Presidente Lee Jae Myung determinou apuração sobre a campanha da seleção; técnico Hong Myung-bo deixou o cargo
A Coreia do Sul abrirá uma investigação sobre as circunstâncias da eliminação da seleção do país na fase de grupos da Copa do Mundo.
O presidente Lee Jae Myung determinou que o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo apure as causas da campanha e apresente medidas para reformar a administração esportiva do país. Lee fez a declaração em uma publicação na rede social X neste domingo (28.jun.2026).
O técnico Hong Myung-bo também deixou o comando da equipe depois do resultado. A decisão amplia a pressão sobre a gestão do futebol sul-coreano e reforça o debate sobre o uso de recursos dos pagadores de impostos destinados ao esporte.
O presidente afirmou estar “completamente perplexo” com a eliminação e declarou que a investigação deverá identificar responsabilidades e estabelecer medidas para evitar novos fracassos da seleção em competições internacionais.
A eliminação foi confirmada no sábado (27.jun), depois de a Coreia do Sul terminar a fase de grupos com 3 pontos. A equipe venceu a República Tcheca, perdeu para o México, 1 dos países-sede, e para a África do Sul. Mesmo sendo a 2ª seleção mais bem colocada no ranking da Fifa entre as integrantes do grupo, não conseguiu avançar às oitavas de final nem entre as 8 melhores terceiras colocadas.
MUDANÇAS NA ADMINISTRAÇÃO
Em sua manifestação, Lee enfatizou ao apoio estatal destinado à participação da seleção em competições internacionais. Também pediu desculpas aos torcedores pela campanha e declarou que o governo promoverá mudanças na administração esportiva para evitar que situação semelhante se repita.
O presidente também criticou o processo de escolha de Hong Myung-bo para o comando da seleção. Sem citar diretamente a Federação Sul-Coreana de Futebol, afirmou que a competência não recebeu a prioridade necessária na escolha do treinador.
Lee ainda declarou que há dificuldades para fiscalizar e responsabilizar autoridades encarregadas das nomeações e afirmou que houve falha na separação entre interesses públicos e privados.
Hong anunciou sua saída neste domingo (28.jun). O ex-zagueiro, que disputou 136 partidas pela seleção sul-coreana, voltou ao comando técnico em 2024 e classificou a equipe para a Copa do Mundo de forma invicta nas Eliminatórias. Depois da eliminação, declarou que aceita toda a responsabilidade pela campanha.
Logo Agência Brasil
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu nesta sexta-feira (5) uma reclamação disciplinar contra o desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) Luis Cesar de Paula Espíndola. A reclamação é um procedimento prévio que antecede a eventual abertura de processo disciplinar contra magistrados.
A decisão foi tomada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, que decidiu investigar o magistrado por “discurso potencialmente preconceituoso e misógino” durante uma sessão de julgamento realizada nesta quarta-feira (3).
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Durante o julgamento sobre assédio envolvendo uma menor de 12 anos, o desembargador disse que as “mulheres estão loucas atrás dos homens” e criticou o que chamou de “discurso feminista desatualizado”.
“Se Vossa Excelência sair na rua hoje, quem está assediando, quem está correndo atrás de homens são as mulheres, porque não tem homem. Hoje em dia, o que existe é que as mulheres estão loucas atrás dos homens, porque são muito poucos. A mulherada está louca atrás de homem”. afirmou.
No entendimento do corregedor, a abertura da reclamação disciplinar é necessária para averiguar a conduta do desembargador. Ele também disse que casos como este se tornaram recorrentes no Judiciário.
“São situações envolvendo possível revitimização de mulheres em processos em curso, indícios de tratamento jocoso envolvendo questões de gênero direcionado a advogadas, magistradas e partes ao longo de julgamentos, e inobservância de normas voltadas à garantia do direito das mulheres, como prerrogativas de advogadas, por exemplo”, afirmou Salomão.
Defesa
Em nota, o desembargador Luis Cesar de Paula Espíndola disse que não teve a intenção de “menosprezar o comportamento feminino”.
“Esclareço que nunca houve a intenção de menosprezar o comportamento feminino nas declarações proferidas por mim durante a sessão da 12ª Câmara Cível do tribunal. Afinal, sempre defendi a igualdade entre homens e mulheres, tanto em minha vida pessoal quanto em minhas decisões. Lamento profundamente o ocorrido e me solidarizo com todas e todos que se sentiram ofendidos com a divulgação parcial do vídeo da sessão”, declarou.
Com informação da Agência Brasil
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2024-07/cnj-investigara-desembargador-apos-fala-preconceituosa-em-audiencia



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