24 de fevereiro de 2026
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A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizou, na tarde deste sábado, 7, sessão solene para a entrega do Certificado do Mérito Legislativo a mulheres empreendedoras de Goiás. A iniciativa foi do deputado Cristóvão Tormin (PRD) e o evento teve lugar no Plenário Iris Rezende da Casa.

Além de Tormin, na presidência dos trabalhos, a mesa diretiva foi composta pelos seguintes integrantes: presidente da Câmara Municipal de Pires do Rio, vereadora Ana Cláudia Saêta Mendes Ferreira; presidente da Câmara Municipal de Bonfinópolis, vereadora Geovana Guimarães Luz; ex-vice-prefeita de Vianópolis Andrielly Mesquita de Araújo; vereadora por Aparecida de Goiânia Camila da Silva Rosa; vereadora por Niquelândia  Carmem Lúcia Costa de Oliveira Ferreira; e vereadora por São Miguel do Passa Quatro Roselaine Aparecida de Carvalho.

Também fizeram parte da mesa a empresária e fundadora da Rede Goiana da Mulher Empreendedora, Ludymilla Damatta, e as empresárias Elina Guimarães Alves e Larissa Gabrielly de Siqueira Abadia.

Ao abrir a solenidade, Tormin enfatizou que a entrega do Certificado do Mérito Legislativo não é apenas um ato formal, mas um reconhecimento às histórias de superação e ao propósito de cada homenageada. O parlamentar ressaltou a evolução do papel da mulher na sociedade e a importância de sua liderança para o desenvolvimento do Estado.

Em seu pronunciamento, Tormin desconstruiu antigos ditados para exaltar o momento atual da força de trabalho feminina. “Sempre digo que a mulher realiza suas tarefas com mais zelo, carinho e determinação. Se antigamente diziam que atrás de um grande homem havia uma grande mulher, hoje essa realidade mudou: a mulher passou para o lado e, agora, está à frente. Temos mulheres determinadas e focadas, que pensam grande e fazem a diferença em suas cidades, no Estado e no País.”

O deputado recordou sua experiência como gestor municipal para exemplificar sua confiança na competência feminina. “Quando fui prefeito, a grande maioria das minhas auxiliares eram mulheres. E não apenas na Assistência Social; elas ocupavam pastas como Meio Ambiente e Administração. Elas são mais cuidadosas, organizadas e possuem uma visão mais ampla e estratégica”, pontuou.

O legislador transmitiu os cumprimentos do presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), e destacou o compromisso dos 41 parlamentares com a causa do empreendedorismo feminino. “Essa sessão nada mais é do que o reconhecimento legítimo deste Poder aos relevantes serviços prestados por cada uma de vocês. Vocês são a razão desta tarde”, declarou.

Ao finalizar, o parlamentar estendeu as felicitações aos familiares presentes: “Ninguém chega a lugar algum sozinho. A família é o nosso esteio, a nossa base fundamental. Parabéns a todas as homenageadas e aos seus familiares por este momento tão importante”.

Renúncias

A empresária Ludymilla Damatta, fundadora da Rede Goiana da Mulher Empreendedora, relatou as renúncias e a trajetória de estudos necessária para alcançar o sucesso. Ao receber a comenda, ela enfatizou que “o futuro é feminino” e convocou as homenageadas a praticarem a sororidade, sustentando umas às outras em suas jornadas. Damata defendeu que mulheres fortes precisam de aliados à altura e que o reconhecimento ali prestado era a validação de lutas muitas vezes travadas de forma solitária e silenciosa.

“Sintam-se honradas por estarem onde muitas gostariam de estar. Que nenhuma de vocês deixe a mulher ao seu lado cair; pelo contrário, que possamos nos levantar umas às outras. Tentaram sufocar a nossa voz, mas se esqueceram de que não estávamos sós. Estamos juntas, e o futuro é feminino”, finalizou.

Em seguida, num dos momentos mais tocantes da solenidade, o testemunho da empresária Elina Guimarães Alves, que, aos 81 anos, celebrou o recebimento de sua primeira medalha legislativa. Em uma fala breve e inspiradora, Elina iAlves ncentivou as demais mulheres a persistirem em seus negócios, lembrando que ela nunca desistiu de sua profissão e que pretende continuar ativa.

