24 de abril de 2026
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Mateus Simões (PSD) disse expressão considerada racista na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), disse nesta 3ª feira (21.abr.2026) ter “inveja branca” do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ter nomeado a 1ª mulher como comandante-geral da Polícia Militar do Estado paulista. A expressão é considerada racista.

A declaração de Simões aconteceu na tradicional cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto. Tarcísio recebeu o Grande Colar, maior honraria dada pelo Governo de Minas e limitada a apenas chefes de Estado, de Governo e dos demais Poderes da União.

Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a 1ª comandante da Polícia Militar mulher, mas disse a ele: ‘o senhor não ganhou a corrida, porque em Minas já temos uma comandante militar que comanda os nossos bombeiros com muito orgulho, coronel Jordana‘”, declarou Simões.

Assista (1min9s):

Jordana Filgueiras Daldegan foi nomeada no ano passado para o cargo pelo então governador, Romeu Zema (Novo). Simões, eleito vice-governador na chapa de Zema, assumiu o governo mineiro em 22 de março e deve concorrer à reeleição.

Outro político presente na cerimônia foi o senador Rogério Marinho (PL-RN) –que também é coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Marinho recebeu a Grande Medalha, 2ª maior honraria.

O Poder360 entrou em contato com a assessoria de Simões que não enviou respondeu até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.



Autor Poder360 ·


Agora governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB) tomou posse do cargo máximo da política goiana na tarde desta terça-feira, 31. Em sessão solene realizada no Plenário Iris Rezende Machado, do Palácio Maguito Vilela, o emedebista substituiu definitivamente o então governador Ronaldo Caiado (PSD), que se afastou da gestão para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano. 

A cerimônia, conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), foi carregada de simbolismo. A começar pelo fato de que Daniel foi empossado no prédio que leva o nome de seu pai, o ex-governador Maguito Vilela. Em paralelo, o plenário que sediou a posse tem o nome de outro líder emedebista que ocupou a mesma cadeira, Iris Rezende Machado. Ambos faleceram em 2021. 

Depois da execução dos ritos formais que a solenidade exige, Daniel pôde, então, com o braço direito estendido, prestar o seguinte juramento: “Prometo manter, defender e cumprir a Constituição da República e a do Estado, observar as leis, promover o bem geral e sustentar a integridade de Goiás”.

Goiás no trilho 

As primeiras palavras de Daniel como governador foram para reiterar seu compromisso de seguir o caminho trilhado por Caiado. Em um discurso de 25 minutos, Daniel se emocionou com a conquista e disse se sentir “honrado” em assumir essa missão. 

Depois de tecer elogios à gestão estadual e elencar os avanços alcançados ao longo dos últimos sete anos, Vilela considerou que Goiás deixou seus problemas para trás e se tornou “exemplo para o Brasil”.

“Meu amigo, meu parceiro, minha dupla, receba os meus cumprimentos. E receba também a minha sincera e eterna gratidão. Obrigado pela confiança, obrigado pela parceria. O senhor fez história”, disse Daniel, direcionado ao ex-governador. 

Daniel reiterou que Goiás carregou, por anos, a marca “das dívidas e da corrupção”. Mas isso se transformou, segundo ele, a partir do momento em que Ronaldo Caiado assumiu o poder.

“Se o passado era o descaso, o presente é a saúde regionalizada, a educação em primeiro lugar, o equilíbrio fiscal e as contas em dia. É o exemplo em pesquisa em inteligência artificial, o primeiro lugar em transparência, o avanço em obras estruturantes. É o Estado mais seguro do Brasil”, avaliou o novo chefe do Executivo.

Ao encerrar seu discurso, o novo governador desejou sorte a Caiado em seu projeto nacional. “O Brasil precisa de homens públicos com a sua coragem. O que o Brasil quer é ser o que Goiás já é”, considerou.

Daniel Vilela também aproveitou a oportunidade para estender seus cumprimentos e agradecimentos à sua família. “Não poderia deixar de agradecer ao meu saudoso pai, um exemplo de homem público e que me faz, todos os dias, reafirmar o meu compromisso de honrar a confiança do povo goiano com trabalho e honestidade.” Em outro trecho, ele agradeceu, individualmente, sua esposa, seus filhos e sua mãe, que acompanharam a cerimônia nesta tarde.

