A população de Aparecida de Goiânia recebeu, nesta quarta-feira (3/6), mais uma edição do programa ‘Deputados Aqui’, iniciativa da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) que levou uma ampla estrutura de atendimentos gratuitos ao bairro Cidade Vera Cruz. A ação contou com a participação do prefeito Leandro Vilela e do presidente da Alego, deputado estadual Bruno Peixoto, durante a abertura oficial das atividades.
Considerado um dos principais programas itinerantes da Assembleia Legislativa, o Deputados Aqui reúne diversos serviços nas áreas de saúde, assistência social, qualificação profissional, orientação jurídica, bem-estar animal e cidadania, aproximando o poder público da população e facilitando o acesso a atendimentos essenciais.
Entre os serviços ofertados estavam consultas médicas, exames, atendimento odontológico e oftalmológico, corte de cabelo, cursos profissionalizantes, castração de cães e gatos machos, além de almoço comunitário e atividades recreativas para crianças.
Durante o evento, o prefeito Leandro Vilela ressaltou que a parceria entre a Prefeitura de Aparecida e a Assembleia Legislativa fortalece a capacidade de atendimento à população e amplia o alcance das políticas públicas.
“Agradeço à Alego, ao presidente Bruno Peixoto e a todos os deputados envolvidos por trazerem esse grande programa para Aparecida. Essa união entre os poderes fortalece o atendimento à nossa população e amplia o acesso das famílias aos serviços essenciais”, afirmou.
O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, destacou que o programa foi criado para facilitar o acesso da população aos serviços públicos e reduzir barreiras enfrentadas por muitos cidadãos para buscar atendimento.
“Nosso compromisso é levar cidadania para quem mais precisa. Muitas pessoas têm dificuldade de se deslocar até Goiânia ou até mesmo à sede da Assembleia Legislativa. Por isso, montamos essa grande estrutura nos municípios, oferecendo serviços de qualidade gratuitamente para a população”, declarou.
‘Deputados Aqui’ já atendeu cerca de 400 mil pessoas em 100 municípios goianos
Segundo o parlamentar, o programa já beneficiou aproximadamente 400 mil pessoas em mais de 100 municípios goianos, consolidando-se como uma das principais ações de atendimento itinerante promovidas pelo Legislativo estadual.
Esta foi a 51ª edição do Deputados Aqui. As atividades tiveram início na terça-feira (2/6), no Setor Independência Mansões, e seguiram nesta quarta-feira atendendo moradores da Cidade Vera Cruz e de bairros vizinhos.
Além dos atendimentos à população, a programação contou com uma sessão solene itinerante para a entrega de Certificados de Mérito Legislativo a moradores e lideranças que contribuem para o desenvolvimento de Aparecida de Goiânia.
Participaram ainda da abertura os deputados estaduais Bia de Lima, Coronel Adailton, Mauro Rubem e Veter Martins; o deputado federal Dr. Zacharias Calil; a prefeita em exercício de Goiânia, Coronel Cláudia; vereadores de Aparecida e demais lideranças da região.
Presidente da Câmara declara que a situação limita “espaços de diálogo e convergência”
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta 2ª feira (1º.jun.2026) que, no Brasil, “as dinâmicas sociais e políticas têm se caracterizado por um crescente afastamento entre posições e perspectivas”, o que “acaba por limitar os espaços de diálogo e convergência em torno de interesses permanentes e de longo prazo”.
As declarações foram feitas na abertura do 14º Fórum de Lisboa, evento que é realizado em Portugal e tem o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, como anfitrião.
O presidente da Câmara declarou que o mundo vive momentos de “turbulências e interrogações” sobre “para onde ruma a humanidade”, o que exige adaptação das pessoas e das instituições.
Segundo Motta, as instituições internacionais “parecem impotentes” para “contrabalançar com diálogo e negociação o ressurgimento da geopolítica como fio condutor das relações entre as nações”.
O deputado usou como exemplo o Oriente Médio para afirmar que “crises e conflitos têm se multiplicado”, com “sérias consequências” para os países.
Motta declarou que a Câmara tem se movimentado para “navegar nesses mares agitados”. Mencionou a aprovação de projetos como a reforma tributária, da tributação, do consumo e da renda.
Motta falou sobre a aprovação pelos deputados do fim da escala 6 X 1. “À luz das novas realidades do mundo do trabalho, encontramos um compromisso equilibrado e eficaz entre o imperativo desenvolvimento econômico e o bem-estar das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.
