17 de janeiro de 2026
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Um idoso de 60 anos ficou ferido após capotar o carro que dirigia na tarde de sábado (28/6), no Setor Central de Goiânia. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi resgatado consciente e sem fraturas aparentes. A ocorrência mobilizou equipes do Batalhão de Operações, Proteção Ambiental e Resposta a Desastres (BOPAR) e do Quartel do Comando Geral.

De acordo com as equipes de salvamento, o acidente aconteceu após o motorista perder o controle da direção, fazendo com que o veículo capotasse e deixasse o condutor preso nas ferragens. Os bombeiros realizaram o resgate com técnicas de salvamento veicular, escorando o carro e retirando o para-brisa com uma serra para acessar a vítima com segurança.

Após ser retirado do carro, o idoso recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhado ao Hospital dos Acidentados para avaliação e tratamento. As causas do acidente estão sendo apuradas pelas equipes da Polícia Militar e dos Bombeiros e o nome do idoso envolvido no acidente não foi divulgado pelas autoridades.

Neste final de semana, nas rodovias federais sob responsabilidade da Superintendência da PRF em Goiás, foram registrados 22 acidentes com 21 pessoas feridas e duas mortes. O esforço de fiscalização para garantir a mobilidade e a segurança viária resultou em 554 autuações de infrações de trânsito. Os PRFs fiscalizaram 1.233 veículos e 1.473 pessoas que transitaram pelas rodovias federais goianas.

Colisão frontal entre carros mata mulheres em Porangatu

Duas mulheres morreram na noite de domingo (29/6) em um grave acidente na BR-153, no km 36, em Porangatu, norte de Goiás. A colisão frontal envolveu um Fiat Strada e um Fiat Palio. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a Strada seguia no sentido norte–sul e, por razões ainda desconhecidas, invadiu a contramão, batendo de frente com o outro veículo, que trafegava no sentido contrário. 

As passageiras de cada carro não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Os demais ocupantes foram socorridos em estado grave e levados ao hospital da cidade. A Polícia Técnico-Científica foi acionada para fazer a perícia e as causas do acidente seguem sob investigação pelas autoridades competentes. Os nomes das vítimas não foram divulgados pelas autoridades policiais.

Homem cai de ponte e é resgatado pelos bombeiros em Mineiros

Um homem de 47 anos foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros na manhã deste sábado (28/6), após cair de uma ponte sobre o Córrego Mineiros, na 4ª Avenida, em Mineiros, sudoeste de Goiás. Testemunhas relataram que ele caminhava pela rua, sentou-se na mureta de proteção da ponte e, ao se desequilibrar, caiu de uma altura de aproximadamente cinco metros no leito do córrego.

O resgate durou cerca de 35 minutos e o homem apresentava corte contuso na cabeça, escoriações nos braços e ferimentos no couro cabeludo. Após receber atendimento de primeiros socorros no local, ele foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. A identidade da vítima não foi divulgada e o estado de saúde não havia sido informado até o momento.

Piloto de parapente morre em queda às margens da BR-040 em Valparaíso

Um piloto de parapente morreu na sexta-feira (27/6) ao cair às margens da BR-040, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Edwilson Galvão, de 56 anos e capitão da Aeronáutica, sofreu múltiplas fraturas na queda ocorrida por volta das 17h50, próximo a uma loja da Havan. Socorristas do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) isolaram o local, preservado pela Polícia Militar de Goiás.

Apesar das manobras de reanimação cardiopulmonar realizadas por cerca de 40 minutos, Galvão não resistiu aos ferimentos e foi declarado morto no local. A dinâmica do acidente não foi divulgada pelas autoridades, que mantêm a área isolada enquanto as circunstâncias da queda são apuradas.