O desafio continua 

Instantes depois de transferir o cargo, Caiado também fez um discurso carregado de emoção. Na tribuna, que ocupou por 10 minutos a mais que Daniel, ele destacou a trajetória política construída ao longo de décadas e reafirmou seu compromisso com o Estado e com o país.

Em um dos momentos mais enfáticos do pronunciamento, o ex-governador destacou o índice de aprovação ao final de seu mandato. “Eu não desonrei o voto dos goianos, encerro o meu mandato com aprovação de 88% da população”, afirmou, associando o resultado à condução das políticas públicas e à proximidade do Governo com a população.

Ronaldo Caiado também defendeu a moderação no cenário político nacional e criticou a polarização. “O Brasil não é um país de radicalização. Nós temos que voltar a viver em paz”, disse ao defender a importância do diálogo e do respeito democrático.

Depois, o ex-chefe do Executivo reafirmou seu compromisso com Goiás e indicou novos desafios em âmbito nacional, mencionando a sua decisão de disputar a Presidência da República. “Eu não vou decepcionar meus irmãos goianos”, garantiu antes de destacar sua intenção de levar ao Brasil a experiência administrativa construída em Goiás. 

Em tom de tranquilidade, Caiado falou, por fim, da escolha de seu sucessor. “Escolhi o meu vice-governador para continuar o trabalho”. Em um segundo momento, ele enfatizou a experiência política do novo governador e sua participação ativa na gestão estadual. “Tenho certeza que ele assinará esse mesmo documento [termo de posse] em 2027”, frisou, imbuído da certeza de que Daniel sairá vitorioso em seu projeto político de 2026. 

Gratidão pela confiança 

Após o discurso do ex-governador, Bruno Peixoto aproveitou para externar sua gratidão. O legislador ressaltou que exerceu a função de líder do Governo por quatro anos e que nunca titubeou na missão por acreditar verdadeiramente na gestão. 

Peixoto também lembrou que, durante a liderança, visitou o governador em um período em que esteve internado em São Paulo. “Foi ali que ele me disse: ‘Você é meu candidato à presidência [do Legislativo]’. Hoje me perguntam o porquê dessa lealdade, dessa gratidão e desse companheirismo. E eu respondo: ‘Temos que ter gratidão na vida’. E isso eu tenho por ele e por Gracinha”. 

Direcionando, em seguida, a palavra ao casal, Bruno disparou: “Digo a vocês que se exerço a função de presidente desta Casa é porque foram corretos comigo. Eu não poderia, jamais, dizer ‘não’ a um pedido de vocês”. O presidente do Legislativo garantiu que seguirá trabalhando intensamente pela trajetória política de Ronaldo Caiado e de Gracinha, ambos pré-candidatos, respectivamente, à Presidência e ao Senado. 

O chefe do Legislativo também agradeceu aos presentes e salientou os resultados da gestão estadual, mencionando que sua administração alcançou o primeiro lugar em segurança pública no país, avanços na educação e a liderança no ranking do Índice Nacional de Educação Básica (Ideb), descentralização da saúde, equilíbrio financeiro e recursos em caixa. 

Composição da mesa

A mesa dos trabalhos da sessão solene foi composta pelo mais novo governador de Goiás, Daniel Vilela, e sua esposa, agora primeira-dama, Iara Netto Vilela; pelo presidente da Alego, Bruno Peixoto, e sua esposa, Luciene Gontijo; e pelo ex-governador Ronaldo Caiado e sua ex-primeira-dama Gracinha Caiado.

Igualmente, tomaram assento o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), desembargador Leandro Crispim, e sua esposa, Luciene Camargo; o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB); a vice-prefeita de Goiânia, Coronel Claudia (Avante); o senador da República por Goiás Vanderlan Cardoso (PSD) e a deputada federal por Goiás Flávia Morais (PDT).

Ainda ocuparam seus lugares de honra o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, desembargador federal Eugênio José Cesário Rosa; o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga; o procurador-geral de Justiça, Cyro Terra; o defensor público-geral em exercício, Allan Montoni Joos; e o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), conselheiro Sebastião Tejota.