O congressista falou sobre a inteligência artificial. Disse que o país discute um marco legal para que “a tecnologia revolucionária da inteligência artificial prospere no Brasil como ferramenta para o progresso geral com respeito às liberdades” dos cidadãos.
14º FÓRUM DE LISBOA
O tema do Fórum de Lisboa deste ano é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. Todos os debates serão realizados de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa.
O evento terá a presença de nomes como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O número total de participantes no Fórum de Lisboa aumentou de 360 em 2025 para 450 em 2026. É um recorde para o evento. Mas o total de autoridades brasileiras caiu com relação ao ano passado –a única exceção é no Legislativo, que terá 2 congressistas a mais neste ano. A mudança de embocadura do tema central do encontro, mais globalizado, é a razão de haver mais palestrantes de outros países e não apenas do Brasil e de Portugal.
O 14º Fórum de Lisboa recebeu o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, dada pelo presidente português a iniciativas, eventos, congressos, projetos ou comemorações que são considerados de especial interesse público, relevância cívica, cultural, científica, social ou econômica para Portugal.
Não se trata de conceder financiamento ou apoio material. É uma chancela de reconhecimento e prestígio institucional.
A distinção, segundo a organização do evento, “reconhece a relevância institucional, acadêmica e cívica do evento, bem como sua contribuição para o fortalecimento do debate democrático e para a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, pelo Brasil e pela comunidade internacional”.
FESTAS E JANTARES PRIVADOS
Durante os dias que passam em Portugal, representantes de empresas privadas aproveitam para oferecer festas e jantares privados para os participantes –oportunidade que empresários têm para se aproximar de operadores do direito que atuam no Poder Judiciário. Esse tipo de contato é criticado por quem considera impróprios tais encontros.
Gilmar Mendes pensa de forma diferente. O decano do STF argumenta que reuniões como o Fórum de Lisboa permitem aos integrantes do Judiciário refletir sobre temas contemporâneos relevantes, trocar experiências entre si e assim estarem mais preparados para o exercício da magistratura.
Entre os empresários confirmados no Fórum de Lisboa 2026 estão:
- André Esteves – co-fundador da Inteli, chairman e sócio sênior do BTG Pactual;
- Fábio Chilo – diretor jurídico da JBS;
- Luiza Trajano – presidente do Conselho de Administração Magazine Luiza;
- Luiz Carlos Trabuco Cappi – presidente do Conselho de Administração do Banco Bradesco;
- Ricardo Faria – fundador e chairman do Grupo Granja Faria;
- Fábio Gaspar – Country Tax Manager da Shell Brasil;
- Eduardo Lopes – diretor senior de Políticas Públicas do Nubank e CEO da Zetta;
- Anderson Baranov – CEO Norsk Hydro Brasil e presidente do Conselho Diretor do Simineral PA.;
- Eduardo Sattamini – CEO da Engie Brasil.
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Texto provisório liberaria navegação no estreito de Ormuz e abriria negociação de 60 dias sobre programa nuclear iraniano
Estados Unidos e Irã chegaram nesta 5ª feira (28.mai.2026) a um acordo provisório sobre um memorando de entendimento para reduzir a tensão no estreito de Ormuz e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano. O texto, porém, ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump (Partido Republicano) e não estava claro se tinha o aval do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
O memorando incluiria a retirada de restrições à navegação no estreito de Ormuz, com liberação do tráfego de embarcações e suspensão de um bloqueio dos EUA. Também abriria um período de 60 dias de negociação sobre o programa nuclear iraniano, incluindo o destino do estoque de urânio altamente enriquecido mantido por Teerã.
Segundo a CNN, autoridades dos EUA disseram que a finalização do texto indica avanço diplomático, apesar dos ataques registrados nesta semana entre os 2 países. As mesmas fontes afirmaram, porém, que os temas mais difíceis ligados ao programa nuclear iraniano ainda precisariam ser discutidos durante esse período de negociação.
A agência semioficial iraniana Tasnim afirmou, segundo a Al Jazeera, que o texto ainda não havia sido finalizado nem tornado definitivo. A Tasnim citou fontes próximas à equipe negociadora iraniana. Elas disseram que Teerã ainda não informou ao mediador paquistanês que o acordo estaria concluído.
Na 5ª feira (28.mai), o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse à BBC que os 2 países estavam “muito próximos” de um acordo, mas “ainda não chegaram lá”. A declaração foi dada enquanto a Casa Branca tentava avançar com uma saída negociada para o conflito.
