24 de fevereiro de 2026
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O Partido Liberal (PL) confirmou, nesta sexta-feira (20/2), a pré-candidatura do senador Wilder Morais ao Governo de Goiás e anunciou a empresária Ana Paula Rezende como pré-candidata a vice-governadora. A definição foi oficializada em ato realizado no diretório estadual do partido, em Goiânia, onde Ana Paula assinou a ficha de filiação.

A filiação da filha de Iris Rezende foi abonada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, presente ao evento ao lado de lideranças estaduais. A entrada de Ana Paula no PL foi tratada pelos dirigentes como fortalecimento do projeto de candidatura própria da sigla ao Palácio das Esmeraldas e como sinal de mobilização da estrutura partidária para a disputa eleitoral.

Em discurso, Ana Paula explicou os motivos da mudança de legenda.

“Hoje tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida, e saio do MDB. Sigla que meu pai lutou e foi apaixonado, mas também saio do partido que fechou as portas do legado que meu pai deixou e quando as portas se fecham precisamos prosseguir e encontrar novos caminhos”, disse.

Ana Paula assinou ficha de filiação ao lado de Waldemar Costa Neto e Wilder Morais

O anúncio de Ana Paula como vice complementou o lançamento da pré-candidatura de Wilder ao governo, evento que reuniu lideranças partidárias do interior de Goiás e apoiadores na capital. A sede do PL ficou lotada desde o início da manhã, com militantes, correligionários e representantes de bases municipais e regionais, além de deputados estaduais, federais e vereadores.

No palanque, Valdemar Costa Neto manifestou apoio público à pré-candidatura de Wilder e garantiu recursos e mobilização da legenda.

“[Wilder] terá todo o apoio do partido. Vai ter o partido com o maior tempo de televisão e o maior número de deputados. Vai ter também mais recursos. Vai ter o apoio total das nossas bancadas. Vamos trabalhar pra valer”, disse o dirigente, que acrescentou: “Todos vão enxergar que o melhor caminho está aqui. Temos que manter o que foi feito de bom em Goiás”.

Senador evita comentar ausência de Gustavo Gayer

O evento também contou com apoio à distância. O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) participou por transmissão ao vivo e afirmou que o PL deve disputar o governo com candidatura própria, criticando composições com grupos que, segundo ele, não estejam alinhados ao projeto nacional da sigla.

Durante o encontro, Wilder foi questionado sobre a ausência do deputado federal Gustavo Gayer. O senador evitou aprofundar o tema.

Wilder Morais: pré-candidatura avança mesmo a contragosto do principal deputado do partido em Goiás

“Nós convidamos todo mundo. Convidamos, falamos por telefone. Acreditamos que as pessoas daqui a pouco estão aí. A casa tá cheia. Deixa eu cumprimentar o povo primeiro”, disse rapidamente para, em seguida, cumprimentar apoiadores e lideranças presentes.

Gayer tentava uma composição do PL com o grupo governista liderado pelo governador Ronaldo Caiado (PSD), para fortalecer a pré-candidatura de Daniel Vilela (MDB), que assumirá o governo no final de março. Mas a aliança foi barrada pelas articulações de Wilder Morais, que não abriu mão de disputar o Palácio das Esmeraldas.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Na sessão solene de retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Goiás, nesta quarta-feira (18/2), o governador Ronaldo Caiado (PSD) anunciou que entregará o governo, no final de março, com R$ 9,8 bilhões em caixa. O dado foi apresentado como resultado de uma gestão que, segundo ele, passou a priorizar responsabilidade orçamentária e moralidade desde 2019 e que agora se reflete em capacidade financeira e respaldo para investimentos.

Caiado agradeceu à Assembleia Legislativa pela parceria institucional e afirmou que a reconstrução fiscal só foi possível graças ao diálogo entre os Poderes.

“Conseguimos construir o que existe hoje de referência no Brasil como gestão pública”, disse durante a leitura da mensagem do Executivo, lembrando que pegou o estado com dívida consolidada de R$ 6,4 bilhões.