Em resposta ao discurso, Cristóvão Tormin fez questão de destacar a trajetória de superação da homenageada, que iniciou sua jornada comercial em uma estrutura simples na cidade de Bonfinópolis. O parlamentar ressaltou como o negócio, um supermercado, se expandiu, alcançando os maiores mercados da região e da capital, Goiânia. Segundo Tormin, o sucesso e a prosperidade do Grupo JR e de seus colaboradores são frutos diretos do exemplo de Dona Elina, que transformou um começo humilde em uma operação de grande escala através de muito trabalho.

Resiliência

A presidente da Câmara de Pires do Rio, Ana Cláudia Saêta Mendes Ferreira, destacou a resiliência como a característica mais marcante da mulher brasileira. Com uma trajetória de mais de 30 anos dedicados ao trabalho social, Ana Cláudia ressaltou que a mulher possui uma capacidade única de se redescobrir e se reinventar a cada minuto. Ao citar o exemplo de longevidade de Dona Elina, a parlamentar convidou todas as presentes a refletirem sobre seus próprios percursos, enfatizando que o engajamento feminino em todos os setores da sociedade é o que garante a força e a determinação necessárias para transformar realidades.

Sobre a importância da homenagem, a vereadora pontuou que o reconhecimento do Poder Legislativo serve como uma importante chancela de que o trabalho realizado está no caminho certo. Primeira mulher a presidir a Câmara de sua cidade e a vereadora mais votada da legislatura, ela fez questão de dividir o mérito de suas conquistas com as mulheres que incentivaram e encabeçaram sua campanha.

Presidente da Câmara de Bonfinópolis, Geovana Guimarães trouxe para a solenidade uma mensagem de renovação e grandes aspirações políticas. Sendo a gestora mais jovem a presidir o Legislativo local e a primeira mulher a ocupar o cargo após um intervalo de 12 anos, Geovana ressaltou que sua missão na vida pública é servir, com foco especial no fortalecimento das mulheres. Ela revelou o desejo de se tornar a primeira prefeita eleita da história de Bonfinópolis, defendendo que a liderança feminina possui uma empatia e uma visão estratégica diferenciadas, capazes de transformar a gestão pública.

Geovana recebeu a medalha ao lado de sua avó, a também homenageada Dona Elina. Ela destacou que sua base moral e sua vocação para o serviço foram aprendidas diretamente com a avó, que aos 81 anos permanece ativa no comando de três supermercados. “Com ela, aprendi o valor de ser honesta e de ser uma mulher de virtude”, declarou, visivelmente comovida.

Ao encerrar, Geovana incentivou todas as presentes a seguirem seus sonhos e continuarem ocupando espaços de poder, reafirmando que a trajetória de sucesso de sua avó é o combustível para sua própria caminhada política.

Liderança

A vereadora Camila Rosa trouxe um depoimento sobre como o empreendedorismo é a porta de entrada para a liderança política. Com trajetória iniciada nas feiras e na agricultura familiar, ela relatou que o trabalho foi a ferramenta que transformou sua vida, permitindo-lhe passar de feirante a proprietária de lojas de revenda e, finalmente, à Câmara de Vereadores da segunda maior cidade do Estado. “O trabalho modifica a vida, e eu sou prova viva disso”, afirmou, destacando que muitas mulheres renunciam a sonhos pessoais para garantir o sustento familiar por meio de seus negócios.

Camila também reforçou a importância estratégica do mês de novembro, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) celebra o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, e parabenizou as redes de apoio presentes, como a Femicro e a Rede Goiana da Mulher Empreendedora. Ela enfatizou que as mulheres que hoje “vendem ideias, produtos ou serviços” são as mesmas que ocupam posições de chefia e transformam a economia. Ao agradecer ao deputado Cristóvão Tormin pela abertura de espaço no Legislativo, a vereadora reiterou a necessidade de homens inteligentes que entendam que as mulheres hoje não estão mais atrás, mas ao lado ou à frente das grandes decisões.

