24 de junho de 2026
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Texto provisório liberaria navegação no estreito de Ormuz e abriria negociação de 60 dias sobre programa nuclear iraniano

Estados Unidos e Irã chegaram nesta 5ª feira (28.mai.2026) a um acordo provisório sobre um memorando de entendimento para reduzir a tensão no estreito de Ormuz e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano. O texto, porém, ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump (Partido Republicano) e não estava claro se tinha o aval do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

O memorando incluiria a retirada de restrições à navegação no estreito de Ormuz, com liberação do tráfego de embarcações e suspensão de um bloqueio dos EUA. Também abriria um período de 60 dias de negociação sobre o programa nuclear iraniano, incluindo o destino do estoque de urânio altamente enriquecido mantido por Teerã.

Segundo a CNN, autoridades dos EUA disseram que a finalização do texto indica avanço diplomático, apesar dos ataques registrados nesta semana entre os 2 países. As mesmas fontes afirmaram, porém, que os temas mais difíceis ligados ao programa nuclear iraniano ainda precisariam ser discutidos durante esse período de negociação.

A agência semioficial iraniana Tasnim afirmou, segundo a Al Jazeera, que o texto ainda não havia sido finalizado nem tornado definitivo. A Tasnim citou fontes próximas à equipe negociadora iraniana. Elas disseram que Teerã ainda não informou ao mediador paquistanês que o acordo estaria concluído.

Na 5ª feira (28.mai), o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse à BBC que os 2 países estavam “muito próximos” de um acordo, mas “ainda não chegaram lá”. A declaração foi dada enquanto a Casa Branca tentava avançar com uma saída negociada para o conflito.

Trump disse na 4ª feira (27.mai) que ainda não estava satisfeito com o estado das negociações. A Reuters informou que o presidente rejeitou um relato da TV estatal iraniana sobre um rascunho de entendimento envolvendo o estreito de Ormuz. Depois disso, os 2 países trocaram ataques aéreos, segundo a agência.

A CNN afirmou que Trump tem pedido avaliações sobre o texto para garantir que o acordo seja apresentado como mais forte do que o pacto nuclear de 2015, firmado no governo Barack Obama e abandonado por Trump em seu 1º mandato.

A situação na região ainda era instável nesta 6ª feira (29.mai). Segundo a CNN, qualquer avanço nas conversas pode ser revertido caso Trump decida não aprovar o memorando.


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Presidente dos EUA e líder chinês, Xi Jinping, concordam sobre abrir estreito de Ormuz e impedir programa nuclear iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que sua paciência com o Irã “está se esgotando” ao discutir a guerra no Oriente Médio com o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), na 5ª feira (14.mai.2026).

Segundo a Casa Branca, Trump e Xi concordaram, durante conversas em Pequim, sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto.

O Irã fechou a rota marítima em resposta aos ataques conjuntos de Israel e dos EUA, iniciados em 28 de fevereiro. O bloqueio da via provocou uma interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia.

A China é aliada do Irã e principal compradora de petróleo do país.

Os EUA suspenderam os ataques ao Irã no início de abril, mas iniciaram um bloqueio aos portos iranianos. As negociações para encerrar o conflito estão paralisadas, com o Irã se recusando a encerrar o programa nuclear ou abrir mão do estoque de urânio enriquecido.

“Não serei muito mais paciente”, declarou Trump ao programa “Hannity”, da Fox News, na noite de 5ª feira (14.mai.2026). “Eles [os iranianos] deveriam chegar a um acordo”, acrescentou.

Sobre o estoque secreto de urânio enriquecido do Irã, o presidente norte-americano disse que seria possível enterrá-lo, mas afirmou preferir “recebê-lo”.

Segundo Trump, isso seria “mais um ato de relações públicas do que qualquer outra coisa”. Trump disse que Xi prometeu não enviar equipamentos militares ao Irã. “Ele disse que não vai dar equipamentos militares. Essa é uma declaração importante”, afirmou à Fox News.

Segundo a Casa Branca, o presidente chinês demonstrou interesse em comprar mais petróleo norte-americano para reduzir a futura dependência da China em relação ao estreito de Ormuz.

Os líderes também concordaram que o Irã não deve obter armas nucleares. Teerã nega buscar esse tipo de armamento.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China defendeu que um cessar-fogo duradouro entre EUA e Irã seja alcançado o mais rápido possível. O governo chinês também afirmou que a navegação no estreito de Ormuz precisa ser retomada imediatamente.