O governador sublinhou que o Estado hoje não tem pendências financeiras e se encontra equilibrado.

“Hoje não tem nada atrasado, não tem dívida a receber, é um estado redondo”, afirmou, ao mesmo tempo em que defendeu a restauração da autoridade moral na administração pública.

“O que existia em Goiás é o que existe hoje no Brasil: ausência de moral, de autoridade moral. Podem até não concordar com tudo, mas aqui o dinheiro público é preservado e é bem aplicado”, assegurou.

Caiado destacou ainda o volume de investimentos realizados, lembrando que o Estado superou a casa de R$ 7 bilhões em obras no ano passado.

“Nós superamos mais de R$ 7 bilhões só no ano de 2025 em investimento em obras, colégios, rodovias, pontes e também hospitais no Estado de Goiás”, disse, citando avanços na regionalização da saúde, na segurança pública e na educação.

O governador enalteceu projetos regulatórios aprovados pela Assembleia, como a legislação sobre inteligência artificial, que chamou de referência, e a criação da Autoridade Estadual de Minerais Críticos, voltada à exploração sustentável de terras raras.

Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo’

Ainda durante a sessão, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que assume interinamente em abril, reafirmou compromisso com a harmonia institucional e prometeu manter o canal aberto com deputados.

“Nós vamos manter essa relação harmônica. Sempre tive as portas abertas na casa, sempre participei ativamente das discussões, dos projetos com os deputados”, afirmou Vilela, sinalizando continuidade administrativa e política.

Bruno Peixoto, presidente da Alego: “Vamos manter essa relação harmônica”

Do lado do Legislativo, o presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto (União), fez um balanço positivo da legislatura e ressaltou a sintonia com o Executivo.

“Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo. Projetos sérios, projetos que contribuíram e contribuem para a melhoria da qualidade de vida do povo goiano”, disse, ao lembrar ter atuado como líder de Governo em momentos críticos.

Para deputados da base, como Issy Quinan, o volume de proposições aprovadas — mais de 600 leis em 2025, segundo a argumentação — seria a prova da efetividade do trabalho parlamentar em sintonia com os anseios regionais.

A fala da oposição foi contida e em tom institucional: os deputados Gugu Nader e Antônio Gomide subiram à tribuna para enfatizar a autonomia do Legislativo sem, contudo, romper o diálogo. O gesto aponta que, nas palavras dos opositores, há interesse em manutenção da governabilidade, mesmo com eventuais divergências programáticas.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Nota da Secom afirma que não houve ingerência na escolha do enredo e que recursos são repassados à Liesa, não às agremiações

A Secom (Secretaria de Comunicação Social) do governo federal emitiu uma nota oficial sobre o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O comunicado, divulgado nesta 2ª feira (16.fev.2026), responde às críticas e anúncios de ações judiciais feitos por congressistas da oposição, que questionam uma possível propaganda eleitoral antecipada e o uso indevido de recursos públicos.

Na nota, a Secom afirma que não existe decisão judicial impedindo a realização do desfile e que os pedidos enviados ao TCU (Tribunal de Contas da União) não foram acatados. O governo também esclarece que os recursos destinados ao Carnaval carioca são repassados à Liesa (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), não diretamente às agremiações.

“O Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro é um evento cultural e turístico de repercussão internacional que recebe apoios recorrentes do governo do Estado, da Prefeitura do Rio e da Embratur. Os recursos não foram criados agora e são repassados para a Liesa, e não diretamente às escolas”, lê-se na nota. 

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou o pedido de liminar nas representações por propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi unânime e reconheceu que restringir manifestações artísticas por conteúdo político configuraria censura prévia.

A nota também informa que a Justiça Federal do Distrito Federal indeferiu petições iniciais de ações populares ajuizadas por congressistas sobre o evento. As representações encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral não resultaram em medida judicial.

