Faltam apenas cerca de seis semanas para o início da competição, em 11 de junho. Em Kansas City, de 85% a 90% dos operadores hoteleiros relataram demanda inferior até mesmo à de um mês típico de junho ou julho sem grandes eventos.
O relatório da AHLA destacou a discrepância entre as vendas de ingressos e as reservas de hospedagem. Embora mais de 5 milhões de ingressos tenham sido vendidos, “as reservas de hotéis não acompanharam o ritmo”. Os viajantes domésticos superam os visitantes internacionais em número.
Autoridades do setor hoteleiro identificaram 3 fatores principais que estão desacelerando a demanda estrangeira:
- atrasos na emissão de vistos
- altos custos de viagem
- preocupações geopolíticas.
“As reservas estão ficando abaixo das previsões iniciais”, afirmou o documento da associação hoteleira. Alguns hotéis descreveram o torneio, até o momento, como um “não evento” em relação às projeções anteriores. Um estudo conjunto da Fifa e da OMC (Organização Mundial do Comércio) estimou um impacto econômico de US$ 30 bilhões. As reservas hoteleiras não acompanharam o ritmo das vendas de ingressos.
Os Estados Unidos iniciarão sua campanha no SoFi Stadium em Los Angeles em 12 de junho contra o Paraguai. O astro do Inter Miami, Lionel Messi, deve disputar sua 6ª Copa do Mundo defendendo a Argentina quando o torneio começar no próximo mês.
Ministro da Fazenda afirma que uso de apostas compromete renda e pode afetar consumo e endividamento
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 2ª feira (4.mai.2026) que pessoas que contratarem crédito novo não devem usar os recursos para apostas esportivas, as chamadas bets.
Segundo ele, estudos indicam que o uso dessas plataformas compromete a renda das famílias e tem impacto no consumo, sobretudo no varejo.
Durigan deu a declaração em entrevista à GloboNews. Ele afirmou que análises do Banco Central, da academia e do próprio Ministério da Fazenda mostram que há comprometimento relevante da renda com jogos, inclusive nos cenários de menor impacto estimado.
O ministro disse que o governo busca incentivar um modelo de crédito mais sustentável, com menor risco de inadimplência. Segundo ele, pessoas que já se encontram endividadas e recorrem a novas linhas de crédito para renegociação precisam evitar direcionar recursos para apostas.
Declarou que o objetivo é preservar a renda disponível para consumo essencial e pagamento de dívidas. Durigan afirmou que há uma diferença clara entre o nível de endividamento pessoal e o impacto das bets sobre o consumo. “Mesmo com variações nos estudos, há consenso de que as apostas afetam o orçamento das famílias”.
Dirigente diz que houve falha estratégica e afirma que partido assinou pedido próprio
O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou que a legenda cometeu um erro ao não assinar o requerimento para a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master.
A declaração foi dada em entrevista à jornalista Vera Rosa, do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta 6ª feira (1º.mai.2026). Para Edinho, a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ter assumido o protagonismo das investigações.
“O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu”, declarou o presidente do partido. Segundo ele, há uma concepção no meio político de que comissões de inquérito paralisam o Congresso e o governo, mas ponderou que a gravidade das denúncias exigia uma atitude diferente.
Após a entrevista, o dirigente informou ao jornal que a bancada petista assinou um requerimento próprio de CPI protocolado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), mas optou por não subscrever o pedido formulado pela oposição.
ORIGEM NO GOVERNO BOLSONARO
Ao comentar a fraude financeira, Edinho buscou afastar o desgaste do atual governo. Afirmou que o Banco Master foi criado e teve operações fraudulentas autorizadas pelo Banco Central durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“As operações que depois foram demonstradas fraudulentas foram autorizadas pelo Banco Central na gestão do Campos Neto (indicado por Bolsonaro)”, disse o dirigente. Segundo ele, foi o presidente Lula quem determinou à Polícia Federal que estruturasse as investigações para apurar as denúncias de corrupção.
Questionado sobre as menções a políticos do PT da Bahia no relatório da PF, como o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (Casa Civil), Edinho negou qualquer envolvimento ilícito. O petista defendeu que a verdadeira questão a ser respondida é o motivo pelo qual o banco foi autorizado a operar sem lastro financeiro no governo anterior.
DERROTAS E SISTEMA POLÍTICO
A avaliação sobre a CPI ocorre na esteira de uma semana de reveses para o Palácio do Planalto no Congresso Nacional. Edinho criticou duramente a rejeição, pelo Senado, do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Ele classificou o bloqueio ao atual advogado-geral da União como um “grave erro” que gera instabilidade institucional e reflete a intenção do Legislativo de enfraquecer o Judiciário.
