Prefeito de SP fez pedido à empresa durante inauguração do Centro de Engenharia na cidade: “Fabrique aqui, pelo amor de Deus”
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), pediu nesta 4ª feira (27.mai.2026) para o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, que não leve suas operações para o Paraguai. A declaração foi feita na inauguração do Centro de Engenharia da empresa na capital paulista.
O movimento de saída de empresas do Brasil para o Paraguai se acentuou nos últimos anos, pois mais facilidades foram criadas para atrair negócios de outros países. O principal atrativo é a baixa carga tributária.
Desde 2007, por exemplo, o Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras para atuar dentro da Lei de Maquila –uma norma legal que permite a companhias estrangeiras voltadas para a exportação produzirem no país vizinho pagando menos impostos.
“Você tem uma cidade de 12 milhões de habitantes com essa complexidade. E todo mundo aqui já sabe, mas é importante falar que o Paraguai… Infelizmente, muitas empresas daqui estão indo para lá, uma perda terrível para nós. A Google não vai não, fabrica aqui pelo amor de Deus, cara”, afirmou Nunes.
No evento, Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, disse que a empresa criou mais uma estrutura no Brasil porque o país reúne escala de mercado, mão de obra qualificada e um ecossistema de inovação com “ilhas de excelência” em diferentes áreas.
“Por que o Brasil e não em outros países? Por que o Brasil é um mercado de gente resiliente que trabalha duro, porque o Brasil é um mercado onde a gente tem um nível de sofisticação legal. O Brasil tem ilhas de excelência em várias frentes, em várias partes do nosso negócio”, disse Coelho.
CENTRO DE ENGENHARIA GOOGLE EM SP
O Centro de Engenharia de São Paulo fica no edifício Adriano Marchini, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), na Cidade Universitária, e terá capacidade para 400 funcionários. É o 2º da empresa no país, inaugurado depois do de Belo Horizonte, aberto em 2005.
A unidade faz parte do programa IPT Open e reúne, no mesmo complexo, o novo Google Campus, voltado a startups de inteligência artificial, além dos primeiros Google Safety Engineering Center e Accessibility Discovery Center da América Latina. O início das operações está previsto para julho de 2026.
O projeto é resultado de um acordo de cooperação firmado em 2024 entre o Google, o IPT e o governo de São Paulo, depois de chamamento público. O pacote incluiu contrapartidas como a reforma do edifício histórico construído na década de 1940 e a requalificação de áreas do instituto, incluindo biblioteca, espaço e acervos.
Pedido foi feito por meio de uma carta ao CEO e cita preocupação sobre negociações entre a big tech e o governo norte-americano
Mais de 500 funcionários do Google enviaram, nesta 2ª feira (27.abr.2026), uma carta ao CEO, Sandar Pichai, pedindo que a tecnologia de IA (Inteligência Artificial) desenvolvida na empresa não seja utilizada pelo Pentágono para “trabalhos confidenciais”. De acordo com o pedido, a tecnologia deve ser usada para benefício da humanidade e não para causar danos. Eis a íntegra da carta (PDF – 141 kB).
De acordo com o texto, os funcionários citam que estão “profundamente preocupados” com as negociações entre o Google e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. “Como pessoas trabalhando com IA, nós sabemos que esses sistemas conseguem centralizar poder e que eles cometem erros. Nós sentimos que nossa proximidade com essa tecnologia cria uma responsabilidade de ressaltar e prevenir seus usos antiéticos e perigosos”, escreveram.
A situação se assemelha ao rompimento da Anthropic, desenvolvedora da IA Claude, com o Departamento de Defesa, em fevereiro. Segundo a empresa, o órgão exigiu concordância do uso da ferramenta para “qualquer uso legal”.
A Anthropic recusou o contrato inicial e uma versão posterior revisada, alegando que os termos não garantiam que o Claude não seria usado para vigilância em massa da população. Até o momento da publicação, nenhuma das partes envolvidas comentou o caso.