Apesar disso, o Planalto orientou os integrantes do governo a não desfilarem na avenida. Os ministros e governistas que estavam na Marquês de Sapucaí assistiram aos desfiles no camarote da prefeitura. Até a primeira-dama Janja da Silva, que não é integra oficialmente o governo e estava prevista como destaque no último carro, optou de última hora por não participar do desfile

Eis a íntegra da nota: 

“O Governo do Brasil esclarece, a respeito das ações judiciais e representações:

“1 – Não há qualquer decisão judicial que impeça a realização de desfile de Escola de Samba que pretende homenagear a história de vida de Dona Lindu e do presidente Lula.

“2 – Os pedidos contidos nas representações encaminhadas ao Tribunal de Contas da União não foram acatados liminarmente, de modo que não foram impedidos eventuais repasses feitos a Liga de Escolas de Samba ou a qualquer agremiação do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

“3 – O Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro é um evento cultural e turístico de repercussão internacional que recebe apoios recorrentes do Governo do Estado, da Prefeitura do Rio e da Embratur. Os recursos não foram criados agora e são repassados para a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a Liesa, e não diretamente às escolas.

“4 – Da mesma forma, não houve qualquer ingerência do Governo na escolha e desenvolvimento do enredo citado ou de qualquer outra escola.

“5 – A Justiça Federal do Distrito Federal indeferiu as petições iniciais de ações populares ajuizadas por parlamentares a respeito do evento cultural. Na mesma linha, as representações encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e noticiadas pela imprensa não resultaram em medida judicial.

“6 – O Tribunal Superior Eleitoral negou pedido de liminar nas representações por propaganda eleitoral antecipada pela realização do desfile. A decisão do tribunal foi unânime e reconheceu que restringir previamente manifestações artísticas e culturais, apenas por conterem eventual conteúdo político, configura censura prévia e restrição desproporcional ao debate democrático.

“7 – A legislação eleitoral exige, para configuração de propaganda antecipada, a presença de pedido explícito de voto, inclusive por expressões semanticamente equivalentes. A narração da trajetória pessoal, inclusive política, e suas referências históricas, não caracteriza a prática de ilícito eleitoral.

“8 – É indispensável observar que o evento cultural ocorre em período pré-eleitoral, sendo anterior ao registro das candidaturas e à propaganda eleitoral autorizada, de modo que sua realização se situa em espaço temporal em que o ordenamento jurídico confere maior amplitude à liberdade de expressão e à participação em eventos públicos.

“9 – A Advocacia-Geral da União emitiu recomendações jurídicas à Administração Pública Federal quanto à participação das autoridades no evento cultural a título de agenda privada. Dentre elas, recomendou-se que os Ministros de Estado não utilizem aviões do Comando da Aeronáutica, nem sejam assistidos por servidores públicos em serviço no cumprimento da agenda privada.

“10 – A AGU também sugeriu a manifestação da Comissão de Ética da Presidência da República, que emitiu orientações de conduta para as altas autoridades federais. Essas orientações incluem a proibição de recebimento de convites de pessoas jurídicas com fins lucrativos que configurem conflito de interesse com a Administração Pública, o recebimento de diárias e passagens e a não realização de manifestações que caracterizem propaganda eleitoral antecipada.”



Autor Poder360 ·


Senador pelo União Brasil não deve deixar o partido; Moro lidera as pesquisas de intenção de voto

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) avalia se candidatar ao governo do Paraná com um vice do PP (Progressistas). A candidatura está acertada com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do partido, e a composição da chapa está em discussão. O União Brasil atualmente integra uma federação com o PP. 

Moro estaria satisfeito com o União Brasil e com o presidente do partido, Antônio Rueda. O senador não avalia deixar a sigla, que daria todo o suporte para viabilizar a candidatura.

Quanto ao apoio do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Moro aguarda posição do partido sobre a eleição presidencial, mas a tendência é que o escolhido de Jair Bolsonaro (PL) apoie sua candidatura. Antes da prisão do ex-presidente, Moro teve uma conversa com Bolsonaro com sobre se candidatar ao governo do Paraná. 

