Saúde confirma circulação do vírus da febre amarela em Abadia de Goiás
Lidiane 7 de setembro de 2025
A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) emitiu alerta epidemiológico para todos os municípios após confirmar a presença do vírus da febre amarela em um macaco encontrado morto em Abadia de Goiás. A morte do animal foi notificada em 25 de agosto, com confirmação laboratorial concluída nesta semana. Dois casos adicionais estão sob investigação em Guapó e Aragoiânia.
A SES reforça que “os macacos não transmitem o vírus; são vítimas, assim como os humanos”. A febre amarela é transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os primatas funcionam como “sentinela”, alertando para a circulação viral na região através de sua morte ou adoecimento.
A população deve manter atenção e notificar imediatamente as autoridades sobre qualquer animal morto, sem atacá-los ou eliminá-los. “Desmatar ou eliminar os macacos não impede a circulação do vírus”, alerta a secretaria, destacando que essa prática anula o papel de alerta precoce que os animais proporcionam à saúde pública.
A doença apresenta evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas formas graves. As medidas preventivas prioritárias incluem vacinação humana e controle da proliferação dos mosquitos vetores em áreas de risco. O alerta epidemiológico busca intensificar o monitoramento e as ações preventivas em todo o estado.
Último óbito registrado no estado ocorreu em 2017
A Secretaria de Saúde de Goiás informou que não há casos ou óbitos por febre amarela em humanos em 2025, com o último registro datando de 2017. A prevenção baseia-se principalmente na vacinação, uso de repelentes e proteção corporal.
A vacina integra o calendário básico: dose única aos 9 meses e reforço aos 4 anos para crianças, e dose única para não vacinados entre 5 e 59 anos. Goiás apresenta cobertura vacinal de 71,57%, abaixo da meta de 95% do Ministério da Saúde.
A SES orientou os municípios a intensificar a vigilância, busca ativa de não vacinados e notificação de casos suspeitos. Diante de macacos mortos ou doentes, a população deve evitar contato e notificar via aplicativo SISS-Geo ou secretarias municipais de saúde.
Recomendações para a população
Entre as principais recomendações para a população e municípios estão:
- busca imediata da vacina para quem ainda não tomou a vacina, busca ativa de não vacinados de casa em casa e em locais de zona rural;
- evitar contato com áreas de mata ou silvestres, principalmente onde houve morte de macacos e se for necessário se deslocar a esses locais, usar roupas que cubram o corpo (mangas compridas, calças);
- usar repelente contra mosquitos, principalmente no início da manhã e no fim da tarde, quando os mosquitos transmissores estão mais ativos.
- ao observar os sinais de alerta, como febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas e vômitos, a recomendação é procurar atendimento médico.
Saiba mais: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-amarela
Ficomex 2025 projeta Goiás como referência internacional em negócios e inovação
Lidiane 6 de setembro de 2025
Goiânia sedia, de 4 a 6 de setembro, a 4ª edição da Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central (Ficomex 2025), consolidada como a maior do segmento no país. O evento reúne representantes de mais de 55% das nações do mundo, incluindo União Europeia, China, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Argentina, países da África e cerca de 100 embaixadas e câmaras de comércio.
Com o tema “Transformação Digital e Sustentabilidade no Mercado Global”, a feira oferece exposições, palestras, painéis, apresentações culturais e rodadas de negócios.
A abertura oficial, realizada nesta quinta-feira (4/9) no Centro de Convenções de Goiânia, contou com a participação de autoridades políticas e empresariais. O governador Ronaldo Caiado (UB) ressaltou o fortalecimento de Goiás na indústria, agropecuária e comércio, além do avanço em legislação de inteligência artificial, startups e exploração mineral.
“Goiás é um estado competitivo, com gestão moderna e um empresariado arrojado que avança no cenário internacional. Nosso papel é apoiar para que a renda seja melhor e o cidadão do exterior se sinta bem atendido na nossa terra”, destacou Caiado.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), falou sobre a relevância da feira como vitrine para a capital e instrumento de atração de investidores.
“A Ficomex une produtores e compradores do mundo inteiro, mostrando as potencialidades da cidade. É um evento maravilhoso, que atrai investidores e que a Prefeitura quer apoiar cada vez mais”, afirmou o gestor da capital.