Desafios

Andrielly Mesquita, que foi vice-prefeita de Vianópolis, e a vereadora por São Miguel do Passa Quatro Roselaine Aparecida destacaram os desafios de romper barreiras em ambientes predominantemente masculinos. Andrielly, que concilia a atuação como empresária na área da estética com a vocação política herdada da família, enfatizou a importância da união feminina para que mais mulheres alcancem postos de liderança, como o cargo de prefeita. Já Roselaine relembrou o preconceito enfrentado no início de sua trajetória por ser “uma menina pobre”, ressaltando que sua presença no segundo mandato é uma prova de que a política não deve ser pautada pelo machismo, mas pela capacidade e pelo brilho de mulheres que acreditam em si mesmas.

Representando Niquelândia, a vereadora Carmem Lúcia levou uma caravana de empreendedoras ao plenário e reafirmou sua parceria com o deputado Cristóvão Tormin para fortalecer a economia local. Professora de formação, Carmem explicou que decidiu levantar a bandeira do empreendedorismo ao observar de perto a garra e as necessidades das mulheres de sua cidade. Ela aproveitou a oportunidade para reforçar o projeto da Feira da Mulher Empreendedora em Niquelândia.

Por fim, a empresária Larissa Gabrielly trouxe a perspectiva das mulheres que atuam em setores tradicionalmente masculinos, como o segmento de eventos. Ela compartilhou que ainda enfrenta surpresa e preconceito ao se apresentar como a gestora à frente dos negócios, mas pontuou que esses desafios diários são superados com fé e resiliência.

Larissa uniu-se ao coro das demais homenageadas ao pregar a solidariedade entre as empresárias de diferentes regiões, como Silvânia e Vianópolis, celebrando a conquista gradual de espaços e o reconhecimento institucional promovido pela Assembleia Legislativa.

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Governo federal destinará recursos para melhorar instalações da NSL, liga que está em seu primeiro ano de operação no país

O governo do Canadá anunciou, no sábado (15.nov.2025), investimento de até US$ 3,9 milhões para apoiar o desenvolvimento da NSL (Northern Super League), liga profissional de futebol feminino criada em 2025.

A medida foi divulgada momentos antes da final inaugural do torneio realizada no BMO Field, em Toronto. O Vancouver Rise derrotou o AFC Toronto por 2 a 1 e conquistou o título.

Segundo Ottawa, o aporte busca promover melhorias estruturais em instalações utilizadas pelos 6 clubes da liga, incluindo estádios e centros de treinamento.

O governo também discute formas de apoiar infraestruturas comunitárias que fortaleçam o crescimento regional e a expansão do futebol feminino no país. As informações são do jornal CBC.

A presidente da NSL, Christina Litz, afirmou que os recursos serão distribuídos entre as equipes para obras específicas, já que “cada região tem desafios diferentes”.

Os proprietários dos clubes também injetarão capital próprio para complementar o investimento público.

A liga planeja adicionar um 7º time em 2027, com foco nas regiões Central e Oeste do Canadá.

Para Diana Matheson, cofundadora e diretora de crescimento da NSL, o futebol feminino é “uma das áreas que mais crescem no país” e tem potencial de impacto econômico.

O anúncio contou com a presença de 4 ministros, entre eles Evan Solomon (Partido Liberal do Canadá), da Inteligência Artificial e Inovação Digital do Canadá, que classificou o aporte como um investimento estratégico na economia do esporte.

Copyright Reprodução/Instagram @evanljsolomon – 17.nov.2025

Evan Solomon, ministro da Inteligência Artificial e Inovação Digital do Canadá

Antes do novo pacote, o governo já havia destinado US$ 128,3 mil para apoiar a realização da 1ª final da liga, para atrair milhares de visitantes e gerar atividade econômica na região de Toronto.



Autor Poder360 ·


Homem suspeito de matar a cantora Shirlene da Silva Alves, em Senador Canedo — Foto: Reprodução/Polícia Civil e TV Anhanguera

O crime aconteceu no dia 17 de março, no setor Jardim Nova Goiânia. A denúncia oferecida pelo MP-GO no dia 1º de julho ainda não foi recebida pela Justiça de Goiás. O suspeito foi preso no dia 16 de abril deste ano, mas foi solto no dia 14 de junho após audiência de custódia. Segundo a defesa, na ocasião a prisão dele não foi convertida em preventiva.