LIDERANÇA

Levantamento da Paraná Pesquisas realizado de 18 a 22 de janeiro mostra que Sergio Moro lidera a disputa pelo governo do Paraná nos 3 cenários testados para o 1º turno. A pesquisa testou também eventuais cenários de 2º turno e em todos eles o senador venceria o pleito.

Eis os resultados:



Autor Poder360 ·


O Governo de Goiás inaugurou, nesta quinta-feira (12/2), mais uma unidade do Programa Restaurante do Bem, desta vez em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. Com capacidade para servir até 550 refeições por dia ao custo simbólico de R$ 2, o espaço amplia a rede estadual de segurança alimentar e assistência social voltada à população em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa é coordenada pelo Goiás Social, em parceria com a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), e integra a estratégia do Estado de garantir alimentação balanceada e acessível a famílias de baixa renda, trabalhadores informais e pessoas em insegurança alimentar.

A coordenadora do Goiás Social e presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado, destacou que a expansão do programa reforça o compromisso do governo com políticas sociais permanentes.

“É comida no prato, respeito e dignidade para quem mais precisa. Cada nova unidade amplia o alcance dessa rede de proteção social”, afirmou.

Localizado na Avenida Bernardo Sayão, no Setor Central, o restaurante conta com ambiente climatizado, acessibilidade, mobiliário moderno e cozinha instalada no próprio prédio. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 14h.

Para viabilizar a unidade, o Estado investiu R$ 1,2 milhão na reforma do imóvel e aplicará cerca de R$ 2,3 milhões anuais na manutenção do serviço. Segundo a diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado, o Restaurante do Bem é uma das principais frentes de combate à fome em Goiás.

Foto: Diego Canedo

Desde 2019, o programa já ultrapassou 24 milhões de refeições servidas em todo o estado. Os cardápios são elaborados por nutricionistas e preparados conforme as normas sanitárias, assegurando qualidade nutricional e segurança alimentar.

Com a nova unidade, o governo amplia a cobertura regional do programa e fortalece a política pública de assistência, aproximando serviços essenciais da população e consolidando o Restaurante do Bem como uma das principais ações sociais em execução no estado.

Autor Rogério Luiz Abreu


Ex-governador foi cassado em 2021 e teve direitos políticos suspensos por 5 anos; deve anunciar seu grupo partidário até 4 de abril

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou, nesta 2ª feira (9.fev.2026), que pretende retornar à vida pública e concorrer ao governo fluminense nas eleições deste ano, mesmo sem um partido definido. Segundo o Valor, o ex-governador está à procura de um partido e deve anunciar sua filiação no dia 4 de abril.

Witzel foi afastado provisoriamente do cargo em 2020, durante seu 2º ano de mandato, por suspeitas de envolvimento em esquema de desvio de recursos na saúde durante a pandemia de Covid-19. Em abril de 2021, ele foi cassado e teve seus direitos políticos suspensos por 5 anos.

Em vídeo publicado em seu perfil oficial no Instagram, o ex-governador justificou seu retorno à vida pública após o processo que o afastou do cargo. “Muitas pessoas me perguntam porque a população do Rio de Janeiro deveria dar uma nova chance”, disse.

Ele afirmou ter vivido na prática “os limites e as distorções do sistema político e administrativo” do Estado e disse que enfrentou “o maior processo de linchamento público da história” local, sendo, segundo ele, afastado sem “condenação definitiva e sem direito de defesa”.

O ex-governador comparou sua atitude atual com a que tinha quando assumiu o governo em 2019. Ele diz que chegou ao governo com a energia de quem queria promover mudanças rápidas. Agora, diz Witzel, retorna com a serenidade de quem compreende que transformações duradouras exigem diálogo institucional e planejamento.

Witzel ainda mencionou que pagou um “preço político muito alto” pelos acontecimentos que levaram ao seu afastamento, antes mesmo do encerramento de todos os processos. Ele indicou que ainda existem questões a serem esclarecidas definitivamente.