Segundo o presidente da Acieg, Rubens Fileti, Goiás se consolidou como hub de conexões no Brasil e no exterior. Ele anunciou que, a partir de 2026, a feira será bianual: um ano em Goiânia e outro fora do país.
“Nada melhor do que abrir diálogo com base em três pilares: política pública, negócios e educação”, destacou Rubens Fileti.
Participaram ainda os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Rondônia, Marcos Rocha, o presidente da Alego, Bruno Peixoto, além do cantor Gusttavo Lima, nomeado embaixador da feira por seu perfil empreendedor.
Para os organizadores, a Ficomex reforça a vocação de Goiás para o comércio exterior e consolida a capital como palco de negócios globais, ampliando a internacionalização da economia brasileira.
Presidente Bruno Peixoto anuncia FGV como banca vencedora para a realização do concurso da Assembleia Legislativa de Goiás
Lidiane 1 de setembro de 2025
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), revelou neste domingo, 31, que a banca que realizará o concurso da Assembleia será a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em uma publicação nas redes sociais da Assembleia, o presidente aparece em um vídeo contando a escolha da banca organizadora. “Quero informar a todos que a vencedora do certame, concurso público Assembleia Legislativa 2025, é a Fundação Getúlio Vargas, FGV”, disse Peixoto.
Conforme já divulgado pelo presidente do Parlamento Goiano, a previsão é de mais de 100 vagas, com oportunidades para cargas de níveis médio e superior, e com negociação de R$ 7 mil a R$ 14 mil.
As vagas contemplam encargos como policial legislativo, engenheiro, advogado, economista, contador e administrador. Também estão previstas oportunidades para programadores e analistas de dados, alinhadas à política de modernização e investimento em tecnologia da Casa.
O edital, que conterá todas as informações necessárias para inscrição e participação no certame, será lançado em breve. De acordo com a Diretora de Gestão de Pessoas da Alego, Sulema de Oliveira Barcelos agora que a banca já foi definida, o próximo passo é a assinatura do contrato. “Após isso, a banca terá 10 dias para a reunião inicial com a comissão do concurso e, posteriormente, mais 15 dias para a publicação do edital. Estamos empenhados em realizar as provas ainda esse ano”, afirmou Sulema.
A última seleção pública da Alego ocorreu em 2018, e esse novo concurso promete trazer estabilidade e desenvolvimento para o Estado, além de fomentar o crescimento regional com a contratação de profissionais envolvidos.
Mantendo o compromisso com a transparência, a Assembleia Legislativa afirma que todas as etapas do processo seletivo serão amplamente divulgadas, garantindo que todos os detalhes apresentem condições de preparação.
Esquema bilionário do PCC alcança ao menos 17 empresas e postos em Goiás
Lidiane 31 de agosto de 2025
O Ministério Público de Goiás (MPGO) cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em empresas de Senador Canedo na última quinta-feira (28/8), integrando a “Operação Carbono Oculto” do MP-SP contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação investiga fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, no que a Receita Federal considera a maior operação contra o crime organizado da história do país em termos de cooperação institucional.
Em Goiás, sete postos de combustíveis foram citados nominalmente pela Justiça de São Paulo como parte do esquema bilionário. Pertencem a Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Hussein Mourad – identificado como ligado ao PCC e “fundamental para a expansão do grupo e lavagem de capitais”.
Os postos envolvidos são: Auto Posto Vini Show (Senador Canedo), Auto Posto Dipoco (Catalão), Posto Santo Antonio do Descoberto (Santo Antônio do Descoberto), Posto Futura JK (Jataí), Posto Futura Niquelândia (Niquelândia), Auto Posto Parada 85 (Goiânia) e Auto Posto da Serra (Morrinhos).
O promotor João Paulo Gabriel, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, afirmou que “o grupo investigado possuía duas redes de combustíveis em São Paulo e outra em Goiás, que atuavam juntas e cooperavam com redes de lavagem para o PCC”. A 2ª Vara Criminal de Catanduva (SP) estima que a organização arrecadou mais de R$ 8 bilhões na cadeia de combustíveis. Nacionalmente, a operação atingiu 350 alvos em oito estados, com pedido de bloqueio de R$ 1 bilhão em bens.