Também compuseram a mesa o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, conselheiro Joaquim Alves de Castro Neto; o presidente da Associação Goiana de Municípios e prefeito de Hidrolândia, José Délio Alves Júnior (União); e o presidente da Federação Goiana dos Municípios e prefeito de Jaraguá, Paulo Vitor Avelar (União).

Estiveram presentes, ainda, os familiares de Ronaldo Caiado — as filhas Ana Vitória Caiado, Marcela Caiado e Maria Caiado, além do genro Alexandre Hsiung — e de Daniel Vilela — a irmã Vanessa, o irmão Miguel Vilela, os filhos Maria Laura Netto da Costa Vilela e Frederico Netto da Costa Vilela, a mãe Sandra Regina Carvalho Vilela e seu esposo Tayrone de Melo —, além de outras autoridades.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Com a renúncia de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência da República, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) assumiu, na tarde desta terça-feira (31/3), o comando do Governo de Goiás. A posse foi realizada em sessão solene na Assembleia Legislativa, no plenário Iris Rezende, com a presença da esposa, Iara Netto Vilela.

A cerimônia teve início com a recepção das autoridades na Esplanada do Palácio Maguito Vilela, conduzida pelo presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto (UB). Em seguida, já no plenário, Daniel Vilela prestou juramento e foi oficialmente empossado no cargo de governador.

Na sequência, foram formadas as comissões de deputados responsáveis por conduzir à mesa dos trabalhos as autoridades. Daniel Vilela foi acompanhado por Amilton Filho (MDB), Bia de Lima (PT) e Anderson Teodoro (Avante).

Com a mesa formada, o Hino Nacional Brasileiro foi executado pelo Corpo Musical do Corpo de Bombeiros Militar, sob regência do maestro Major Rodrigues. Após uma apresentação de dança clássica, Ronaldo Caiado discursou e destacou a escolha de Daniel Vilela como sucessor.

“Escolhi o meu vice-governador para continuar o trabalho em Goiás”, afirmou.

Caiado ressaltou ainda a trajetória política do novo governador, lembrando sua passagem pela Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional, além da disputa eleitoral de 2018.

“E também me enfrentou em 2018. E por isso que eu o busquei”, disse.

O agora ex-governador enfatizou que Daniel Vilela acompanhou de perto a gestão e tem conhecimento da estrutura administrativa do Estado, o que, segundo ele, o credencia a dar continuidade ao trabalho.

“Conhece toda a parte orçamentária, municipal, estadual e sabe a realidade por ter vindo de uma origem política que, sem dúvida nenhuma, tem um patrimônio a que ele também a responsabilidade de honrar o nome de seu pai, de sua família”, declarou.

“Tem mais do que nunca a responsabilidade de poder dar continuidade a um governo que saberá, como sempre, debater, combater a corrupção e a criminalidade, mas apoiar as pessoas de bem do nosso estado de Goiás”, completou.

Ainda nesta terça-feira, Ronaldo Caiado deve transmitir oficialmente o cargo, com a passagem da faixa governamental no Palácio das Esmeraldas.



Autor Manoel Messias Rodrigues


O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), defendeu nesta segunda-feira (3/11) no Supremo Tribunal Federal (STF) a realização da Operação Contenção, deflagrada na semana passada para cumprir mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e que deixou mais de 120 mortos.

A manifestação foi enviada ao Supremo após o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo conhecido como ADPF das Favelas, pedir ao governador esclarecimentos sobre a operação. Na manhã desta segunda-feira, Moraes e Castro se reuniram para tratar da questão. A audiência foi realizada no Rio.

Castro afirmou no documento enviado ao Supremo que os confrontos entre policiais e criminosos foram concentrados na região de mata para evitar tiroteios nas proximidades de áreas edificadas e resguardar a integridades dos moradores.

O governador disse que a intervenção policial foi necessária diante de barricadas montadas pelos criminosos em regiões próximas a escolas e postos de saúde.

“A atuação estatal, diante de organizações criminosas de perfil narcoterrorista, constituiu exercício legítimo do poder-dever de proteção da sociedade, concretizando o princípio da legalidade e reafirmando o compromisso das forças de segurança pública com a legalidade, a transparência e a proteção dos direitos humanos, em estrita observância ao Estado Democrático de Direito e à defesa da vida”, afirmou Castro.