Autor Felipe Fulquim


A situação financeira da Prefeitura de Goiânia e seus impactos nos serviços e servidores públicos foram tema de audiência pública realizada, na tarde desta quinta-feira, 26, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT). O assunto vem sendo debatido na Casa em função dos projetos que solicitam a prorrogação dos decretos que reconhecem a situação de calamidade pública financeira nas secretarias municipais da Saúde (nº 10548/25) e da Fazenda (nº 10546/25) da capital. As matérias estão em tramitação há mais de 30 dias. 

O evento, que contou com a presença de lideranças sindicais e representantes de categorias, teve como foco os indicadores fiscais do primeiro quadrimestre de 2025. Além de Mauro Rubem na condução dos trabalhos, a mesa contou com as seguintes presenças: supervisora técnica do Dieese, Leila Brito; presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindisaúde-GO), Luzinéia Vieira; e representante do Fórum Sindical dos Servidores Públicos de Goiânia, Ricardo Manzi.

Também fizeram parte a coordenadora geral do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Sinsed), Vera Lúcia Paulina; presidente da Associação dos Servidores do Samu, Jefferson Ferreira; representante do vereador Fabrício Rosa (PT), Diogo Mota; vereadora Kátia Maria (PT); e a secretária-geral do Sintego, professora Ludmylla Morais.

O deputado Mauro Rubem abriu a audiência expressando a importância de debater a situação financeira de Goiânia, especialmente em meio à discussão sobre a prorrogação da calamidade financeira na prefeitura. Ele ressaltou que o ambiente na Assembleia é desfavorável à aprovação da prorrogação, que não ainda foi votada e que, provavelmente, só voltará a ser discutida em agosto.

Rubem destacou o orgulho pela atuação do fórum de entidades e servidores em defesa do serviço público e da sociedade, citando a importância da assessoria qualificada do Dieese, custeada pelas contribuições dos trabalhadores. Ele também direcionou a atenção para a situação crítica de alguns serviços municipais, exemplificada pelo caos nas maternidades e a dificuldade das unidades de saúde em adquirir medicamentos.

Leila Brito enfatizou que as informações apresentadas pelo Dieese são baseadas em dados institucionais consolidados e consistem em um trabalho de assessoramento técnico para entidades do serviço público, garantindo a precisão e solidez das análises. Ela explicou que a avaliação se baseia nos indicadores fiscais da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), considerando despesas de pessoal, receitas da prefeitura, limites de gastos e endividamento, este último um ponto central na justificativa da prefeitura para a prorrogação da calamidade.

A supervisora detalhou a complexidade da análise, que vai além de uma simples comparação entre despesas e receitas, exigindo a consideração de critérios específicos da LRF, como despesas não computadas e receitas deduzidas, para se chegar a um indicador preciso da capacidade de pagamento. Ela ressaltou a importância de analisar os números para fornecer uma fundamentação sólida para a ação sindical e para entender as previsões orçamentárias relacionadas a gastos com pessoal e encargos.

Reivindicações

Vera Lúcia Paulina afirmou que Goiânia é um município “super-habitado” e rico em recursos econômicos, mas que a população pobre e trabalhadora enfrenta condições de vida difícil. Ela lamentou a falta de engajamento popular nos movimentos promovidos pelas entidades, atribuindo isso à percepção de que as coisas não mudarão por esses caminhos e enfatizou a necessidade de mobilizar a população.

A coordenadora geral do Sinsed descreveu a situação como de “miséria, tristeza e doença”, citando casos de trabalhadores da educação e saúde que enfrentam dificuldades. Segundo ela, os dados técnicos já são claros: não há justificativa para a calamidade financeira. A representante do Sinsed concluiu que a classe trabalhadora possui a capacidade de promover a mudança e que as repetidas greves desde 2022, que terminaram em negociações insatisfatórias, de acordo com Vera Lúcia, demonstram a necessidade de uma mobilização mais ampla.

Ludmylla Morais apontou que a “calamidade” em Goiânia tem “nome, CPF e endereço”, sendo representada pelos administrativos da Educação, cuja lei de regência está há 14 anos sem a devida correção. Ela denunciou que a verdadeira calamidade é a dificuldade da população em acessar serviços de saúde, como a falta de pediatras e a negação de afastamentos médicos para trabalhadores adoecidos.