Trump disse na 4ª feira (27.mai) que ainda não estava satisfeito com o estado das negociações. A Reuters informou que o presidente rejeitou um relato da TV estatal iraniana sobre um rascunho de entendimento envolvendo o estreito de Ormuz. Depois disso, os 2 países trocaram ataques aéreos, segundo a agência.
A CNN afirmou que Trump tem pedido avaliações sobre o texto para garantir que o acordo seja apresentado como mais forte do que o pacto nuclear de 2015, firmado no governo Barack Obama e abandonado por Trump em seu 1º mandato.
A situação na região ainda era instável nesta 6ª feira (29.mai). Segundo a CNN, qualquer avanço nas conversas pode ser revertido caso Trump decida não aprovar o memorando.
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7ª reunião do Fórum Goiano da Desburocratização aborda educação, gestão e relação entre governo e empresários
Lidiane 27 de março de 2026
Na tarde desta sexta-feira, 27, foi realizada a 7ª Reunião do Fórum Goiano da Desburocratização, em parceria com a Federação das Associações dos Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás (Faje Goiás), responsável pela promoção do evento “Catalisa”. A iniciativa é do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que preside o fórum na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).
No encontro, Virmondes Cruvinel afirmou que a Alego atua na promoção do diálogo com entidades da sociedade civil organizada, buscando soluções junto aos diferentes níveis de governo, e apontou a necessidade de ampliar o acesso à informação e utilizar ferramentas que contribuam para a desburocratização, incluindo a aplicação de inovação e de norma referente à inteligência artificial para agilizar atendimentos.
O professor Cristiano Grigório também participou das discussões e afirmou que o projeto atua em diferentes áreas, com destaque para a educação, defendendo a aplicação prática das propostas e avanços graduais. “Em cada fórum desse, a gente tem avançado de maneira positiva […] em cada etapa dessa, a gente avança novos degraus”, disse.
Já o presidente da Faje Goiás, Pedro Bueno, observou que o encontro permite discutir medidas relacionadas à relação entre governo e empresários, mencionando a existência de entraves e preocupações com taxas. Ele afirmou que a expectativa é de que a reunião contribua tanto para a formulação de soluções quanto para a reflexão sobre o momento político. “Eu espero que dessa reunião saiam não só as soluções das problemáticas que vão ser abordadas, mas também que a gente possa indagar esse novo momento que estamos vivendo no governo”, declarou.
Criado em 2023, o fórum tem como finalidade promover o estudo, a discussão e a proposição de medidas voltadas para simplificação e modernização da gestão pública, com foco na redução da burocracia e no aprimoramento dos serviços prestados à população.
A obra, indicada a 4 categorias do Oscar, também teve o maior pico de menções entre seus concorrentes
O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, é o filme mais mencionado nas redes sociais entre os indicados ao Oscar. A produção teve 23% do total de menções de 1º de outubro de 2025 a 13 de março de 2026.
Os dados são do levantamento realizado pela Quaest de 1º de outubro de 2025 a 13 de março de 2026 e divulgado neste domingo (15.mar.2026). Eis a íntegra da pesquisa (2,3 MB).
A obra, indicada a 4 categorias do Oscar, também concentrou o maior pico de menções entre seus concorrentes, com cerca de 400 mil citações durante a premiação do Globo de Ouro, realizada em 11 de janeiro.
Na ocasião, “O Agente Secreto” se tornou o 1º filme brasileiro a levar 2 prêmios em uma mesma edição. Venceu as categorias de melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama.
Eis a lista dos filmes mais mencionados:
- “O Agente Secreto” – 23%;
- “Pecadores” – 21%;
- “F1” – 10%;
- “Uma Batalha Após a Outra” – 9%;
- “Frankenstein” – 8%;
- “Marty Supreme” – 7%;
- “Hamnet” – 5%;
- “Valor Sentimental” – 5%.
Ainda segundo a pesquisa, “O Agente Secreto” é o filme indicado ao Oscar com mais sentimentos positivos nas redes sociais, com 61%. “Sonhos de Trem”, dirigido por Clint Bentley, aparece na 2ª colocação, com 35%. O filme tem na equipe o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso, que está concorrendo à premiação na categoria de melhor fotografia pelo longa.