Assista ao vídeo (2min05s):



Autor Poder360 ·


Valores serão depositados automaticamente na conta cadastrada; modalidade já liberou R$ 197 bilhões desde 2020

O governo libera nesta 2ª feira (2.fev.2026) R$ 3,9 bilhões retidos de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Deve beneficiar 822.559 pessoas demitidas entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. Saque fica disponível até 12 de fevereiro.

A 1ª etapa liberou R$ 3,8 bilhões e beneficiou 14,1 milhões de trabalhadores. É o 2º ano consecutivo que o governo disponibiliza os valores retidos pela modalidade, criada em 2019. O saque-aniversário já pagou aproximadamente R$ 197 bilhões desde 2020.

Os trabalhadores têm direito de receber o FGTS nas seguintes situações:

  • despedida sem justa causa;
  • despedida indireta, por culpa recíproca ou força maior;
  • rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato;
  • extinção normal do contrato a termo, inclusive o de trabalhadores temporários;
  • suspensão total do trabalho avulso.

O Ministério do Trabalho afirma que o trabalhador não precisa deixar a modalidade depois de sacar os valores. Aqueles que comprometeram parte dos recursos também poderão retirar o que sobrou. 

O depósito será feito automaticamente na conta cadastrada no aplicativo do FGTS. Caso não tenha, o trabalhador poderá sacar com Cartão Cidadão e senha nas casas lotéricas, nos terminais de autoatendimento da Caixa e no Caixa Aqui.



Autor Poder360 ·


Paulo Henrique Costa, ex-presidente da instituição, afirmou que tinha “pontos de controle periódicos com o governador”

O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa afirmou que mantinha contato com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), porque o governo de Brasília é o maior acionista da instituição financeira. A declaração foi dada em depoimento ao STF (Supremo Tribunal Federal) em 30 de dezembro de 2025.

“Eu tinha pontos de controle periódicos com o governador, o momento de fazer uma lista de assuntos que precisava tratar com ele e, normalmente, quando tinha alguma novidade relacionada a esse assunto [a aquisição do Banco Master], disse Costa.

Os arquivos de vídeo publicados pelo Poder360 estão disponíveis para todas as partes citadas no inquérito e os advogados. O material está arquivado no STF e na Polícia Federal. Os advogados receberam os arquivos completos e compartilharam com seus clientes e assessores. Os vídeos aos quais o Poder360 teve acesso são esses que estão à disposição das defesas dos citados no caso do Banco Master.

No depoimento, Costa afirmou que o seu papel na aquisição do Master tinha natureza “técnica” e que manter o governador informado sobre o andamento das negociações fazia parte de suas atribuições. “Até porque eu não levaria adiante uma tentativa de aquisição de banco sem que isso fosse comunicado ao acionista controlador”, declarou.

O ex-presidente disse que as reuniões com o político não tinham agenda fixa. “Eu tinha uma lista de assuntos que precisava tratar com ele”, afirmou Costa. 

Quando questionado se “outros políticos” se envolveram no processo de negociação, Costa respondeu que “não houve” interferência política. Ele também negou ter sido “pressionado, direta ou indiretamente” durante as tratativas com o Banco Master.

O QUE DISSE IBANEIS

Assim como Paulo Henrique Costa, o dono do BRB, Daniel Vorcaro, também afirmou ter mantido contato com o governador do Distrito Federal. Na acareação, o empresário disse que eles tiveram “conversas institucionais” e que Ibaneis frequentou a casa dele em Brasília. 

Antes do depoimento ser divulgado por este jornal digital, o político havia dito que Paulo Henrique Costa tratou diretamente com a instituição financeira privada a operação de compra. À CNN, afirmou que esteve poucas vezes com Vorcaro e que não tratou da aquisição do banco com ele. 

Na 2ª feira (26.jan.2026), partidos e congressistas de esquerda protocolaram uma notícia-crime contra o governador por omissões na gestão do Banco de Brasília. Afirmam que a tentativa de compra do Master teve a “anuência e aprovação explícita” de Ibaneis. 