As investigações revelaram que o PCC usava mais de 1 mil postos para lavagem de dinheiro, recebendo valores em espécie ou por maquinhas e repassando para contas da facção. O esquema adulterava combustíveis com metanol importado irregularmente, gerando lucros elevados com gasolina falsificada.
Em Goiás, a operação contou com 15 agentes de segurança, 12 PMs, 8 auditores da Receita e dois promotores.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou nesta quinta-feira (28/8) a Operação Pix Fraudulento. A ação foi executada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Anápolis. O objetivo foi combater uma organização criminosa especializada na aplicação do golpe do “novo número”.
A operação cumpriu um total de 69 ordens judiciais em quatro estados. Foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária. Também foram determinadas medidas de sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias dos investigados.
A investigação começou após a denúncia de uma vítima goiana. Ela recebeu mensagens por um aplicativo de conversas de um contato que usava a foto de perfil de seu filho. O golpista solicitava transferências via PIX e o pagamento de boletos. Acreditando se tratar do familiar, a vítima realizou as transações e sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil.
Com base em minucioso trabalho investigativo, o Geic identificou toda a rede criminosa. Os policiais mapearam o caminho percorrido pelo dinheiro até os beneficiários finais. Foram comprovados indícios consistentes dos crimes de Estelionato consumado, Estelionato tentado e Associação Criminosa. Evidenciou-se a existência de um grupo organizado voltado à prática reiterada de fraudes eletrônicas.
Durante o cumprimento das ordens, uma pessoa foi presa em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de munições. Foram apreendidos aproximadamente um quilograma de maconha, porções de cocaína, dois simulacros de arma de fogo e munições calibre .32.
Também foram apreendidos três correntes de ouro e dois veículos (Toyota Corolla 2016 e BMW 2015). Além disso, os policiais encontraram um bloco de atestados médicos falsificados e diversos dispositivos eletrônicos. Entre eles estavam celulares, computadores e notebooks, que passarão por perícia técnica.

A operação contou com o apoio das polícias civis dos Estados de São Paulo, Tocantins e Mato Grosso do Sul. As forças atuaram de forma integrada, fornecendo suporte operacional, logístico e de inteligência. Essa cooperação interestadual foi essencial para o êxito das diligências.
A Polícia Civil ressalta que operações como esta têm por finalidade desarticular organizações criminosas que atuam no ambiente digital. O objetivo é garantir maior segurança à população diante do crescente número de fraudes praticadas por meios eletrônicos.
O governador Ronaldo Caiado (UB) entregou, nesta quarta-feira (27/8), 30 casas a famílias em situação de vulnerabilidade social em Santa Cruz de Goiás. A cerimônia marcou os 296 anos do município e incluiu a transferência simbólica da capital do estado. Entre as unidades estava a casa de número 4 mil do programa Pra Ter Onde Morar.
Com esta entrega, o Governo de Goiás atingiu a marca de 4.001 casas entregues a custo zero. As moradias beneficiaram 162 municípios do estado. O programa é desenvolvido pelo Goiás Social em parceria com a Agência Goiana de Habitação (Agehab).
O investimento do Estado foi de R$ 3,8 milhões para a construção das moradias, erguidas no Residencial Iêdo Ranulfo Lobo, em terreno doado pela prefeitura.
“Goiás hoje é um estado que, cada vez mais, cuida das pessoas”, ressaltou Caiado.
O governador detalhou o padrão das construções: “É casa padrão, com grama esmeralda, cerâmica no piso, laje, tudo arrumado. Entregamos as chaves já com documentos. Em qualquer lugar, uma casa dessa custa mais de R$ 250 mil, preço de mercado. E hoje tivemos a oportunidade de entregar sem custo”.

A contemplada com a unidade de número 4 mil foi Cristiane Soares, mãe de sete filhos, que relatou a mudança em sua vida: “Não tenho nem palavras para agradecer. Eu moro na fazenda, em uma casa cedida. E é difícil vir para a cidade. Fico dependendo de carona dos outros. Agora vai mudar minha vida. Estou muito feliz”.