Pesquisas sobre as fraudes nos benefícios são mais associadas ao presidente do que outras políticas; petista também é associado a “terrorismo” e “prisão”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido mais associado à crise dos descontos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) do que à sua viagem para a Rússia e para a China, ao considerar as buscas realizadas no Google.
A plataforma Google Trends permite fazer comparações entre pesquisas relacionadas a um único termo. Os dados mostram que a palavra “Lula” tem mais buscas relacionadas a “INSS” e “fraude” do que à palavra “Rússia”, por exemplo.
Uma investigação da Polícia Federal mostrou em abril que associações e sindicatos conseguiram aproximadamente R$ 6,5 bilhões por meio de um esquema de retenção indevida de 2019 a 2024.
A metodologia do Google Trends funciona assim: os termos associados variam de 0 a 100 pontos. Quanto maior o placar, mais relacionadas as buscas estão.
Naturalmente, a busca mais ligada a “Lula” é o nome completo do presidente, marcando a pontuação máxima. Os dados foram levantados nesta 4ª feira (7.mai.2025).
Leia o placar abaixo (clique aqui para abrir em outra aba):
Além disso, outras palavras também estão associadas à crise do INSS no Google. É o caso de “irmão” e “sindicato”. É uma referência a José Ferreira da Silva, o Frei Chico.
O irmão de Lula é diretor e vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), uma das 11 organizações investigadas na operação da PF.
Termos associados a Lula também incluem “terrorismo”, “prisão” e “Comando Vermelho”. Parte da oposição acusa o petista de se associar a organizações criminosas.
FRAUDE BILIONÁRIA NO INSS
Segundo a Polícia Federal, sindicatos e associações realizavam um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) com o INSS para oferecer benefícios aos aposentados associados.
Os serviços incluíam:
- auxílio jurídico;
- desconto no plano de saúde;
- auxílio funerário.
O acordo permitia que as entidades realizassem um desconto de “mensalidades associativas” na folha de pagamento dos beneficiários.
Tais entidades cadastraram os aposentados sem a autorização, utilizando documentos e assinaturas falsas. As investigações indicam que não tinham estrutura para manter os serviços oferecidos.
Com isso, falsificavam assinaturas para associar o pensionista a entidades e realizar os descontos automáticos na folha de pagamento dos beneficiários.
A controladoria também identificou que 70% das 29 entidades analisadas não entregaram a documentação completa ao INSS.
Na operação, 6 pessoas foram afastadas de suas funções:
- Alessandro Stefanutto – presidente;
- Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho – procurador-geral do INSS;
- Vanderlei Barbosa dos Santos – diretor de Benefício junto ao Cidadão;
- Giovani Batista Fassarella Spiecker – coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente;
- Jucimar Fonseca da Silva – coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios;
- policial federal – identidade não foi divulgada.
A PF informou que apreendeu carros de luxo, dinheiro em espécie, joias e quadros. Os valores totais e a quantidade exata ainda estão em levantamento.
Eis algumas informações do governo:
- como funciona o desconto de mensalidades –“As entidades de classe, como associações e sindicatos, formalizam Acordos de Cooperação Técnica com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Esses acordos permitem que as entidades realizem descontos de mensalidades associativas diretamente na folha de pagamento dos beneficiários do INSS, desde que autorizados pelos aposentados e pensionistas.”;
- autorização do beneficiário –“Para que o desconto seja realizado, a entidade precisa da autorização expressa e individual de cada beneficiário para realizar o desconto de sua mensalidade associativa. Na investigação, foram identificadas, porém, a ausência de verificação rigorosa dessa autorização e a possibilidade de falsificação de documentos de filiação e autorização.”
COMPENSAR AS PERDAS
Há duas opções centrais que a gestão de Lula pode seguir para pagar as perdas dos beneficiários:
- recuperar o dinheiro com as entidades – improvável que seja possível em um prazo de curto a médio prazo;
- bancar do próprio bolso – utilizar dinheiro dos cofres públicos para pagar ao menos uma parte dos R$ 6,5 bilhões.