Ao g1, o advogado de defesa do suspeito, Júlio Mascarenhas, disse que “as provas até o momento produzidas não são capazes de afastar dúvidas quanto à autoria do crime” e nem capazes de “demonstrar a dinâmica em que tudo ocorreu”. Assim, a defesa espera que a denúncia não seja recebida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) (leia a nota completa ao final da reportagem).

O homem foi denunciado pelo MP pelo crime de homicídio com duas qualificadoras:

  • motivo fútil;
  • recurso que dificulta ou torna impossível a defesa da ofendida.

Mulher morta a tiros em bar de Senador Canedo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Ao g1, o delegado João Paulo Vieira contou que o suspeito e a esposa estavam no mesmo bar que a vítima e o marido. De acordo com a polícia, após Shirlene discutir com o suspeito por ele usar o banheiro feminino ao invés do masculino, ela pediu para o marido buscar algumas folhas de babosa em casa.

“Ela pediu para eu buscar a babosa para dar para uma amiga. Eu fui e coloquei dentro de uma sacola”, detalhou Valdeci.

Ao voltar para o bar com as folhas de babosa na sacola, segundo o marido da vítima, a esposa do suspeito pensou que era uma faca e gritou alertando. “Ela gritou: ‘meu bem, ele está armado’”, lembrou Valdeci.

Segundo o delegado, apesar de ver que era uma babosa, o suspeito atirou três vezes contra Shirlene: “Ele tirou a babosa da sacola e mostrou para todo mundo: ‘não é arma’. Deu tempo do suspeito ver que não era uma faca e mesmo assim efetuou os disparos”, afirmou João Paulo.

Grupo de Investigação de Homicídios de Senador Canedo — Foto: Reprodução/Redes sociais da Prefeitura de Senador Canedo

Nota da defesa do suspeito na íntegra:

“Primeiramente, no que tange à situação prisional do Acusado, vale consignar que sua prisão era Temporária, a qual não foi convertida em Prisão Preventiva, sendo assim, na data de 14/06/2024 ganhou a liberdade. Ocorre que agora no dia 01/07/2024, o Ministério Público ofereceu a Denúncia, a qual se quer foi recebida até o momento, pelo Magistrado.

Referente ao mérito da ação penal, a defesa se posiciona no sentindo de que as provas até o momento produzidas, não são capazes de afastar dúvidas quanto à autoria do crime, muito menos seriam capazes de demonstrar a dinâmica em que tudo ocorreu, sendo assim, como para o recebimento da Denúncia deve ter haver indícios mínimos de autoria e materialidade, a defesa espera que está não seja se quer recebida.”

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A 25ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) é a edição com o maior número de mulheres à frente dos filmes inscritos nas mostras competitivas. Dos 61 diretores creditados, 29 são mulheres, o equivalente a 47,5% do total.

As mostras Washington Novaes e a de Cinema Indígena e Povos Tradicionais foram as que mais concentraram diretoras, com 52,9% e 57,9%, respectivamente. Somente a mostra de Cinema Indígena, inédita esse ano, teve 11 diretoras, de 19 creditados.

Já a mostra do Cinema Goiano, possui metade da direção realizada por mulheres. Das quatro mostras competitivas, apenas a mostra Becos da Minha Terra, exclusiva para produções da cidade de Goiás, teve menos mulheres dirigindo as obras.

Uma das diretoras contempladas, Marta Faria da Silva está competindo com o filme “Meada Cor Kalunga” ressalta que a representatividade feminina é uma forma das mulheres falarem por si mesmas.

“É muito importante esse aumento no número de mulheres. Eu estou muito feliz em estar participando com outras mulheres, estou conhecendo coisas que não conhecia e achava que não era capaz. Então isso é mostrar para as mulheres que a gente pode, é levar a nossa história. Vamos tomar a frente do nosso poder e da nossa luta”, celebra.

O Fica 2024 será realizado de 11 a 16 de junho, na cidade de Goiás. O festival conta com apoio do programa Goiás Social; das secretarias de Estado da Retomada; de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti); e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); Saneago; Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Goiás (IFG); Serviço Social do Comércio (Sesc) e Prefeitura da cidade de Goiás.

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As Forças Armadas vão permitir —pela primeira vez na história— que mulheres participem do alistamento militar para ingresso na carreira de soldado.