Outro ponto de crítica foi a derrubada do veto presidencial ao projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos extremistas de 8 de Janeiro. Para Edinho, ao aprovar a medida, o Congresso “vira as costas para a sociedade” e ignora a gravidade da tentativa de ruptura democrática.
Diante dos atritos, o presidente do PT declarou que o modelo político brasileiro “ruiu” e está “totalmente destruído”.
Ele citou como sintoma desse esgotamento o volume de emendas parlamentares impositivas, que devem somar R$ 60 bilhões no Orçamento de 2026. Segundo Edinho, as emendas se tornaram uma “moeda de troca” que usurpa o poder do Executivo e enfraquece o sistema político.
TERRAS-RARAS E SOBERANIA
Na entrevista, Edinho também criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações dadas nos Estados Unidos sobre as reservas de terras-raras. O petista classificou como um “absurdo” a fala do congressista de oferecer os minerais brasileiros como solução para a indústria tecnológica e de defesa norte-americana.
Segundo o petista, o tema reforça a necessidade de um projeto de desenvolvimento nacional soberano. Edinho afirmou que o governo Lula vê esses recursos como base para a revitalização industrial do país, e não apenas como commodity para exportação.
REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
Edinho Silva também defendeu o fim da escala de trabalho 6 X 1, classificando a resistência à medida como “falta de inteligência”. Para o presidente do PT, o Brasil precisa discutir seriamente a redução da jornada diante do avanço tecnológico e da diminuição do número de postos de trabalho.
O dirigente afirmou que a proposta do governo de reduzir a carga horária para 40 horas semanais é uma medida necessária para permitir que o ganho de produtividade resulte em consumo. “Se não for assim, não adianta aumentar a produtividade. Não vai ter quem consuma”, argumentou.
Diante das turbulências e da queda de braço com o Congresso, o dirigente disse que não existe a hipótese de Lula não disputar o pleito de 2026. Edinho afirmou que o atual chefe do Executivo é o candidato do partido e o líder mais preparado para conduzir o país.
Pedido foi feito por meio de uma carta ao CEO e cita preocupação sobre negociações entre a big tech e o governo norte-americano
Mais de 500 funcionários do Google enviaram, nesta 2ª feira (27.abr.2026), uma carta ao CEO, Sandar Pichai, pedindo que a tecnologia de IA (Inteligência Artificial) desenvolvida na empresa não seja utilizada pelo Pentágono para “trabalhos confidenciais”. De acordo com o pedido, a tecnologia deve ser usada para benefício da humanidade e não para causar danos. Eis a íntegra da carta (PDF – 141 kB).
De acordo com o texto, os funcionários citam que estão “profundamente preocupados” com as negociações entre o Google e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. “Como pessoas trabalhando com IA, nós sabemos que esses sistemas conseguem centralizar poder e que eles cometem erros. Nós sentimos que nossa proximidade com essa tecnologia cria uma responsabilidade de ressaltar e prevenir seus usos antiéticos e perigosos”, escreveram.
A situação se assemelha ao rompimento da Anthropic, desenvolvedora da IA Claude, com o Departamento de Defesa, em fevereiro. Segundo a empresa, o órgão exigiu concordância do uso da ferramenta para “qualquer uso legal”.
A Anthropic recusou o contrato inicial e uma versão posterior revisada, alegando que os termos não garantiam que o Claude não seria usado para vigilância em massa da população. Até o momento da publicação, nenhuma das partes envolvidas comentou o caso.
Presidente do Banco Central respondeu perguntas de senadores na CPI do Crime Organizado nesta 4ª feira (8.abr)
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta 4ª feira (8.abr.2026) que os processos de auditoria e sindicância interna não encontraram “qualquer culpa” do ex-presidente da autoridade monetária Roberto Campos Neto no caso do Master.
“Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontra qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos”, disse.
Galípolo foi convidado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado para explicar a atuação do Banco Central no caso Master, o maior escândalo bancário da história e que pode culminar em um possível acordo de delação premiada com impacto nos Três Poderes. O relator da CPI é o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O fundador do Master, Daniel Vorcaro, está preso desde 4 de março. É investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Galípolo teve reunião fora da agenda pública no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024 com Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades. Na época, ele não informou sobre o encontro ao então presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.
O presidente do Banco Central comentou sobre as investigações que resultaram em um rombo de quase R$ 52 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Ele é ouvido na condição de testemunha.