Eis a lista dos filmes com maior sentimento positivo:
- “O Agente Secreto” – 61%;
- “Sonhos de Trem” – 35%;
- “Pecadores” – 29%;
- “Marty Supreme” – 29%;
- “Frankenstein” – 25%;
- “Uma Batalha Após a Outra” – 25%;
- “Hamnet” – 25%;
- “Sirat” – 25%;
- “Valor Sentimental” – 24%;
- “Bugonia” – 23%;
- “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” – 23%;
- “Foi Apenas Um Acidente” – 21%;
- “Blue Moon” – 21%;
- “Song Song Blue” – 20%;
- “F1” – 18%.
A pesquisa foi realizada de 1º de outubro de 2025 a 13 de março de 2026. Foram analisadas mais de 4 milhões de menções em português ou inglês nas principais redes sociais (X, Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr, TikTok, Bluesky e YouTube), Spotify, The Movie Database e o site de notícias da Quaest.
População evangélica no país asiático é de 20%, segundo pesquisa; mais da metade dos sul-coreanos diz não ter religião
O cristianismo evangélico é a religião com o maior número de fiéis declarados na Coreia do Sul. Segundo dados da Korea Research, 20% dos sul-coreanos dizem ser protestantes, superando em 4 pontos percentuais o número de quem afirma ser budista –religião que chegou à Coreia do Sul mais de 1.000 anos antes do cristianismo.
O catolicismo completa o top 3, com uma representação de 11% na população sul-coreana. Mais da metade (51%) dos sul-coreanos declararam na pesquisa não ter religião.
Segundo a Associação para Estudos da Ásia, o cristianismo coreano começou a partir da década de 1780, depois que representantes tomaram conhecimento da religião na China durante missões de tributo à corte de Pequim e retornaram para casa com textos religiosos, iniciando encontros secretos. No século 18, o cristianismo foi proibido e seus praticantes eram perseguidos.
As primeiras comunidades protestantes na Coreia foram igrejas fundadas por comerciantes na década de 1860. A década de 1880 foi marcada pela chegada de missionários protestantes vindos do Ocidente, principalmente da América do Norte, em um momento em que a Coreia vivenciava uma crise nacional provocada pela ocupação japonesa.
“O apelo do cristianismo na Coreia era em parte espiritual, em parte econômico, por causa da sua associação com a modernidade ocidental (incluindo a educação moderna), e também em parte nacionalista, pois servia como expressão da sociedade civil coreana que não estava completamente sob o controle do Japão”, diz o artigo “Cristianismo na Coreia Moderna” de 2006. Eis a íntegra (PDF – 161 kB, em inglês).
Os evangélicos são maioria entre os sul-coreanos que afirmam seguir uma religião ao menos desde 2015 –início da série histórica da Korea Research. Nos últimos 11 anos, a participação ficou sempre na casa dos 20%, tendo um pico de 22% em 2019. O budismo e o catolicismo também se mantiveram praticamente inalterados nesse período.
MAIOR TEMPLO EVANGÉLICO DO MUNDO
Ao andar por Seul, é difícil não se deparar com igrejas e representações de cruz –principal símbolo do cristianismo. Entre todos os templos na capital sul-coreana, o que mais se destaca é a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, a maior congregação cristã pentecostal da Coreia do Sul.
Ao se aproximar do edifício, o visitante se depara com uma grande cruz suspensa entre um semi-arco e um enorme templo de mais de 7.000 metros quadrados. Em 1997, o templo foi considerado a maior congregação do mundo pelo Guinness Book. Jornais locais estimam o número de integrantes da congregação em cerca de 800 mil. No site da congregação, é informado que a igreja alcançou 500 mil integrantes em 1985.
Cruz na entrada do templo da Igreja do Evangelho Pleno de Yoido em Seul
O salão principal acomoda cerca de 21.000 pessoas. A igreja oferece 7 cultos em coreano aos domingos —traduzidos para até 16 idiomas em fones de ouvido oferecidos aos estrangeiros— além de cultos separados em inglês e outros idiomas, como espanhol e japonês.
A Igreja do Evangelho Pleno de Yoido é a maior congregação da Coreia do Sul e foi fundada em 1958, em uma tenda com 5 pessoas, pelo pastor David Yonggi Cho. Ao longo de décadas, a igreja cresceu ao ponto de se tornar a maior do país e elevou o status de Cho como um dos maiores líderes religiosos da Coreia do Sul.
Cho viajou para São Paulo em 1997 para participar do 2º Congresso Mundial da Assembleia de Deus. Ele morreu em 2021, aos 85 anos.