Daniel Vilela destaca transformação de vida com entrega de casas gratuitas
O vice-governador Daniel Vilela (MDB) enfatizou o caráter social da iniciativa habitacional. Ele reforçou que todas as casas são entregues a custo zero, sem financiamentos ou carnês para pagamento.
“Quando estiverem virando a chave para entrar na casa não será só um ato físico, mas uma virada na vida”, declarou, ao expressar o desejo de que as moradias proporcionem “vida melhor, mais digna, com mais segurança” às famílias.

O vice-governador acrescentou: “Que tenham o conforto para criar os filhos, netos, receber os familiares e ter uma perspectiva de vida muito melhor”.
O prefeito de Santa Cruz de Goiás, Ângelo Natal da Paz, agradeceu a parceria com o Governo de Goiás. Ele destacou a importância da tranquilidade que a política habitacional proporciona às famílias.
“Caiado está entregando casas boas, com qualidade”, afirmou. E completou: “[As famílias] passam para dentro e sabem que a casa é delas, vão zelar”.
Transferência da capital: história reconhecida
Distante 124 quilômetros de Goiânia, Santa Cruz de Goiás recebeu o título de capital simbólica do Estado pela sétima vez. Realizada na Praça da Matriz, a cerimônia reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de órgãos independentes. A transferência é um ato de reconhecimento à história da cidade, que foi a capital goiana entre os anos de 1839 e 1870.

O governador Ronaldo Caiado comentou que, a cada ano, o ato solene é realizado de forma mais participativa e com entregas para a população – a exemplo das chaves das 30 moradias.
“As pessoas sentem mais obras chegando, mais qualidade de vida. E esse é um momento emblemático para preservarmos a cultura e a memória daqueles que iniciaram a colonização no Estado”, lembrou.
O chefe do Executivo sublinhou que Goiás hoje é “referência em qualidade de vida, renda per capita, educação, segurança e programas sociais”.
O Sebrae Goiás realizou na segunda-feira (25/8) o lançamento da pedra fundamental da nova sede em Anápolis, no Bairro Jundiaí. A unidade será a primeira sede própria da instituição no interior do estado e integra o Plano de Modernização da Estrutura de Atendimento. O evento reuniu autoridades políticas, lideranças do setor produtivo, representantes de entidades parceiras, religiosos e dezenas de empreendedores que vivenciam, diariamente, os desafios de manter um pequeno negócio ativo.
Entre os presentes estiveram o presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Goiás, José Mário Schreiner, o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), a primeira-dama Carla Lima Corrêa, além dos diretores executivos da instituição: Antônio Carlos de Souza Lima Neto (superintendente), Marcelo Lessa Medeiros Bezerra (técnico) e João Carlos Gouveia (administrativo e financeiro). Também participaram o gerente da Regional Centro-Leste, Sérgio Monturil, e o ex-presidente do CDE e empresário da cidade, Ubiratan Lopes.
Com 429,64 m² de área construída, a nova sede foi planejada para ser um espaço funcional, moderno, sustentável e acolhedor. O prédio, que deve ser concluído em seis meses, terá ambientes destinados a capacitações, mentorias, reuniões estratégicas e eventos que conectem pessoas, ideias e oportunidades. Mais do que infraestrutura, a obra simboliza um compromisso institucional com o futuro do empreendedorismo em Goiás.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Goiás, José Mário Scheiner, resumiu com entusiasmo a importância deste avanço do Sebrae no Estado: “Estamos felizes em lançar aqui em Anápolis a primeira sede própria do Sebrae no interior do estado, uma obra que valoriza os pequenos empreendedores e fortalece a economia regional”, disse.
A construção da nova sede faz parte do Plano de Modernização da Estrutura de Atendimento do Sebrae Goiás, que busca transformar a experiência de empreendedores com a instituição, oferecendo um contato mais ágil, humano e eficiente.
O gerente da Regional Centro-Leste, Sérgio Monturil, destacou que a nova unidade será um marco: “Com esta sede moderna, sustentável e acessível, estamos criando um espaço preparado para capacitações, integração e apoio aos pequenos negócios, que será referência na região”, pontuou.
O plano deixa claro, segundo ele, que o Sebrae está de olho no futuro e disposto a construí-lo com o pequeno empreendedor, aquele que gera emprego, renda e dignidade.