BRB
O Banco Central descobriu os créditos podres do Master durante a negociação de compra em 2025 do Master pelo BRB (Banco de Brasília), estatal do Distrito Federal. O BRB agora está em situação financeira alarmante depois de comprar R$ 12,2 bilhões em carteiras do Master.
A estatal entregou em fevereiro deste ano um plano de capital com medida para recompor o balanço e reforçar a liquidez, mas corre risco de ser liquidada pelo Banco Central, assim como o Banco Master. O BRB não divulgou o balanço financeiro do ano passado, o que elevou as incertezas em relação ao futuro do banco.
O Banco Central teve “certeza” da inexistência de lastro em carteira de crédito em 27 de junho de 2025. As autoridades competentes –Ministério Público Federal e Polícia Federal– foram comunicadas em julho. A 1ª fase da operação Compliance Zero foi realizada em novembro.
Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, do Banco Central, são suspeitos de facilitar interesses do Master na autoridade monetária. A CGU (Controladoria Geral da União) também instaurou processos administrativos disciplinares. Paulo Sérgio Souza foi diretor de Fiscalização do Banco Central de 2017 a 2023, durante os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), sendo indicado pelos 2 ex-presidentes para o cargo.
Paulo Souza é alvo de investigações da PF por fornecer informações privilegiadas para Daniel Vorcaro. Belline e Souza atuavam no Desup (Departamento de Supervisão Bancária) e foram afastados dos cargos em 4 de março deste ano.
As investigações assumem duas frentes:
- uma da CGU (Controladoria Geral da União), com possíveis sanções administrativas;
- uma da Polícia Federal, do ponto de vista criminal.
Galípolo já disse que a autoridade monetária tem um sentimento de “consternação” depois do caso do Master. Na época, defendeu que a ética é um valor “muito caro” aos funcionários públicos da instituição e pediu “ajuda” para a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65 de 2023 no Congresso, que amplia a autonomia financeira do Banco Central em relação ao governo federal.
De acordo com Galípolo, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, identificou em janeiro de 2025 que o Master estava fazendo venda de novas carteiras por causa dos problemas de liquidez, mesmo com as dificuldades de nova captação.
Um grupo de análise começou os trabalhos em fevereiro e identificou, em março, que as carteiras não tinham lastro. Os documentos obtidos eram, segundo Galípolo, insuficientes para constatar uma fraude, mas o BC procurou respostas mais satisfatórias sobre a origem dos créditos.
O Banco Central teve dificuldade para encontrar evidências e avançou nas investigações durante o processo de análise de compra do Master pelo BRB.
O BC defende que o rito legal do processo foi respeitado para que não houvesse questionamentos posteriores. O BC deu “chances” para que fosse esclarecido, e o tempo de apuração foi destinado para fundamentar o processo e avisos às autoridades competentes.
CASO MASTER
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O fundador da instituição financeira, Daniel Vorcaro, firmou em 19 de março de 2026 um acordo de confidencialidade com a PF (Polícia Federal) e com a PGR (Procuradoria Geral da República) que possibilita a delação premiada. O documento expõe riscos de várias autoridades públicas de Brasília. Esse acordo foi assinado quase 12 meses depois do anúncio de compra pelo BRB (Banco de Brasília), que tenta se recuperar financeiramente após a operação.
O Master foi responsável pelo rombo recorde no FGC (Fundo Garantidor de Créditos), de quase R$ 52 bilhões, mesmo tendo somente 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do sistema financeiro nacional. Também provocou prejuízo de quase R$ 2 bilhões para Estados e municípios nos fundos de Previdência.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou neste sábado (14/3), em Jaraguá, que a escolha do candidato do partido à Presidência continua em aberto e ainda não há definição. Kassab prestigiou a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD e destacou a qualidade dos três pré-candidatos que compõem o quadro interno da sigla.
“É uma decisão muito difícil, mas que deixa todos nós muito entusiasmados, porque ter três pré-candidatos da qualidade de Ronaldo Caiado, Ratinho e Eduardo Leite é algo que poucos partidos tiveram na sua história”, disse Kassab, ao afirmar que a decisão deverá sair “em dias, em semanas”. O presidente avaliou a vinda de Caiado como um fator que fortaleceu o projeto presidencial do PSD.
“Os três são muito bem preparados, estão preparadíssimos. Imaginem vocês se o Brasil tiver o Caiado [eleito], esse extraordinário governador, que já foi senador, deputado federal (…) imaginem vocês o Brasil tê-lo como presidente da República, e da mesma maneira os outros dois”, acrescentou Kassab em entrevista coletiva.
“Não existe ninguém na frente. Existem aqueles que preferem o Ratinho, existem aqueles que preferem o Ronaldo Caiado, existem aqueles que preferem o Eduardo Leite”, afirmou Kassab, ao negar que haja um nome consolidado internamente. A expectativa é que a deliberação ocorra até o final de março.