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Presidente dos EUA afirmou que 70% dos alvos já foram atingidos; Teerã enviou resposta a plano de paz mediado pelo Paquistão

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, neste domingo (10.mai.2026), que o Irã já está “militarmente derrotado”. Em entrevista à jornalista Sharyl Attkisson, o norte-americano declarou que o Exército dos Estados Unidos poderia encerrar as operações no país em até 14 dias, atingindo o restante dos alvos estratégicos.

De acordo com Trump, cerca de 70% dos objetivos militares já foram alcançados desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. “Poderíamos intervir por mais duas semanas e atacar cada um dos alvos [restantes]. Seriam apenas os retoques finais”, disse o presidente.

Simultaneamente às declarações de Trump, a mídia estatal iraniana informou que o Irã enviou uma resposta à proposta de paz apresentada pelos EUA. O documento foi encaminhado ao Paquistão, que atua como mediador no conflito. 

Os principais pontos da resposta iraniana incluem a interrupção dos combates em todas as frentes, com ênfase no Líbano, além de garantias de segurança para o transporte marítimo na região e o fim dos combates antes do início de discussões sobre o enriquecimento de urânio.

PRESSÃO INTERNACIONAL

O posicionamento de Trump foi divulgado às vésperas de sua visita oficial à China, prevista para esta semana. O governo norte-americano sofre pressão interna e externa para estabilizar a região e conter a volatilidade nos preços dos combustíveis.

Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotou um tom mais cauteloso. Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS News, ele afirmou que a guerra não terminou e que ainda é necessário desmantelar a infraestrutura nuclear e os mísseis balísticos do Irã.

Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou nas redes sociais que o país “defenderá os interesses nacionais com força” e que não se curvará perante as pressões dos EUA e de Israel.



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Presidente dos EUA voltou a afirmar nas redes sociais que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), usou seu perfil no Truth Social na madrugada desta 4ª feira (22.abr.2026) para afirmar que o “Irã está colapsando financeiramente”.

Na publicação, Trump declarou o seguinte: “Eles [o Irã] querem a abertura imediata do estreito de Ormuz –estão desesperados por dinheiro! Perdem US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão recebendo seus salários”.

Na noite de 3ª feira (21.abr), Trump já havia declarado em sua rede social que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz. Pela região circulam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

Segundo ele, os EUA devem manter a passagem fechada para forçar uma negociação. Trump afirmou que, sem essa estratégia, “nunca haverá um acordo com o Irã”.

Na mesma publicação, o republicano afirmou que, na ausência de negociação, os EUA só conseguiriam um acordo caso “explodissem o resto do país, incluindo seus líderes”.

Publicação de Donald Trump onde ele diz que o Irã não quero o estreito de Ormuz fechado para poderem faturar 500 milhões de dólares por dia

CESSAR-FOGO PROLONGADO

O cessar-fogo entre os EUA e o Irã expiraria nesta 4ª feira (22.abr). Trump chegou a dizer, ainda na 3ª feira (21.abr), que não prolongaria a trégua. Horas depois, porém, mudou o tom. Disse que irá estender o cessar-fogo com o Irã até que as negociações para o fim do conflito sejam concluídas. O republicano, porém, afirmou que até lá manterá o bloqueio no estreito de Ormuz.

“Determinei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e capazes”, afirmou o republicano.


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Petroleiro e porta-contêineres são alvos de disparos; embarcações recuam depois de ordem de fechamento da rota

Navios comerciais que tentaram atravessar o estreito de Ormuz neste sábado (18.abr.2026) foram impedidos de seguir viagem e, em pelo menos 2 casos, atingidos por disparos, segundo a agência Reuters. Relatos de segurança marítima indicam que embarcações iranianas abriram fogo contra navios na região entre as ilhas de Qeshm e Larak, o que levou os comandantes a recuar antes de completar a travessia.

Os episódios coincidem com alertas emitidos pela UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations, a autoridade britânica de monitoramento do tráfego marítimo), que registrou 2 incidentes distintos na costa nordeste de Omã. Em um deles, o comandante de um petroleiro relatou que a embarcação foi abordada por duas lanchas armadas do IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica), que abriram fogo sem aviso prévio por rádio; não houve feridos, e a tripulação está segura, segundo o comunicado.

Em outro alerta, a UKMTO informou que um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil não identificado, o que causou danos em parte da carga, sem registro de incêndio ou impacto ambiental. As autoridades investigam os 2 casos, que ocorreram a cerca de 20 a 25 milhas náuticas da costa de Omã.

Além dos ataques, navios que navegavam pelo estreito relataram ter recebido mensagens de rádio atribuídas à Marinha iraniana informando que a passagem estava novamente fechada. “Atenção a todos os navios […] o Irã declara o estreito de Ormuz completamente fechado novamente. Nenhuma embarcação de qualquer tipo ou nacionalidade está autorizada a passar”, dizia a comunicação.