Moraes faz audiências para discutir Operação Contenção

Alexandre de Moraes faz uma série de audiências com autoridades do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3/11), na capital fluminense. O objetivo das reuniões é colher informações sobre a Operação Contenção, realizada na terça-feira passada (11), que deixou 121 mortos.

Moraes se tornou relator temporário da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, mais conhecida como ADPF das Favelas, após a aposentadoria do ex-ministro Luiz Roberto Barroso. A ação estabelece regras para diminuir a letalidade policial no Rio de Janeiro.

Pela manhã, Moraes se reuniu com o governador Cláudio Castro e com a cúpula da Segurança Pública, no Centro Integrado de Comando e Controle. Após a reunião, Moraes não falou com a imprensa. Já o governador disse que os dois conversaram “sobre o projeto de retomada [de territórios] que está em fase de organização pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”.

“Demos ao ministro total possibilidade de tirar todas as dúvidas sobre a política de segurança do Rio de Janeiro e nos desafios no combate ao crime”, afirmou Castro.

Ministro do STF durante reunião com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro

À tarde, o ministro se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, o defensor público geral, Paulo Vinícius Cozzolino Abrahão, e o prefeito da capital, Eduardo Paes.

Alexandre de Moraes ficará à frente da ADPF apenas enquanto um novo ministro não assume a vaga aberta com a saída de Barroso.

O ministro decretou neste domingo (2/11) a preservação “rigorosa e integral” dos elementos materiais relacionados à Operação Contenção, que foi a incursão policial mais letal da história do estado.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Wanderlei Barbosa chefiou esquema de desvio de recursos públicos a partir de empresas de fachada

O governador afastado do Tocantis, Wanderlei Barbosa (Republicanos), comandou um esquema milionário de corrupção que desviou cerca de R$ 73 milhões em 1 ano e meio de 2020 a 2021, quando era vice-governador. As informações são do programa Fantástico, da TV Globo.

O esquema chefiado por Wanderlei tinha a ajuda da primeira-dama Karynne Sotero e de 3 operadores. Eles utilizavam empresas de fachada ou registradas em nome de laranjas para falsificar a prestação de serviços e simular a entrega de cestas básicas. Somente algumas cestas eram de fato entregues à população.

Funcionava assim: os mantimentos eram entregues em números muito menores que o divulgado pelo governo, mas os empresários assinavam vários recibos ou devolviam as cestas. A diferença da despesa aprovada pelo Estado para o serviço prestado era então repartida entre os integrantes da organização criminosa.

À época dos crimes, Wanderlei controlava a distribuição das cestas na Setas (Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social). Karynne, esposa do político, fazia a ponte do esquema com o empresário Paulo César ‘PC’ Lustosa –seu ex-marido. O irmão de Lustosa, Wilton Rosa Pires, e Maria “Bispa” Socorro Guimarães eram os captadores.

Rérison Castro, filho do governador, também foi envolvido no processo por supostamente ser beneficiado com o dinheiro desviado. De acordo com as investigações, a propina foi usada para pagar a construção de um resort no nome de Rérison. A PF diz que o verdadeiro dono do empreendimento é Wanderlei. Seu filho teria sido usado como laranja.

Em áudios interceptados pela PF e divulgados pelo Fantástico, os integrantes do grupo detalharam o funcionamento da operação. Ouça abaixo:

  • Investigação em TO: áudio indica que empresário Paulo César Lustosa coordenou fraudes (25s):
  • Investigação em TO: áudio indica como fiscais eram enganados (30s):
  • Investigação em TO: operadores Paulo César Lustosa e Bispa Socorro discutem esquema (33s):
  • Investigação em TO: Filho de governador, Rérison Castro fala sobre pousada (16s):

Além do esquema das cestas básicas, a organização de Wanderlei também passou a cobrar propina para antecipar pagamentos devidos do Executivo estadual a empresários. A taxa era negociada pela Bispa Socorro.

Em setembro, a Polícia Federal realizou operações de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo. Na casa de Wanderlei, foram encontrados R$ 52.000 em um compartimento escondido. Com outro suspeito, a PF recolheu aproximadamente R$ 700 mil em espécie.