O presidente voltou a elogiar Caiado e disse que a filiação do governador ao PSD representa “esperança para o Brasil”, por reunir governadores com experiência administrativa em torno de um projeto nacional. Kassab também afirmou que o PSD terá candidato próprio e descartou compor chapa como vice com partidos como PT ou PL.
“Totalmente [descartado]. O PSD terá candidato próprio”, disse Kassab, reforçando que qualquer que seja o escolhido — Caiado, Ratinho Júnior ou Eduardo Leite — será um nome capaz de apresentar um projeto consistente ao país.
Caiado, que agora integra formalmente o PSD, defendeu a manutenção do apoio mútuo entre os três pré-candidatos até a decisão final. Na sequência do evento, Kassab concedeu entrevista à CNN Brasil, onde reiterou que a escolha será fruto de diálogo interno e que hoje não há definição sobre favoritismos, apesar de pesquisas apontarem tendências distintas.
O clima no ato em Jaraguá mostrou entusiasmo dos apoiadores de Caiado, com manifestações de apoio que, segundo apoiadores, evidenciam a recepção positiva à filiação. Enquanto isso, o PSD segue avaliando cenários eleitorais e estratégias para escolha do nome que representará o partido na disputa presidencial.
Ministro criticou o ex-juiz durante cerimônia de 135 anos do STF; Moro é réu na Corte por calúnia contra Gilmar
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, ironizou, nesta 5ª feira (26.fev.2026), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante a cerimônia de 135 anos da Corte. Ao criticar a operação Lava Jato, o magistrado mencionou rumores de que o ex-juiz contratava escritores para suprir supostas dificuldades com a língua portuguesa.
Enquanto criticava a cobertura da imprensa sobre a Lava Jato, Mendes afirmou que “muitos jornalistas importantes, hoje até promovidos, eram ghostwriters de Sergio Moro e companhia”. O decano ironizou a capacidade de escrita do senador: “Precisava de ghostwriters porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra ‘tigela’”, declarou.
O ministro manifestou “perplexidade” com veículos de comunicação que exaltaram a Lava Jato e criticou a ausência de “mea-culpa” diante de abusos posteriormente reconhecidos pela Justiça.
O decano classificou como foco excessivo da imprensa sobre o Supremo. Segundo ele, um “alienígena” que chegasse ao Brasil e acompanhasse o noticiário recente concluiria que “todos os problemas do país se restringem ao Supremo”. A Corte seria “a única instituição brasileira a merecer aprimoramentos”, afirmou.
EX-JUIZ É RÉU NO STF
A 1º Turma do STF formou maioria em outubro de 2025 por rejeitar um recurso de Moro. O senador foi mantido no banco dos réus em processo no qual é acusado de calúnia ao decano.
A denúncia oferecida pela PGR (Procuradoria Geral da República) foi aceita por unanimidade dos ministros da 1ª Turma em junho de 2024.
A PGR afirma que Moro cometeu crime de calúnia ao atribuir a Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva. O episódio citado na denúncia se deu em uma festa junina, em 2022, quando o juiz da Lava Jato foi gravado dizendo que um habbeas corpus poderia ser “comprado” do ministro.
Ministro do STF faz sermão religioso na Igreja Presbiteriana de Pinheiros e aborda questões sobre poder político e institucional
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do caso do Banco Master, André Mendonça publicou na 3ª feira (24.fev.2026) um vídeo de cunho religioso no qual afirma que é necessário resistir à cobiça financeira e à vaidade pessoal no exercício de cargos públicos e institucionais. “Não se submeta às propostas tentadoras no aspecto financeiro”, declarou o magistrado.
A gravação foi feita durante uma pregação de Mendonça –ele é pastor colaborador da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.
Na publicação, Mendonça utiliza passagens bíblicas e princípios de teologia para traçar um paralelo entre a vida pública e a integridade pessoal. Segundo o ministro, o exercício do poder traz consigo “armadilhas invisíveis” que podem desviar o indivíduo de sua missão de servir à coletividade.
O texto da mensagem define o poder político como positivo, desde que condicionado ao “bem do povo”. O ministro declarou que agir fora de princípios e valores, movido por interesses individuais, representa uma submissão a “tentações”.
Na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, Mendonça costuma pregar sobre a necessidade de humildade no trato com o próximo, uma mensagem que ele agora transporta para o ambiente digital em um formato de “pílulas de sabedoria”.
