2 de maio de 2026
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Um depósito de produtos da empresa WePink, marca ligada à influenciadora Virginia Fonseca, foi interditado em Anápolis, na região central de Goiás, nesta sexta-feira (17/4). A medida foi adotada depois que a fiscalização apontou a falta de documentos obrigatórios e encontrou condições consideradas inadequadas no imóvel.

Segundo a Vigilância Sanitária, o galpão fica na Avenida Brasil Sul, no Bairro São João, e era usado para armazenar e distribuir cosméticos, produtos de higiene pessoal e suplementos alimentares. A prefeitura informou que o local não tinha alvará de funcionamento, alvará sanitário, certificado do Corpo de Bombeiros nem autorização de funcionamento exigida pela Anvisa para esse tipo de atividade.

Durante a vistoria, o responsável técnico ou legal não estava presente. A fiscalização também, que contou com participação do prefeito, Márcio Corrêa, relatou problemas como sujeira, indícios de insalubridade e presença de mofo, situação classificada como risco à saúde pública.

Prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (à dir.), acompanhou a fiscalização no galpão de produtos da influenciadora

O imóvel tem mais de três mil metros quadrados e, segundo a fiscalização, operava como centro de distribuição regional, recebendo produtos em escala nacional sem a regularização necessária para funcionar no município. Por causa das irregularidades, o depósito foi interditado e autuado, e os responsáveis deverão apresentar defesa dentro do prazo definido pelos fiscais.

Em nota (veja a íntegra ao final), a WePink afirmou que o centro de distribuição interditado é operado pela TP Distribuições. A empresa disse ainda que a TP tem responsabilidade integral pela gestão do local, que seria destinado apenas ao armazenamento de mercadorias.

Influenciadora alega que a responsabilidade do galpão é de empresa terceirizada

A marca também informou que a interdição tem caráter estrutural e cautelar, para a realização de melhorias físicas já previstas em projeto. Segundo a nota, não foram constatadas irregularidades fiscais ou documentais e também não houve aplicação de multas até o momento.

Nota da WePink

Em respeito aos seus consumidores, franqueados e parceiros, A WEPINK esclarece ponto a ponto os recentes rumores sobre a fiscalização na unidade logística de Anápolis – GO:

1- Responsabilidade: O Centro de Distribuição é operado e pertencente a TP DISTRIBUIÇÕES, não a WEPINK. Vale ressaltar que a TP Distribuições atua de maneira independente e tem responsabilidade integral sobre a gestão do local. OBS: Sim, Thiago Stabile está presente em ambos os quadros societários, assim como em outras empresas por ser um empresário ativo e atuante em diversas frentes de negócios.

2- Natureza da Unidade: O local é um Centro de Distribuição destinado exclusivamente ao armazenamento e envio de mercadorias, excluindo qualquer tipo de fabricação no local. A produção da marca é feita por fábricas terceirizadas com indústrias e licenças próprias. Importante pontuar que este Centro de Distribuição não atende o E-commerce da WEPINK e WPINK.

3- Regularidade Fiscal e Documental: A fiscalização não constatou irregularidades fiscal ou documental. Pelo contrário, confirmou que a operação encontra-se dentro dos prazos legais para adequação e obtenção de licenças acessórias, motivo pelo qual não houve aplicação de multas, autuações ou notificações.

4- Interdição Cautelar: A interdição pela Vigilância Sanitária é estrutural e cautelar, devido a melhorias físicas pendentes que já estão em projeto aprovado e foram entendidas como não concluídas.

5- Próximos Passos: A TP DISTRIBUIÇÕES irá concluir as adequações estruturais em breve e apresentará ao órgão competente.

A WEPINK mantém seu compromisso com a conformidade regulatória e ressalta que toda e qualquer responsabilidade será resolvida pela TP DISTRIBUIÇÕES o mais breve possível.”



Autor Manoel Messias Rodrigues


Uma ação conjunta da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária de Anápolis resultou, nesta quarta-feira (28/1), na interdição de um galpão clandestino usado para guardar medicamentos vencidos e resíduos de saúde. O local foi lacrado após a constatação de irregularidades que colocavam em risco a saúde pública.

A operação teve início após denúncia recebida pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE), que monitorou o endereço e percebeu movimentação constante de veículos. No momento da abordagem, agentes verificaram que um caminhão havia saído recentemente do galpão.

No local, duas pessoas foram encontradas e disseram ter recebido R$ 80 para ajudar a carregar a carga. A CPE acionou então a Vigilância Sanitária, que realizou a vistoria técnica e confirmou o armazenamento irregular.

Local ignora a legislação vigente, que obriga hospitais, clínicas e laboratórios a recolher e encaminhar corretamente os resíduos

A fiscalização encontrou medicamentos controlados e não controlados, em sua maioria fora do prazo de validade, além de xampus, cremes, álcool em gel, cigarros eletrônicos, materiais perfurocortantes e tubos de coleta de sangue usados em exames laboratoriais.

A equipe técnica também constatou que o galpão não possuía alvará de funcionamento nem autorização sanitária, e que não se tratava de empresa cadastrada para coleta ou descarte de resíduos de serviços de saúde.

Pela legislação vigente, hospitais, clínicas e laboratórios são obrigados a contratar empresas legalizadas para recolher e encaminhar corretamente esses resíduos, com comprovação do destino final, geralmente por incineração.

Diante das irregularidades, o galpão foi interditado e lacrado. Os dois trabalhadores foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos, e a Polícia Civil assumirá as investigações para identificar os responsáveis pelo armazenamento e pelo transporte dos materiais apreendidos.

“A ação rápida da polícia e da Vigilância Sanitária foi essencial para evitar que medicamentos vencidos e resíduos perigosos circulassem de forma irregular”, observou a prefeitura de Anápolis em nota.

Autor Manoel Messias Rodrigues