Wanderlei assumiu o Governo de Tocantins em outubro de 2021, depois do afastamento do titular Mauro Carlesse (PP) por denúncia de corrupção. Foi reeleito para o cargo em 2022 no 1º turno com mais de 58% dos votos. A mulher, Karynne, foi nomeada secretária extraordinária de Participações Sociais.

Antes de Wanderlei e Carlesse, o ex-governador Marcelo de Carvalho Miranda (MDB) também deixou o cargo por denúncias de corrupção. Ele foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2009 e 2018. Ou seja, os 3 últimos governadores eleitos pelo voto popular no Estado não completaram seus mandatos por decisão da justiça.

O que dizem as defesas:

Ao Fantástico, os advogados de Wanderlei Barbosa negaram o envolvimento do governador afastado nos crimes citados e disse que como vice-governador seu cliente não tinha controle sobre os repasses. A defesa de Karynne Sotero também rechaçou os fatos e declarou que a primeira-dama não tem contato com o ex-marido PC Lustosa desde 2017.

Os defensores de Lustosa afirmaram que o empresário nunca infringiu a lei. E os do seu irmão Wilton Rosa declararam que ele jamais manteve contratos com o Estado. A Bispa Socorro não respondeu à produção do programa.

Governador afastado desde setembro

Wanderlei Barbosa está afastado do cargo por 6 meses por decisão do ministro Mauro Campbell, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Leia a íntegra da decisão (PDF – 3 MB). O governador foi alvo da 2ª fase da operação Fames-19, deflagrada pela Polícia Federal em 3 de setembro.

Segundo a PF, há indícios de que, de 2020 a 2021, investigados teriam se aproveitado do Estado de emergência em saúde e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas e frangos congelados.

Wanderlei Barbosa é suspeito de ser o mandante do esquema. Segundo as investigações, havia um “núcleo de agentes políticos”, identificado como responsável pela condução do esquema de fraude e peculato. No topo da estrutura estava o chefe do Executivo estadual.

“Na cúpula do esquema foi identificada a atuação de agentes do alto escalão do governo do Estado do Tocantins, iniciando pelo atual governador do Estado, Wanderlei Barbosa Castro, e por sua esposa Karynne Sotero”, diz a decisão.



Autor Poder360 ·


O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), aparece como favorito na disputa pelo Palácio das Esmeraldas em 2026. Pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta sexta-feira (26/9) pela CNN e pela revista IstoÉ, mostra que o emedebista tem 42,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 16,5% do senador Wilder Morais (PL). A diferença entre os dois é de 25,8 pontos percentuais, consolidando Daniel em primeiro lugar.

Na sequência, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) registra 15,6% e a deputada federal Adriana Accorsi (PT) aparece com 15,4%. Os três adversários de Daniel estão tecnicamente empatados, segundo o levantamento. O pré-candidato do Novo, Telêmaco Brandão, foi citado por 0,3% dos entrevistados.

O recorte por segmentos do eleitorado mostra que Daniel Vilela tem mais força entre jovens (57,6%), eleitores com ensino fundamental (54,7%) e nas regiões Norte e Noroeste do estado (60%). Já Wilder Morais tem maior presença entre evangélicos (22,8%) e pessoas sem religião (24%). Adriana Accorsi se destaca na capital, com 40,3%, desempenho associado à sua candidatura em 2024 à Prefeitura de Goiânia, quando terminou em terceiro lugar.

A pesquisa também simulou outro cenário, sem a presença de Marconi Perillo e com Wilder substituído pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL). Nesse caso, Daniel Vilela mantém a liderança, com 43,1% das intenções de voto. Gayer aparece em segundo lugar com 25,4%, seguido por Adriana Accorsi, que soma 21,4%. Telêmaco Brandão manteve 0,3%.

O levantamento ouviu 2.872 eleitores goianos entre os dias 17 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Especialistas em ciência política avaliam que a vantagem atual de Daniel Vilela é significativa no cenário goiano. Em eleições passadas, raramente um pré-candidato iniciou a corrida com mais de 40% das intenções de voto, margem considerada confortável para quem busca consolidar alianças e fortalecer palanques regionais.