CASO MASTER

O BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, depois de constatar uma grave crise de liquidez, falhas na gestão de risco e violação de normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional). Já em janeiro de 2026, o BC liquidou o Will Bank, ligado ao Master. 

Durante a operação Compliance Zero, executivos da instituição financeira, incluindo Vorcaro, foram presos e, posteriormente, soltos. 

A aquisição do Master pelo Banco de Brasília foi rejeitada pelo BC (Banco Central) em setembro de 2025. 



Autor Poder360 ·


O atual governador lidera as intenções de voto nos cenários em que foi testado; sem ele na disputa, Pablo Marçal assume a liderança

Levantamento divulgado por Futura/Apex na 4ª feira (28.jan.2026) mostra que, na disputa pelo governo do Estado de São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tem 41,0% das intenções de voto. É seguido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP), que pontua 24,6%. Eis a íntegra do estudo (PDF – 1 MB).

Eis os cenários testados:

A pesquisa foi realizada pela Futura/Apex de 20 a 23 de janeiro de 2026. Foram entrevistadas 1.200 pessoas com 16 anos ou mais no Estado de São Paulo. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob os códigos: BR-03024/2026 e SP-04679/2026. Segundo a empresa que fez o levantamento, o custo do estudo foi de R$ 96.000. O valor foi pago com recursos próprios.

A Apex Partners foi fundada em 2013. É uma plataforma brasileira de serviços financeiros e investimentos que atua com gestão de recursos, investment banking, assessoria (advisory) e research, com forte presença em mercados fora do eixo Rio-SP. Dentre os serviços oferecidos estão investimentos alternativos (real estate, private equity, venture capital) e gestão de patrimônio (wealth management). A holding comprou a empresa de pesquisas Futura Inteligência em 2022.

2º TURNO

O estudo também testou possíveis cenários de 2º turno. 

Eis os cenários:

AVALIAÇÃO

Eis a avaliação de Tarcísio:

AGREGADOR DE PESQUISAS

O Poder360 oferece aos seus leitores o Agregador de Pesquisas mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].

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Autor Poder360 ·


Depois da liberação do Paraguai, medida depende do Congresso para avançar; biólogos afirmam que cultivo pode causar impactos ambientais

O Paraguai sancionou em 22 de dezembro uma lei que abre caminho para o cultivo de tilápias no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A medida permite a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos do país e, na prática, viabiliza a tilapicultura no empreendimento binacional, antes proibida por restrições legais. 

O avanço do projeto agora depende das autoridades brasileiras. Há apoio da direção de Itaipu e do governo federal, por meio do Ministério da Pesca. Projeções da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) divulgadas pelo Planalto afirmam que o reservatório teria capacidade de suportar produção de 400 mil toneladas de peixe por ano. 

A liberação, no entanto, depende da revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que proíbe o uso de espécies exóticas (de fora da bacia hidrográfica) no reservatório. Qualquer alteração no documento precisa passar pelo aprovação do Congresso. 

A análise no Legislativo ainda deve demorar. Procurada pelo Poder360, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) disse que não há neste momento movimentação concreta, tramitação em curso ou qualquer tipo de articulação para revisar o acordo. 

O grupo defende que cabe ao governo coordenar os próximos passos técnicos, como estudos de capacidade de suporte do reservatório e a construção de um protocolo para a concessão de áreas aquícolas. Para os congressistas, qualquer autorização deve estar condicionada a critérios sólidos, com licenciamento ambiental, monitoramento permanente e governança binacional.

“Uma eventual revisão formal do acordo bilateral pode, sim, passar pelo Congresso, mas isso não está colocado agora na mesa. O foco imediato precisa ser dar previsibilidade técnica e regulatória ao setor. Consideramos fundamental que o Ministério da Pesca apresente um cronograma claro de ações. O setor produtivo precisa de sinalização objetiva para planejar investimentos”, disse a FPA.