Morais defendeu que o avanço só será possível se a Assembleia Legislativa não aprovar a calamidade financeira, que, segundo ela, não existe na prefeitura de Goiânia. Ela cobrou o posicionamento do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) e do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) contra a aprovação. A secretária-geral expressou decepção com a prefeitura, que sinalizou um retrocesso em relação ao retroativo e à database dos administrativos da Educação, propondo um reajuste irrisório que não atende às necessidades da categoria.

Calamidade contestada

A vereadora Kátia Maria reiterou que a calamidade administrativa da prefeitura não possui amparo legal, destacando que a dívida do município não atinge sequer 10% do limite permitido, contrariando a narrativa de crise. Ela criticou a gestão municipal por agir de forma irresponsável e por apresentar documentos genéricos, sem comprovações concretas, para justificar a suposta calamidade, chegando a incluir dívidas prescritas.

Kátia considerou incoerentes os gastos da prefeitura com itens como veículo blindado, eventos musicais e festas juninas, enquanto se declara em calamidade. Ela afirmou que a declaração de calamidade é uma manobra orçamentária para permitir desonerações, contratações diretas sem licitação e o não cumprimento da LRF. Concluindo, Kátia Maria ressaltou que dados técnicos do Dieese, TCM-GO e MP-GO comprovam a inexistência da calamidade financeira, e que a pressão política é fundamental para evitar que a Assembleia Legislativa autorize mais seis meses de um “cheque em branco” para a prefeitura.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Goiânia aprovou, na quarta-feira (25/6), projeto de lei que proíbe o corte de energia elétrica em unidades de saúde da rede municipal. A medida, de autoria do vereador Lucas Kitão (União Brasil), determina que hospitais, clínicas, postos de saúde e UPAs tenham fornecimento ininterrupto, independentemente da situação do pagamento. O relatório favorável foi assinado pelo parlamentar Geverson Abel (Republicanos).

Segundo o texto, a concessionária de energia deverá manter o serviço ativo em todas as unidades de saúde do município, mesmo diante de contas em atraso.

“As unidades de saúde são responsáveis por serviços essenciais à população”, defende Kitão, lembrando que respiradores, incubadoras e equipamentos de diálise dependem de eletricidade.

Vereador Lucas Kitão: unidades de saúde são responsáveis por serviços essenciais à população

Kitão cita episódio de outubro de 2024, quando o Cais Campinas, o Cais Novo Mundo e a UPA do Residencial Itaipu sofreram cortes no fornecimento.

“Não é o caso desta gestão, que está trabalhando para manter as contas em dia, mas é uma ressalva importante para a administração municipal”, afirma.

Ele acrescenta que o objetivo é evitar “novos cortes” provocados por “gestões atrapalhadas que atrasam o pagamento”.

O projeto prevê ainda que a concessionária deve comunicar à Secretaria Municipal de Saúde, com antecedência mínima de cinco dias, qualquer interrupção programada. Segundo o vereador, isso dará tempo para adoção de medidas de contingência e garantirá a manutenção dos serviços emergenciais. A matéria agora segue para primeira votação em plenário.

Equatorial afirma que segue normas federais e da Aneel

Em nota divulgada em novembro de 2024, a Equatorial Goiás, concessionária de energia elétrica em Goiânia, ressaltou que é “concessionária do serviço público federal de energia elétrica” e, por isso, “está submetida à legislação do setor elétrico brasileiro e às normas definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)”.

A empresa enfatizou que apenas a União tem competência para legislar sobre energia elétrica, o que, segundo ela, torna leis municipais sobre o tema conflitantes com a Constituição.

Sobre os cortes realizados no ano passado, a distribuidora explicou que agiu “em observância às regras estabelecidas na resolução 1.000/2024 da Aneel, que exige notificação ao cliente sobre o corte com 15 dias de antecedência”.