A interdição ocorre depois de um aviso emitido na véspera indicando que a travessia poderia ser retomada de forma limitada, em rotas consideradas seguras por Teerã. Neste sábado (18.abr), o Irã informou que voltará a exercer um controle rigoroso sobre o tráfego de navios comerciais no estreito de Ormuz.

O estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e do GNL (gás natural liquefeito) consumidos globalmente. Com a escalada recente, centenas de navios e cerca de 20.000 tripulantes permanecem retidos no Golfo, à espera de autorização para atravessar o corredor marítimo


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Os EUA deram um ultimato para os iranianos reabrirem totalmente o estreito de Ormuz; prazo acaba às 21h desta 5ª feira

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance (republicano), ameaçou o Irã nesta 3ª feira (7.abr.2026). Afirmou que o país persa tem até as 21h (horário de Brasília) para dar uma resposta aos norte-americanos, “seja positiva ou negativa”. Disse esperar que Teerã dê a “resposta certa”.

“Espero que eles deem a resposta certa. O que queremos é um mundo em que petróleo e gás fluam livremente, em que as pessoas possam aquecer suas casas, dirigir até o trabalho. Isso não vai acontecer se os iranianos continuarem envolvidos em terrorismo econômico, declarou Vance em entrevista a jornalistas durante o comício eleitoral do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, em Budapeste, e divulgada pela Casa Branca nas redes sociais.

Ao falar de “terrorismo econômico”, Vance faz uma referência às restrições no estreito de Ormuz, rota fundamental para o escoamento global de petróleo.

Assista ao vídeo de Vance (37s):

A fala reforça o tom adotado mais cedo por Donald Trump. O presidente dos EUA afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” ao falar sobre o impasse com o Irã em Ormuz. Na publicação, feita na Truth Social, o presidente mencionou a possibilidade de uma “mudança de regime completa e total” no país, sem apresentar provas.



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Regime iraniano mobiliza homens armados em áreas montanhosas para buscar militar cujo F-15 foi derrubado na 6ª feira (3.abr.2026)

A televisão estatal do Irã transmitiu neste sábado (4.abr.2026) imagens de homens armados percorrendo áreas montanhosas remotas em busca de um piloto norte-americano. O militar está desaparecido desde a 6ª feira (3.abr), quando seu caça F-15 foi abatido pelo Irã em região próxima ao Iraque. O regime iraniano oferece recompensa de US$ 60.000 por informações sobre o piloto.

Os 2 pilotos que tripulavam o caça se ejetaram de paraquedas. Um deles foi localizado e resgatado pelas Forças norte-americanas. O 2º piloto permanece desaparecido.

Assista às buscas do Irã ao piloto:

A Força Aérea dos EUA mobilizou unidades especiais treinadas para resgates para vasculhar a região com helicópteros. Aviões de combate acompanham as buscas com paraquedistas a bordo, incluindo paramédicos. Não há informações confirmadas sobre seu estado de saúde ou condições atuais.

Além do F-15, o Irã disse ter derrubado um A-10 na 6ª feira (3.abr).

TRUMP AMEAÇA

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), declarou neste sábado (4.abr.2026) que, se o Irã não reabrir o estreito de Ormuz –área por onde trafega cerca de 20% do petróleo global, além de gás natural e ureia– nas próximas 48 horas, o “inferno” cairá sobre o país persa. Segundo o chefe da Casa Branca, ele já havia definido um prazo de 10 dias para que o Irã fechasse algum tipo de acordo, e esse tempo está se“esgotando”.

“Lembram-se de quando dei ao Irã 10 dias para fazer um acordo ou abrir o estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando —48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a Deus!”, escreveu.

Trump tem alternado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito. Em declarações recentes, chegou a afirmar que os países afetados pelo fechamento deveriam buscar seu próprio petróleo e chamou integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” por não agirem contra o Irã.

Pressão por reabertura

Desde o início dos ataques conjuntos com Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Washington tem pressionado aliados e outros países a contribuir com a segurança da navegação no estreito de Ormuz, controlado pelo regime iraniano. A guerra já deixou milhares de mortes e provocou forte instabilidade nos mercados globais.

Apesar da pressão, líderes europeus sinalizam cautela. Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Holanda, Japão e Canadá afirmaram, em nota conjunta divulgada em 19 de março que pretendem cooperar para garantir a passagem segura na região, mas condicionam qualquer ação ao fim das hostilidades. Com exceção do Japão, todos os demais países que assinam a nota integram a Otan. O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a medida depende da cessação dos combates.