Ministra do STF, Carmén Lúcia é contemplada com Título de Cidadania Goiana na Assembleia Legislativa de Goiás
Lidiane 22 de agosto de 2025
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, recebeu na manhã desta sexta-feira, 22, o Título de Cidadania Goiana. A honraria foi entregue pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB). Também participaram da solenidade o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, e o organizador do evento, o subprocurador-geral da Alego, Iure de Castro.
Ao abrir a sessão solene, Peixoto, autor do requerimento que concedeu a cidadania goiana à ministra, assinado também pelos deputados Clécio Alves (Republicanos), Talles Barreto (UB) e Bia de Lima (PT), ressaltou seu “orgulho” em prestar a homenagem.
“Quando divulgamos a presença da ministra Cármen Lúcia e da ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, as inscrições se esgotaram em menos de 20 minutos [a ministra foi homenageada durante o 1° Congresso de Direito Constitucional]. O currículo da ministra, por si só, justifica essa honraria. O carinho que nós goianos temos por vossa excelência é imenso. Já entendemos que a senhora é, de fato, goiana, pois aqui vive sua irmã, em Goianésia. Hoje apenas consolidamos esse reconhecimento”, disse o presidente à homenageada.
Depois da entrega do título, a ministra assumiu a palavra onde destacou que a homenagem se estende não apenas a ela, mas a toda sua família. “Tenho uma irmã casada com um goiano e quatro sobrinhos goianos. Nossa família tem, portanto, não apenas carinho por Goiás, mas também sementes plantadas aqui”, frisou.
Ela aproveitou, ainda, para parafrasear a poetisa Cora Coralina, “imensa brasileira e goiana”, ao citar: “De nada adianta tudo o que fizermos na vida se não conseguirmos tocar com o coração aquilo que vivemos.” Segundo ela, é “com o coração” que agradece a Goiás por lhe conceder a oportunidade de se sentir parte do Estado.
A ministra ainda ressaltou a generosidade de Goiás ao ceder parte de seu território para a instalação da capital federal, o que, segundo ela, revela a “grandeza de um povo” que permitiu a centralização política do Brasil “naquele que é, naturalmente, seu centro geográfico”. “Havia os que resistiam à mudança da capital do Rio de Janeiro, pois ali se representava o poder. Outros achavam que seria preciso tirar uma parte de Goiás para evitar que Brasília ficasse sob a influência do Estado. E Goiás aceitou com a grandeza que lhe é própria. A presença de Goiás está em nossas vidas. Levarei comigo esse compromisso e honrarei a história de ética e de luta deste Estado, não apenas em favor de uma parcela, mas de todo o povo brasileiro.”
Antes de devolver a palavra, a ministra parafraseou também o poeta brasileiro Guimarães Rosa: ‘Sorte é isso. Merecer e ter’. E emendou: “Que sorte a do Brasil merecer e ter a grandeza de Goiás e seu povo. Tenham certeza que vou honrar a todos”.
O discurso da ministra foi seguido pelas palavras do organizador do encontro, Iure de Castro. Na ocasião, Iure destacou a importância do acesso a oportunidades no Brasil.
Ele rememorou sua trajetória de luta e reforçou, em seguida, seu objetivo de ajudar a transformar o Poder Legislativo em um lugar de cada vez mais oportunidades. “A semente que estamos plantando aqui é o que nos dignifica e nos transforma”, disse antes de agradecer a presença da ministra no congresso e reforçar a alegria dos goianos em tê-la, agora, como parte de seu povo.
Por fim, o prefeito da Capital, Sandro Mabel, destacou que Goiás está honrado em vê-la como cidadã goiana. “Temos aqui operadores do Direito de todo o Estado para acompanhar a entrega desse título”. Segundo ele, em breve Lúcia será também se tornará cidadã goianiense. “É uma honra ter uma ministra correta, arrumada, com postura espetacular como conterrânea. Seja muito bem-vinda”, finalizou.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), autorizou a promoção de 229 policiais penais, conforme decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado no sábado (16/8). Esta é a terceira promoção do tipo desde 2022, contemplando servidores que cumpriram critérios de antiguidade e merecimento.