Autoridades aumentaram o tom das ameaças; impasse gira em torno de programa nuclear iraniano
Os Estados Unidos e o Irã vivem uma escalada de tensão nos últimos dias. O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 5ª feira (19.fev.2026) que em 10 dias saberá se deve “dar um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
A razão é o programa nuclear iraniano. O Ocidente teme que o Irã enriqueça urânio a níveis elevados para fins militares. Ambos os países negociam para alcançar um acordo. Na 3ª feira (17.fev), representantes norte-americanos e iranianos se reuniram, mas sem chegar a resultados concretos.
Na 4ª feira (18.fev.2026), o site de notícias Axios publicou que o governo dos EUA está se preparando para uma possível operação militar conjunta com Israel contra o Irã para os próximos dias.
Na mesma data, Teerã participou de exercícios militares com a Rússia. De acordo com informações do Ministério da Defesa russo, “as equipes navais russa e iraniana sincronizaram suas ações para garantir a segurança da navegação civil”.
A força militar dos EUA no Oriente Médio aumentou substancialmente nas últimas semanas. Sistemas de armas e munições foram transportados para a região em mais de 150 voos militares de carga. Desde 4ª feira (18.fev), 50 caças adicionais, incluindo modelos F-35, F-22 e F-16, foram deslocados para bases na região. O contingente norte-americano inclui 2 porta-aviões, 12 navios de guerra, centenas de aeronaves de combate e múltiplos sistemas de defesa aérea.
Programa nuclear iraniano
O Irã faz parte do TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares). Segundo o acordo, países signatários sem armamento nuclear não podem buscar seu desenvolvimento.
A apreensão em torno do programa iraniano aumentou depois que os Estados Unidos deixaram, em 2018, durante o 1º mandato de Trump, o acordo internacional firmado em 2015 para limitar o enriquecimento de urânio em troca da suspensão de sanções. Desde então, o Irã ampliou gradualmente suas atividades nucleares e passou a operar centrífugas mais avançadas, segundo relatórios da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
A agência relata que o Irã enriquece urânio a níveis de até 60% –patamar próximo do grau necessário para uso militar. Avaliações internacionais indicam que o tempo estimado para obter material suficiente para uma arma nuclear (“breakout time”) caiu de cerca de 1 ano para semanas. Eis a íntegra dos informes da AIEA (PDF – 273 kB). Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, disse ao Poder360 que “isto torna qualquer possibilidade de preparar uma ação militar muito difícil”.
O cenário amplia a preocupação de aliados dos EUA no Oriente Médio, especialmente Israel, que já disse que pode agir para impedir a capacidade nuclear militar iraniana. Autoridades israelenses afirmam de forma recorrente que não permitirão que o Irã desenvolva capacidade nuclear militar na região.
Segundo Rudzit, o temor é porque “o Irã nunca reconheceu o direito de Israel existir, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad já defendeu que Israel deveria ser varrido do mapa”.
Escalada
A relação entre Irã e EUA piorou depois dos bombardeios do governo norte-americano contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025, durante o conflito de 12 dias entre Irã e Israel. Na ocasião, forças norte-americanas atingiram ao menos 2 locais ligados ao programa nuclear do país persa.
Desde então, as tensões têm sido ampliadas com trocas de ameaças entre autoridades de ambos os países. Trump disse que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, “deveria estar muito preocupado” diante da possibilidade de ações militares dos EUA.
O aiatolá, por sua vez, afirmou que Trump não conseguirá derrubar o regime iraniano e fez ameaças contra embarcações militares norte-americanas.
Barril do Brent atinge maior valor desde 20 de junho de 2025 com prêmio de risco geopolítico e temor sobre oferta global
O petróleo avançou no mercado internacional diante da escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent atingiu US$ 71,71 às 12h38 nesta 5ª feira (19.fev.2026).
O movimento se deu após declarações e sinais de maior presença militar na região do Golfo Pérsico.
O mercado adicionou um prêmio de risco às cotações por receio de interrupção na oferta, sobretudo no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
A valorização influencia inflação, juros e custos de energia em diversas economias.
O Brent já havia subido mais de 4% na 4ª feira (18.fev), movimento que se intensificou nesta 5ª feira. Investidores passaram a considerar a possibilidade de impacto no fluxo global de exportações caso a tensão evolua.
Além do fator geopolítico, dados de estoques nos Estados Unidos mostraram recuo inesperado, o que reforçou a pressão altista. A combinação de oferta potencialmente mais restrita e risco militar elevou a volatilidade.