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Segundo a mídia norte-americana, o avião atingido é um F-15E e não um F-35, como divulgado inicialmente pelo regime iraniano

Os Estados Unidos resgataram nesta 6ª feira (3.abr.2026) um dos pilotos do caça F-15E atingido pelo Irã. Segundo a mídia norte-americana, o avião tem uma tripulação de duas pessoas e as buscas pelo outro militar continuam. Helicópteros foram vistos próximos da região da queda no que pode ser uma operação de resgate.

Mais cedo, o regime iraniano disse ter abatido um caça F-35, um dos mais modernos do mundo. Teerã afirmou que a aeronave tinha sido “completamente destruída” e que a sobrevivência do piloto era “improvável”. Agências iranianas declararam que o ataque se deu enquanto o avião militar sobrevoava o centro do território do país persa. 

O governo norte-americano ainda não se manifestou.

Nas redes sociais, circulam imagens que seriam do avião abatido:

Um canal de TV local diz que foi oferecida uma recompensa para quem capturar o piloto ou pilotos inimigos vivos e entregá-los à polícia”.

Segundo a Associated Press, a transmissão do canal incluiu uma mensagem escrita em que pede para que os telespectadores atirem em qualquer avião norte-americano que seja visto na região.

Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), ter dito algumas vezes que o país destruiu a estrutura de defesa iraniana, a CNN noticiou que o Irã ainda mantém uma capacidade significativa de lançar mísseis.



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Segundo a Casa Branca, o presidente dos EUA deve “fornecer uma importante atualização” a respeito do conflito no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), faz um pronunciamento oficial na TV nesta 4ª feira (1º.abr.2026) sobre a guerra no Irã. O Poder360 transmite o discurso do republicano a partir das 22h (horário de Brasília).

Em publicação no X, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que Trump fará o pronunciamento à nação “para fornecer uma importante atualização sobre o Irã”.

Na 2ª feira (30.mar), uma reportagem do jornal The Wall Street Journal, com base em fontes do governo norte-americano, afirmou que Trump disse a assessores que está disposto a encerrar o conflito mesmo sem garantir a reabertura do estreito de Ormuz.

Segundo o veículo, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação militar para reabrir totalmente a passagem marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de 6 semanas prometido pelo presidente. Agora, a estratégia discutida é concentrar ataques para enfraquecer a Marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país.

A China e o Paquistão apresentaram na 3ª feira (31.mar) uma nova iniciativa para pôr fim à guerra. Trump, no entanto, ainda não comentou a proposta.

Eis os principais pontos do acordo, segundo o Axios:

  • cessar-fogo – pede a suspensão imediata das hostilidades, com permissão para ajuda humanitária em todas as áreas afetadas;
  • negociações de paz – pede o início das conversas o “mais breve possível”, com o comprometimento de que as partes se absterão do uso da força durante as negociações;
  • estreito de Ormuz – as partes permitirão a passagem segura de navios civis e comerciais pelo canal.

Ainda na 3ª feira (31.mar), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas estão preparadas para intensificar os ataques no Oriente Médio caso o Irã não cumpra as exigências. “Temos cada vez mais opções. Eles têm menos” declarou. “Em apenas 1 mês definimos os termos, os próximos dias serão decisivos”, disse o secretário.


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Lista inclui o aiatolá Ali Khamenei e o comandante que determinou o fechamento do estreito de Ormuz

Os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã mataram o líder supremo, Ali Khamenei, e pelo menos mais 15 autoridades do país desde 28 de fevereiro.

Os bombardeios alcançaram áreas de alta proteção onde estavam as principais autoridades iranianas da cúpula religiosa e das Forças Armadas. Khamenei comandava o Irã desde 1989, concentrando o poder político, religioso e militar do país. O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad também morreu na operação.

Na 5ª feira (26.mar.2026), o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, foi morto em um ataque na cidade portuária iraniana de Bandar Abbas. Foi ele quem ordenou o fechamento do estreito de Ormuz.

Círculo do poder

Além dos ataques iniciais, as incursões coordenadas pelos Estados Unidos, com o apoio de Israel, mataram autoridades em outras 3 ocasiões.

Em 17 de fevereiro, foram mortos Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança, e Gholam Reza Soleimani, chefe das Forças Basij –contingente paramilitar da Guarda Revolucionária Islâmica.

Em 18 de março, Esmaeil Khatib, ministro da Inteligência iraniano, também foi morto. Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, morreu em 20 de março. Desde o começo da guerra, ele atuava como propagandista do regime iraniano.

Entre os oficiais mais altos do governo, morreram Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, mulher do líder supremo –por causa de ferimentos sofridos no ataque– e Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e assessor próximo de líderes iranianos.


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