“Essa promoção significa mais um reconhecimento do nosso governo à importância desses homens e mulheres que se dedicam para que possamos exercer nossas atividades com paz e tranquilidade”, destacou Caiado.
O governador afirmou que a valorização dos profissionais é um dos fatores que colocam Goiás como referência em segurança pública no país.
Pelo critério de antiguidade, 42 policiais passaram da primeira classe para especial, 77 avançaram da segunda para a primeira classe e 51 foram promovidos da terceira para a segunda classe.
Já por merecimento, 21 agentes subiram da primeira para a classe especial e 38 da segunda para a primeira classe.
As promoções por merecimento são concedidas após avaliação da Polícia Penal e Secretaria de Administração (Sead), que realizam cursos de capacitação e provas presenciais por meio da Superintendência de Recrutamento e Seleção e da Escola de Governo.
Sequência – A primeira grande promoção da Polícia Penal de Goiás realizada pelo governador Ronaldo Caiado ocorreu em março de 2022, beneficiando 1.362 servidores. Dois anos depois, em novembro de 2024, mais 475 agentes foram promovidos por antiguidade e merecimento.
Uma equipe de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem sido ameaçada, nos últimos dias, por grileiros em extensa área rural (de aproximadamente 1,5 mil hectares), chamada de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto, município goiano do Entorno do Distrito Federal, a apenas 42 quilômetros de Brasília.
Os profissionais avaliam se o território pode ser demarcado e titulado como remanescente quilombola. Para os descendentes, o lugar é “Antinha dos Pretos”. Lideranças da comunidade quilombola também se sentem ameaçadas (foto). Pesquisadores suspeitam que a região possa ser considerada “terras raras”, rica em minérios.
“A etapa do estudo antropológico (atualmente em andamento) tem sido marcada por fortes ameaças contra os servidores do Incra-DF e Entorno”, informou o órgão em documento enviado à Agência Brasil.
O Incra não divulga os nomes dos autores das ameaças e como procedem. Perguntado, o órgão disse que partiriam “de pessoas e grupos, inclusive políticos, que têm interesses nessas terras”.
Para garantir a segurança dos servidores, o Incra informou que procurou apoio das “instituições do sistema de justiça e forças de segurança para acompanhar o processo investigativo por meio da Câmara Nacional de Conciliação Agrária”.
Questionada sobre a denúncia do Incra, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que atua de forma preventiva e ostensiva. “Em relação ao fato mencionado, não recebeu nenhuma solicitação formal, mas se coloca à disposição de qualquer interessado”, afirmou. A Secretaria de Segurança Pública não respondeu os questionamentos da reportagem.
Apoio da PF para fazer trabalho de coleta de material
Liderança comunitária em Santo Antônio do Descoberto, a professora Railda Oliveira testemunha que a equipe do Incra precisou de apoio da Polícia Federal para fazer o trabalho de coleta de material. “As pessoas estavam realmente ameaçadas na comunidade de Antinha”.
Para os pesquisadores, tudo pode ser importante. Rastros, pistas, reminiscências, documentos, inscrições, informações orais e até cruz de cemitério.
O primeiro passo para o reconhecimento como território quilombola foi dado por parte da comunidade ao solicitar o autorreconhecimento pela Fundação Cultural Palmares.
O documento com o certificado da Fundação Palmares foi publicado no dia 1º de agosto. Dois dias antes, uma decisão assinada pela juíza Ailime Virgínia Martins determinava a desocupação de 32 imóveis da comunidade.
A disputa judicial pela região começou na década de 1940. O morador Francisco Apolinário Viana pediu que a terra fosse regularizada no nome dele. Em 1985, mais três pessoas (Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss) também entraram na justiça. Lideranças da comunidade alegam que os documentos seriam falsos. Maria Paulina era esposa de Emival Caiado. Com esse argumento, os descendentes dessa família pediram a posse.
A comunidade reclamou que a decisão não levou em conta o pedido de remeter o caso à Justiça Federal ao ignorar o protocolo feito para a Fundação Palmares. No dia 5 de agosto, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, havia decidido suspender a ordem de desocupação. O caso passou a ser da alçada da Justiça Federal.