A Equatorial afirmou ter enviado os comunicados e tentado negociar a quitação dos débitos, mas, sem sucesso, suspendeu o fornecimento. Antes de interromper o serviço, segundo a empresa, técnicos confirmaram “in loco” a presença de grupo gerador para não prejudicar o atendimento emergencial da população.



Autor Manoel Messias Rodrigues


A Prefeitura de Goiânia anunciou que publicará nos próximos dias uma circular para regulamentar o uso de celular por motoristas e motociclistas durante a condução. A norma deixará claro o que passa a ser permitido e o que continuará proibido no trânsito da capital.

Entre as principais mudanças, haverá autorização para uso de suporte fixo para celular, desde que não haja manuseio do aparelho ao volante. Fica vedado, porém, digitar ou mexer no celular com o veículo em movimento.

“Não pode digitar ou ficar mexendo no celular com o carro em movimento. Mas vamos autorizar o uso do suporte. Pode colocar o GPS, usar o viva-voz. Só não pode estar com o celular na mão ou no colo. Isso é perigoso e vai continuar sendo motivo de multa”, afirmou o prefeito Sandro Mabel (UB).

O documento seguirá o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) e detalhará orientações específicas para motoristas de táxi, de aplicativos e mototaxistas, categorias que dependem do celular para aceitar corridas e consultar rotas. Mesmo com o uso de suporte, qualquer toque no aparelho enquanto o veículo estiver em movimento ensejará penalidades.

Permanece proibido segurar ou manipular o telefone durante a condução, acessar redes sociais, digitar mensagens, tirar fotos ou assistir a vídeos. Para mototaxistas, continuará vedado usar fones em ambas as orelhas ou operar o celular enquanto pilotam.

A regulamentação chega após a polêmica gerada pela instalação de câmeras 360° em pontos estratégicos da cidade, destinadas a detectar automaticamente o uso de celular ao volante. Em abril, o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) informou que qualquer movimentação com o aparelho seria considerada infração.

A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito recomenda que os condutores programem o GPS com o veículo estacionado em local seguro e adotem comandos de voz sempre que possível. A fiscalização seguirá critérios técnicos e privilegiará abordagem educativa, sobretudo junto aos profissionais que circulam diariamente pela cidade.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, segurar ou manusear o celular ao dirigir é infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira. Mesmo o uso de fone de ouvido em semáforos, embora seja infração média, também continua proibido, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos.



Autor Manoel Messias Rodrigues


O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), discutiu nesta terça-feira (24/6) com prefeitos, deputados e vereadores o projeto do novo Anel Viário de Goiânia, além do vice-governador, Daniel Vilela (MDB). A obra contará com 44 quilômetros de pista dupla e tem como principal objetivo retirar o tráfego pesado da BR-153, que hoje corta a capital e outros municípios da Região Metropolitana.

“Essa é uma obra importante para a Região Metropolitana como um todo. Hoje, quase o dia todo, a rodovia está congestionada. São 44 km que saem de Goianápolis, na Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre Anápolis e Goiânia, e vai passar por Senador Canedo, Goiânia e Aparecida, saindo praticamente em Hidrolândia”, detalhou Mabel durante a reunião realizada no 6° andar do Paço Municipal.

Durante o evento, autoridades das três esferas de governo reafirmaram o compromisso com a execução da obra, que já foi aprovada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e será custeada com recursos federais. A licitação será feita por meio de Regime Diferenciado de Contratações (RDC), modelo que permite agilidade na contratação integrada, incluindo projeto executivo e execução da obra. A previsão é que os trabalhos comecem no primeiro trimestre de 2026, com previsão de que a entrega ocorra em até três anos após o início das obras.

No encontro, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), defendeu a união entre os entes públicos como caminho para garantir os avanços necessários na obra.