Assista ao vídeo (3min24s):
Presidente nacional do PSD afirmou que candidato do partido e Cláudio Castro também estarão no palanque do prefeito do Rio e candidato a governador do Estado
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD (Partido Social Democrático), disse no domingo (8.fev.2026) que é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quem procura o apoio do prefeito do Rio de Janeiro e candidato a governador do Estado, Eduardo Paes (PSD), e não o contrário. “Foi Lula quem disse que estará com ele, e ele não pode falar ‘não’. É Lula que estará no palanque do Paes”, declarou. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band.
O líder do PSD afirmou que Cláudio Castro (PL), governador do Rio e pré-candidato ao Senado, e o candidato do PSD também estarão no palanque. “O Lula estará no palanque do Eduardo Paes, o (governador) Cláudio Castro e o nosso candidato também estarão no palanque dele. Então o Eduardo Paes vai ter 3 candidatos que querem estar com ele, mas acho que o nosso vai levar vantagem, porque é do mesmo partido, mesmo padrão e vai ter uma grande votação”, disse.
Assista à entrevista:
O presidente do PSD também disse que o partido busca apresentar um candidato presidencial que corresponda “às aspirações da sociedade”. No momento, estão na disputa Ronaldo Caiado, governador de Goiás, Ratinho Jr., governador do Paraná, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. “Agora, o que a gente percebe é que há mais espaço: as pessoas e as pesquisas indicam que existe demanda por uma candidatura moderada”, afirmou, em defesa da candidatura do partido à Presidência.
O senador Vanderlan Cardoso, presidente do PSD em Goiás e pré-candidato à reeleição, não exclui a possibilidade de deixar a legenda caso não consiga viabilizar sua candidatura ao Senado pelo partido. A definição, segundo ele, será tomada em reunião com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e com o governador Ronaldo Caiado, marcada para segunda-feira (9/2) em São Paulo.
O cenário se complicou após a filiação de Caiado ao PSD. A entrada do governador abre espaço para articulações que podem priorizar uma chapa com outros nomes — entre eles Gracinha Caiado e Gustavo Gayer — e tensiona a disputa interna pela vaga ao Senado no Estado. Vanderlan sustenta, porém, que a decisão sobre sua candidatura é pessoal e que sua intenção é disputar pelo PSD.
“Nessa reunião que teremos com o Kassab, e provavelmente o governador Ronaldo Caiado estará presente, nós vamos estar decidindo os passos aqui no estado de Goiás”, declarou Vanderlan nesta sexta-feira (6/2), durante visita à Associação Comercial, Industrial e de Serviços da Região Leste de Aparecida de Goiânia (Acirlag).
O senador afirmou que apoiou a filiação de Caiado ao partido e que vê como natural a necessidade de desprendimento mútuo nas negociações internas: “Eu já tive total desprendimento ao ser consultado sobre a vinda do governador para o PSD. Então, fui favorável, dei o parecer positivamente”.
Apesar do apoio inicial, ele deixou claro que não abrirá mão da pré-candidatura se entender que há condições para disputar.
“Essa decisão de candidatura a senador da República é uma decisão do senador Vanderlan Cardoso. […] Hoje eu sou o presidente do PSD, caso eu entender que não é o PSD, aí sim é uma decisão minha”, afirmou.
Parlamentar diz que prefere caminhar com Daniel Vilela
Ainda na entrevista, Vanderlan ressaltou que sua postulação foi construída ao longo de sete anos de trabalho e que a candidatura não depende de aliança automática com nomes do grupo governista.
“A minha candidatura nunca impôs isso. Minha candidatura é uma candidatura que ela foi construída, não foi só agora, ela foi construída ao longo de sete anos de muito trabalho”, disse.
Questionado sobre alternativas fora do PSD, o senador não descartou migrar para outra sigla se não conseguir viabilizar a reeleição internamente.
“A pessoa nunca pode ter só o plano A. Tem que ter plano B, plano C, plano D, plano E. Só com esses burburinhos desses dias já têm seis partidos me convidando”, disse Vanderlan, que citou ainda a possibilidade de diálogo com lideranças como Marconi Perillo, sem, contudo, confirmar tratativas.
Apesar das movimentações, o parlamentar sinalizou preferência por caminhar com o vice-governador Daniel Vilela e disse empenhar-se para consolidar essa união: “Hoje a tendência é estar caminhando com o vice-governador Daniel Vilela”, assegurou.
Vanderlan concluiu afirmando que não permanecerá oferecendo apoio caso não seja desejado pelo grupo: “Eu não vou ficar oferecendo apoio se não querem”, disse o senador, ressaltando que a reunião de segunda-feira deve esclarecer os próximos passos.


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