A tendência, segundo analistas, é de que o vice-governador entre em 2026 como favorito, embora o histórico de Goiás também mostre campanhas marcadas por viradas nas fases finais da disputa.

Autor Rogério Luiz Abreu


Ação do Bope no Morro do Santo Amaro deixou mais 5 pessoas feridas; armas dos agentes foram apreendidas

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), determinou neste domingo (8.jun.2025) o afastamento de 2 comandantes e 12 policiais envolvidos na operação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que deixou um jovem morto e 5 pessoas feridas durante uma festa junina na 6ª feira (6.jun.2025), no morro do Santo Amaro, no Catete, zona sul da capital fluminense.

Os 2 comandantes são os coronéis André Luiz de Souza Batista, do COE (Comando de Operações Especiais), e Aristheu Lopes, do Bope. O jovem morto foi Herus Guimarães Mendes, 23 anos, atingido na barriga por um disparo. Ele chegou a ser levado ao Hospital Glória D’Or, mas não resistiu aos ferimentos.

Castro afirmou que as investigações serão conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria Interna da PM com “extremo rigor e agilidade”. Ele também expressou solidariedade às vítimas.

As armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para perícia e as imagens das câmeras corporais serão disponibilizadas ao Ministério Público.

Segundo relatos de moradores, a ação causou pânico durante o evento comunitário. Testemunhas afirmam que os agentes entraram na comunidade atirando enquanto a festa estava em andamento.

A Polícia Militar justificou a operação como emergencial, alegando ter recebido informações sobre a presença de criminosos armados na região. A corporação afirmou que houve confronto iniciado por suspeitos.

A Polícia Civil informou que nenhum dos 5 feridos durante a operação tinha envolvimento com o tráfico de drogas. 

Na manhã de sábado (7.jun.2025), moradores da comunidade realizaram uma manifestação na rua Pedro Américo. Eles exigiram justiça pelas vítimas e protestaram contra a ação policial realizada durante o evento comunitário.

 

 

 



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) recebeu, nesta semana, duas mensagens do governador Ronaldo Caiado (UB) comunicando vetos a propostas anteriormente aprovadas pelo Parlamento goiano. Um dos vetos foi integral, atingindo projeto que tratava da municipalização de rodovia estadual; e o outro, parcial, incidindo sobre dispositivos de uma proposta que incentiva o esporte e a cultura por meio de parcerias com o terceiro setor.

GO-480

O primeiro veto diz respeito ao autógrafo de lei nº 233, de 2025, correspondente ao processo nº 7901/25, de autoria dos deputados Bruno Peixoto (UB) e Cairo Salim (PSD). A proposição visava a autorizar o governo a transferir ao município de Rialma o controle e a gestão do trecho da rodovia GO-480, que liga aquele município a Santa Isabel, no Vale do São Patrício. Os autores argumentaram que a medida fomentaria o desenvolvimento urbano e rural da região, além de promover melhorias na mobilidade e infraestrutura local.

Entretanto, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) recomendou o veto à propositura. Segundo parecer técnico da Gerência da Rede Física, para que a municipalização seja viável, é necessário que o trecho se encerre dentro do perímetro urbano, tenha sido substituído por nova rota, e disponha de alternativa de tráfego devidamente implantada, o que não ocorre no caso em questão. A Goinfra também apontou a ausência de comprovação quanto à capacidade financeira e operacional do município de Rialma para administrar e manter o trecho com os padrões exigidos de segurança e trafegabilidade.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) identificou, ainda, vício de inconstitucionalidade formal subjetiva, uma vez que a matéria trata de tema relacionado à organização administrativa do Poder Executivo, cuja iniciativa legislativa é privativa do governador, conforme previsto nas constituições estadual e federal. Com base nesses pareceres, a Governadoria vetou integralmente o projeto.

Terceiro setor

O segundo veto encaminhado foi parcial, relacionado ao autógrafo de lei nº 202, de 2025, oriundo do processo nº 7729/23, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB). A proposta institui a Política Estadual de Incentivo ao Esporte e à Cultura via Terceiro Setor, com o objetivo de promover atividades para jovens em áreas vulneráveis por meio de parcerias entre o estado e organizações sem fins lucrativos.