Leandro Vilela (2º da esq. p/ dir.), prefeito de Aparecida de Goiânia: “Obra é um divisor de águas para nossas cidades”

“Essa é uma obra que representa um divisor de águas para nossas cidades. O Anel Viário vai aliviar o trânsito, melhorar a logística para as industrias e empresas, além de atrair investimentos para toda a região. Estamos empenhados e comprometidos com sua conclusão”, afirmou Vilela.

O prefeito explicou ainda que a pista será construída com pavimento rígido nas vias expressas, o que garante durabilidade e reduz a necessidade de manutenção. O traçado contará com mais de 30 obras de arte especiais, como viadutos e pontes.

“Essa rodovia hoje não suporta mais o fluxo atual de caminhões. São milhares de veículos pesados cruzando bairros de Goiânia como se fossem vias urbanas. O Anel Viário vai retirar esse trânsito das áreas residenciais e devolver a mobilidade aos cidadãos”, afirmou Mabel, ao detalhar que o valor atualizado da obra, considerando o Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro) de julho de 2023, é de R$ 948,431 milhões.

A estrutura será composta por 45 obras especiais (OAEs), totalizando 3.320 metros de extensão, distribuídas em 10 pontes e 35 viadutos, com 11 interconexões e 11 passagens de nível sem conexão. O projeto prevê ainda 26 km de interligações com outras rodovias. O Volume Médio Diário (VMD) estimado para 2035 é de 21.844 veículos.

A Prefeitura de Goiânia e os demais municípios envolvidos devem colaborar com a atualização dos licenciamentos ambientais e as desapropriações.

“Vamos pedir ao governador Daniel Vilela que destaque uma equipe para acelerar o processo. O licenciamento já existe, só precisa ser atualizado”, disse Mabel.

Vai transformar o eixo logístico do nosso estado’

O vice-governador Daniel Vilela (foto) reforçou que trata-se de um projeto estratégico para o Brasil, ligando o Norte ao Sul do país e que o Estado dará prioridade à obra, inclusive vai tratar do assunto em reunião marcada pra esta terça-feira (24/6) com o ministro Renan Filho, dos Transportes.

“É uma obra do governo federal, mas que tem participação do Governo de Goiás na análise de licença ambiental, aprovação do projeto. E é prioritária para a região metropolitana de Goiânia. Nem Goiânia nem Goiás podem esperar por outra concessão para que a obra seja executada. Precisamos agir com rapidez”, declarou.

O vice-governador reforçou o impacto estratégico do projeto para o estado:“É uma intervenção estruturante que vai transformar o eixo logístico do nosso estado. O Governo de Goiás é parceiro e está à disposição para colaborar no que for necessário para essa entrega se concretizar”, afirmou.

Deputados garantem interlocução com Governo federal

Os deputados federais José Nelto e Rubens Ottoni garantiram empenho na interlocução com o Governo federal para liberação de recursos e destravamento de entraves.

Segundo Otoni destacou, o projeto já superou as etapas mais complexas.

“Conseguimos aprovar o projeto no DNIT. Com o apoio do ministro Renan e da bancada goiana, vamos iniciar esse trabalho no começo do próximo ano”, afirmou.

“Mobilidade é desenvolvimento e dignidade. O Congresso precisa estar alinhado com os gestores locais e estaduais para viabilizar essa grande obra”, acrescentou.

“Vamos atuar em Brasília para garantir os recursos e destravar burocracias. Essa é uma pauta suprapartidária e de interesse coletivo”, complementou José Nelto, que é relator do Orçamento da União na área de infraestrutura

“Vamos garantir o dinheiro. Com união de forças, essa obra vai acontecer”, pontuou Nelto.

Segundo Mabel, o impacto da obra será imediato para a Região Metropolitana.

“Vai permitir que Goiânia e Aparecida respirem, que a BR-153, hoje transformada em avenida dentro da cidade, volte a funcionar com mais eficiência. O trânsito vai melhorar e a qualidade de vida da população também”, afirmou.