RISCOS AMBIENTAIS

Segundo o biólogo e professor de ecologia Jean Vitule, a introdução de tilápias em Itaipu pode causar problemas para outras espécies e ecossistemas dentro e fora do reservatório. Ele afirma que há escapes de peixes em 100% dos locais de cultivo de tilápias em tanques-rede, o método de produção com gaiolas deve ser introduzido na hidrelétrica, segundo a Usina. 

“Todo reservatório tem rios adjacentes. A tilápia, depois que escapa, não é como um poluente químico, é poluente biológico, ele pode correr da foz para nascente, no sentido contrário ao rio, diferente de um poluente químico ou biológico”, diz o professor, que coordena o Laboratório de Ecologia e Conservação do Departamento de Engenharia Ambiental da UFPR (Universidade Federal do Paraná). 

Vitule afirma que ventos ou chuvas fortes, acidentes com troncos ou até mesmo o controle de vazão do reservatório podem causar acidentes que virem, abram ou rasguem os tanques. 

O professor cita ainda a capacidade da tilápia de atrair outras espécies exóticas como o mexilhão dourado, que já é um problema no reservatório de Itaipu: “Ela vai facilitar outras espécies pela quantidade de nutrientes e pela área, vai ser um lugar ideal para o mexilhão dourado se incrustar. Isso causa problemas de manutenção, os tanques afundam, pode aumentar as densidades de mexilhão, pode entupir e fazer com que Itaipu use reagentes químicos, o que pode causar sérios problemas para toda sociedade, inclusive civil”

A característica invasora da tilápia eleva ainda mais o risco dos impactos ambientais. A bióloga Gilmara Junqueira afirma que a espécie tem alta capacidade de resistir e se adaptar a diferentes tipos de temperatura e ambiente, inclusive em condições consideradas extremas. Essas vantagens favorecem as tilápias em ambientes alterados como um reservatório e, em casos de escape, também fora dele.

Segundo Gilmara, que se apresenta como “Doutora dos Peixes”, uma vez fora do ambiente controlado, a tilápia é capaz de competir por recursos e causar desequilíbrios em outros ecossistemas e até em áreas de preservação. As tilápias que escapam também podem levar parasitas que contaminam os peixes nativos. O traço territorialista e a alta capacidade reprodutiva também são fatores que contribuem para que a espécie se sobressaia. 

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Dentre todas as espécies do Brasil, incluindo peixes, animais terrestres, plantas e vírus, a tilápia é a que tem mais registros científicos documentados de impactos ambientais, segundo o Relatório Temático Sobre Espécies Invasoras da BPBES (Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), que teve Vitule como um dos coordenadores

O QUE DIZ ITAIPU

A hidrelétrica disse ao Poder360 que a eventual introdução das tilápias no reservatório não impactará a operação de geração de energia e que não haverá conflitos entre os diferentes usuários da água. 

O reservatório de Itaipu já é de múltiplo uso. Além da geração de energia, a área de 1.350 quilômetros quadrados é utilizada para armazenamento de água, sedimentação animal e produção comercial, além de ser fonte de água de diversas espécies da fauna local. 

Questionada sobre os protocolos para minimizar riscos ao meio ambiente, a usina disse que a principal medida de segurança será a manutenção da qualidade de água do reservatório, altamente influenciada pela dinâmica do entorno. A hidrelétrica cita como exemplo atividades agropecuárias e agroindustriais, ocupação populacional e impactos de ações de conservação ambiental. 

Itaipu listou ainda outras medidas de segurança que devem ser adotadas: 

  • Monitoramento ambiental do meio aquáticos das áreas produtivas;
  • Uso de rações adequadas e emprego de protocolos de alimentação de alta eficiência;
  • Ferramentas para impedir a reprodução: populações monossexo e/ou emprego da inversão sexual;
  • Controle sanitário e uso de ferramentas de prevenção, como vacinas;
  • Emprego de animais com rastreabilidade sanitária e genética;
  • Uso de estruturas de cultivo robustas, providas de sistemas de monitoramento operativo/automação;
  • Atendimento dos condicionamentos ambientais atrelados às licenças;
  • Emprego das áreas do reservatório com maior resiliência ambiental.



Autor Poder360 ·