A alta do petróleo reverbera em outros mercados. Bolsas oscilaram e ativos considerados mais seguros registraram procura maior. Para países importadores, a valorização da commodity pode pressionar o preço dos combustíveis e, consequentemente, a inflação.
Parte do movimento decorre de prêmio temporário. Caso haja distensão diplomática, os preços podem devolver parte dos ganhos recentes. Se o impasse persistir, o mercado pode sustentar patamares mais elevados no curto prazo.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), está entre os gestores municipais mais bem avaliados do Brasil, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Veritá. A pesquisa analisou a percepção direta da população sobre o desempenho das administrações das 23 maiores cidades brasileiras que não são capitais, com foco na qualidade da gestão e na prestação de serviços públicos.
De acordo com o estudo, Vilela ocupa a 10ª posição no ranking nacional de avaliação de prefeitos, com nota média de 5,33 atribuída pelos moradores ao desempenho da gestão iniciada em janeiro de 2025. O resultado coloca o chefe do Executivo aparecidense à frente de prefeitos de importantes centros urbanos do Sudeste, como Guarulhos, Osasco e Campinas.
No indicador que mede o percentual de aprovação popular, o prefeito aparece na 15ª colocação, com 44,7% de avaliação positiva entre os entrevistados. O índice considera a soma de respostas classificadas como “ótima” ou “boa” para a condução da administração municipal.
Além da avaliação individual dos gestores, o levantamento também analisou o desempenho das cidades quanto à qualidade dos serviços públicos. Nesse quesito, Aparecida de Goiânia aparece na 17ª posição, com nota média de 4,18, superando novamente municípios de grande porte, especialmente do estado de São Paulo.
A metodologia do estudo leva em conta critérios como eficiência administrativa, percepção sobre áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura, zeladoria urbana e confiança da população na condução das políticas públicas. Os dados servem como termômetro da satisfação dos moradores com as gestões locais.
O desempenho de Aparecida no ranking reforça o cenário de competitividade entre grandes municípios fora das capitais e evidencia o peso da avaliação popular na consolidação política dos gestores, especialmente em cidades com crescimento populacional acelerado e alta demanda por serviços públicos.
Leia as principais reações ao fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia
Lidiane 5 de fevereiro de 2026
Casa Branca diz que uma extensão do acordo deve incluir a China, que pede retomada de diálogo; é a 1ª vez desde a Guerra Fria que os países estão sem limites nucleares
Países e organismos internacionais reagiram ao fim do New Start (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) entre Estados Unidos e Rússia que se deu na 4ª feira (4.fev.2026). É a 1ª vez desde a Guerra Fria que os 2 países estão sem limites para produzir e posicionar ogivas atômicas.
O acordo foi assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama, dos EUA, e Dmitry Medvedev, da Rússia. Limitava a quantidade de ogivas em 1.550 cada. Também impunha um teto para o número e uso de armas nucleares, além de regulamentar onde seria o armazenamento.
Levantamento de janeiro de 2025 do Sipri (Instituto de Pesquisa da Paz de Estocolmo) indica que a Rússia tem 5.429 ogivas nucleares, ante 5.177 dos Estados Unidos.
Leia as principais reações:
Estados Unidos
O governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) ainda não se manifestou de forma oficial. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse na 4ª feira (4.fev.2026) que uma extensão do acordo precisa incluir a China por causa de seu “vasto e crescente arsenal”.
Rússia
O governo russo lamentou nesta 5ª feira (5.fev) o fim do acordo. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia “manterá sua abordagem responsável e atenta em relação ao tema da estabilidade estratégica no campo de armas nucleares”, mas que agirá de acordo com seus “interesses nacionais”.
Já Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse na 4ª feira, em seu perfil no X (ex-Twitter), que todos os tratados nucleares “ficaram no passado” e publicou uma imagem com a frase: “O inverno está chegando”.
China
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse nesta 5ª feira que compartilha a preocupação da comunidade internacional sobre os possíveis impactos do fim do acordo. Pediu que os Estados Unidos “deem uma resposta ativa” e retomem diálogos com o governo da Rússia.
ONU
O secretário geral da ONU, Antonio Guterres, disse na 4ª feira (4.fev) que o fim do tratado é um “grave momento” para a paz e a segurança internacional. Segundo ele, pela 1ª vez em mais de 50 anos, não há “quaisquer limites vinculantes aos arsenais nucleares estratégicos” dos 2 países.



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