A decisão foi tomada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, em conversa com os comandantes militares. A previsão é que as mulheres entrem nas fileiras das Forças em 2026.

“Nesse assunto, o Brasil deve muito. E não é para fazer serviço de enfermagem e escritório, é para a mulher entrar na infantaria. Queremos mulheres armadas até os dentes”, disse Múcio.

Atualmente as mulheres já são autorizadas a entrar nas Forças Armadas por outros meios, co mo nas escolas que preparam oficiais. A participação feminina, porém, é limitada —só a Marinha libera atuação delas em áreas mais combatentes, a de fuzileiros navais.

O alistamento feminino será voluntário e, pelos planos da Defesa, deve ser permitido às mulheres que completarem 18 anos em 2025. O modelo é semelhante ao serviço militar masculino, mas no caso delas sem a obrigatoriedade de se apresentarem às Forças.

Apesar do acerto entre todos os chefes militares, há divergências sobre a quantidade de vagas que devem ser reservadas às mulheres —desacerto que será levado para decisão de Múcio.

O ministro da Defesa havia determinado que as vagas reservadas às mulheres crescessem gradativamente até alcançar 20% das cerca de 85 mil pessoas que entram no serviço militar anualmente.

As vagas são, em maioria, destinadas ao Exército (75 mil), acompanhado da Aeronáutica (7.000) e da Marinha (3.000).

O Alto Comando do Exército discutiu a proposta de inclusão das mulheres no alistamento militar em sua última reunião, entre os dias 13 e 17 de maio. Os 16 generais da cúpula da Força participaram do encontro.

Segundo relatos feitos à Folha, na ocasião foi apresentado o resultado de estudos do Estado-Maior do Exército. Eles sugerem que sejam abertas de 1.000 a 2.000 vagas para as mulheres em 2025, com prioridade para áreas em que haja presença feminina, como hospitais, escolas e bases administrativas.

O plano interno é aumentar gradativamente as vagas até chegar a 5.000 —número menor que o apresentado por Múcio, já que os 20% representam 15 mil vagas no Exército.

A justificativa interna é que não é possível saber quantas mulheres vão buscar o alistamento militar. É preciso também ajustar as instalações para a chegada das mulheres, com separação de dormitórios e adaptação de banheiros.

Os dados ainda não foram apresentados ao ministro. “Acho 1.000 pouco. Vou pedir uma programação, para ver em quantos anos chegará aos 20%”, disse Múcio.

O serviço militar tem duração de 12 meses prorrogáveis até o limite de 96 meses. O jovem ingressa como soldado e, com o tempo máximo permitido, pode deixar a Força como 3º sargento.

A professora Adriana Marques, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), avalia que a inclusão de mulheres no serviço militar, via alistamento, não é a abordagem correta para se “buscar equidade de gênero nas Forças Armadas”.

“Nós só vamos conseguir assegurar equidade de gênero nas Forças Armadas quando as mulheres puderem ingressar nas armas de combate. Isso que eles estão fazendo é uma demagogia”, afirma.

Adriana é crítica ao Serviço Militar Obrigatório porque ele não forma soldados profissionais. As pessoas alistadas ficam, geralmente, um ano em unidades militares e não cumprem funções relacionadas à defesa nacional, como limpeza de quartéis.

“Esse padrão do serviço militar obrigatório, que elas ficam um ano, […] elas não vão formar uma carreira.”

PGR (Procuradoria-Geral da República) entrou com três ações no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo que sejam consideradas inconstitucionais as barreiras impostas pelas Forças Armadas para a participação feminina.

A Procuradoria pede que as mulheres possam entrar em todas as funções (no jargão militar chamadas de armas) sem restrições de vagas e com livre concorrência.

O governo Lula (PT) se posicionou contra o fim das restrições. Em um dos documentos que embasaram a posição do Executivo, o Exército disse que a inclusão de mulheres em determinadas funções pode comprometer o desempenho militar numa situação de combate por causa da “fisiologia feminina”.

“É necessário reconhecer que a fisiologia feminina, refletida na execução de tarefas específicas na zona de combate, pode comprometer o desempenho militar em operações de combate, dependendo do ambiente operacional”, diz trecho do documento do Exército.