Foram vetados os artigos 4º, 7º, 8º, 9º, 10º e 11º, além dos dispositivos que criavam um órgão gestor centralizado e um conselho fiscal, bem como os que previam parcerias obrigatórias com as secretarias estaduais de Cultura (Secult) e de Esporte e Lazer (Seel). Segundo a Seel, essas estruturas já existem e a criação de novos órgãos representaria sobreposição de funções e desnecessário aumento de encargos administrativos.

A PGE, por sua vez, apontou vícios de iniciativa nos dispositivos vetados, por interferirem na organização interna do Poder Executivo, o que é vedado ao Legislativo. A procuradoria ressaltou que a fixação de atribuições a órgãos da administração pública estadual deve ser iniciativa exclusiva do governador, conforme determina a Constituição.

Ao justificar os vetos, Caiado afirmou que seguiu pareceres técnicos e jurídicos para assegurar a legalidade, a eficiência administrativa e o equilíbrio entre os Poderes. As mensagens com as razões dos vetos foram encaminhadas à Casa Civil e posteriormente remetidas à Alego, que poderá mantê-los ou derrubá-los por meio de votação em Plenário.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O Poder Executivo protocolou no Legislativo o processo nº 19444/24, que veta, de forma integral, o autógrafo de lei nº 450, de 8 de agosto de 2024, que dispõe sobre o fornecimento de abafadores de ruídos para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) nos estádios e arenas esportivas com capacidade igual ou superior a 10 mil pessoas. A medida, assinada pelo deputado Dr. George Morais (PDT), logrou êxito na Assembleia Legislativa com o nº 915/23.

De acordo com a justificativa do governador Ronaldo Caiado (UB), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), recomendou o veto por salientar que o abafador de ruído é um tipo de equipamento de proteção individual (EPI), que deve ser de uso exclusivamente pessoal. Sua utilização rotativa, por mais de uma pessoa e sem a assepsia adequada, poderia ocasionar riscos sanitários, inclusive com a transmissão de doenças.

A pasta informou que, caso for aprovada a proposta, o Governo Estadual teria que arcar com a compra de equipamentos de uso permanente. Por fim, esclareceu que, em relação às pessoas hipossuficientes, o poder público já disponibiliza meios necessários para suprir as necessidades de cada pessoa, conforme a sua deficiência. 

Com base nas manifestações de suas unidades administrativas, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) também se pronunciou desfavorável ao autógrafo e esclareceu que os abafadores de ruídos, no caso de indicação terapêutica para o uso por pessoas com o TEA, devem ser adequados às especificidades do usuário quanto ao tamanho e ao material utilizado em sua confecção. “Nem todas as pessoas que apresentam desconforto ou aversão a estímulos sonoros aceitam esse tipo de equipamento”, ressaltou.

Por fim, atestou que os abafadores de ruídos não são disponibilizados na tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais do Sistema Único de Saúde (SUS). “A alteração, a inclusão ou a exclusão dos referenciados produtos sem procedimentos, protocolos clínicos ou diretrizes terapêuticas são atribuições exclusivas do Ministério da Saúde, o que inviabiliza o autógrafo”, esclareceu.

A Secretaria de Estado da Administração (Sead), por sua vez, recomendou veto específico ao dispositivo que garante às crianças com o TEA que utilizarem serviços públicos nas unidades do Vapt Vupt a disponibilização de abafadores de ruídos durante a permanência no local. A motivação foi que as referidas unidades mantêm nível de ruído controlado e adequado, em virtude da utilização da prática de agendamentos que não ocasiona aglomerações e propicia um espaço tranquilo aos usuários. 

Além disso, informou que são adotadas políticas que asseguram o conforto e a inclusão das pessoas com o TEA, como o treinamento especializado de servidores e a possibilidade de atendimento em sala separada. “Essas ações contribuem para o atendimento adequado e respeitoso dentro das unidades do Vapt Vupt. Assim, por elas já possuírem um ambiente apropriado para as crianças com o TEA, o dispositivo torna-se inconveniente”, frisa.