Vereadores de Goiânia marcaram presença no encontro

Também estiveram presentes na reunião o superintendente regional do DNIT em Goiás e no Distrito Federal, Flávio Murilo Gonçalves; o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, José Délio; os vereadores Anselmo Pereira, Isaías Ribeiro, Tião Peixoto, Denício Trindade, Bruno Diniz, Rose Cruvinel e Juarez Lopes; o prefeito de Bonfinópolis, Lucas do Galdino; o vice-prefeito de Aparecida de Goiânia, João Campos; o secretário de Infraestrutura Urbana de Goiânia, Francisco Lacerda, e o secretário de Planejamento Urbano de Senador Canedo, Júnior Caldas, dentre outros.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Mais de 100 mil pessoas passaram pelo 22º Grande Arraial da Prefeitura de Goiânia, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, entre quarta-feira (18/6) e domingo (22/6), segundo a organização. O evento, com entrada gratuita, segue até dia 29 com música, brincadeiras e comidas típicas para todas as idades.

A festa também tem caráter solidário e deve arrecadar 150 toneladas de alimentos não perecíveis. As doações serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social.

“Basta doar um quilo de alimento, se divertir e colaborar com quem precisa. É cultura, lazer e solidariedade no mesmo espaço”, afirma o prefeito Sandro Mabel (UB).

Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), o arraial já recebeu shows de Falamansa, Rastapé, Léo Magalhães, Jefferson Moraes e Valéria Barros. Atrações infantis como Lucas Netto e Patrulha Canina também empolgaram o público.

Para o secretário Uugton Batista, “é o maior evento junino já realizado em Goiânia”. Ele ressalta que são mais de 20 shows gratuitos, além de quadrilhas que integram o Circuito Goiano de Quadrilhas Juninas.

A estrutura inclui decoração temática e 25 barracas de alimentação, operadas por empreendedores locais. Todos foram autorizados pela Secretaria Municipal de Eficiência.

A vendedora Tamires Cardoso destaca aumento do movimento: “Tenho recebido clientes de outros estados e até de fora do país. Está sendo uma boa oportunidade de negócio”.

O construtor João Rosa Soares elogia a organização: “Evento bem estruturado, com acesso gratuito, que permite que todos participem”. Ele visitou a programação infantil no domingo (24/6).

O Grande Arraial de Goiânia segue até 29 de junho. A entrada continua gratuita mediante doação de 1 kg de alimento não perecível. Os ingressos podem ser retirados pelo site http://www.ticketou.com

Programação de shows

25/6 (quarta) – Guilherme & Santiago
26/6 (quinta) – Rio Negro & Solimões
27/6 (sexta) – Livinho
28/6 (sábado) – Ícaro & Gilmar
29/6 (domingo) – Zé Felipe

Programação das quadrilhas juninas

27/6 (sexta-feira)
20h30 – Pé na Brasa
21h15 – Toque de Ouro
22h – Aconchego
22h45 – Grupo Viva
28/6 (sábado)
18h – Arriégua
18h40 – Arriba Saia
19h20 – Sedução
20h – Filhos do Sertão
20h40 – Saia Rodada
21h20 – Mandacaru
29/6 (domingo)
18h – Fogo de Palha
18h40 – Balancê
19h20 – Veraneio
20h – Jiripoca
20h40 – Berna Dance
21h20 – Uai São João
22h – Arrasta Pé
Mais informações estão disponíveis no Instagram oficial do evento: https://www.instagram.com/grandearraialdegoiania



Autor Manoel Messias Rodrigues


Três idosos foram resgatados de um abrigo clandestino no Setor Parque das Nações, em Aparecida de Goiânia, após denúncia anônima que apontava condições precárias e maus-tratos. Dois homens, responsáveis pela casa, foram presos em flagrante. O caso foi registrado na manhã de sábado (21/6).