A Previdência tem um Orçamento trilionário. O impacto é considerado relativamente marginal, mas não deixa de ser um desgaste forte para o governo com o eleitorado.
Em comunicado, o CEO da Alphabet afirmou que Google Cloud e YouTube tiveram lucro conjunto de US$ 110 bilhões em 2024
A Alphabet, empresa controladora do Google, registrou um lucro operacional de US$ 30,972 bilhões no 4º trimestre de 2024, segundo balanço divulgado nesta 3ª feira (4.fev.2025). O valor representa um aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2023, quando o lucro foi de US$ 23,697 bilhões.
A receita total da empresa foi de US$ 96,5 bilhões. Além disso, houve crescimento no lucro por ação, que atingiu US$ 2,15, ante US$ 1,64 no 4º trimestre de 2023. O lucro líquido chegou a US$ 26,536 bilhões, um aumento de 28% em relação a 2023. Eis a íntegra do balanço divulgado (PDF – 145 kB, em inglês).
DESEMPENHO POR SEGMENTO
A receita dos serviços do Google cresceu 10%, alcançando US$ 84,1 bilhões, impulsionada principalmente pela Pesquisa do Google e pelos anúncios do YouTube.
O segmento do Google Cloud também apresentou crescimento significativo com um avanço de 30%, totalizando US$ 12 bilhões. Esse desempenho foi impulsionado pela expansão da GCP (Google Cloud Platform), da infraestrutura de IA (inteligência artificial) e das soluções de IA generativa.
Os pagamentos de dividendos para os acionistas das classes A, B e C totalizaram US$ 2,4 bilhões no 4º trimestre de 2024.
Em comunicado, o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, destacou o desempenho expressivo do Google Cloud e do YouTube, que juntos alcançaram uma receita anual de US$ 110 bilhões.
“Estamos construindo, testando e lançando produtos e modelos mais rapidamente do que nunca, com avanços significativos em computação e eficiência. Na Pesquisa, recursos como AI Overviews e Circle to Search estão aumentando o engajamento dos usuários. Nosso portfólio do Google Cloud, impulsionado por IA, está registrando uma demanda crescente, e o YouTube continua líder em tempo de visualização de streaming e podcasts. Juntos, Cloud e YouTube encerraram 2024 com uma receita anualizada de US$ 110 bilhões”, disse Pichai.
Tribunal Geral da UE cancela penalidade de 2019, alegando falta de provas contra as práticas anticompetitivas da empresa
A Alphabet, empresa controladora do Google, venceu nesta 4ª feira (18.set.2024) uma ação judicial contra uma multa por antitruste da UE (União Europeia) de € 1,5 bilhão.
A Comissão Europeia havia acusado o Google, em 2019, de abusar de seu domínio para prejudicar a concerrência. Eis a íntegra da decisão (PDF – 122 kB, em inglês).
O Tribunal Geral da União Europeia, em Luxemburgo, concordou com a avaliação da Comissão, mas cancelou a multa.
Para os juízes, a Comissão “não demonstrou que as cláusulas em questão tinham desencorajado a inovação, ajudado o Google a manter sua posição dominante ou prejudicado os consumidores”.
Segundo informações da Reuters, o Google respondeu, destacando que já havia modificado seus contratos em 2016, antes da decisão da Comissão, e expressou satisfação pelo tribunal ter reconhecido falhas na decisão original.
A Comissão Europeia, que pode recorrer ao CJEU (sigla em inglês para, Corte de Justiça da União Europeia), afirmou que irá analisar o julgamento e considerar os próximos passos. A multa do AdSense faz parte de um conjunto de multas que totalizaram 8,25 bilhões de euros impostas ao Google, iniciadas por uma reclamação da Microsoft em 2010.



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