A pasta acrescentou, ainda, que a obrigatoriedade do fornecimento de abafadores de ruídos nas unidades do Vapt Vupt ocasionaria desafios na gestão e na manutenção desses equipamentos, reiterando que o uso destes deve ser exclusivo e individual.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Cerca de 200 pessoas, presencialmente, receberam a comenda (Fotos: Hegon Corrêa e Romullo Carvalho)

“São dezenas de homens e mulheres que vieram de tantos outros estados e ajudaram a transformar Goiás em um estado bom para se viver”, resumiu o governador Ronaldo Caiado ao conceder, na noite desta terça-feira (23/7), a comenda da Ordem do Mérito Anhanguera a personalidades de Goiás e do país. Entre os agraciados estão governadores, deputados e outras figuras que desempenharam importante papel no estado.

“Essa honraria é o reconhecimento do Governo de Goiás àqueles que são merecedores pelo trabalho e apoio que dão à população goiana”, afirmou Caiado ao atribuir o sucesso do estado à sociedade. “É um povo que recebe as pessoas de braços abertos, que tem uma cultura de acolhimento. Um povo ordeiro e determinado, que hoje é referência para o Brasil em várias áreas do nosso governo”, disse.

A homenagem foi realizada em frente ao Museu das Bandeiras, na cidade de Goiás, e faz parte das celebrações do aniversário de 297 anos do município. Cerca de 200 pessoas, presencialmente, receberam a comenda pelos serviços prestados ao estado. Entre elas, Wanderlei Barbosa, governador do Tocantins, e Ratinho Júnior, do Paraná.

Caiado destaca participação da sociedade no sucesso do estado
Ordem do Mérito Anhanguera é a mais alta honraria concedida pelo estado. Ela reconhece pessoas físicas, corporações militares, nacionais ou estrangeiras, que se destacaram por serviços, ações ou méritos excepcionais prestados ao estado (Fotos: Hegon Corrêa e Romullo Carvalho)

“Uma alegria estar aqui em Goiás recebendo uma comenda tão importante e representativa para o Tocantins”, discursou Wanderlei Barbosa ao receber a homenagem e agradecer a parceria entre os dois estados. “Fico feliz que o Tocantins tenha sido reconhecido pelos meus irmãos goianos. É a nossa história, a história de dois povos que se misturam”, comentou.

Ratinho Júnior elogiou o trabalho realizado pelo Governo de Goiás à frente da Segurança Pública e da Educação. “Fico feliz em ver o trabalho que o governador Ronaldo Caiado vem fazendo pelos goianos, atraindo a atenção do Brasil”, ressaltou. “Goiás é uma grande referência”, enalteceu ao agradecer a honraria recebida.

Caiado destaca participação da sociedade no sucesso do estado
“Essa honraria é o reconhecimento do Governo de Goiás àqueles que são merecedores pelo trabalho e apoio que dão à população goiana”, afirmou Caiado ao atribuir o sucesso do estado à sociedade (Fotos: Hegon Corrêa e Romullo Carvalho)

O vice-governador Daniel Vilela expressou a alegria em receber em Goiás governadores que “se destacam no Brasil por administrações competentes” e parabenizou os agraciados com a comenda.

“São justas essas homenagens e devemos sempre ressaltar a importância do reconhecimento por parte do Governo de Goiás a esses homens e mulheres que abrilhantam e fazem a nossa história”, concluiu.

Ordem do Mérito Anhanguera

Instituída em 1975, a Ordem do Mérito Anhanguera é a mais alta honraria concedida pelo estado de Goiás. Seu objetivo é agraciar pessoas físicas, corporações militares, nacionais ou estrangeiras, bem como suas bandeiras ou estandartes, que se destacaram por serviços, ações ou méritos excepcionais que recomendem o reconhecimento do estado.

A Ordem está dividida nos graus Grã-Cruz, Grande-Oficial e Comendador. O governador do estado de Goiás é o Grão-Mestre da Ordem, responsável por nomeações, promoções e exclusões dos membros.

Transferência da capital

Além da entrega das comendas, as comemorações pelo aniversário da cidade de Goiás incluíram a transferência simbólica da sede do Poder Executivo estadual para a antiga capital, ocorrida na segunda-feira (22/07). Durante este período, também foram transferidos os poderes Legislativo e Judiciário, em um gesto simbólico que reforça a importância histórica e cultural da cidade.

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