As vítimas, de 62, 77 e 84 anos, foram encontradas trancadas em um barracão nos fundos do imóvel, vivendo em situação extrema de vulnerabilidade e abandono. Um dos idosos relatou que estava no local há cerca de quatro meses.

A vistoria da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros revelou falta de higiene básica, comida estragada, risco de choque elétrico e incêndio. As camas estavam em péssimas condições, conforme relatou uma servidora pública da área de saúde que acompanhou a ação.

Os suspeitos, Wilker César da Costa Oliveira, de 33 anos, e Emivaldo Rodrigues da Cruz, de 66, retinham os cartões bancários dos idosos e sacavam regularmente suas aposentadorias, prática que configura apropriação indébita e exploração financeira.

Após o resgate, equipes do Samu e dos Bombeiros deslocaram as vítimas para a UPA Jardim Buriti Sereno, onde receberam atendimento médico e permanecem internadas. A vigilância sanitária interditou o abrigo por falta de autorização e condições mínimas de segurança.

Os dois responsáveis foram encaminhados à Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia e indiciados por expor a saúde e a integridade dos idosos a perigo, além de maus-tratos e retenção de verbas, crimes previstos no Estatuto do Idoso.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A vice-prefeita de Goiânia, coronel Cláudia Lira (Avante), desembarcou na noite desta quarta-feira (18/6) de uma viagem de missão oficial a Israel, onde participou da Muniexpo 2025. O evento internacional é voltado à inovação e gestão pública municipal. A viagem ocorreu em meio ao agravamento dos conflitos entre Israel e Irã, o que forçou a comitiva a se abrigar em bunkers e deixar o país por uma rota alternativa, passando pela Jordânia, Arábia Saudita, Espanha, África e Natal até chegar ao Brasil.

Durante entrevista coletiva no aeroporto de Goiânia, Cláudia relatou os momentos de tensão vividos no exterior. “O maior susto foi quando começaram os ataques com mísseis. Recebíamos os alertas por um aplicativo no celular… o segundo sinal indicava que devíamos ir imediatamente para o abrigo mais próximo. Como militar, procurei manter o equilíbrio”, relatou. “Graças a Deus, estamos de volta”, afirmou a vice-prefeita, destacando a serenidade com que a comitiva enfrentou a situação.

Mesmo com parte da programação cancelada, a vice-prefeita da capital afirmou que a missão foi considerada produtiva. A comitiva, convidada pela Agência de Cooperação Internacional Mashav, conheceu tecnologias em segurança pública, planejamento urbano e defesa civil. “Conseguimos ver sistemas de alerta e câmeras inteligentes que poderão ser adaptados para Goiânia. O aplicativo de alarme que usamos lá é um exemplo prático que queremos implementar aqui”, explicou Cláudia.

A vice-prefeita reforçou que todos os custos da viagem foram arcados pelo governo de Israel, sem despesas para a Prefeitura de Goiânia. “Passagens, hospedagem, alimentação, visitas técnicas e inscrições foram custeadas pelos anfitriões. Essa experiência foi enriquecedora e nos traz esperança para transformar Goiânia num lugar ainda mais seguro e moderno”, disse. Ela também destacou a importância de converter os aprendizados em ações concretas para a capital.

A missão oficial teve início em 9 de junho e reuniu autoridades municipais brasileiras em um curso de capacitação oferecido pela Mashav. O foco era o desenvolvimento urbano e a segurança pública, mas a agenda foi parcialmente afetada pela escalada do conflito no Oriente Médio. Cláudia Lira agora pretende aplicar os conhecimentos adquiridos para aprimorar políticas públicas em Goiânia, especialmente na área de segurança e gestão emergencial.



Autor Felipe Fulquim


O advogado Kowalsky Ribeiro retomou oficialmente o cargo de procurador-geral da Câmara Municipal de Goiânia nesta quarta-feira (18/6), 40 dias após sua exoneração em 8 de maio. A recondução foi assinada pelo presidente da Casa, vereador Romário Policarpo (PRD), por meio da portaria nº?988 de 17 de junho, com publicação no Diário Oficial prevista para a próxima segunda-feira, 23 de junho.