A Marinha foi a primeira das Forças a abrir suas fileiras para as mulheres, em 1980. As primeiras inscrições femininas para o curso de fuzileiros navais, porém, só ocorreram no último ano.

As mulheres ocupam 8.420 dos cerca de 75 mil cargos ativos na Marinha —total de 11%, segundo dados do início do ano.

Na Aeronáutica, as mulheres representam pouco mais de 20% do efetivo (14.118 mulheres num total de 67.605 militares) e são impedidas de entrar na infantaria —arma responsável pelo combate a pé.

O Exército permite a entrada de mulheres em seus quadros desde 1992. A participação feminina, porém, avançou pouco: elas representam somente 6% do efetivo da Força Terrestre —13.017 num universo de mais de 212 mil militares ativos.

As mulheres não podem entrar nas armas consideradas mais combatentes do Exército: cavalaria, infantaria, artilharia e engenharia.

Os militares que ingressam nessas funções são os responsáveis por ocupar a linha de frente em batalhas, conduzindo armas e blindados para o confronto, ou apoiar as ações com canhões e construções de pontes improvisadas.

José Múcio conta que o plano de inclusão de mulheres amadureceu durante este ano, enquanto as Forças eram alvos das ações no STF. O ministro também visitou diversos países e conheceu a realidade da participação feminina em exércitos estrangeiros.

“No Chile, há um quantitativo bem elevado de mulheres”, disse o ministro. Múcio visitou o país em abril e conversou com a ministra da Defesa chilena, Maya Fernández Allende —neta de Salvador Allende, presidente do Chile deposto e assassinado antes da ditadura militar de Augusto Pinochet.

O ministro também conheceu a realidade de Portugal. Em entrevista à Folha, a ex-ministra da Defesa portuguesa Helena Carreiras disse que as Forças Armadas devem eliminar restrições às mulheres para não se tornarem “monolíticas”.

“Organizações que não aceitam a diversidade, que são monolíticas, são instituições que vão definhar, que não vão entender e enfrentar os desafios da complexidade de tarefas que têm pela frente.”

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A deputada estadual, Vivian Naves (PP), projeta uma eleição municipal marcada pela presença efetiva de candidatas mulheres no pleito de 2024, em Goiás. Como exemplo, a parlamentar enalteceu, nesta semana, as pré-candidaturas de Eerizânia Freitas (UB) e de Mariane Stival (PDT) à chefia do Executivo de Anápolis. 

Vivian acredita que a representatividade da presença feminina nas campanhas, nos debates televisivos e em outros momentos cruciais do debate canalizam as situações para enfoques que acabam por dar vazão a muitas causas de apelo popular, que invariavelmente acabaram sendo ignoradas por muito tempo. 

“Os nomes colocados da Eerizânia e da Mariane, como protagonistas deste momento único da democracia que se aproxima, é algo mesmo que me dá muita satisfação. Há 12 anos não temos mulheres concorrendo pela Prefeitura de Anápolis e não tenho dúvida que veremos elementos trazidos à tona no debate que muita gente se sentirá representada”, projetou a parlamentar.

Presidente local do PP, Vivian também elogia lideranças femininas que já estão trabalhando seu projeto de pré-campanha à Câmara de Vereadores e afirmou que exemplos de sucesso não faltam no estado para inspirar estes postulantes a cargos eletivos. 

“Eu vejo Goiás com lideranças femininas muito fortes. Quem recebeu mais votos para a Câmara Federal em nosso estado e vem fazendo um bom trabalho é uma mulher, a deputa Silvye Alves. A primeira-dama Gracinha vem cumprindo um papel fundamental neste encorajamento de potenciais novas líderes e nacionalmente falando a proporcionalidade da bancada feminina aumentou 18% no Congresso Nacional. Aqui na ALEGO, da legislatura passada pra cá, a evolução no número de cadeiras ocupadas por mulheres foi de 100% e todo esse ambiente naturalmente também terá reflexos também nas eleições para as prefeituras. Vejo que a sociedade como um todo ganha muito com isso”, finaliza Vivian.