Só que pelo menos 10 casas foram destruídas por homens em tratores a serviço de beneficiários da decisão. Membros da comunidade apontaram que um fazendeiro chamado Murilo Caiado se apresentou como proprietário da área e que teria dado ordens para tomar posse dos imóveis. O empresário não foi localizado pela reportagem.

Outro beneficiário seria o irmão dele, o desembargador Breno Caiado. A Agência Brasil também não conseguiu contato com o magistrado.
Eles são primos do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Por meio da assessoria de comunicação, o governo afirma que Caiado não é parte do processo e que não cabe comentário sobre decisão judicial.
O advogado Francisco Porfírio, de 56 anos, que mora na região desde 2005 e é presidente da associação dos moradores, disse que a derrubada foi traumática.
“Resta entrar na Justiça para ser indenizado”, afirmou enquanto levava móveis em uma caminhonete para a casa de um familiar.
Federalização traz alívio para quilombolas
A decisão do STF representou alívio para o motorista Jair da Silva Moreira, de 58 anos, uma das lideranças quilombolas do local. Ele é nascido e criado na mesma casa, construída há mais de 60 anos, e que ficou por um triz de ser derrubada na primeira semana de agosto.
“Eu e minha família ficamos sem dormir. Não tem como ficar tranquilo. Meu avô Saturnino (já falecido) também sempre recebeu ameaças por ser quilombola e morar aqui”.
Tomar banho no Córrego da Inês, apreciar a vista do Morro da Liduvina, correr por entre o canavial, recostar-se à sombra da mangueira plantada pelo avô. Cada cantinho de Antinha de Baixo tem significados especiais para a família dele – cerca de 400 pessoas.
“Todos ficamos inconformados e, depois, um pouco mais aliviados. Mas ainda há pessoas armadas andando pela nossa comunidade que é de nossos ancestrais”. Nas proximidades de casa, está o cemitério em que os avós e bisavós estão enterrados.
O avô Saturnino, segundo o neto, já tinha sido ameaçado por fazendeiros do local, segundo Jair.
“Meu avô já dizia que eles iriam criar uns documentos falsos para tomar nossa terra. Isso foi em 1995”, recorda. Desta vez, em 2025, viu de novo pessoas circulando armadas e tirando fotos das casas deles. “No dia em que iriam derrubar minha casa, um homem ficou na porta de casa e o outro ficou lá dentro”, disse. Uma marca de saudade é uma mangueira que ele viu o avô plantar há 50 anos.

O primo de Jair, o agricultor Gilson Pereira, de 48 anos, diz que a roça de casa é a vida para eles. “Quem tenta tirar a gente daqui, quer nos matar. Eu não sei fazer outra coisa sem ser plantar para viver e vender na feira da cidade”.
Nos fundos da casa, estão as plantações de milho, feijão, banana e cana. Outra especialidade da família é a produção e venda da rapadura. “O doce é símbolo da nossa resistência também. É nossa raiz. Temos tanta história dos nossos antepassados, e a gente viu que ia perder tudo de um minuto para o outro”, afirma Gilson.
Quando se viu ameaçado, o agricultor lembrou do pai Espiridião Pereira, falecido há mais de seis anos, que o ensinou a plantar cana e a fazer a rapadura. Pensou também nos dois filhos, um adulto, advogado, e uma criança. Outra produtora rural quilombola, Geralda da Silva, de 56 anos, testemunha que todos na comunidade ainda estão assustados. “Inclusive as crianças que não entendiam o que estava ocorrendo. Elas choraram e agora estão mais tranquilas”.
Para outra produtora rural, Maria Aparecida da Silva, de 58 anos, que diz sentir felicidade em se identificar como quilombola, manter o chão onde nasceu significa manter a história viva para os oito filhos. “A gente ouve falar que esses fazendeiros podem estar interessados em nossa área por ser terra rara, rica em minérios. Mas nossa família só quer plantar”.
Diante do córrego de Antinha, em que os mais velhos se acostumaram a se refrescar, homens e mulheres da região estavam emocionados. “Essas águas são limpas. A gente pode beber. Nossos filhos e netos também viverão aqui. A gente ainda tem muito medo, mas agora também alguma esperança”, diz Jair Moreira. (Agência Brasil)










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