Kowalsky havia deixado o cargo em razão de um episódio no estacionamento da Câmara, quando, armado, ele teria ameaçado dois servidores, incluindo o chefe de gabinete do vereador Sargento Novandir (MDB). O caso motivou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e gerou forte repercussão política, levando à sua saída como medida cautelar.

Apesar de o PAD ainda estar em curso, a decisão política optou pela recondução de Kowalsky ao posto, permitindo que ele volte a despachar normalmente em seu gabinete. Nos bastidores, parlamentares e servidores avaliam que o arquivamento parcial do processo embasou a retomada do vínculo institucional.

Em comunicado à época da exoneração, Kowalsky afirmou: “As acusações levianas que foram lançadas contra mim nos últimos dias serão enfrentadas na Justiça, como deve ser, em absoluto respeito ao devido processo legal”.

Até o momento, a presidência da Câmara não comentou a recontratação nem o andamento final do PAD.



Autor Manoel Messias Rodrigues


A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em segunda votação, nesta terça-feira (17/6), o PL?205/2025 que autoriza abertura de créditos especiais de R$ 10 milhões para a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra). O projeto, de autoria do prefeito Sandro Mabel (UB), prevê que o montante será obtido pela anulação de dotação orçamentária existente, sem aumentar a despesa fixada na Lei Orçamentária Anual.

Apesar das garantias de que não haverá impacto no total previsto em lei, críticos alertaram que a medida reduz o poder de fiscalização dos vereadores, pois permite remanejamentos diretos por parte do Executivo sem nova análise legislativa.

Ronilson Reis (SD), um dos vereadores que se posicionaram contrários ao texto, justificou seu “não” destacando que “há uma controvérsia sobre o projeto e o próprio Ministério Público solicitou informações”, e que seria preciso um diálogo mais claro antes de ceder espaço para o Executivo fazer remanejamentos automáticos.

De forma semelhante, Sanches da Federal (PP) considera o crédito “uma manobra orçamentária” que “diminui nosso poder de fiscalização, diminui a transparência e a própria vontade do povo”, ao permitir que a prefeitura reorganize verbas sem passar pela Casa.

Sanches da Federal aponta “manobra orçamentária” que “diminui poder de fiscalização e a transparência”

Major Vitor Hugo (PL) também votou contra, afirmando que, embora reconheça a relevância de investimentos em limpeza urbana e urbanização, teme que a criação de nova dotação amplie ainda mais a margem de remanejamento (que já é de até 50% de todo o orçamento), permitindo realocar “mais de R$ 5 bilhões, o que é algo absurdo”.

Já entre os favoráveis, Geverson Abel (Republicanos) avaliou que o recurso é “irrisório” diante de necessidades já apresentadas pela Seinfra e recordou que na legislatura passada foi aprovado um empréstimo de R$ 700 milhões, o que relativiza o valor aprovado agora.

Tião Peixoto (PSDB), em voto de confiança ao prefeito, resumiu sua posição: “Tem de deixar o homem trabalhar. Votei porque confio no prefeito.”

Rose Cruvinel defendeu o projeto, após questionamentos ao Ministério Público e respostas da prefeitura

Rose Cruvinel (UB) também defendeu o projeto: após questionamentos ao Ministério Público e respostas convincentes da prefeitura, afirmou que “não se melhora as coisas se não tiver recursos” e que os R$ 10 milhões “vão socorrer o prefeito e ajudá-lo a resolver os problemas do dia a dia da cidade”.

Com a autorização, a prefeitura poderá remanejar até R$ 10 milhões diretamente para ações de limpeza de vias, gestão de resíduos e urbanização, sem nova tramitação na Câmara. O projeto agora espera sanção ou veto do prefeito Sandro Mabel.



Autor Manoel Messias Rodrigues