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Homem que matou cantora em bar teria confundido a folha de babosa com faca. Contudo, mesmo sabendo que verificando que não era uma faca, atirou mesmo assim, segundo delegado — Foto: Polícia Civil / TV Anhanguera – Reprodução

O crime aconteceu na noite do dia 17 de março, no setor Jardim Nova Goiânia, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. A vítima foi atingida na cabeça e morreu no local.

O g1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito para que pudesse se posicionar até a última atualizar desta reportagem.

De acordo com a Polícia Civil (PC), o suspeito foi encontrado ainda na mesma cidade em uma casa alugada no Residencial dos Ipês, distante de onde aconteceu o crime.

Ao g1, o delegado responsável pelo caso, João Paulo Vieira, afirmou que o suspeito poderá responder por homicídio qualificado. Segundo o investigador, o suspeito possui diversos antecedentes criminais como roubo, receptação, tráfico de drogas, ameaça e resistência.

Na época do crime, o delegado contou à portagem que o suspeito e a esposa estavam no mesmo bar que a vítima e o marido. De acordo com a polícia, Shirlene discutiu com o suspeito após ele usar o banheiro feminino ao invés do masculino e, minutos depois da briga, ela pediu para o marido buscar algumas folhas de babosa em casa.

“Ela pediu para eu buscar a babosa para dar para uma amiga. Eu fui e coloquei dentro de uma sacola”, detalha Valdeci.

Ao voltar para o bar com as folhas de babosa na sacola, segundo o marido da vítima, a esposa do suspeito pensou que era uma faca e gritou alertando. “Ela gritou: ‘meu bem, ele está armado’”, lembra.

Segundo o delegado, apesar de ver que era uma babosa, o suspeito atirou três vezes contra Shirlene. “Ele tirou a babosa da sacola e mostrou para todo mundo: ‘não é arma’. Deu tempo do suspeito ver que não era uma faca e mesmo assim efetuou os disparos”, afirma João Paulo.

O delegado destaca que o crime teve um motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. “Já temos a autoria e a motivação. Estamos em diligências e vamos finalizar a investigação o mais rápido possível”, afirmou. De acordo com o investigador, o suspeito ainda deve ser preso.

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Homem mata mulher após ela reclamar de ele ter usado banheiro feminino de bar

O homem que matou a cantora Shirlene da Silva Alves, de 36 anos, após uma briga por ele usar o banheiro feminino de um bar confundiu uma folha de babosa com uma faca, conta o marido da vítima. O caso é investigado pelo delegado João Paulo Vieira e, até o momento, o suspeito não foi preso.

“Eu tirei a babosa da sacola e gritei: ‘é uma babosa’. Ele deu três tiros e tirou minha mulher de mim”, desabafou Valdeci Araújo à TV Anhanguera.

O crime aconteceu na noite de domingo (17), em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a Polícia Civil (PC), a vítima foi atingida na cabeça e morreu no local. Já o autor dos disparos, que não teve o nome divulgado, foi identificado e deve responder por homicídio qualificado.

Homem que matou cantora em bar após briga por ele usar banheiro feminino confundiu folha de babosa com faca — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Ao g1, o delegado contou que o suspeito e a esposa estavam no mesmo bar que a vítima e o marido. De acordo com a polícia, Shirlene discutiu com o suspeito após ele usar o banheiro feminino ao invés do masculino e, minutos depois da briga, ela pediu para o marido buscar as folhas de babosa em casa.

“Ela pediu para eu buscar a babosa para dar para uma amiga. Eu fui e coloquei dentro de uma sacola”, detalha Valdeci.

Ao voltar para o bar com as folhas de babosa na sacola, segundo o marido da vítima, a esposa do suspeito pensou que era uma faca e gritou alertando. “Ela gritou: ‘meu bem, ele está armado’”, lembra Valdeci. Segundo o delegado, apesar de ver que era uma babosa, o suspeito atirou contra Shirlene.

“Ele tirou a babosa da sacola e mostrou para todo mundo: ‘não é arma’. Deu tempo do suspeito ver que não era uma faca e mesmo assim efetuou os disparos”, afirma João Paulo.

O delegado destaca que o crime teve um motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. “Já temos a autoria e a motivação. Estamos em diligências e vamos finalizar a investigação o mais rápido possível”, afirmou. De acordo com o investigador, o suspeito ainda deve ser preso.

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